Português FGV
Estudo avançado de gramática da língua portuguesa focado nas pegadinhas e no perfil de cobrança da banca FGV. Ideal para candidatos a concursos públicos.
Cartões · 50
- Voz passiva sintética vs. Indeterminação do sujeito (FGV)
- Com transitivo direto ou direto/indireto + se, há voz passiva sintética (sujeito concorda). Com VTI, VI ou VL + se, o sujeito é indeterminado (verbo sempre na 3ª do singular).
- Adjunto adnominal vs. Complemento nominal preposicionado (FGV)
- Ligado a substantivo: se o termo tem valor ativo ou exprime posse/matéria, é adjunto; se tem valor passivo e completa substantivo abstrato derivado de verbo, é complemento nominal.
- Polissemia da preposição 'de' (FGV)
- A FGV cobra exaustivamente os valores semânticos de 'de': posse, causa, matéria, origem, tempo, instrumento, assunto e especificação/tipo.
- Papel do adjetivo de relação (FGV)
- Adjetivo derivado de substantivo que não admite variação de grau, pospõe-se obrigatoriamente ao substantivo e tem valor puramente objetivo/classificatório (ex: energia solar).
- Adjetivo anteposto vs. posposto (FGV)
- A anteposição costuma conferir valor subjetivo, conotativo ou avaliativo; a posposição tende a conferir valor objetivo, restritivo, denotativo ou técnico.
- Valor aspectual: ação incoativa (FGV)
- Indica o início exato de uma ação ou processo, marcado comumente por verbos auxiliares como começar a, pôr-se a ou romper em.
- Valor aspectual: ação durativa ou cursiva (FGV)
- Indica uma ação que se prolonga no tempo ou se encontra em pleno desenvolvimento, marcada frequentemente por estar + gerúndio ou andar + gerúndio.
- Valor aspectual: ação iterativa ou frequentativa (FGV)
- Indica uma ação repetida habitualmente no tempo, expressa por perífrases como costumar + infinitivo ou pelo pretérito imperfeito do indicativo.
- Valor aspectual: ação conclusiva ou pontual (FGV)
- Indica o término de um processo ou um fato visto como pontual no tempo, expresso caracteristicamente pelo pretérito perfeito do indicativo.
- Polifonia textual (FGV)
- A presença de múltiplas vozes ou perspectivas em um único texto, manifestada por discurso citado, ironia, modalizadores ou negações polêmicas.
- Intertextualidade implícita (FGV)
- Retomada de outro texto sem citação explícita ou aspas, exigindo do leitor bagagem cultural prévia para captar a paródia, alusão ou paráfrase.
- Coesão anafórica vs. catafórica (FGV)
- Anafórica resgata um termo já apresentado anteriormente no texto; catafórica antecipa um elemento que ainda será explicitado.
- Coesão lexical por hiponímia e hiperonímia (FGV)
- Uso de termos de sentido mais geral (hiperônimos) para retomar termos de sentido mais específico (hipônimos), mantendo a progressão temática sem repetição.
- Papel argumentativo do 'já' (FGV)
- Frequentemente denota mudança de estado anterior para um estado presente, antecipação temporal ou reforço confirmatório de um argumento.
- Papel argumentativo do 'ainda' (FGV)
- Indica a continuidade de um estado que se esperava alterado, concessão tácita ou inclusão com reforço de escala argumentativa.
- Operador argumentativo 'mas' como contrajunção (FGV)
- Introduz argumento mais forte que vence o argumento da oração anterior, orientando a conclusão do enunciado para a direção do que segue o conectivo.
- Conjunção 'e' com valor adversativo (FGV)
- Empregado com sentido equivalente a 'mas' ou 'contudo', expressando quebra de expectativa ou contraste entre as orações coordenadas.
- Conjunção 'como' com valor causal (FGV)
- Quando inicia o período com valor subordinativo causal (equivalente a 'já que' ou 'visto que'), exigindo oração principal subsequente.
- Conjunção 'como' com valor conformativo (FGV)
- Equivale a 'conforme', 'segundo' ou 'de acordo com', alinhando a ideia ao pensamento de uma autoridade ou fato precedente.
- Oração reduzida de particípio com valor adverbial (FGV)
- Frequentemente possui valor temporal, causal ou condicional, exigindo desdobramento em oração desenvolvida com conectivo explícito para análise.
- Paralelismo sintético / paralelismo de estruturas (FGV)
- Exigência de manter idêntica estrutura gramatical em termos coordenados (ex: coordenar oração com oração, substantivo com substantivo, e não misturar).
- Paralelismo semântico (FGV)
- Coerência no agrupamento de itens de um mesmo campo semântico ou universo conceitual sob uma mesma enumeração sintática.
- Zeugma vs. Elipse simples (FGV)
- Elipse é a omissão de termo subentendido pelo contexto; zeugma é especificamente a omissão de um termo que já foi mencionado explicitamente antes.
- Metonímia por continente e conteúdo (FGV)
- Substituição da matéria ou conteúdo pelo recipiente físico que o contém (ex: 'bebeu dois copos de água').
