Português: Interpretação e Regência

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Este conjunto aborda a gramática da língua portuguesa, focando em regência verbal e nominal, crase, além de gêneros textuais como crônicas e narrativas.

54 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Gramática Publicado
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Cartões · 54

Crônica argumentativa: definição
Gênero textual que parte de fatos cotidianos para suscitar reflexão e defender uma tese crítica com linguagem acessível.
Crônica narrativa: definição
Texto breve que relata uma sucessão de ações reais ou fictícias do cotidiano, com personagens, tempo e espaço reduzidos.
Elementos essenciais da narrativa
Enredo, narrador (foco narrativo), personagens, tempo (cronológico ou psicológico) e espaço.
Narrador em 1ª pessoa (personagem ou testemunha)
Participa direta ou indiretamente dos fatos narrados, oferecendo uma perspectiva subjetiva dos acontecimentos.
Narrador em 3ª pessoa (onisciente ou observador)
Não participa da história; o onisciente conhece pensamentos dos personagens, enquanto o observador apenas relata o que vê.
Estrutura do enredo narrativo
Compreende situação inicial, conflito gerador, clímax (ponto de maior tensão) e desfecho.
Discurso direto na narrativa
Reprodução exata da fala das personagens, comumente sinalizada por travessão, aspas e verbos de elocução.
Discurso indireto na narrativa
O narrador relata a fala dos personagens com suas próprias palavras, utilizando orações subordinadas substantivas.
Discurso indireto livre
Fusão entre a voz do narrador e os pensamentos das personagens, sem marcas de pontuação que delimitem a fala.
Regência verbal: conceito
Relação de dependência sintática entre um verbo (termo regente) e seus complementos (termos regidos), com ou sem preposição.
Regência nominal: conceito
Relação de subordinação entre um substantivo, adjetivo ou advérbio e seu complemento nominal mediado por preposição.
Regência do verbo 'Assistir' (ver, presenciar)
Transitivo indireto: exige a preposição 'a'. Exemplo: Assistimos ao espetáculo ontem à noite.
Regência do verbo 'Assistir' (prestar socorro)
Transitivo direto: não exige preposição (admite preposição 'a' facultativamente). Exemplo: O médico assistiu o doente.
Regência do verbo 'Aspirar' (sorver, inalar)
Transitivo direto: constrói-se sem preposição. Exemplo: Aspirou o ar puro da serra.
Regência do verbo 'Aspirar' (almejar, pretender)
Transitivo indireto: exige a preposição 'a'. Exemplo: O candidato aspira ao cargo público.
Regência do verbo 'Visar' (ter como objetivo)
Transitivo indireto: exige a preposição 'a'. Exemplo: O plano visa a uma melhoria geral.
Regência do verbo 'Visar' (mirar ou assinar)
Transitivo direto: sem preposição. Exemplo: O atirador visou o alvo; o gerente visou o cheque.
Regência do verbo 'Esquecer' e 'Lembrar' (não pronominais)
Transitivos diretos: não admitem preposição. Exemplo: Esqueci a carteira em casa.
Regência do verbo 'Esquecer-se' e 'Lembrar-se' (pronominais)
Transitivos indiretos: exigem a preposição 'de'. Exemplo: Eu me esqueci da chave no carro.
Regência do verbo 'Obedecer' e 'Desobedecer'
Transitivos indiretos: regem a preposição 'a'. Exemplo: Devemos obedecer às leis e às regras.
Regência do verbo 'Preferir'
Transitivo direto e indireto: exige 'a', repelindo 'do que'. Exemplo: Prefiro café a chá.
Regência do verbo 'Implicar' (acarretar)
Transitivo direto: rejeita a preposição 'em'. Exemplo: A recusa implicará demissão imediata.
Regência do verbo 'Simpatizar' e 'Antipatizar'
Transitivos indiretos: exigem a preposição 'com' e não são pronominais. Exemplo: Simpatizei com a proposta.
Regência do verbo 'Pagar' e 'Perdoar'
Objeto direto para coisas e objeto indireto (com 'a') para pessoas. Exemplo: Paguei a conta ao credor.
Regência do verbo 'Informar'
Informa-se algo a alguém ou alguém de/sobre algo. Exemplo: Informou o resultado ao chefe.
Regência nominal de 'Acessível'
Exige a preposição 'a'. Exemplo: O museu é acessível a pessoas com deficiência.
