Português para Concursos
Regras gramaticais e questões frequentes de língua portuguesa voltadas para candidatos em concursos públicos.
Cartões · 62
- Crase antes de palavras masculinas
- Em regra não ocorre crase antes de termos masculinos, exceto se estiver subentendida a expressão à moda de.
- Crase antes de pronomes de tratamento
- Não ocorre crase antes da maioria dos pronomes de tratamento, com exceção de senhora, senhorita e dona.
- Crase antes de verbos no infinitivo
- Nunca ocorre crase antes de verbos, pois verbos não admitem artigo definido feminino.
- Crase com palavras repetidas (dia a dia, cara a cara)
- Não há crase em locuções formadas por palavras repetidas, mesmo que sejam femininas.
- Crase facultativa: pronomes possessivos femininos singulares
- O uso do acento grave é facultativo diante de possessivos femininos no singular (minha, tua, sua, nossa, vossa).
- Crase facultativa: nomes próprios femininos
- É facultativo o uso da crase diante de nomes próprios femininos que admitem artigo definido opcional.
- Crase facultativa: após a preposição 'até'
- O uso da crase é facultativo depois da preposição até diante de palavra feminina que admita artigo.
- Crase diante da palavra 'casa'
- Só ocorre crase diante de casa no sentido de lar se o termo vier especificado ou determinado por adjetivo.
- Crase diante da palavra 'terra'
- No sentido de terra firme em oposição a bordo, não leva crase; admite crase se indicar planeta ou lugar específico.
- Crase com pronome demonstrativo (aquele, aquela, aquilo)
- Ocorre crase quando o termo regente exige a preposição a, fundindo-se com o a inicial do pronome.
- Concordância com 'haver' no sentido de existir ou tempo decorrido
- O verbo haver nesses sentidos é impessoal e deve ficar sempre na 3ª pessoa do singular.
- Concordância com 'fazer' indicando tempo ou clima
- O verbo fazer quando indica tempo decorrido ou fenômeno climático é impessoal e fica na 3ª pessoa do singular.
- Concordância de 'existir', 'ocorrer' e 'acontecer'
- São verbos pessoais e concordam normalmente em número com o seu sujeito.
- Locução verbal com verbo impessoal (ex.: 'deve haver')
- A impessoalidade do verbo principal transmite-se ao verbo auxiliar, que deve permanecer no singular.
- Voz passiva sintética com a partícula 'se'
- Com verbo transitivo direto acompanhado de se apassivador, o verbo concorda com o sujeito paciente.
- Índice de indeterminação do sujeito com a partícula 'se'
- Com verbos transitivos indiretos, intransitivos ou de ligação mais se, o verbo fica obrigatoriamente no singular.
- Concordância com 'a maioria de' / 'grande parte de' + plural
- Concordância facultativa: o verbo pode concordar com o coletivo no singular ou com o termo no plural.
- Concordância com 'é proibido', 'é necessário', 'é bom'
- Ficam invariáveis no masculino a menos que o substantivo venha acompanhado de artigo ou pronome modificador.
- Concordância das palavras 'anexo', 'incluso' e 'apenso'
- Funcionam como adjetivos e concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem.
- Uso da locução adverbial 'em anexo'
- A locução em anexo é invariável e pode ser usada independentemente do gênero ou número do substantivo.
- Concordância da palavra 'meio' (numeral vs. advérbio)
- Como numeral fracionário concorda com o substantivo; como advérbio com sentido de um pouco é invariável.
- Concordância das palavras 'bastante' e 'bastantes'
- Como advérbio de intensidade é invariável; como pronome indefinido equivale a muitos e varia no plural.
- Regência do verbo 'assistir' no sentido de presenciar
- É transitivo indireto e rege a preposição a (ex.: assistir ao filme, não admite pronome lhe).
- Regência do verbo 'assistir' no sentido de dar assistência
- Pode ser usado como transitivo direto ou indireto regendo a preposição a (ex.: assistir o/ao doente).
- Regência dos verbos 'esquecer' e 'lembrar'
- Sem pronome reflexivo são transitivos diretos; pronominais exigem a preposição de (esquecer-se de algo).
- Regência do verbo 'visar' no sentido de ter por objetivo
- É transitivo indireto e exige a preposição a (ex.: o projeto visa ao bem-estar social).
- Regência do verbo 'aspirar' no sentido de almejar
- É transitivo indireto e exige a preposição a (ex.: aspirava a um cargo melhor; não aceita lhe).
- Regência do verbo 'aspirar' no sentido de sorver ou inalar
- É transitivo direto, exigindo objeto direto sem preposição (ex.: aspirou o ar puro).
- Regência do verbo 'obedecer' e 'desobedecer'
- São verbos transitivos indiretos que exigem obrigatoriamente a preposição a.
- Regência do verbo 'implicar' no sentido de acarretar
- É transitivo direto e não admite a preposição em (ex.: a medida implica corte de custos).
- Regência do verbo 'preferir'
- Rege objeto direto e indireto com a preposição a, rejeitando do que, que ou termos intensificadores.
