Química Geral e Físico-Química

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Estudo de polímeros, radioatividade e conceitos de físico-química para estudantes.

54 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Físico-química Publicado
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Monômero
Molécula simples de baixa massa molar que pode se ligar a outras idênticas ou diferentes para formar uma macromolécula.
Polímero
Macromolécula formada pela união repetitiva de muitas unidades menores chamadas monômeros.
Polímeros naturais
Macromoléculas sintetizadas por seres vivos, como celulose, amido, proteínas, DNA e borracha natural.
Polímeros sintéticos
Macromoléculas produzidas artificialmente em laboratório ou indústria a partir de derivados de petróleo, como polietileno e náilon.
Polímero de adição
Polímero formado pela junção de monômeros com quebra de ligações duplas, sem a eliminação de moléculas secundárias.
Exemplos de polímeros de adição
Polietileno (PE), polipropileno (PP), policloreto de vinila (PVC) e politetrafluoretileno (Teflon).
Polímero de condensação
Macromolécula formada pela reação entre grupos funcionais distintos, com a liberação de uma molécula pequena, geralmente água.
Exemplos de polímeros de condensação
Náilon (poliamida), PET (poliéster) e baquelite.
Termoplásticos
Polímeros lineares ou ramificados que amolecem sob aquecimento e endurecem ao esfriar, podendo ser remodelados e reciclados.
Termofixos ou termorrígidos
Polímeros com ligações cruzadas tridimensionais que se degradam antes de fundir ao serem aquecidos, não sendo recicláveis por fusão.
Elastômeros
Polímeros que apresentam alta elasticidade, retornando à forma original após serem deformados por tração mecânica.
Vulcanização
Processo de adição de enxofre à borracha sob calor, criando pontes de dissulfeto que aumentam sua resistência mecânica e térmica.
Impactos ambientais dos plásticos
Longa persistência no meio ambiente devido à baixa biodegradabilidade, poluição por microplásticos e acúmulo em aterros ou oceanos.
Bioplásticos
Polímeros derivados de fontes renováveis de biomassa ou capazes de serem biodegradados por micro-organismos.
Radioatividade
Fenômeno físico-químico no qual núcleos atômicos instáveis emitem partículas e radiação eletromagnética para atingir estabilidade.
Estabilidade nuclear
Equilíbrio entre a força nuclear forte atrativa e a repulsão eletrostática entre prótons, governado pela razão nêutron/próton.
Partícula alfa (α)
Partícula de núcleo de hélio composta por 2 prótons e 2 nêutrons, com massa 4 e carga +2.
Partícula beta (β)
Elétron de alta energia e velocidade emitido pelo núcleo quando um nêutron decai em próton, elétron e antineutrino.
Radiação gama (γ)
Onda eletromagnética de altíssima frequência e energia, desprovida de massa e carga elétrica.
Poder de penetração das radiações
Ordem crescente: alfa (retida por papel), beta (retida por chapa de alumínio) e gama (retida por espessas placas de chumbo ou concreto).
Poder de ionização das radiações
Ordem decrescente: alfa possui o maior poder de ionização por ter maior massa e carga, seguida por beta e por último gama.
Primeira Lei da Radioatividade (Lei de Soddy)
Na emissão alfa, o número de massa do elemento formado diminui 4 unidades e o número atômico diminui 2 unidades.
Segunda Lei da Radioatividade (Soddy-Fajans-Russell)
Na emissão beta, o número de massa permanece inalterado e o número atômico aumenta em 1 unidade.
Meia-vida (t1/2)
Tempo necessário para que a quantidade ou a atividade de uma amostra de radioisótopo se reduza à metade do valor inicial.
Curva de decaimento radioativo
Gráfico exponencial decrescente que relaciona a massa restante de um radioisótopo ao longo do tempo transcorrido.
Fissão nuclear
Quebra de um núcleo pesado instável provocada pela absorção de um nêutron, gerando núcleos menores, nêutrons e grande liberação de energia.
Fusão nuclear
União de núcleos atômicos leves a altíssimas temperaturas para formar um núcleo mais pesado, liberando imensa quantidade de energia.
Radioterapia
Uso de radiação ionizante para destruir ou inibir o crescimento de células cancerígenas em tratamentos médicos.
