Peixes Cartilaginosos

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Este conjunto de flashcards aborda a biologia, anatomia e características dos peixes cartilaginosos, sendo ideal para estudantes de biologia e ensino Médio.

51 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Zoologia Publicado
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Cartões · 51

Condríctes (Chondrichthyes)
Classe de peixes com esqueleto predominantemente cartilaginoso, incluindo tubarões, raias e quimeras.
Composição do esqueleto
Formado quase exclusivamente por cartilagem flexível, frequentemente fortalecida por depósitos de sais de cálcio.
Presença de bexiga natatória
Ausente; utilizam o fígado rico em óleos e a natação contínua para manter a flutuabilidade.
Escamas placoides
Escamas dérmicas com estrutura semelhante a dentes, compostas por dentina, esmalte e polpa, que reduzem o atrito na água.
Tipo de respiração
Branquial, geralmente com 5 a 7 pares de fendas branquiais expostas diretamente ao meio externo.
Opérculo
Ausente na maioria (Elasmobranchii); as fendas branquiais abrem-se diretamente para o exterior, com exceção das quimeras.
Espiráculo
Orifício modificado localizado atrás dos olhos que permite a entrada de água para as brânquias, vital para espécies bentônicas.
Linha lateral
Sistema sensorial mecanorreceptor que detecta vibrações, ondas de pressão e movimento de presas na água.
Ampolas de Lorenzini
Eletrorreceptores situados no focinho capazes de detectar campos elétricos emitidos por presas e variações de temperatura.
Fígado lipídico
Órgão volumoso rico em esqualeno e óleos de baixa densidade, essencial para a flutuabilidade hidrostática.
Tipo de fertilização
Interna em todas as espécies, ocorrendo a transferência de esperma através de órgãos copuladores masculinos.
Cláper (clásper)
Modificação da nadadeira pélvica dos machos usada como órgão intromitente para introduzir esperma na fêmea.
Válvula espiral
Pregas internas em espiral no intestino que aumentam a área de absorção e retardam a passagem dos alimentos.
Cloaca
Abertura comum na qual convergem os sistemas digestório, excretor e reprodutor.
Excreção nitrogenada
Ureotélicos; excretam principalmente ureia e mantêm altos níveis dela no sangue para osmorregulação.
Glândula retal
Glândula ligada ao reto especializada em secretar ativamente o excesso de cloreto de sódio (sal) do corpo.
Osmorregulação em condríctes
Retêm ureia e óxido de trimetilamina (TMAO) nos tecidos, tornando seus fluidos internos quase isosmóticos em relação à água do mar.
Nadadeira caudal heterocerca
Nadadeira com lobo superior maior que o inferior, através da qual a coluna vertebral se projeta, gerando empuxo vertical.
Posição da boca
Predominantemente ventral, situada na parte inferior da cabeça sob o rostro pontiagudo.
Subclasse Elasmobranchii
Grupo taxonômico que reúne os tubarões (seláceos) e as raias (batóideos), sem opérculo verdadeiro.
Subclasse Holocephali
Grupo que engloba as quimeras, caracterizadas por possuírem mandíbulas fundidas ao crânio e fendas cobertas por dobra de pele opercular.
Superordem Selachimorpha
Tubarões; corpo tipicamente fusiforme, fendas branquiais laterais e nadadeiras peitorais não fundidas à cabeça.
Superordem Batoidea
Raias; corpo dorsoventralmente achatado, fendas branquiais ventrais e nadadeiras peitorais expandidas e unidas à cabeça.
Ovíparos em condríctes
Espécies que depositam ovos protegidos por cápsulas coriáceas resistentes no substrato marinho.
Vivíparos lecitotróficos (ovovivíparos)
Os embriões desenvolvem-se no útero materno nutrindo-se exclusivamente do saco vitelino do ovo.
Vivíparos matrotróficos
