Pedologia e Ciência do Solo

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Conceitos fundamentais de pedologia, horizontes do solo e tipos de solo para estudantes de geografia, agronomia e ciências ambientais.

54 cartões Português Nível: Ensino superior Geografia física Publicado
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Pedologia
Ramo da ciência do solo dedicado ao estudo da gênese, morfologia, classificação e distribuição geográfica dos solos na paisagem natural.
Horizonte O
Camada superficial predominantemente orgânica, composta por restos vegetais em diferentes estágios de decomposição, comum em áreas florestais.
Horizonte H
Camada superficial ou subsuperficial composta por material orgânico acumulado sob condições prolongadas de saturação por água.
Horizonte A
Horizonte mineral superficial ou subjacente ao O, caracterizado pelo acúmulo de matéria orgânica humificada misturada à fração mineral.
Horizonte E
Horizonte mineral eluvial, caracterizado pela perda de argila, ferro, alumínio ou matéria orgânica, resultando em coloração mais clara.
Horizonte B
Horizonte mineral subsuperficial de acumulação iluvial, alteração estrutural ou concentração de sesquióxidos e argilominerais.
Horizonte C
Camada mineral de material inconsolidado relativamente pouco afetada por processos pedogenéticos, correspondendo ao saprolito.
Horizonte R
Camada de rocha consolidada contínua subjacente ao perfil de solo, que não pode ser escavada manualmente com facilidade.
Latossolos
Solos profundos, altamente intemperizados, muito permeáveis, com horizonte B latossólico e predominância de caulinita e sesquióxidos de ferro e alumínio.
Argissolos
Solos com nítida diferenciação textural entre os horizontes A e B, apresentando horizonte B textural e suscetibilidade à erosão.
Neossolos
Solos jovens, pouco evoluídos, sem horizontes diagnósticos subsuperficiais desenvolvidos, rasos ou arenosos profundos.
Cambissolos
Solos em estágio inicial a intermediário de intemperismo, apresentando horizonte B incipiente abaixo de horizonte A.
Gleissolos
Solos hidromórficos formados sob saturação hídrica quase permanente, exibindo horizonte glei com cores acinzentadas e mosqueados.
Plintossolos
Solos caracterizados pela formação e segregação de ferro sob oscilação do lençol freático, gerando plintita ou petroplintita.
Espodossolos
Solos ácidos e arenosos com acúmulo iluvial de matéria orgânica e alumínio, formando horizonte B espódico.
Vertissolos
Solos ricos em argilas expansivas 2:1, apresentando fendas profundas em períodos secos e feições de microrrelevo e superfícies de fricção.
Nitossolos
Solos argilosos a muito argilosos com horizonte B nítico, exibindo cerosidade moderada a forte e estrutura em blocos subangulares ou prismáticos.
Planossolos
Solos que apresentam horizonte B plânico, caracterizados por mudança textural abrupta, permeabilidade muito lenta e drenagem deficiente.
Luvissolos
Solos com horizonte B textural, saturação por bases elevada (eutróficos) e argila de atividade alta, comuns no semiárido.
Chernossolos
Solos férteis com horizonte A chernozêmico espesso e escuro, alta saturação por bases e predomínio de cálcio e magnésio trocáveis.
Intemperismo Físico
Desagregação mecânica da rocha em fragmentos menores sem alteração substancial da composição química ou mineralógica.
Intemperismo Químico
Alteração mineral decorrente de reações de hidrólise, dissolução, oxidação, redução e carbonatação provocadas pela água e ar.
Fatores de Formação do Solo
Cinco agentes interdependentes propostos por Hans Jenny: clima, organismos, relevo, material de origem e tempo.
Eluviação
Processo de remoção ou lavagem mecânica e química de materiais (argila, matéria orgânica, óxidos) de um horizonte do solo.
Iluviação
Processo de deposição e acúmulo de partículas e solutos translocados dos horizontes superiores para horizontes mais profundos.
B Latossólico
