Português para Concursos (VUNESP)
Regras gramaticais e exceções da língua portuguesa cobradas pela banca VUNESP em concursos públicos.
Cartões · 40
- Crase antes de pronomes de tratamento
- Regra geral: não ocorre crase. Exceções clássicas cobradas pela VUNESP: senhora, senhorita e dona admitem crase.
- Crase diante de palavra masculina
- Não ocorre crase antes de termos masculinos, salvo quando subentendida a expressão à moda de.
- Crase facultativa (três casos clássicos)
- Diante de nomes próprios femininos, antes de pronomes possessivos femininos singulares e após a preposição até.
- Crase com a palavra 'casa'
- Sem modificador/especificador, não há crase (cheguei a casa). Com modificador, ocorre crase (cheguei à casa dos pais).
- Crase com a palavra 'distância'
- Sem especificação numérica não leva crase. Se a distância for determinada (à distância de 20 metros), ocorre crase.
- Regência do verbo 'aspirar'
- VTD no sentido de respirar/sorver (aspira o ar). VTI com preposição 'a' no sentido de desejar/almejar (aspira ao cargo).
- Regência do verbo 'assistir'
- VTI com 'a' no sentido de ver (assistiu ao jogo). VTD no sentido de prestar auxílio/socorrer (assistiu o doente).
- Regência do verbo 'visar'
- VTD para mirar ou pôr visto (visou o alvo). VTI com preposição 'a' no sentido de ter como meta/objetivar (visa ao cargo).
- Regência de 'preferir'
- Exige preposição 'a' e rejeita expressões intensificadoras ou comparativas (prefiro cinema a teatro; nunca 'do que').
- Regência de 'obedecer' e 'desobedecer'
- São verbos transitivos indiretos (VTI) e exigem a preposição 'a' (obedeceu às regras, obedeceu ao pai).
- Regência de 'implicar'
- No sentido de acarretar/ter como consequência é VTD (o erro implica demissão; nunca 'implica em demissão').
- Concordância com 'haver' existencial
- O verbo haver no sentido de existir ou ocorrer é impessoal e fica sempre na 3ª pessoa do singular (havia problemas).
- Concordância com 'fazer' indicando tempo
- É impessoal e permanece na 3ª pessoa do singular (faz dez anos que trabalho aqui; fazia dois meses).
- Concordância verbal com a partícula apassivadora 'se'
- O verbo concorda com o sujeito paciente (vende-se casa / vendem-se casas; aluga-se sala / alugam-se salas).
- Concordância verbal com o índice de indeterminação 'se'
- O verbo transitivo indireto, intransitivo ou de ligação fica sempre na 3ª pessoa do singular (precisa-se de ajudantes).
- Concordância com 'a maioria de / grande parte de'
- Admite concordância com o núcleo coletivo no singular ou com o termo especificador no plural (a maioria votou/votaram).
- Concordância de 'bastante' (adjetivo vs advérbio)
- Como advérbio (muito) é invariável (trabalharam bastante). Como pronome/adjetivo (muitos) varia (havia bastantes razões).
- Concordância de 'anexo', 'incluso' e 'obrigado'
- Concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem (as cartas seguem anexas; ela disse muito obrigada).
- Concordância de 'é proibido / é necessário / é bom'
- Ficam invariáveis se o sujeito não tem artigo (é proibido entrada). Variam se houver artigo (é proibida a entrada).
- Pronome oblíquo após verbos terminados em R, S, Z
- As terminações R, S, Z são eliminadas e os pronomes o, a, os, as tornam-se lo, la, los, las (fazer + o = fazê-lo).
- Pronome oblíquo após verbos terminados em som nasal
- Com verbos terminados em ão, am, em, õe, os pronomes o, a, os, as viram no, na, nos, nas (compraram + o = compraram-no).
- Próclise obrigatória: palavras atrativas
- Palavras negativas, advérbios sem vírgula, pronomes relativos, indefinidos e conjunções subordinativas atraem o pronome.
- Início de frase e colocação pronominal
- A norma culta proíbe iniciar orações com pronome oblíquo átono (correto: entregaram-me a prova; errado: me entregaram).
- Colocação pronominal com particípio
- Nunca se coloca pronome enclítico a particípio (havia entregado-lhe está incorreto; correto: havia lhe entregado).
- Conjunções adversativas vs concessivas
- Adversativas indicam oposição direta (mas, porém, contudo). Concessivas indicam quebra de expectativa (embora, ainda que).
- Conjunções explicativas vs conclusivas
- Explicativas justificam (pois antes do verbo, porque, que). Conclusivas fecham raciocínio (portanto, pois após o verbo).
- Conjunção 'conquanto'
- Muito cobrada pela VUNESP: é conjunção subordinativa concessiva e equivale a 'embora' ou 'ainda que'.
- Conjunção 'porquanto'
- Conjunção explicativa ou causal, sinônima de 'porque' ou 'visto que' (não confundir com conquanto).
- Pontuação com orações adjetivas explicativas
- As adjetivas explicativas vêm sempre isoladas por vírgulas. As adjetivas restritivas não admitem vírgula.
- Pontuação: separação de sujeito e predicado
- É terminantemente proibido usar vírgula simples entre o sujeito e o seu predicado ou entre o verbo e seus complementos.
- Pontuação com adjunto adverbial deslocado
- Se for longo (três palavras ou mais), a vírgula é obrigatória. Se for curto (uma ou duas palavras), a vírgula é facultativa.
- Uso de 'há' versus 'a' para tempo
- Usa-se 'há' (verbo haver) para tempo decorrido no passado. Usa-se 'a' (preposição) para tempo futuro ou distância.
- Uso dos 'porquês': por que
- Separado e sem acento no início de perguntas diretas/indiretas ou equivalente a 'pelo qual' / 'por qual razão'.
- Uso dos 'porquês': por quê
- Separado e com acento circunflexo quando posicionado imediatamente antes de ponto final, interrogação ou exclamação.
- Uso dos 'porquês': porque
- Junto e sem acento em respostas, justificativas e orações com sentido causal ou explicativo (pois/já que).
- Uso dos 'porquês': porquê
- Junto e com acento quando atua como substantivo (o motivo, a razão), sempre acompanhado de artigo ou determinante.
- Acentuação das paroxítonas terminadas em ditongo
- Palavras como história, série e água são acentuadas na norma culta por serem paroxítonas terminadas em ditongo crescente.
- Regra dos hiatos: 'i' e 'u'
- Acentuam-se o 'i' e 'u' tônicos formando hiato, sozinhos na sílaba ou com 's', sem 'nh' seguinte (sa-ú-de, pa-ís).
- Regra do acento diferencial mantido pelo Novo Acordo
- Mantém-se em 'pôde' (passado) vs 'pode' (presente) e no verbo 'pôr' (verbo) vs 'por' (preposição).
- Diferença entre 'ao encontro de' e 'de encontro a'
- 'Ao encontro de' indica concordância, favorabilidade. 'De encontro a' indica oposição, colisão, conflito.