Português - Cebraspe

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Estudo de regras gramaticais e normas cobradas pela banca Cebraspe em concursos públicos.

50 cartões Português Nível: Avançado Gramática Publicado
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Cartões · 50

Acentuação: paroxítonas terminadas em ditongo crescente
Cebraspe aceita dupla classificação: paroxítonas terminadas em ditongo crescente ou proparoxítonas eventuais/relativas (ex.: his-tó-ria).
Crase antes de pronomes possessivos femininos singulares
É facultativa se o substantivo estiver explícito (ex.: Refiro-me a/à minha mãe). Se o substantivo estiver elíptico, a crase torna-se obrigatória.
Crase antes da palavra 'casa'
Não ocorre crase se 'casa' significar o próprio lar sem modificador. Havendo termo especificador ('à casa de Maria'), o uso do acento grave é obrigatório.
Crase antes de nomes de cidades
Regra do 'volto de / volto da': se não exige artigo, não há crase (ex.: Vou a Roma). Se a cidade vier especificada por adjetivo ou locução, há crase.
Crase na locução 'à medida que' versus 'na medida em que'
'À medida que' indica proporção e leva crase. 'Na medida em que' expressa causa e não admite crase. A banca considera erro misturar as duas formas.
Crase diante de pronomes de tratamento
Em regra, veda-se a crase por não aceitarem artigo feminino. Exceções clássicas: 'senhora', 'senhorita' e 'dona'.
Crase antes de palavras repetidas
É proibida em locuções com termos idênticos (face a face, gota a gota, dia a dia), pois inexiste artigo definido diante do segundo substantivo.
Crase facultativa: 'até a'
A preposição 'até' torna o uso do artigo feminino seguinte facultativo diante de substantivos femininos, logo o uso da crase é facultativo (até a / até à).
Regência do verbo 'implicar'
No sentido de acarretar ou ter como consequência, é transitivo direto (rejeita 'em'). Exemplo correto: A decisão implicará demissões.
Regência do verbo 'visar'
No sentido de ter por objetivo, é transitivo indireto com preposição 'a' (visava ao cargo). Não admite os pronomes 'lhe/lhes', exigindo 'a ele/a ela'.
Regência do verbo 'assistir'
No sentido de presenciar/ver, é transitivo indireto com preposição 'a' (assistir ao filme) e repele pronome 'lhe'. No sentido de prestar socorro, é VTD ou VTI.
Regência do verbo 'aspirar'
No sentido de desejar/almejar, é transitivo indireto com 'a' e não aceita 'lhe' (aspirar a ele/ao cargo). No sentido de inalar/sugar, é transitivo direto.
Regência do verbo 'obedecer'
É transitivo indireto regido pela preposição 'a' (obedecer às leis). Admite voz passiva analítica na convenção aceita pelo Cebraspe.
Regência do verbo 'preferir'
Rege preposição 'a', sendo transitivo direto e indireto (preferir X a Y). É erro gramatical usar 'do que', 'mais' ou intensificadores associados a ele.
Regência do verbo 'esquecer-se' e 'lembrar-se'
Na forma pronominal, são transitivos indiretos com preposição 'de'. Sem pronome, são transitivos diretos (rejeitam 'de').
Concordância com 'haver' existencial
No sentido de existir ou ocorrer, é impessoal e fica na 3ª pessoa do singular. O substantivo com que se relaciona funciona como objeto direto, não sujeito.
Locução verbal com verbo 'haver' impessoal
O verbo auxiliar assume a impessoalidade do verbo principal 'haver', ficando obrigatoriamente no singular (ex.: Deve haver soluções, não 'devem haver').
Concordância com 'fazer' indicando tempo decorrido
É verbo impessoal, fixando-se na 3ª pessoa do singular (ex.: Faz dez anos; Vai fazer cinco dias). Não flexiona no plural.
Partícula apassivadora 'se' e concordância verbal
Com VTD ou VTDI + 'se', o termo paciente é sujeito passivo. O verbo concorda obrigatoriamente em número com esse sujeito (ex.: Alugam-se casas).
Índice de indeterminação do sujeito 'se'
Ocorre com VTI, VI ou verbo de ligação acompanhado de 'se'. O verbo fica obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular (ex.: Precisa-se de operários).
Concordância com expressões partitivas ('a maioria de')
Com sujeito formado por expressão partitiva mais especificador plural, admite-se concordância lógica (singular) ou atrativa (plural).
Concordância com a expressão 'um dos que'
Padrão culto admite o verbo no plural ou no singular, mas o Cebraspe privilegia fortemente a concordância com o plural (ex.: Ele foi um dos que falaram).
Concordância com 'é proibido' / 'é necessário'
Ficam invariáveis no masculino singular se o sujeito não tiver determinante (ex.: É proibido entrada). Havendo determinante, concordam (ex.: É proibida a entrada).
Concordância com adjetivo posposto a dois substantivos
Pode concordar no plural com ambos ou concordar por atração com o substantivo mais próximo em gênero e número.
