Português (6º ao 9º Ano)
Estudo da gramática e ortografia da língua portuguesa para alunos do ensino fundamental.
Cartões · 52
- Substantivo
- Classe que dá nome a seres, objetos, lugares, sentimentos e ações. Flexiona-se em gênero (masculino/feminino), número (singular/plural) e grau.
- Adjetivo
- Classe que atribui qualidade, estado ou característica ao substantivo, concordando com ele em gênero e número.
- Artigo definido vs. indefinido
- Artigos definidos (o, a, os, as) determinam seres de forma precisa; indefinidos (um, uma, uns, umas) generalizam de forma vaga.
- Pronomes pessoais retos vs. oblíquos
- Pronomes retos (eu, tu, ele...) exercem papel de sujeito; oblíquos (me, te, o, lhe...) funcionam como complementos verbais.
- Verbo
- Palavra que indica ação, estado, mudança de estado ou fenômeno da natureza, flexionando-se em tempo, modo, número, pessoa e voz.
- Advérbio
- Palavra invariável que modifica um verbo, um adjetivo ou outro advérbio, indicando circunstâncias como tempo, lugar, modo e intensidade.
- Preposição
- Palavra invariável que liga dois termos, estabelecendo relação de subordinação ou dependência entre eles (ex.: de, para, com, em).
- Conjunção
- Palavra invariável que conecta orações ou termos de mesma função sintática, estabelecendo relações lógicas de coordenação ou subordinação.
- Palavras oxítonas
- Têm a última sílaba tônica. Acentuam-se quando terminadas em a, e, o (seguidas ou não de s), em e ens.
- Palavras paroxítonas
- Têm a penúltima sílaba tônica. Acentuam-se quando terminam em r, x, n, l, i(s), u(s), ps, ã(s), ão(s), um, uns e ditongo oral.
- Palavras proparoxítonas
- Têm a antepenúltima sílaba tônica. Todas as proparoxítonas da língua portuguesa são obrigatoriamente acentuadas graficamente.
- Ditongos abertos (éie, ói) no Novo Acordo
- Perderam o acento agudo nas palavras paroxítonas (ex.: ideia, jiboia). Mantêm o acento apenas nas oxítonas e monossílabos (ex.: herói, céu).
- Regra dos hiatos tônicos (I e U)
- Acentuam-se o I e U tônicos que formam hiato sozinhos na sílaba ou com S (ex.: sa-ú-de, fa-ís-ca), exceto seguidos de NH ou após ditongo em paroxítonas.
- Por que (separado e sem acento)
- Usa-se no início ou meio de perguntas diretas ou indiretas, ou com valor de pelo qual / pela qual.
- Por quê (separado e com acento)
- Usa-se em final de frases interrogativas ou isolado, logo antes de um ponto, tornando-se tônico.
- Porque (junto e sem acento)
- Conjunção explicativa ou causal usada em respostas e justificativas, equivalendo a pois, já que ou visto que.
- Porquê (junto e com acento)
- Substantivo que significa o motivo ou a razão. Vem sempre acompanhado de determinante como artigo, pronome ou numeral.
- Mal vs. Mau
- Mal é advérbio (oposto de bem) ou conjunção temporal; Mau é adjetivo (oposto de bom) e flexiona em gênero e número.
- Há vs. A (tempo)
- Usa-se Há (verbo haver) para indicar tempo decorrido no passado; usa-se A para indicar distância ou tempo futuro.
- Mas vs. Mais
- Mas é conjunção adversativa que indica oposição (equivale a porém); Mais é pronome ou advérbio que indica intensidade ou quantidade.
- Onde vs. Aonde
- Onde indica lugar fixo ou permanência; Aonde é usado com verbos de movimento que exigem a preposição a (ex.: ir, chegar).
- Frase, oração e período
- Frase tem sentido completo; oração organiza-se em torno de um verbo; período é formado por uma ou mais orações terminando em ponto final.
- Sujeito simples e composto
- Sujeito simples possui apenas um núcleo significativo; sujeito composto possui dois ou mais núcleos.
- Sujeito oculto (desinencial)
- Não está explícito na frase, mas pode ser facilmente identificado pela terminação (desinência) do verbo ou pelo contexto.
- Sujeito indeterminado
- Ocorre quando não se quer ou não se pode indicar quem pratica a ação: verbo na 3ª pessoa do plural sem referência ou 3ª singular com se (índice).