Datação por Carbono-14
Método de estimativa da idade de fósseis e matéria orgânica arqueológica baseado no decaimento do isótopo radioativo C-14.
Irradiação de alimentos
Técnica que expõe alimentos a radiações ionizantes para eliminar bactérias, parasitas e retardar a decomposição sem torná-los radioativos.
Cinética química
Ramo da química que estuda a velocidade das reações químicas e os fatores que alteram essa rapidez.
Velocidade média da reação
Razão entre a variação da quantidade (ou concentração) de um reagente ou produto e o intervalo de tempo transcorrido.
Teoria das colisões
Modelo que estabelece que uma reação ocorre apenas quando há choques entre partículas com orientação espacial favorável e energia suficiente.
Colisão efetiva ou eficaz
Colisão entre reagentes com orientação geométrica adequada e energia igual ou superior à energia de ativação necessária à reação.
Energia de ativação (Ea)
Energia mínima necessária para que os reagentes atinjam o complexo ativado e iniciem a transformação em produtos.
Complexo ativado
Estado intermediário instável e de máxima energia onde antigas ligações estão se rompendo e novas ligações estão se formando.
Efeito da concentração na velocidade
O aumento da concentração de reagentes amplia o número de partículas por volume, aumentando a frequência de colisões e a velocidade da reação.
Efeito da temperatura na velocidade
O aumento da temperatura eleva a energia cinética média das partículas, aumentando o número de colisões eficazes e a velocidade da reação.
Efeito da superfície de contato
Maior área de contato em sólidos expõe mais partículas para colidir, acelerando a velocidade da reação química.
Efeito da pressão na velocidade (gases)
O aumento da pressão diminui o volume, aproximando as moléculas gasosas e aumentando a frequência de choques efetivos.
Catalisador
Substância que acelera uma reação química fornecendo um caminho alternativo de menor energia de ativação, sem ser consumida no processo final.
Catalisador altera a variação de entalpia (ΔH)?
Não, o catalisador altera apenas a energia de ativação e a velocidade, mantendo inalteradas as entalpias inicial e final do sistema.
Catálise homogênea versus heterogênea
Na homogênea reagentes e catalisador formam uma única fase; na heterogênea o catalisador encontra-se em fase distinta da dos reagentes.
Reação reversível
Reação na qual os reagentes formam produtos ao mesmo tempo em que os produtos reagem entre si regenerando os reagentes.
Equilíbrio químico dinâmico
Estado em que as velocidades das reações direta e inversa se igualam e as concentrações de reagentes e produtos permanecem constantes.
Constante de equilíbrio em concentração (Kc)
Produto das concentrações molares dos produtos elevado aos coeficientes estequiométricos dividido pelo dos reagentes no equilíbrio.
Substâncias excluídas da expressão de Kc
Sólidos puros e solventes líquidos em grande excesso não entram no cálculo de Kc por manterem suas concentrações praticamente constantes.
Significado de Kc muito alto
Indica que o equilíbrio está muito deslocado no sentido dos produtos, favorecendo o rendimento da reação direta.
Princípio de Le Chatelier
Quando uma perturbação externa é imposta a um sistema em equilíbrio, ele se desloca no sentido que tende a anular essa perturbação.
Efeito da concentração no equilíbrio
Adicionar uma substância desloca o equilíbrio para o lado oposto ao dela; remover uma substância desloca para o mesmo lado dela.
Efeito da pressão no equilíbrio gasoso
O aumento da pressão desloca o equilíbrio para o sentido de menor volume gasoso (menor número de mols gasosos).
Efeito da temperatura no equilíbrio
O aumento da temperatura favorece o sentido endotérmico da reação; a diminuição favorece o sentido exotérmico.
Ação do catalisador no equilíbrio químico
O catalisador não desloca o equilíbrio nem altera o valor de Kc; apenas reduz o tempo necessário para que o equilíbrio seja atingido.
Constante de equilíbrio em pressão (Kp)
Constante formulada usando as pressões parciais dos participantes gasosos, aplicável a sistemas gasosos em equilíbrio.

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