Horizonte mineral com avançado estágio de intemperização, estrutura granular muito estável e baixíssima capacidade de troca de cátions.
B Textural
Horizonte caracterizado por incremento significativo no teor de argila em relação ao horizonte sobrejacente, frequentemente com cerosidade.
B Incipiente
Horizonte subsuperficial com alteração pedogenética inicial, manifestada por desenvolvimento de cor ou estrutura, sem maturidade avançada.
Gleização
Processo pedogenético de redução do ferro férrico a ferro ferroso sob anaerobiose prolongada, gerando tons cinza e esverdeados.
Plintitização
Segregação localizada de compostos de ferro decorrente da oscilação do lençol freático, formando nódulos e mosqueados avermelhados macios.
Podzolização
Translocação de compostos orgânicos associados a alumínio e ferro do horizonte superficial para o horizonte subsuperficial.
Ferralitização (ou Latolização)
Intensa dessecação de sílica e bases com acúmulo residual relativo de sesquióxidos de ferro e alumínio e caulinita.
Capacidade de Troca de Cátions (CTC)
Medida da quantidade total de cátions trocáveis que o solo é capaz de reter eletrostaticamente em sua matriz coloidal.
Saturação por Bases (V%)
Proporção percentual da capacidade de troca de cátions ocupada pelos cátions básicos trocáveis (cálcio, magnésio, potássio, sódio).
Solos Eutróficos
Solos quimicamente férteis caracterizados por apresentarem saturação por bases (V%) igual ou superior a 50%.
Solos Distróficos
Solos quimicamente pobres caracterizados por apresentarem saturação por bases (V%) inferior a 50%.
Solos Álicos
Solos ácidos que contêm teor elevado de alumínio trocável associado a saturação por alumínio (m%) superior ou igual a 50%.
Textura do Solo
Proporção relativa das frações granulométricas minerais do solo: areia (grossa e fina), silte e argila.
Estrutura do Solo
Arranjo espacial ou agrupamento das partículas primárias do solo em agregados ou unidades estruturais secundárias definidas.
Cerosidade
Película fina e brilhante formada pela deposição iluvial de argila orientada sobre a superfície dos agregados ou nos poros.
Slickensides
Superfícies de fricção polidas e estriadas geradas pelo deslizamento mecânico de massas de solo com argilas expansivas.
Densidade do Solo
Relação entre a massa seca das partículas minerais e orgânicas e o volume total ocupado pelo solo, incluindo o espaço poroso.
Porosidade Total
Fração volumétrica do solo ocupada por ar e água, compreendendo macroporos (aeração) e microporos (retenção hídrica).
Macroporos
Poros de maior diâmetro responsáveis pela rápida drenagem de água gravitacional e pela aeração da rizosfera.
Microporos
Poros de pequeno diâmetro responsáveis pela retenção de água no solo por capilaridade disponível para as plantas.
Água Disponível
Fração de umidade do solo retida entre a capacidade de campo e o ponto de murcha permanente.
Capacidade de Campo
Teor de umidade retido no solo após a drenagem rápida do excesso de água sob ação da gravidade.
Ponto de Murcha Permanente
Teor de água no solo no qual as plantas não conseguem mais absorver umidade suficiente e murcham de forma irreversível.
Solum
Parte do perfil de solo geneticamente desenvolvida pelos processos pedogenéticos, correspondendo aos horizontes A e B.
Regolito
Manto total de material solto e alterado situado sobre a rocha consolidada contínua, englobando o solum e o horizonte C.
Pedoturbação
Mistura mecânica e biológica dos constituintes do solo mediada por organismos vivos, gelo ou ciclos de expansão e contração.
Laterita (Petroplintita)
Material ferruginoso endurecido de forma irreversível devido ao ressecamento contínuo da plintita exposta ao ar.
Solonchaks
Solos com elevada concentração de sais solúveis em horizontes superficiais ou subsuperficiais, comuns em regiões áridas.
Solonetz
Solos caracterizados por horizonte B nátrico com alta concentração de sódio trocável e estrutura colunar ou prismática.

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