- Oração sem sujeito
- Ocorre com verbos impessoais: haver (no sentido de existir ou tempo decorrido), fazer (tempo/clima) e verbos que exprimem fenômenos naturais.
- Predicado nominal
- Tem como núcleo um nome (adjetivo ou substantivo) e é estruturado com verbo de ligação, indicando estado ou atributo do sujeito.
- Predicado verbal
- Tem como núcleo um verbo nocional que indica ação ou acontecimento, seja ele transitivo ou intransitivo.
- Predicado verbo-nominal
- Possui dois núcleos: um verbo significativo (de ação) e um predicativo (nome) que qualifica o sujeito ou o objeto.
- Verbo transitivo direto (VTD) e objeto direto
- O verbo exige complemento sem preposição obrigatória; o termo que completa seu sentido é o objeto direto.
- Verbo transitivo indireto (VTI) e objeto indireto
- O verbo exige complemento introduzido por preposição obrigatória; esse complemento é o objeto indireto.
- Verbo intransitivo
- Verbo que tem sentido completo em si mesmo e não exige complemento obrigatório para ser compreendido.
- Complemento nominal vs. Adjunto adnominal
- Complemento nominal completa substantivos abstratos, adjetivos e advérbios (sempre preposicionado); adjunto adnominal acompanha substantivos.
- Aposto vs. Vocativo
- Aposto explica, esclarece ou sintetiza outro termo da oração; Vocativo é o chamamento direto, isolado obrigatoriamente por vírgulas.
- Uso da crase: regra geral
- Fusão da preposição a com o artigo feminino a. Ocorre quando o termo regente exige a preposição a e a palavra seguinte admite o artigo a.
- Casos proibidos de crase
- Antes de palavras masculinas, antes de verbos, antes de pronomes de tratamento (exceto senhora/senhorita) e com a no singular seguido de plural.
- Crase facultativa
- Ocorre diante de nomes próprios femininos, antes de pronomes possessivos femininos no singular e depois da preposição até.
- Voz ativa vs. Voz passiva
- Na voz ativa o sujeito pratica a ação expressa pelo verbo; na voz passiva o sujeito recebe a ação praticada pelo agente da passiva.
- Concordância verbal: regra geral
- O verbo deve concordar em número (singular/plural) e pessoa gramatical com o núcleo do seu sujeito.
- Concordância verbal com sujeito composto antes do verbo
- Quando o sujeito composto vem antes do verbo, o verbo vai obrigatoriamente para o plural.
- Concordância do verbo haver no sentido de existir
- O verbo haver no sentido de existir ou ocorrer é impessoal: não tem sujeito e fica sempre na 3ª pessoa do singular.
- Concordância nominal: adjetivo anteposto
- Quando o adjetivo precede vários substantivos, geralmente concorda com o mais próximo em gênero e número.
- Concordância nominal: adjetivo posposto
- Quando vem depois de substantivos de gêneros diferentes, concorda no masculino plural ou com o substantivo mais próximo.
- Regência do verbo assistir
- No sentido de ver/presenciar exige preposição a (transitivo indireto); no sentido de dar assistência/ajudar não usa preposição.
- Regência do verbo preferir
- Exige a preposição a para introduzir a segunda opção (preferir algo a outro); é incorreto usar do que ou mais que.
- Orações coordenadas sindéticas e assindéticas
- Assindéticas são justapostas sem conectivo; sindéticas são unidas por conjunções (aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas).
- Orações subordinadas substantivas
- Desempenham funções próprias de substantivo na oração principal: subjetiva, objetiva direta, objetiva indireta, completiva nominal, predicativa e apositiva.
- Orações subordinadas adjetivas explicativas vs. restritivas
- Explicativas vêm isoladas por vírgulas e generalizam o termo antecedente; restritivas não têm vírgulas e limitam o sentido do antecedente.
- Uso da vírgula entre sujeito e predicado
- É estritamente proibido usar vírgula separando o sujeito de seu predicado direto, assim como o verbo de seus complementos.
- Metáfora vs. Comparação
- A comparação usa conectivos explícitos (como, tal qual); a metáfora faz uma aproximação direta sem conectivo comparativo formal.
- Metonímia
- Figura de linguagem baseada na substituição de um termo por outro com relação lógica de proximidade (ex.: autor pela obra, efeito pela causa).
- Pleonasmo
- Repetição enfática de uma ideia. Pode ser estilístico/literário ou vicioso (redundância desnecessária, como subir para cima).