Português FGV para Concursos
Questões e pegadinhas de Língua Portuguesa da banca FGV para candidatos de concursos públicos.
Cartões · 52
- Adjetivo antes do substantivo: 'um simples homem' vs. 'um homem simples'
- Na FGV, o adjetivo anteposto tende a assumir valor conotativo/subjetivo ('mero'), enquanto o posposto mantém o valor denotativo/objetivo ('humilde, sem luxo').
- Função do 'como' em: 'Como chovia muito, cancelamos o jogo'
- Indica causa e equivale a 'visto que' ou 'já que'. A FGV explora exaustivamente o valor causal do conectivo anteposto à oração principal.
- Diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal com preposição 'de'
- Se o termo preposicionado pratica a ação (agente), é adjunto adnominal ('o elogio do professor'); se sofre a ação (paciente), é complemento nominal ('o elogio ao aluno').
- Sentido de 'bastante' em: 'Eles trabalham bastante'
- Funciona como advérbio de intensidade (invariável). Se acompanhar substantivo ('tinham bastantes motivos'), é pronome adjetivo e deve flexionar.
- Classificação de 'onde' em: 'A reunião onde decidimos a meta'
- A FGV condena o uso de 'onde' para referências temporais ou situacionais; segundo a banca, deve-se usar 'em que' ou 'na qual', reservando 'onde' apenas para espaço físico.
- Substituição de oração reduzida: 'Ao sair, viu a chuva'
- A FGV exige a conversão em oração temporal desenvolvida: 'Quando saiu, viu a chuva', mantendo correlação temporal estrita.
- Uso da crase antes de pronomes possessivos femininos: 'Fui à sua casa'
- É facultativa antes de possessivo feminino no singular, pois o artigo feminino é opcional ('a sua' ou 'sua').
- Classificação da palavra 'que' em: 'Bebam, que a noite é curta'
- Conjunção coordenativa explicativa, pois introduz justificativa para uma oração no imperativo anterior.
- Valor semântico de 'pois' antes do verbo vs. após o verbo
- Antes do verbo tem valor explicativo ou causal ('Espere, pois voltarei'); entre vírgulas e após o verbo tem valor conclusivo ('Estudou; passará, pois, no teste').
- Concordância verbal com porcentagem: '1% dos alunos faltou/faltaram'
- Ambas as formas são aceitas pela norma padrão, mas a FGV cobra a percepção de concordância com o numeral ('faltou') ou com o partitivo ('faltaram').
- Regência de 'implicar' no sentido de acarretar
- É verbo transitivo direto na norma culta: 'Sua atitude implica demissão' (sem preposição 'em', pegadinha frequente na FGV).
- Diferença entre 'ao encontro de' e 'de encontro a'
- 'Ao encontro de' expressa harmonia/concordância; 'de encontro a' expressa oposição, choque ou conflito.
- Classificação da oração: 'Disseram ser urgente a reforma'
- Oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo, equivalente a 'Disseram que a reforma era urgente'.
- Sentido da conjunção 'conquanto'
- Conjunção subordinativa concessiva (equivale a 'embora', 'ainda que', 'posto que'). A FGV cobra sua equivalência estrita.
- Valor semântico do futuro do pretérito em contextos de polidez
- Expressa polidez, atenuação ou modéstia ('Gostaria de falar com você'), em vez de probabilidade ou ação hipotética.
- Diferença entre texto informativo e texto opinativo na FGV
- O informativo visa à objetividade e fatos comprováveis; o opinativo carrega juízos de valor, modalizadores e adjetivação valorativa.
- Crase diante de pronomes demonstrativos 'aquele(s)', 'aquela(s)', 'aquilo'
- Ocorre crase se o termo regente exigir preposição 'a': 'Obedeceu àquele regulamento' (a + aquele = àquele).
- Uso de 'mesmo' como pronome demonstrativo pessoal: erro típico
- A FGV reprova terminantemente o uso de 'o mesmo' para substituir pessoa ('O réu fugiu e o mesmo foi preso'); deve-se usar pronome pessoal ou elipse.
- Sentido de 'não obstante' acompanhado de verbo no indicativo vs. subjuntivo
- Pode introduzir valor concessivo com subjuntivo ('não obstante chova') ou coordenativo adversativo com indicativo ('não obstante, choveu').
- Classificação de 'meio' em: 'Ela estava meio cansada'
- Advérbio de intensidade significando 'um pouco'; portanto, invariável, nunca concordando com o sujeito feminino.
- Valor aspectual do gerúndio em: 'Ele continuava lendo o relatório'
- Indica aspecto durativo/progressivo, mostrando uma ação em curso ou contínua no tempo.
- Identificação de oração adjetiva restritiva sem pontuação
- A ausência de vírgulas restringe o sentido a apenas uma parte do conjunto ('Os alunos que estudaram passaram' = só os que estudaram).
- Identificação de oração adjetiva explicativa com pontuação
- A presença de vírgulas generaliza ou esclarece todo o conjunto ('Os homens, que são mortais, sofrem' = todos os homens).
- Voz passiva sintética: 'Alugam-se salas comerciais'
- O 'se' é partícula apassivadora; o sujeito paciente é 'salas comerciais', por isso o verbo obrigatoriamente vai para o plural.
- Índice de indeterminação do sujeito: 'Precisa-se de atendentes'
- Com verbo transitivo indireto + preposição, o 'se' é índice de indeterminação do sujeito e o verbo fica invariável na 3ª pessoa do singular.