Os embriões desenvolvem-se no útero e recebem nutrientes suplementares da mãe via placenta ou secreções uterinas.
Oofagia intrauterina
Comportamento em que os embriões em desenvolvimento alimentam-se de ovos não fertilizados liberados pela mãe no útero.
Dentição polifiodonte
Substituição contínua de dentes organizados em fileiras funcionais que avançam conforme os dentes anteriores caem.
Origem dos dentes nos tubarões
Evoluíram como escamas placoides modificadas ligadas à cartilagem da mandíbula por tecido conjuntivo fibroso.
Suspensão mandibular hiostílica
Mandíbula suspensa pelo osso hiomandibular, conferindo grande mobilidade e projeção anterior durante a mordida.
Sistema circulatório
Circulação simples e fechada com coração de duas câmaras (um átrio e um ventrículo) seguido por um cone arterioso contrátil.
Cone arterioso
Câmara cardíaca muscular com válvulas semilunares que amortece o fluxo de sangue pressurizado para as brânquias.
Ventilação ram (ariete)
Método de respiração em que o peixe nada com a boca aberta para empurrar continuamente a água sobre as brânquias.
Bomba bucal
Mecanismo de sucção e ejeção de água pela cavidade orofaríngea, permitindo respirar enquanto parado no fundo.
Tubarão-baleia (Rhincodon typus)
Maior espécie viva de condrícte; peixe filtrador pelágico gigante que se alimenta de plâncton e pequenos animais.
Tubarão-branco (Carcharodon carcharias)
Grande predador de topo pelágico, com endotermia regional para otimizar o desempenho muscular em águas frias.
Endotermia regional
Capacidade de manter partes do corpo (olhos, cérebro e músculos) mais quentes que a água externa por meio de redes vasculares.
Rete mirabile em tubarões
Rede complexa de artérias e veias paralelas que atua como trocador de calor em contracorrente.
Olfação em condríctes
Extremamente apurada, com grandes bulbos olfatórios capazes de rastrear concentrações mínimas de sangue ou odores na água.
Tapetum lucidum
Camada refletiva atrás da retina que redireciona a luz nos fotorreceptores, aumentando a visão em baixa luminosidade.
Membrana nictitante
Pálpebra protetora translúcida que cobre e defende o olho de alguns tubarões durante o ataque à presa.
Ferrão das raias (Mylobatoidei)
Espinha caudal serrilhada derivada de escama placoide, recoberta de muco glandular venenoso usada para defesa.
Órgãos elétricos das raias elétricas (Torpediniformes)
Músculos branquiais modificados capazes de gerar descargas elétricas intensas para atordoar presas e defesa.
Quimeras (Chimaeriformes)
Peixes cartilaginosos de águas profundas com placas dentárias fundidas para triturar conchas e espinho dorsal venenoso.
Pele de lixa (Shagreen)
Textura áspera conferida pelas pontas voltadas para trás das milhares de escamas placoides microscópicas.
Taxa de crescimento e maturidade
Geralmente lenta, atingindo a maturidade sexual tardiamente em comparação à maioria dos peixes ósseos.
Estratégia reprodutiva K
Produzem poucos filhotes por ninhada com alto investimento de energia, tornando-os vulneráveis à sobrepesca.
Fecundidade em elasmobrânquios
Baixa fecundidade se comparada aos osteíctes que liberam milhões de pequenos ovos na água.
Diferença: esqueleto de osteíctes vs condríctes
Osteíctes possuem esqueleto predominantemente ósseo mineralizado; condríctes possuem esqueleto cartilaginoso sem osso verdadeiro.
Diferença: sustentação da flutuabilidade
Osteíctes utilizam a bexiga natatória com gases; condríctes dependem do fígado oleoso e da dinâmica de natação.
Importância ecológica dos tubarões
Predadores de topo ou mesopredadores que regulam o equilíbrio populacional e a saúde de ecossistemas marinhos.

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