Português FGV

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Estudo avançado de gramática da língua portuguesa focado nas pegadinhas e no perfil de cobrança da banca FGV. Ideal para candidatos a concursos públicos.

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Voz passiva sintética vs. Indeterminação do sujeito (FGV)
Com transitivo direto ou direto/indireto + se, há voz passiva sintética (sujeito concorda). Com VTI, VI ou VL + se, o sujeito é indeterminado (verbo sempre na 3ª do singular).
Adjunto adnominal vs. Complemento nominal preposicionado (FGV)
Ligado a substantivo: se o termo tem valor ativo ou exprime posse/matéria, é adjunto; se tem valor passivo e completa substantivo abstrato derivado de verbo, é complemento nominal.
Polissemia da preposição 'de' (FGV)
A FGV cobra exaustivamente os valores semânticos de 'de': posse, causa, matéria, origem, tempo, instrumento, assunto e especificação/tipo.
Papel do adjetivo de relação (FGV)
Adjetivo derivado de substantivo que não admite variação de grau, pospõe-se obrigatoriamente ao substantivo e tem valor puramente objetivo/classificatório (ex: energia solar).
Adjetivo anteposto vs. posposto (FGV)
A anteposição costuma conferir valor subjetivo, conotativo ou avaliativo; a posposição tende a conferir valor objetivo, restritivo, denotativo ou técnico.
Valor aspectual: ação incoativa (FGV)
Indica o início exato de uma ação ou processo, marcado comumente por verbos auxiliares como começar a, pôr-se a ou romper em.
Valor aspectual: ação durativa ou cursiva (FGV)
Indica uma ação que se prolonga no tempo ou se encontra em pleno desenvolvimento, marcada frequentemente por estar + gerúndio ou andar + gerúndio.
Valor aspectual: ação iterativa ou frequentativa (FGV)
Indica uma ação repetida habitualmente no tempo, expressa por perífrases como costumar + infinitivo ou pelo pretérito imperfeito do indicativo.
Valor aspectual: ação conclusiva ou pontual (FGV)
Indica o término de um processo ou um fato visto como pontual no tempo, expresso caracteristicamente pelo pretérito perfeito do indicativo.
Polifonia textual (FGV)
A presença de múltiplas vozes ou perspectivas em um único texto, manifestada por discurso citado, ironia, modalizadores ou negações polêmicas.
Intertextualidade implícita (FGV)
Retomada de outro texto sem citação explícita ou aspas, exigindo do leitor bagagem cultural prévia para captar a paródia, alusão ou paráfrase.
Coesão anafórica vs. catafórica (FGV)
Anafórica resgata um termo já apresentado anteriormente no texto; catafórica antecipa um elemento que ainda será explicitado.
Coesão lexical por hiponímia e hiperonímia (FGV)
Uso de termos de sentido mais geral (hiperônimos) para retomar termos de sentido mais específico (hipônimos), mantendo a progressão temática sem repetição.
Papel argumentativo do 'já' (FGV)
Frequentemente denota mudança de estado anterior para um estado presente, antecipação temporal ou reforço confirmatório de um argumento.
Papel argumentativo do 'ainda' (FGV)
Indica a continuidade de um estado que se esperava alterado, concessão tácita ou inclusão com reforço de escala argumentativa.
Operador argumentativo 'mas' como contrajunção (FGV)
Introduz argumento mais forte que vence o argumento da oração anterior, orientando a conclusão do enunciado para a direção do que segue o conectivo.
Conjunção 'e' com valor adversativo (FGV)
Empregado com sentido equivalente a 'mas' ou 'contudo', expressando quebra de expectativa ou contraste entre as orações coordenadas.
Conjunção 'como' com valor causal (FGV)
Quando inicia o período com valor subordinativo causal (equivalente a 'já que' ou 'visto que'), exigindo oração principal subsequente.
Conjunção 'como' com valor conformativo (FGV)
Equivale a 'conforme', 'segundo' ou 'de acordo com', alinhando a ideia ao pensamento de uma autoridade ou fato precedente.
Oração reduzida de particípio com valor adverbial (FGV)
Frequentemente possui valor temporal, causal ou condicional, exigindo desdobramento em oração desenvolvida com conectivo explícito para análise.
Paralelismo sintético / paralelismo de estruturas (FGV)
Exigência de manter idêntica estrutura gramatical em termos coordenados (ex: coordenar oração com oração, substantivo com substantivo, e não misturar).
Paralelismo semântico (FGV)
Coerência no agrupamento de itens de um mesmo campo semântico ou universo conceitual sob uma mesma enumeração sintática.
Zeugma vs. Elipse simples (FGV)
Elipse é a omissão de termo subentendido pelo contexto; zeugma é especificamente a omissão de um termo que já foi mencionado explicitamente antes.
Metonímia por continente e conteúdo (FGV)
Substituição da matéria ou conteúdo pelo recipiente físico que o contém (ex: 'bebeu dois copos de água').