Regência nominal de 'Afeição'
Exige preposição 'a' ou 'por'. Exemplo: Nutria profunda afeição por/a seus colegas.
Regência nominal de 'Apto'
Exige a preposição 'a' ou 'para'. Exemplo: Ele já está apto a/para assumir o cargo.
Regência nominal de 'Compatível' e 'Incompatível'
Exigem a preposição 'com'. Exemplo: O cargo é incompatível com outras atividades.
Regência nominal de 'Medo'
Exige a preposição 'de'. Exemplo: Tinha medo de tempestades noturnas.
Regência nominal de 'Paralelo'
Exige a preposição 'a'. Exemplo: Construíram uma via paralela à rodovia principal.
Regência nominal de 'Prejudicial'
Exige a preposição 'a'. Exemplo: O tabagismo é altamente prejudicial à saúde.
Regência nominal de 'Favorável'
Exige a preposição 'a'. Exemplo: O parecer foi amplamente favorável à reforma.
Crase: definição fonética e gramatical
Fusão da preposição 'a' com o artigo feminino 'a(s)' ou pronomes demonstrativos iniciados por 'a', indicada pelo acento grave.
Regra geral do uso da crase
Ocorre quando o termo regente exige a preposição 'a' e o termo regido aceita o artigo feminino definido 'a(s)'.
Macete da troca de gênero para crase
Troca-se a palavra feminina por uma masculina correlata; se surgir 'ao', haverá crase diante do termo feminino.
Crase proibida: antes de palavras masculinas
Não ocorre crase antes de substantivos masculinos. Exemplo: Andamos a pé e compramos a prazo.
Crase proibida: antes de verbos
Não ocorre crase antes de verbos no infinitivo. Exemplo: O aluno começou a prestar atenção.
Crase proibida: entre palavras repetidas
Expressões formadas por palavras repetidas não levam crase. Exemplo: cara a cara, dia a dia, gota a gota.
Crase proibida: antes de pronomes de tratamento em geral
Não ocorre crase antes de pronomes como 'Vossa Excelência' ou 'Você' (exceções: senhora, senhorita, dona).
Crase proibida: antes de pronomes indefinidos
Não há crase antes de termos indefinidos. Exemplo: Entregue o relatório a qualquer pessoa da equipe.
Crase proibida: 'a' singular diante de plural
Quando o 'a' estiver no singular diante de um substantivo no plural, a crase inexiste. Exemplo: Refiro-me a reuniões antigas.
Crase obrigatória: locuções adverbiais femininas
Ocorre em locuções femininas indicativas de tempo, modo ou lugar. Exemplo: às pressas, à noite, à toa.
Crase obrigatória: locuções prepositivas e conjuntivas femininas
Ocorre em locuções femininas como 'à medida que', 'à espera de', 'à custa de', 'à força de'.
Crase obrigatória: elipse de 'à moda de'
Mesmo diante de nome masculino, usa-se crase se subentender 'à moda de'. Exemplo: Fez um gol à Pelé.
Crase obrigatória: indicação de horas exatas
Usa-se crase na indicação de horas determinadas. Exemplo: A reunião começará às catorze horas.
Crase facultativa: antes de pronomes possessivos femininos
A crase é opcional diante de possessivos no singular seguidos de substantivo. Exemplo: Referiu-se à/a sua mãe.
Crase facultativa: antes de nomes próprios femininos
A crase é facultativa antes de antropônimos femininos que dispensam afeto. Exemplo: Entregou o livro à/a Paula.
Crase facultativa: após a preposição 'até'
O uso da crase é facultativo logo após a preposição 'até'. Exemplo: Caminhou até à/a praia.
Crase com nomes de lugares (cidades/países)
Aplica-se a regra da rima: 'Se vou a e volto da, crase há; se vou a e volto de, crase pra quê?'. Ex.: Fui à Bahia / Fui a Roma.
Crase com a palavra 'Casa' (lar próprio)
Não leva crase quando designa o próprio lar; leva crase somente quando estiver especificada. Exemplo: Fui à casa de Maria.
Crase com a palavra 'Terra'
Em oposição a bordo/mar, não tem artigo nem crase; leva crase se significar planeta ou terra natal/delimitada.
Crase com pronomes demonstrativos 'Aquele(s)', 'Aquela(s)', 'Aquilo'
Recebem acento grave quando o termo regente exigir preposição 'a'. Exemplo: Entreguei o documento àquele rapaz.
Diferença: 'À medida que' vs 'Na medida em que'
'À medida que' exprime proporção (proporcionalidade); 'Na medida em que' exprime causa (visto que, já que).

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