Português e Gramática para Concursos
Este conjunto cobre regras gramaticais e exceções frequentemente cobradas em exames públicos. É indicado para candidatos a concursos.
Cartões · 50
- Haver com sentido de existir
- É impessoal, não tem sujeito e fica sempre no singular (ex.: Havia muitas vagas, e não 'Haviam muitas vagas').
- Fazer indicando tempo decorrido
- É impessoal e fica no singular (ex.: Faz dez anos que estudo, nunca 'Fazem dez anos').
- Verbo existir
- Ao contrário de 'haver', é pessoal e concorda normalmente com o sujeito (ex.: Existem muitos problemas).
- Locução verbal com verbo haver impessoal
- O verbo auxiliar também fica no singular (ex.: Deve haver soluções, não 'Devem haver soluções').
- Crase antes de palavra masculina
- Regra geral: proibida. Exceção clássica: quando estiver subentendida a locução 'à moda de' (ex.: bife à milanesa).
- Crase antes de verbos
- Nunca ocorre crase antes de verbos (ex.: Ficou a ver navios; disposto a ajudar).
- Crase diante de pronomes de tratamento
- Não ocorre crase, exceto com 'senhora', 'senhorita' e 'dona' (ex.: Dirigi-me à senhora).
- Crase com topônimos (nomes de lugares)
- Aplica-se a regra do 'Vou a, volto da, crase no a; vou a, volto de, crase pra quê?' (ex.: Vou à Bahia; Vou a Roma).
- Crase diante de pronomes possessivos femininos
- O uso é facultativo antes de possessivos femininos singulares que acompanham substantivo (ex.: Refiro-me a/à minha mãe).
- Crase antes de palavras repetidas
- Não ocorre crase em locuções formadas por palavras repetidas (ex.: cara a cara, dia a dia, gota a gota).
- Crase diante da palavra 'casa'
- Sem modificador, rejeita crase (Voltou a casa). Se vier determinada, exige crase (Voltou à casa de seus pais).
- Crase diante da palavra 'terra'
- No sentido de terra firme em oposição a bordo, não leva crase. Como planeta ou solo natal com modificador, leva.
- Regência de 'assistir'
- No sentido de ver/presenciar, exige preposição 'a' (assistir ao filme) e não aceita 'o/a' como pronome oblíquo, mas 'a ele'.
- Regência de 'aspirar'
- No sentido de respirar/sorver é transitivo direto (aspirar o pó); no sentido de desejar/almejar exige a preposição 'a' (aspirar ao cargo).
- Regência de 'visar'
- No sentido de mirar ou pôr visto é transitivo direto; no sentido de ter como objetivo exige preposição 'a' (visar ao sucesso).
- Regência de 'obedecer' e 'desobedecer'
- São transitivos indiretos e regem sempre a preposição 'a' (obedecer às leis, desobedecer ao chefe).
- Regência de 'preferir'
- Exige preposição 'a' e rejeita expressões intensificadoras (ex.: Prefiro café a chá; nunca 'prefiro mais café do que chá').
- Regência de 'esquecer' e 'lembrar'
- Sem pronome reflexivo são transitivos diretos (Esqueci o livro). Pronominais, exigem 'de' (Esqueci-me do livro).
- Regência de 'implicar'
- No sentido de acarretar/ter como consequência é transitivo direto, sem preposição 'em' (A decisão implica demissões).
- Regência de 'chegar' e 'ir'
- Exigem a preposição 'a' para indicar destino, nunca 'em' (Cheguei ao cinema; Fui à praia).
- Uso de 'se' como partícula apassivadora
- Ocorre com VTD ou VTDI; o termo seguinte é o sujeito paciente e o verbo deve concordar com ele (Alugam-se casas).
- Uso de 'se' como índice de indeterminação do sujeito
- Ocorre com VTI, VI ou VL acompanhado de preposição; o verbo fica obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular (Precisa-se de operários).
- Concordância com expressões partitivas ('a maioria de', 'grande parte de')
- Admite dupla concordância: com o núcleo singular da expressão ou com o termo plural do adjunto (A maioria dos alunos passou/passaram).
- Concordância com 'mais de um'
- O verbo fica no singular (Mais de um candidato faltou), exceto se houver reciprocidade ou repetição da expressão.
- Concordância de 'bastante'
- Se equivaler a 'muito', é advérbio e não varia. Se equivaler a 'muitos/muitas' antes de substantivo, é pronome e varia (bastantes livros).
- Concordância de 'meio'
- Como advérbio (um pouco) é invariável (Ela está meio cansada). Como numeral fracionário, varia (Comeu meia maçã).