Metonímia por instrumento pela pessoa (FGV)
Identificação do profissional ou indivíduo pelo instrumento ou função que exerce (ex: 'ele é um bom bisturi').
Pleonasmo de reforço vs. vicioso (FGV)
A FGV valoriza a distinção entre pleonasmo literário/enfático intencional e redundância desnecessária/viciosa em registros formais.
Valor enfático do pronome 'mesmo' / 'próprio' (FGV)
Usado como reforço reflexivo posposto a substantivo ou pronome ('ele mesmo fez'), não devendo ser usado para substituir substantivo como anafórico.
Emprego de 'o mesmo' como pronome pessoal (FGV)
Considerado vício gramatical em norma culta estrita da banca quando empregado como substituto anafórico de substantivo precedente.
Tipologia: texto injuntivo / instrucional (FGV)
Caracterizado pelo uso recorrente de verbos no imperativo, infinitivo modalizador ou futuro do presente para orientar condutas e procedimentos.
Diferença entre descrição objetiva e subjetiva (FGV)
Objetiva prioriza traços físicos verificáveis, mensuráveis e neutros; subjetiva emprega impressões sensoriais pessoais e adjetivação valorativa.
Tipologia: crônica vs. conto (FGV)
A crônica parte de um fato cotidiano e efêmero com reflexão pessoal do autor; o conto possui trama ficcional estruturada com clímax e desfecho.
Pressuposto vs. Subentendido (FGV)
Pressuposto é veiculado por marca linguística explícita inquestionável; subentendido depende exclusivamente de inferência pragmática do interlocutor.
Modalização epistêmica (FGV)
Grau de certeza ou dúvida expresso pelo enunciador sobre a verdade de uma afirmação (ex: 'provavelmente', 'certamente', 'pode ser que').
Modalização deôntica (FGV)
Expressão de obrigação, proibição ou permissão em relação ao conteúdo expresso (ex: 'é dever de todos', 'proíbe-se', 'deve-se').
Crase antes de pronomes demonstrativos (FGV)
Ocorre crase antes de 'aquele(s)', 'aquela(s)', 'aquilo' sempre que o termo regente exigir preposição 'a' (junção do 'a' regido com a vogal inicial).
Crase facultativa: pronomes possessivos femininos (FGV)
Ocorre apenas diante de possessivo singular acompanhado de substantivo explícito ('minha casa'); se o substantivo for elíptico, a crase torna-se obrigatória.
Crase antes de locuções conjuntivas / prepositivas femininas (FGV)
Uso obrigatório de acento grave em locuções como 'à medida que', 'à proporção que', 'à espera de', 'à força de'.
Concordância com porcentagem seguida de especificador (FGV)
O verbo pode concordar com o numeral percentual ou com o substantivo especificador subsequente (ex: '1% dos alunos saiu/saíram').
Concordância verbal com expressões partitivas (FGV)
Com 'a maioria de', 'grande parte de' + plural, o verbo admite singular (concordância lógica) ou plural (concordância atrativa).
Regência do verbo 'implicar' (FGV)
No sentido de acarretar ou ter como consequência, é transitivo direto na norma culta estrita (implicar demissão, não 'implicar em demissão').
Regência do verbo 'atender' (FGV)
Pode ser transitivo direto ou indireto indiferentemente quando o complemento for pessoa ou coisa ('atender o cliente' ou 'atender ao cliente').
Uso de 'onde' restrito a espaço físico (FGV)
Na norma culta exigida pela banca, 'onde' só pode ser usado para retomar lugares concretos/físicos; para situações ou ideias, usa-se 'em que'.
Função fática da linguagem (FGV)
Foco no canal de comunicação, servindo para testar, iniciar, manter, prolongar ou interromper o contato interpessoal.
Função metalinguística da linguagem (FGV)
Foco no próprio código linguístico, usando a linguagem para explicar, definir ou refletir sobre as próprias palavras ou regras do idioma.
Discurso indireto livre (FGV)
Fusão da voz do narrador com os pensamentos da personagem, sem verbos de elocução nem marcas gráficas (como aspas ou travessão).
Ironia por antifrase (FGV)
Figura pela qual se diz o oposto do que se pretende comunicar, fundamentada no contexto extralinguístico e na entonação textual.
Predicativo do sujeito vs. Adjunto adnominal deslocado (FGV)
O predicativo expressa estado passageiro ou julgamento circunstancial atribuído ao sujeito; o adjunto adnominal indica traço intrínseco e fixo.
Hiperonímia contextual (FGV)
Uso de um substantivo genérico que passa a funcionar como hiperônimo apenas no contexto situacional específico criado pela narrativa.
Ambiguidade estrutural por sintagma preposicionado (FGV)
Ocorre quando um adjunto preposicionado pode se ligar tanto ao verbo anterior quanto ao substantivo mais próximo, gerando duplo sentido.
Modo imperativo: formação do afirmativo (FGV)
'Tu' e 'vós' derivam do presente do indicativo sem a letra 's' final; as demais pessoas ('você', 'nós', 'vocês') vêm idênticas do presente do subjuntivo.

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