Concordância da palavra 'bastante'
Como advérbio (modificando adjetivo/verbo), é invariável. Como pronome adjetivo (equivalente a 'muitos/muitas'), flexiona no plural (bastantes motivos).
Concordância da palavra 'meio'
Como advérbio (sentido de 'um pouco'), é invariável (meio cansada). Como numeral fracionário, concorda com o substantivo (meia porção).
Próclise com palavras de sentido negativo
Palavras negativas (não, nunca, jamais, nada, ninguém) são fatores de atração obrigatória do pronome oblíquo átono para antes do verbo.
Próclise com pronomes relativos
O pronome relativo (que, quem, cujo, onde, o qual) atrai obrigatoriamente o pronome oblíquo átono (ex.: A matéria que se estudou).
Próclise com conjunções subordinativas
Conjunções subordinativas (embora, caso, quando, se, porque) atraem obrigatoriamente o pronome oblíquo átono.
Ênclise e tempos do futuro
É terminantemente proibida a ênclise com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito; usa-se próclise (se houver atrativo) ou mesóclise.
Início de período com pronome oblíquo átono
Segundo o padrão culto exigido pelo Cebraspe, é erro iniciar período ou oração após pausa pontuada com pronome oblíquo ('Me disseram' é incorreto).
Colocação pronominal com particípio
Nunca se coloca pronome átono enclítico a particípio (ex.: 'havia entregado-lhe' é erro; correto: 'havia-lhe entregado' ou 'lhe havia entregado').
Função sintática do pronome relativo 'cujo'
Exerce invariavelmente a função de adjunto adnominal, concordando com o termo subsequente que introduz posse. Não aceita artigo posposto (cujo o).
Distinção entre adjunto adnominal e complemento nominal
Ligado a substantivo concreto é sempre adjunto. Com substantivo abstrato preposicionado: se pratica a ação (agente) é adjunto; se sofre (paciente) é CN.
Classificação do 'se' como partícula expletiva de realce
Pode ser retirado da oração sem prejuízo sintático ou semântico estrutural; serve apenas para enfatizar (ex.: Foi-se embora o amigo).
Classificação da oração reduzida
Para o Cebraspe, a oração reduzida não possui conjunção e apresenta verbo no infinitivo, gerúndio ou particípio; seu desdobramento elucida a função.
Pontuação: vírgula e oração subordinada adjetiva explicativa
A vírgula antes do pronome relativo torna a adjetiva explicativa (generaliza o termo antecedente). Sem vírgula, restringe e limita o sentido.
Pontuação: adjunto adverbial deslocado
Se de grande extensão (três ou mais palavras para o Cebraspe), o isolamento por vírgulas é obrigatório. Se de curta extensão, a vírgula é facultativa.
Pontuação: vírgula antes da conjunção 'e'
É facultativa ou recomendada quando as orações coordenadas aditivas possuem sujeitos gramaticais diferentes, ou em polissíndeto e valor adversativo.
Pontuação entre sujeito e predicado
É absolutamente proibido separar por vírgula o sujeito do predicado ou o verbo de seus complementos diretos e indiretos.
Uso do travessão duplo versus parênteses
Cebraspe comumente propõe a troca mútua de parênteses por travessões duplos para isolar termos explicativos, mantendo a correção e a coerência.
Omissão de conectivo e uso de ponto e vírgula
O ponto e vírgula pode separar orações coordenadas assindéticas que possuem relação de contraste ou paralelismo interno já pontuado por vírgula.
Conjunção 'conquanto': valor semântico
Conjunção subordinativa concessiva; introduz uma ressalva que não impede o fato principal. Equivale a 'embora', 'ainda que', 'posto que'.
Conjunção 'porquanto': valor semântico
Conjunção causal ou explicativa; equivale a 'porque', 'visto que', 'já que'. Não confundir com 'conquanto'.
Conjunção 'posto que': valor semântico normativo
No padrão culto adotado pelo Cebraspe, tem valor predominantemente concessivo (embora), e não causal.
Conjunção 'contanto que': valor semântico
Conjunção subordinativa condicional; expressa condição necessária ou hipótese e exige verbo no modo subjuntivo.
Conectivo 'senão' versus 'se não'
'Senão' (junto) equivale a 'caso contrário', 'a não ser', 'defeito'. 'Se não' (separado) introduz oração condicional negativa ('caso não').
Diferença entre sentido e coerência para o Cebraspe
Sentido diz respeito ao significado semântico literal; coerência diz respeito à lógica e higidez textual. Uma troca pode manter a coerência e alterar o sentido.
Uso de 'onde' versus 'aonde'
'Onde' indica permanência ou estado em lugar fixo (em que). 'Aonde' expressa movimento ou destino, associado a verbos de regência 'a' (ir, chegar).
Reescritura com alteração de voz ativa para passiva
O objeto direto torna-se sujeito paciente, o sujeito torna-se agente da passiva e o verbo principal vai para o particípio mantendo o tempo verbal original.

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