Português Cesgranrio: Petrobras e Transpetro
Estudo de regras gramaticais e questões recorrentes da banca Cesgranrio voltado para concursos públicos da Petrobras e Transpetro.
Cartões · 55
- Crase antes de pronomes de tratamento
- Regra geral: proibida. A Cesgranrio adora exceções: exige crase apenas diante de 'senhora', 'senhorita' e 'dona'.
- Crase diante da palavra 'terra'
- Se significar terra firme em oposição a bordo, não tem crase. Se for planeta ou terra natal/delimitada, admite crase.
- Crase diante da palavra 'casa'
- Não ocorre crase se 'casa' estiver desacompanhada de modificador. Se vier especificada (ex.: casa dos pais), a crase é obrigatória.
- Crase facultativa: os 3 casos clássicos
- Mnemônico 'Até Maria sua': diante da preposição 'até', de nomes próprios femininos e de pronomes possessivos femininos singulares.
- Crase com 'à medida que' versus 'na medida em que'
- 'À medida que' indica proporção (tem crase). 'Na medida em que' indica causa/explicação (sem crase). Misturar as duas é erro fatal.
- Regência do verbo 'visar'
- No sentido de almejar/pretender, exige preposição 'a' (VTI). No sentido de mirar ou dar visto, é transitivo direto (VTD).
- Regência do verbo 'assistir'
- No sentido de ver/presenciar, é VTI (rege preposição 'a'). No sentido de prestar assistência/ajudar, é comumente VTD.
- Regência do verbo 'aspirar'
- No sentido de respirar/sugar, é VTD (não leva 'a'). No sentido de ambicionar/desejar algo, é VTI (exige preposição 'a').
- Regência de 'esquecer' e 'lembrar'
- Sem pronome reflexivo, são VTD (esqueceu o fato). Com pronome reflexivo (esquecer-se, lembrar-se), exigem 'de' (esqueceu-se do fato).
- Regência de 'preferir'
- Rege 'a' e não 'do que' (Prefiro café a chá). É proibido usar expressões intensificadoras como 'mil vezes' ou 'mais'.
- Concordância com 'haver' existencial
- O verbo 'haver' no sentido de existir ou ocorrer é impessoal: fica sempre na 3ª pessoa do singular e não tem sujeito.
- Locução verbal com verbo 'haver' impessoal
- O verbo auxiliar assume a impessoalidade e fica no singular (ex.: 'Deve haver soluções', e nunca 'Devem haver').
- Concordância com 'fazer' temporal
- Indicando tempo decorrido ou fenômeno natural, 'fazer' é impessoal: permanece no singular (ex.: 'Faz cinco anos').
- Partícula apassivadora 'se' e concordância
- Com VTD + 'se', o elemento à frente é sujeito paciente e determina a concordância do verbo (ex.: 'Vendem-se casas').
- Índice de indeterminação do sujeito 'se'
- Com VTI, VI ou verbo de ligação + 'se', o verbo fica obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular (ex.: 'Precisa-se de técnicos').
- Concordância com expressões partitivas ('a maioria de')
- Expressão partitiva no singular seguida de plural aceita concordância lógica com o núcleo ou atrativa com o adjunto (singular ou plural).
- Concordância com 'um dos que'
- A norma padrão e a Cesgranrio aceitam o verbo no plural ou no singular, priorizando frequentemente o plural.
- Concordância com 'é proibido / é necessário'
- Sem artigo/determinante junto ao substantivo, fica invariável no masculino (ex.: 'É proibido entrada'; 'É proibida a entrada').
- Concordância com 'anexo', 'incluso' e 'quite'
- Concordam em gênero e número com o substantivo. Atenção: a locução adverbial 'em anexo' é sempre invariável.
- Concordância com 'bastante' e 'bastantes'
- Se equivaler a 'muito' (advérbio), não varia. Se equivaler a 'muitos/muitas' (pronome adjetivo), pluraliza-se em 'bastantes'.
- Conjunção 'conquanto'
- Conjunção subordinativa concessiva (equivale a 'embora', 'ainda que', 'mesmo que'). A Cesgranrio adora cobrar seu valor semântico.
- Conjunção 'porquanto'
- Conjunção explicativa ou causal (equivale a 'porque', 'já que', 'visto que'). Pegadinha clássica: não confunda com 'conquanto'.
- Conjunção 'posto que'
- Originalmente concessiva (sentido de 'embora'). A banca costuma cobrar com esse valor de oposição/ressalva.
- Conjunção 'como' com valor de conformidade
- Equivale a 'conforme', 'segundo', 'consoante' (ex.: 'Fez o relatório como mandou o gestor').
- Conjunção 'como' com valor de causa
- Quando introduz oração no início do período, tem valor causal (ex.: 'Como estava chovendo, o trabalho parou').
- Conjunção 'desde que' temporal versus condicional
- Com indicativo expressa tempo ('desde que entrou na empresa'); com subjuntivo expressa condição ('desde que haja verba').
- Conjunção 'para que' e 'a fim de que'
- Sempre indicam finalidade/objetivo e exigem verbo no modo subjuntivo.
- Conjunção 'contanto que'
- Subordinativa condicional (indica hipótese/requisito indispensável), exigindo verbo no subjuntivo.
