Nomenclatura Binomial
Este conjunto de flashcards aborda as regras e conceitos da nomenclatura binomial de seres vivos para estudantes.
Cartões · 50
- Nomenclatura binomial
- Sistema formal de nomeação de seres vivos composto por dois termos em latim ou latinizados.
- Criador da nomenclatura binomial
- Carl von Linné (Lineu), que popularizou e formalizou o sistema no século XVIII.
- Obra base de Lineu (1753)
- Species Plantarum, que marcou o início oficial da nomenclatura botânica moderna.
- Obra base de Lineu (1758)
- Systema Naturae (10ª edição), ponto de partida oficial para a nomenclatura zoológica.
- Idioma padrão
- Latim ou termos derivados latinizados, por ser uma língua morta e universal na ciência.
- Primeiro termo do binômio
- Indica o gênero ao qual a espécie pertence e funciona gramaticalmente como um substantivo.
- Segundo termo do binômio
- Epíteto específico, que qualifica o gênero e individualiza a espécie.
- Capitalização do gênero
- A primeira letra do nome genérico deve ser sempre grafada em maiúscula (ex.: Canis).
- Capitalização do epíteto específico
- Deve ser sempre grafado inteiramente em letras minúsculas (ex.: lupus).
- Destaque gráfico em texto impresso
- O nome científico deve se destacar do texto circundante, sendo formatado em itálico.
- Destaque gráfico em texto manuscrito
- Deve ser sublinhado, preferencialmente com traços separados para gênero e epíteto.
- Uso de negrito
- Permitido como alternativa ao itálico para destacar o nome, mas menos comum que este.
- Abreviação do gênero
- Permitida após a primeira menção completa no texto, usando a inicial maiúscula seguida de ponto (ex.: C. lupus).
- Epíteto específico isolado
- Nunca deve ser escrito sozinho, pois só ganha significado biológico junto ao gênero.
- Abreviação 'sp.'
- Indica uma espécie não identificada pertencente àquele gênero (ex.: Panthera sp.).
- Abreviação 'spp.'
- Refere-se a múltiplas espécies ou a todas as espécies de um gênero (ex.: Panthera spp.).
- Formatação de 'sp.' e 'spp.'
- Não devem ser colocados em itálico nem sublinhados, pois são abreviações comuns e não nomes científicos.
- Subgênero
- Escrito entre parênteses com inicial maiúscula, posicionado entre o gênero e o epíteto específico.
- Exemplo de subgênero
- Aedes (Stegomyia) aegypti, onde Stegomyia é o subgênero em que a espécie é classificada.
- Nomenclatura trinomial em zoologia
- Designa subespécies adicionando um terceiro termo minúsculo em itálico após o epíteto específico.
- Exemplo de subespécie animal
- Homo sapiens sapiens, onde o segundo sapiens indica a subespécie moderna.
- Subespécie em botânica
- Exige a inclusão da abreviação 'subsp.' em texto normal antes do epíteto subespecífico.
- Variedade em botânica (var.)
- Categoria infraespecífica indicada pela abreviação 'var.' em fonte redonda antes do epíteto.
- Forma em botânica (f.)
- Categoria taxonômica menor indicada pela abreviação 'f.' antes do epíteto específico.
- Citação do autor
- O nome de quem descreveu a espécie aparece após o binômio, em fonte normal e sem pontuação intermediária.
- Exemplo de autoridade taxonômica
- Canis lupus Linnaeus, 1758, indicando o autor da descrição e o ano de publicação.
- Autor entre parênteses
- Indica que a espécie foi transferida para um gênero diferente daquele em que foi originalmente descrita.
- Princípio da prioridade
- Regra que estabelece que o nome válido mais antigo validamente publicado é o que prevalece.
- Sinônimo taxonômico
- Nome científico diferente aplicado ao mesmo táxon, tornando-se secundário por prioridade.
- Homônimo taxonômico
- Mesmo nome atribuído a táxons distintos; o publicado posteriormente é considerado inválido.
- Tautonímia em zoologia
- Uso do mesmo termo para gênero e espécie (ex.: Gorilla gorilla), permitido no código zoológico.
- Tautonímia em botânica
- Completamente proibida pelo Código Internacional de Nomenclatura Botânica.
- Código Internacional de Nomenclatura Zoológica (ICZN)
- Conjunto de regras oficiais que rege a nomeação correta de animais.
- Código Internacional de Nomenclatura de Algas, Fungos e Plantas (ICN)
- Conjunto de regras oficiais aplicadas a plantas, fungos e organismos afins.
- Código Internacional de Nomenclatura de Procariontes (ICNP)
- Sistema regulatório oficial para a atribuição de nomes a bactérias e arqueias.
- Espécime-tipo (Holótipo)
- Indivíduo físico único designado na publicação original que serve de base permanente para o nome.
- Gênero monotípico
- Gênero que compreende apenas uma única espécie descrita (ex.: Ginkgo, com Ginkgo biloba).
- Concordância gramatical de gênero
- O epíteto adjetivo deve concordar em gênero gramatical latino (masculino, feminino, neutro) com o gênero taxonômico.
- Epítetos patronímicos
- Epítetos derivados de nomes de pessoas, frequentemente terminados em '-i' ou '-ae' no latim.
- Epítetos geográficos
- Nomes que indicam a origem de um espécime, comumente terminados em '-ensis' ou '-icus'.
- Abreviação 'cf.' (confer)
- Indica identificação provisória que requer comparação antes da confirmação formal.
- Abreviação 'aff.' (affinis)
- Indica espécie afim ou muito próxima morfologicamente, mas provavelmente distinta.
- Nomen nudum
- Nome publicado sem descrição ou diagnose formal adequada, sendo inválido perante os códigos.
- Híbrido interespecífico (indicação)
- Sinalizado com o símbolo '×' entre os nomes dos gêneros/epítetos ou antes do epíteto.
- Exemplo de híbrido botânico
- Mentha × piperita, indicando que a hortelã-pimenta é um cruzamento natural entre duas espécies.
- Sufixo de família zoológica
- Formado obrigatoriamente pela adição da terminação '-idae' ao radical do gênero-tipo (ex.: Felidae).
- Sufixo de família botânica
- Geralmente formado pelo acréscimo da terminação '-aceae' ao radical do gênero-tipo (ex.: Orchidaceae).
- Sufixo de subfamília zoológica
- Designado padronizadamente pelo sufixo '-inae' (ex.: Pantherinae).
- Sufixo de ordem botânica
- Padronizado internacionalmente com a desinência '-ales' (ex.: Rosales).
- Objetivo universal da nomenclatura
- Garantir estabilidade, clareza e comunicação unívoca sobre organismos em todo o mundo científico.