- Regência de 'visar' com sentido de almejar/pretender
- É transitivo indireto regido pela preposição 'a': 'Ele visava ao cargo público', segundo o padrão tradicional exigido pela FGV.
- Regência de 'preferir' segundo o padrão FGV
- Exige 'a' e rejeita 'do que': 'Prefiro cinema a teatro' (e não 'prefiro cinema do que teatro' ou 'mais cinema que teatro').
- Sentido de 'senão' vs. 'se não'
- 'Senão' equivale a 'a não ser', 'caso contrário' ou 'defeito'; 'se não' indica condição negativa ('Se não chover, iremos').
- Função sintática de substantivo antecedido de preposição após verbo transitivo direto
- Trata-se de objeto direto preposicionado: 'Ele ama a Deus' ou 'O lobo comeu ao cordeiro' (evita ambiguidade ou marca reverência).
- Função da oração iniciada por 'para que': 'Estudou para que vencesse'
- Oração subordinada adverbial final, indicando a finalidade ou o objetivo da ação da oração principal.
- Sentido do particípio em orações absolutas: 'Terminado o prazo, fechou a porta'
- Tem valor temporal e causal concomitante ('logo que o prazo terminou / porque o prazo terminou').
- Coesão anafórica vs. catafórica na visão da FGV
- A anáfora recupera termos já citados anteriormente no texto; a catáfora antecipa elementos que ainda serão apresentados.
- Polissemia da preposição 'com' em: 'Escreveu o livro com pressa'
- Indica modo/atitude, diferentemente de 'com a caneta' (instrumento) ou 'com o irmão' (companhia).
- Identificação de ironia em enunciados curtos na FGV
- Consiste em afirmar algo pretendendo significar exatamente o oposto, quase sempre marcada por adjetivos superlativos ou contexto incongruente.
- Regência do verbo 'assistir' no sentido de ver/presenciar
- Transitivo indireto com regência 'a': 'Assistimos ao debate ontem' (não admite o pronome oblíquo 'o', apenas 'a ele').
- Diferença entre 'cessão', 'sessão' e 'seção'
- 'Cessão' é ato de ceder; 'sessão' é tempo de reunião/cinema; 'seção' (ou secção) é corte, divisão ou departamento.
- Concordância do adjetivo predicativo com sujeitos compostos: 'O pai e a filha estavam calados'
- Concorda no plural com gênero masculino prevalecendo sobre o feminino, ou atrativamente com o mais próximo em certas ordens.
- Parônimos: 'discriminar' vs. 'descriminar'
- 'Discriminar' significa distinguir, separar, segregar; 'descriminar' significa descriminalizar, tirar a culpa ou o caráter de crime.
- Classificação semântica de 'já que' vs. 'de modo que'
- 'Já que' introduz causa/justificativa; 'de modo que' introduz oração subordinada adverbial consecutiva (efeito/consequência).
- Uso de vírgula antes do 'e' quando há sujeitos diferentes
- A vírgula é facultativa/recomendada pela FGV quando as orações coordenadas aditivas possuem sujeitos distintos ('O sol surgiu, e as aves cantaram').
- Valor estilístico do polissíndeto na FGV
- A repetição enfática de conectivos coordenativos (ex.: 'e chora, e ri, e grita') visa a transmitir acúmulo, lentidão ou intensificação emotiva.
- Pronome demonstrativo: 'este' vs. 'esse' no texto escrito (endofórico)
- 'Este' refere-se ao termo mencionado por último ou que será dito; 'esse' retoma termo imediatamente anterior já citado.
- Uso da crase em locuções adverbiais femininas: 'à noite', 'às pressas'
- Obrigatoriamente recebem acento grave indicativo de crase por formarem locuções adverbiais femininas cristalizadas.
- Identificação de hiperonímia e hiponímia na coerência textual
- Hiperônimo é o termo genérico ('veículo'); hipônimo é o específico ('carro'). A FGV cobra isso como recurso de coesão lexical.
- Emprego de 'haja vista': flexão do termo
- A locução 'haja vista' é invariável em sua forma clássica preferida pela FGV, independentemente do substantivo posterior ('haja vista as falhas').
- Concordância com 'anexo', 'incluso' e 'quite'
- Funcionam como adjetivos e flexionam em gênero e número ('Seguem anexas as planilhas', 'Eles estão quites com o banco').
- Crase diante de nomes de cidades: 'Vou à/a Salvador' vs. 'Vou à bela Salvador'
- Sem crase se a cidade rejeita artigo ('Vou a Salvador'); com crase obrigatória se o topônimo vier especificado por adjetivo ('Vou à bela Salvador').
- Semântica de verbos dicendi: 'afirmar' vs. 'admitir'
- 'Afirmar' é neutro/declaratório; 'admitir' pressupõe reconhecimento de algo previamente negado ou desconfortável para o locutor.
- Ambiguidade estrutural em adjuntos: 'Vi o homem com o binóculo'
- A FGV explora se o instrumento pertencia a quem via ou se caracterizava o homem visto; requer pontuação ou reescritura para desambiguar.
- Intertextualidade implícita em charges e crônicas na FGV
- Exige do candidato identificar alusões a provérbios, fatos históricos ou textos clássicos sem citação literal explícita.
- Valor semântico de 'a par' vs. 'ao par'
- 'A par' significa ciente ou informado ('estou a par da notícia'); 'ao par' refere-se a equivalência cambial de moedas/títulos.
- Conceito de modalizador epistêmico: 'Certamente haverá recessão'
- Palavras como 'certamente' ou 'talvez' indicam o grau de certeza ou compromisso que o enunciador assume sobre a verdade do enunciado.