Cinética Química e Pilhas
Estudo dos conceitos fundamentais de cinética química, velocidade das reações, fatores que influenciam e funcionamento de pilhas. Indicado para estudantes do ensino médio e vestibulares.
Cartões · 52
- Cinética química
- Ramo da química que estuda a velocidade das reações químicas e os fatores que a influenciam.
- Velocidade média de reação
- Razão entre a variação da quantidade de reagente consumido ou produto formado e o intervalo de tempo decorrido.
- Teoria das colisões
- Estabelece que uma reação ocorre quando as moléculas reagentes colidem com orientação adequada e energia suficiente.
- Energia de ativação
- Energia mínima necessária que os reagentes devem possuir para iniciar uma reação química e formar o complexo ativado.
- Complexo ativado
- Estado intermediário e instável, de mais alta energia potencial, formado durante o rompimento e criação de ligações.
- Reação endotérmica no gráfico cinético
- Apresenta a entalpia dos produtos maior que a dos reagentes, com variação de entalpia (ΔH) positiva.
- Reação exotérmica no gráfico cinético
- Apresenta a entalpia dos reagentes maior que a dos produtos, liberando calor e com ΔH negativo.
- Efeito da temperatura na velocidade
- O aumento da temperatura eleva a energia cinética média das partículas, aumentando a frequência e eficácia dos choques.
- Efeito da concentração dos reagentes
- Maior concentração resulta em mais partículas por unidade de volume, elevando a frequência de colisões efetivas.
- Efeito da superfície de contato
- Quanto mais fragmentado ou triturado o sólido, maior a área exposta, aumentando a taxa de colisões e a velocidade.
- Efeito da pressão em sistemas gasosos
- Aumentar a pressão reduz o volume do sistema, aproximando as moléculas gasosas e acelerando a reação.
- Catalisador
- Substância que aumenta a velocidade da reação criando um caminho alternativo com menor energia de ativação, sem ser consumida.
- Catalisador altera a entalpia (ΔH)?
- Não, o catalisador diminui apenas a energia de ativação, mantendo a entalpia inicial e final inalteradas.
- Catalisador altera o rendimento de equilíbrio?
- Não, ele apenas acelera o tempo para atingir o equilíbrio químico, sem deslocar a posição das espécies.
- Catálise homogênea
- Processo catalítico em que reagentes e catalisador se encontram na mesma fase física, como todos em solução aquosa.
- Catálise heterogênea
- Processo catalítico em que o catalisador e os reagentes estão em fases físicas distintas, comumente sólido e gases.
- Inibidor ou veneno de catálise
- Substância que reduz ou anula a atividade catalítica, desacelerando ou impedindo a reação.
- Lei da velocidade (Lei de Guldberg-Waage)
- Equação que relaciona a velocidade da reação com a concentração dos reagentes elevadas a expoentes determinados experimentalmente.
- Ordem de reação
- Soma dos expoentes das concentrações dos reagentes presentes na expressão da lei de velocidade.
- Etapa determinante da velocidade
- A etapa mais lenta em um mecanismo de reação em múltiplas etapas, que define a lei de velocidade global.
- Reação elementar
- Reação química que ocorre em uma única colisão molecular, sem intermediários detectáveis.
- Eletroquímica
- Estudo da conversão mútua entre energia química e energia elétrica por meio de reações de oxirredução.
- Oxidação
- Processo químico em que uma espécie perde elétrons, resultando no aumento de seu número de oxidação (NOX).
- Redução
- Processo químico em que uma espécie ganha elétrons, resultando na diminuição de seu número de oxidação (NOX).
- Agente redutor
- Espécie química que doa elétrons e sofre oxidação, provocando a redução de outra espécie.
- Agente oxidante
- Espécie química que recebe elétrons e sofre redução, provocando a oxidação de outra espécie.
- Pilha galvânica (ou célula voltaica)
- Dispositivo eletroquímico que converte energia química de uma reação espontânea de oxirredução em energia elétrica.