- Concordância com 'anexo', 'incluso' e 'quite'
- São adjetivos e concordam em gênero e número com o substantivo (Seguem anexas as fotos; Estou quite). 'Em anexo' é invariável.
- Concordância de 'menos' e 'alerta'
- São palavras invariáveis em qualquer contexto na norma culta (Havia menos pessoas; Os policiais estavam alerta).
- Concordância de 'é proibido / é necessário / é bom'
- Ficam no masculino singular se o sujeito não tiver artigo (É proibido entrada). Com artigo determinante, flexionam (É proibida a entrada).
- Próclise com palavras atrativas (fatores de próclise)
- Palavras negativas, advérbios, pronomes relativos, indefinidos e conjunções subordinativas atraem o pronome para antes do verbo.
- Início de frase com pronome oblíquo átono
- É proibido iniciar orações com pronome oblíquo átono na norma culta (Diga-me a verdade, nunca 'Me diga a verdade').
- Colocação pronominal com futuro do presente e pretérito
- Sem palavra atrativa, exige-se a mesóclise (Far-se-á justiça; Dir-te-ia tudo); a ênclise é estritamente proibida.
- Colocação pronominal após particípio
- Nunca se usa ênclise em verbos no particípio (Havia entregado-lhe está errado; correto: Havia-lhe entregado ou Havia entregado a ele).
- Emprego de 'onde' vs 'aonde'
- 'Onde' indica permanência ou estado em lugar fixo (Onde você mora?). 'Aonde' indica movimento e exige verbo com preposição 'a' (Aonde você vai?).
- Por que (separado e sem acento)
- Usado no início de perguntas diretas/indiretas ou equivalente a 'pelo qual/por qual razão' (Por que você não foi?; Os caminhos por que passei).
- Por quê (separado e com acento)
- Usado no final de frases interrogativas ou isolado antes de pontuação (Eles estão rindo de quê?; Você não comeu? Por quê?).
- Porque (junto e sem acento)
- Conjunção explicativa ou causal, equivalente a 'pois', 'já que' ou 'visto que' (Não fui porque estava doente).
- Porquê (junto e com acento)
- Substantivo, sinônimo de 'motivo' ou 'razão', sempre precedido de determinante (artigo, pronome) e aceita plural (Não entendi o porquê).
- Mau vs Mal
- 'Mau' é adjetivo, antônimo de 'bom' (mau humor). 'Mal' opõe-se a 'bem', podendo ser advérbio, conjunção temporal ou substantivo.
- Cessão vs Seção/Secção vs Sessão
- Cessão é o ato de ceder. Seção/secção significa divisão, repartição ou corte. Sessão é o espaço de tempo de uma reunião ou espetáculo.
- A par vs Ao par
- 'A par' significa ciente ou informado (Estou a par de tudo). 'Ao par' é termo cambial para títulos ou moedas de valor equivalente.
- Acerca de vs Há cerca de vs A cerca de
- 'Acerca de' = sobre. 'Há cerca de' indica tempo decorrido aproximado. 'A cerca de' indica distância ou tempo futuro aproximado.
- Ao encontro de vs De encontro a
- 'Ao encontro de' exprime conformidade, concordância. 'De encontro a' exprime choque, oposição, discordância.
- Vírgula entre sujeito e predicado
- É terminantemente proibido separar o sujeito de seu predicado por vírgula, mesmo que o sujeito seja extenso.
- Vírgula entre verbo e complemento
- É proibido usar vírgula entre o verbo e seus objetos direto ou indireto na ordem direta.
- Vírgula com oração subordinada adjetiva explicativa vs restritiva
- A explicativa vem isolada por vírgulas e refere-se à totalidade. A restritiva não tem vírgula e delimita um subgrupo.
- Vírgula antes do 'e'
- Ocorre quando as orações coordenadas têm sujeitos diferentes, quando o 'e' é polissíndeto ou quando tem valor adversativo (mas).
- Vírgula com adjunto adverbial deslocado
- Se for de grande extensão (três ou mais palavras), a vírgula é obrigatória. Se for de curta extensão, a vírgula é facultativa.
- Função do 'que': Pronome relativo vs Conjunção integrante
- Pronome relativo retoma um antecedente e pode ser trocado por 'o qual'. Conjunção integrante introduz oração substantiva e pode ser trocada por 'isso'.
- Distinção entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal
- Adjuntos ligam-se a substantivos concretos ou abstratos com valor ativo. Complementos ligam-se a adjetivos, advérbios ou substantivos abstratos com valor passivo.