- Regência do verbo 'chegar' e 'ir'
- Exigem a preposição a para indicar destino ou movimento, sendo incorreto o uso de em na norma-padrão.
- Próclise com palavras de sentido negativo
- Palavras negativas como não, nunca, jamais e ninguém atraem obrigatoriamente o pronome oblíquo átono.
- Próclise com conjunções subordinativas
- Conjunções integrantes ou causais (que, embora, quando, se) exercem atração obrigatória do pronome átono.
- Próclise com pronomes relativos
- Pronomes relativos como que, quem, cujo e onde são fatores atrativos obrigatórios de próclise.
- Início de frase com pronome oblíquo átono
- A norma-padrão proíbe iniciar períodos com pronomes oblíquos átonos, exigindo ênclise ao verbo.
- Colocação pronominal com verbos no futuro do presente ou do pretérito
- Se não houver termo atrativo para próclise, exige-se mesóclise; a ênclise é proibida com esses tempos.
- Colocação pronominal com verbo no particípio
- Nunca se usa ênclise ligada diretamente a um particípio (ex.: tinha falado-lhe é incorreto).
- Pronomes 'o', 'a', 'os', 'as' após verbos terminados em R, S ou Z
- A consoante final do verbo é eliminada e os pronomes assumem as formas lo, la, los, las.
- Pronomes 'o', 'a', 'os', 'as' após terminação nasal (m, ão, õe)
- Os pronomes oblíquos assumem as formas no, na, nos, nas (ex.: fizeram-no, põe-na).
- Uso de 'porque' (junto e sem acento)
- Conjunção explicativa ou causal, equivalente a pois, já que ou visto que.
- Uso de 'por que' (separado e sem acento)
- Usado no início de perguntas diretas/indiretas ou como pronome relativo no sentido de pelo qual.
- Uso de 'por quê' (separado e com acento)
- Usado no fim de frases interrogativas ou imediatamente antes de um sinal de pontuação forte.
- Uso de 'porquê' (junto e com acento)
- Substantivo masculino com sentido de motivo ou razão, sempre precedido de artigo ou determinante.
- Diferença entre 'ao encontro de' e 'de encontro a'
- Ao encontro de expressa concordância ou proximidade; de encontro a indica choque, conflito ou oposição.
- Diferença entre 'a cerca de', 'há cerca de' e 'acerca de'
- A cerca de indica distância/aproximação; há cerca de indica tempo decorrido; acerca de significa sobre.
- Diferença entre 'sob' e 'sobre'
- Sob significa debaixo de ou sob a influência de; sobre expressa em cima de ou a respeito de algo.
- Diferença entre 'mal' e 'mau'
- Mal opõe-se a bem (advérbio, conjunção temporal ou substantivo); mau opõe-se a bom (adjetivo).
- Uso de 'onde' versus 'aonde'
- Onde indica permanência ou lugar fixo em que se está; aonde expressa movimento para algum destino.
- Uso do pronome relativo 'cujo'
- Indica posse, liga dois substantivos e nunca admite artigo definido posposto imediatamente após sua forma.
- Vírgula proibida entre sujeito e predicado
- Nunca se separa por vírgula o sujeito de seu respectivo predicado, independentemente da extensão da frase.
- Vírgula proibida entre verbo e seus complementos
- Não se coloca vírgula direta entre o verbo transitivo e seus objetos direto ou indireto.
- Vírgula com orações subordinadas adjetivas explicativas
- As adjetivas explicativas vêm obrigatoriamente isoladas por vírgulas; as restritivas não admitem vírgula.
- Vírgula com adjuntos adverbiais deslocados
- Adjuntos adverbiais de grande extensão deslocados para o início ou meio da oração exigem vírgula.
- Vírgula antes da conjunção aditiva 'e'
- Recomendada quando as orações coordenadas aditivas possuem sujeitos gramaticais diferentes.
- Função sintática do pronome relativo 'que'
- Pode exercer papel de sujeito, objeto direto, complemento nominal ou adjunto dependendo da estrutura subordinada.
- Diferença entre complemento nominal e adjunto adnominal
- Complemento tem valor passivo e completa nomes abstratos; adjunto tem valor ativo ou exprime posse.
- Classificação da conjunção 'se' (integrante vs. condicional)
- Integrante introduz oração subordinada substantiva; condicional introduz oração subordinada adverbial de hipótese.
- Acentuação de paroxítonas terminadas em ditongo crescente
- Recebem acento gráfico por terminarem em ditongo oral crescente (ex.: história, série, água, fóssil).
- Regra do novo acordo ortográfico para ditongos abertos 'ei' e 'oi'
- Perderam o acento gráfico nas palavras paroxítonas (ideia, assembleia, jiboia), mas continuam nas oxítonas.
- Hífen com prefixos: regra das letras iguais
- Usa-se hífen quando o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia o segundo termo (ex.: micro-ondas).
- Conjunção 'conquanto' versus 'porquanto'
- Conquanto é conjunção subordinativa concessiva (embora); porquanto é coordenativa explicativa ou causal (porque).