- Metonímia por instrumento pela pessoa (FGV)
- Identificação do profissional ou indivíduo pelo instrumento ou função que exerce (ex: 'ele é um bom bisturi').
- Pleonasmo de reforço vs. vicioso (FGV)
- A FGV valoriza a distinção entre pleonasmo literário/enfático intencional e redundância desnecessária/viciosa em registros formais.
- Valor enfático do pronome 'mesmo' / 'próprio' (FGV)
- Usado como reforço reflexivo posposto a substantivo ou pronome ('ele mesmo fez'), não devendo ser usado para substituir substantivo como anafórico.
- Emprego de 'o mesmo' como pronome pessoal (FGV)
- Considerado vício gramatical em norma culta estrita da banca quando empregado como substituto anafórico de substantivo precedente.
- Tipologia: texto injuntivo / instrucional (FGV)
- Caracterizado pelo uso recorrente de verbos no imperativo, infinitivo modalizador ou futuro do presente para orientar condutas e procedimentos.
- Diferença entre descrição objetiva e subjetiva (FGV)
- Objetiva prioriza traços físicos verificáveis, mensuráveis e neutros; subjetiva emprega impressões sensoriais pessoais e adjetivação valorativa.
- Tipologia: crônica vs. conto (FGV)
- A crônica parte de um fato cotidiano e efêmero com reflexão pessoal do autor; o conto possui trama ficcional estruturada com clímax e desfecho.
- Pressuposto vs. Subentendido (FGV)
- Pressuposto é veiculado por marca linguística explícita inquestionável; subentendido depende exclusivamente de inferência pragmática do interlocutor.
- Modalização epistêmica (FGV)
- Grau de certeza ou dúvida expresso pelo enunciador sobre a verdade de uma afirmação (ex: 'provavelmente', 'certamente', 'pode ser que').
- Modalização deôntica (FGV)
- Expressão de obrigação, proibição ou permissão em relação ao conteúdo expresso (ex: 'é dever de todos', 'proíbe-se', 'deve-se').
- Crase antes de pronomes demonstrativos (FGV)
- Ocorre crase antes de 'aquele(s)', 'aquela(s)', 'aquilo' sempre que o termo regente exigir preposição 'a' (junção do 'a' regido com a vogal inicial).
- Crase facultativa: pronomes possessivos femininos (FGV)
- Ocorre apenas diante de possessivo singular acompanhado de substantivo explícito ('minha casa'); se o substantivo for elíptico, a crase torna-se obrigatória.
- Crase antes de locuções conjuntivas / prepositivas femininas (FGV)
- Uso obrigatório de acento grave em locuções como 'à medida que', 'à proporção que', 'à espera de', 'à força de'.
- Concordância com porcentagem seguida de especificador (FGV)
- O verbo pode concordar com o numeral percentual ou com o substantivo especificador subsequente (ex: '1% dos alunos saiu/saíram').
- Concordância verbal com expressões partitivas (FGV)
- Com 'a maioria de', 'grande parte de' + plural, o verbo admite singular (concordância lógica) ou plural (concordância atrativa).
- Regência do verbo 'implicar' (FGV)
- No sentido de acarretar ou ter como consequência, é transitivo direto na norma culta estrita (implicar demissão, não 'implicar em demissão').
- Regência do verbo 'atender' (FGV)
- Pode ser transitivo direto ou indireto indiferentemente quando o complemento for pessoa ou coisa ('atender o cliente' ou 'atender ao cliente').
- Uso de 'onde' restrito a espaço físico (FGV)
- Na norma culta exigida pela banca, 'onde' só pode ser usado para retomar lugares concretos/físicos; para situações ou ideias, usa-se 'em que'.
- Função fática da linguagem (FGV)
- Foco no canal de comunicação, servindo para testar, iniciar, manter, prolongar ou interromper o contato interpessoal.
- Função metalinguística da linguagem (FGV)
- Foco no próprio código linguístico, usando a linguagem para explicar, definir ou refletir sobre as próprias palavras ou regras do idioma.
- Discurso indireto livre (FGV)
- Fusão da voz do narrador com os pensamentos da personagem, sem verbos de elocução nem marcas gráficas (como aspas ou travessão).
- Ironia por antifrase (FGV)
- Figura pela qual se diz o oposto do que se pretende comunicar, fundamentada no contexto extralinguístico e na entonação textual.
- Predicativo do sujeito vs. Adjunto adnominal deslocado (FGV)
- O predicativo expressa estado passageiro ou julgamento circunstancial atribuído ao sujeito; o adjunto adnominal indica traço intrínseco e fixo.
- Hiperonímia contextual (FGV)
- Uso de um substantivo genérico que passa a funcionar como hiperônimo apenas no contexto situacional específico criado pela narrativa.
- Ambiguidade estrutural por sintagma preposicionado (FGV)
- Ocorre quando um adjunto preposicionado pode se ligar tanto ao verbo anterior quanto ao substantivo mais próximo, gerando duplo sentido.
- Modo imperativo: formação do afirmativo (FGV)
- 'Tu' e 'vós' derivam do presente do indicativo sem a letra 's' final; as demais pessoas ('você', 'nós', 'vocês') vêm idênticas do presente do subjuntivo.