- Ânodo
- Eletrodo onde ocorre a oxidação; na pilha, corresponde ao polo negativo de onde partem os elétrons.
- Cátodo
- Eletrodo onde ocorre a redução; na pilha, corresponde ao polo positivo que atrai os elétrons.
- Sentido do fluxo de elétrons na pilha
- Os elétrons fluem espontaneamente pelo circuito externo do ânodo (oxidação) para o cátodo (redução).
- Ponte salina
- Tubo com solução iônica inerte que mantém a neutralidade elétrica das semicélulas, permitindo a migração de íons.
- Migração de cátions e ânions na ponte salina
- Ânions migram para o compartimento anódico e cátions migram para o compartimento catódico para equilibrar as cargas.
- Massa do eletrodo anódico com o tempo
- Tende a diminuir (desgaste ou corrosão), pois os átomos neutros do metal oxidam e passam para a solução como íons.
- Massa do eletrodo catódico com o tempo
- Tende a aumentar (deposição), pois os cátions da solução reduzem e se fixam na superfície do metal.
- Pilha de Daniell
- Pilha clássica formada por um eletrodo de zinco imerso em sulfato de zinco e um de cobre em sulfato de cobre.
- Ânodo na Pilha de Daniell
- Eletrodo de zinco metálico, que sofre oxidação transformando-se em cátions Zn2+.
- Cátodo na Pilha de Daniell
- Eletrodo de cobre metálico, onde os íons Cu2+ em solução sofrem redução formando cobre sólido.
- Potencial padrão de redução (E°red)
- Medida da tendência de uma espécie receber elétrons a 25 °C, 1 atm e 1 mol/L, comparada ao eletrodo padrão de hidrogênio.
- Eletrodo padrão de hidrogênio
- Referência arbitrária da eletroquímica, com potencial de oxidação e redução convencionado como exatamente 0,00 V.
- Identificação do cátodo pelo E°red
- A espécie com maior potencial padrão de redução tem maior tendência a reduzir e atua como cátodo.
- Identificação do ânodo pelo E°red
- A espécie com menor potencial padrão de redução tem maior tendência a oxidar e atua como ânodo.
- Cálculo da força eletromotriz padrão (ΔE°)
- Calculada pela fórmula ΔE° = E°red(cátodo) - E°red(ânodo).
- Condição de espontaneidade em termos de ΔE°
- Uma reação de oxirredução é espontânea se a força eletromotriz padrão for positiva (ΔE° > 0).
- Notação IUPAC para pilhas
- Ânodo | Solução anódica || Solução catódica | Cátodo, onde a barra dupla representa a ponte salina.
- Equação de Nernst
- Equação que relaciona o potencial de eletrodo sob condições fora do padrão com as concentrações das espécies ativas.
- Pilhas de concentração
- Células galvânicas compostas pelos mesmos eletrodos e soluções, operando pela diferença de concentração iônica.
- Bateria de chumbo-ácido
- Acumulador secundário recarregável constituído por placas de Pb e PbO2 imersas em ácido sulfúrico concentrado.
- Pilha alcalina
- Pilha primária com ânodo de zinco poroso e cátodo de dióxido de manganês em meio básico de hidróxido de potássio.
- Célula a combustível
- Dispositivo eletroquímico que converte energia da reação de um combustível contínuo (como H2) com oxigênio em eletricidade.
- Metal de sacrifício
- Metal com menor potencial de redução que o ferro, ligado a ele para sofrer oxidação preferencial e evitar corrosão.
- Corrosão galvânica
- Deterioração de um metal provocada pelo contato elétrico com outro metal de maior potencial de redução em eletrólito.
- Relação entre energia livre de Gibbs e fem (ΔG°)
- Dada por ΔG° = -n * F * ΔE°, indicando que um potencial positivo resulta em variação de energia livre negativa.