- Valor adversativo de 'e'
- A conjunção 'e' pode assumir valor adversativo equivalente a 'mas' ou 'porém' (ex.: 'Trabalhou muito, e nada conseguiu').
- Vírgula antes da conjunção 'e'
- Em regra não se usa vírgula antes de 'e', exceto quando liga orações com sujeitos diferentes ou quando há polissíndeto.
- Próclise com palavras atrativas (negativas e advérbios)
- Palavras de sentido negativo ('não', 'nunca') e advérbios sem vírgula atraem obrigatoriamente o pronome oblíquo antes do verbo.
- Próclise com pronomes relativos e indefinidos
- 'Que', 'quem', 'cujo', 'alguém', 'nada', 'todos' atraem obrigatoriamente o pronome oblíquo (ex.: 'O plano que me apresentaram').
- Colocação pronominal com particípio
- Nunca se coloca pronome após particípio (ênclise proibida em particípio isolado ou em tempos compostos: 'tinha dito-lhe' é erro).
- Mesóclise obrigatória
- Ocorre com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito, desde que não haja palavra atrativa que exija próclise.
- Pronome oblíquo no início de frase
- É proibido iniciar oração com pronome oblíquo átono segundo a norma padrão ('Me chame' é erro; o correto é 'Chame-me').
- Troca de 'o/a' por 'lo/la'
- Quando o verbo termina em -r, -s ou -z, eliminam-se essas consoantes e os pronomes assumem as formas 'lo, la, los, las'.
- Troca de 'o/a' por 'no/na'
- Quando o verbo termina em som nasal (-m, -ão, -õe), os pronomes 'o, a, os, as' tornam-se 'no, na, nos, nas'.
- Uso do pronome relativo 'cujo'
- Indica posse, liga dois substantivos, concorda com o termo seguinte e nunca aceita artigo após si ('cujo o' não existe).
- Uso de 'onde' versus 'aonde'
- 'Onde' expressa permanência/lugar fixo (verbos de repouso). 'Aonde' expressa movimento/direção (rege verbos que pedem 'a': ir, chegar).
- Função sintática do pronome 'que'
- Substitua o pronome relativo pelo antecedente para achar sua função (sujeito, objeto direto, etc.) na oração adjetiva subordinada.
- Oração adjetiva explicativa versus restritiva
- A explicativa vem isolada por vírgulas (refere-se à totalidade). A restritiva não tem vírgulas (delimita parte do grupo).
- Uso dos 'porquês': 'por que' separado e sem acento
- Usado em início/meio de perguntas diretas ou indiretas, e equivalente a 'pelo qual' (relativo) ou 'por qual razão'.
- Uso dos 'porquês': 'por quê' separado e com acento
- Usado em final de frases ou isolado antes de qualquer sinal de pontuação forte.
- Uso dos 'porquês': 'porque' junto e sem acento
- Conjunção explicativa ou causal (equivale a 'pois', 'já que', 'como'). Responde a questionamentos.
- Uso dos 'porquês': 'porquê' junto e com acento
- Substantivo, sinônimo de 'motivo' ou 'razão'. Vem sempre acompanhado de determinante (artigo, pronome ou numeral).
- Acentuação das paroxítonas terminadas em ditongo
- Paroxítonas terminadas em ditongo crescente (ou proparoxítonas eventuais) são acentuadas: 're-lató-rio', 'pe-tró-leo', 'série'.
- Acentuação gráfica: regra dos hiatos ('i' e 'u')
- Acentuam-se 'i' e 'u' tônicos em hiato, sozinhos na sílaba ou com 's', não seguidos de 'nh' e sem ditongo prévio em paroxítona.
- Acentuação diferencial: 'tem' versus 'têm'
- 'Ele tem' (singular, sem acento circunflexo); 'Eles têm' (plural, com acento circunflexo). O mesmo vale para 'vem' e 'vêm'.
- Acentuação diferencial de 'pôde' e 'pode'
- 'Pôde' com circunflexo marca o pretérito perfeito do indicativo (passado). 'Pode' sem acento marca o presente do indicativo.
- Separar sujeito do predicado por vírgula
- É erro gramatical gravíssimo separar sujeito de seu verbo, mesmo que o sujeito seja longo ou formado por oração.
- Separar verbo de seu complemento por vírgula
- É proibido colocar vírgula entre o verbo e seu objeto direto ou indireto, exceto se houver adjunto intercalado entre vírgulas.
- Deslocamento de adjunto adverbial longo
- Adjuntos adverbiais longos (três palavras ou mais) deslocados para o início ou meio da oração exigem vírgula obrigatória.
- Voz passiva sintética versus analítica
- Analítica: verbo ser + particípio ('foi analisado'). Sintética: verbo transitivo direto + pronome se ('analisou-se o dado').
- Significado de 'ao encontro de' versus 'de encontro a'
- 'Ao encontro de' expressa concordância/harmonia. 'De encontro a' expressa choque, oposição ou contrariedade.
- Sentido de 'a par' versus 'ao par'
- 'A par' significa ciente, informado ('estar a par do fato'). 'Ao par' é termo cambial para valores idênticos em títulos/moedas.