Relevo Brasileiro

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Estudo das formas, classificações e estruturas do relevo brasileiro, destinado a estudantes e candidatos a concursos públicos.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Geografia do Brasil Publicado
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Cartões · 52

Classificação de Aroldo de Azevedo (1949)
Critério altimétrico simples que dividiu o Brasil em planaltos (acima de 200 m) e planícies (abaixo de 200 m), identificando 8 grandes unidades de relevo.
Classificação de Aziz Ab'Sáber (1958)
Baseada em processos morfoclimáticos: planaltos são áreas onde a erosão supera a sedimentação, e planícies são áreas onde a sedimentação supera a erosão (10 unidades).
Classificação de Jurandyr Ross (1989)
Baseada nos dados do Projeto RadamBrasil, combinou critérios morfoestruturais, morfoclimáticos e morfoesculturais, dividindo o relevo em planaltos, depressões e planícies.
Planaltos na classificação de Ross
Superfícies residuais elevadas onde os processos erosivos superam os de deposição, formadas sobre estruturas cristalinas ou sedimentares.
Depressões na classificação de Ross
Áreas rebaixadas por erosão contínua em relação aos terrenos vizinhos, situadas entre 100 e 500 metros de altitude e bastante aplainadas.
Planícies na classificação de Ross
Superfícies essencialmente planas e de baixa altitude, onde os processos de deposição e acumulação de sedimentos superam os de erosão.
Escudos Cristalinos (Crátons)
Estruturas geológicas muito antigas e rígidas do Pré-Cambriano, ricas em minerais metálicos e amplamente desgastadas pela erosão.
Bacias Sedimentares
Depressões preenchidas por camadas sucessivas de detritos orgânicos e minerais, onde ocorrem reservas de combustíveis fósseis e aquíferos.
Dobramentos Modernos no Brasil
Não existem no território brasileiro, explicando a estabilidade geológica e a ausência de terremotos de grande magnitude ou vulcanismo ativo.
Planalto Central Brasileiro
Localizado no Centro-Oeste sobre terrenos cristalinos e sedimentares, caracterizado por chapadas, relevo tabular e vegetação de Cerrado.
Planalto da Borborema
Maciço residual no Nordeste que atua como barreira orográfica para as massas de ar úmidas vindas do oceano, acentuando a seca no Sertão.
Planalto e Serras de Goiás-Minas
Relevo acidentado com cristas quartzíticas e serras cristalinas, marcando o divisor de águas entre importantes bacias hidrográficas.
Serras do Mar e da Mantiqueira
Escarpa cristalina acentuada e dobramentos antigos no Sudeste, caracterizados por formas arredondadas conhecidas como mares de morros.
Planalto Arenito-Basáltico
Parte da Bacia Sedimentar do Paraná com alternância de arenito e derrames de basalto, gerando solos férteis de terra roxa e relevo em degraus.
Planaltos Residuais Norte-Amazônicos
Relevos montanhosos e escarpados na fronteira setentrional do país, onde se encontram os pontos mais elevados do relevo brasileiro.
Pico da Neblina
Ponto culminante do Brasil com 2.995 metros de altitude, situado na Serra do Imeri (Amazonas), no Planalto das Guianas.
Pico 31 de Março
Segundo ponto mais elevado do território nacional (2.974 metros), também localizado na Serra do Imeri, fronteira com a Venezuela.
Pico da Bandeira
Terceiro ponto mais alto do Brasil (2.891 metros), situado na Serra do Caparaó, na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo.
Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná
Área deprimida contínua situada no contato entre as rochas cristalinas litorâneas e as camadas sedimentares do planalto ocidental paulista.
Depressão Sertaneja e do São Francisco
Extensa área semiárida rebaixada no Nordeste, caracterizada por pedimentos, inselbergs e solos rasos e pedregosos.
Depressão do Miranda (Pantanal)
Faixa rebaixada que contorna o Pantanal sul-mato-grossense, sujeita a inundações periódicas e processo erosivo lateral.
Depressão Cuiabana
Área deprimida interplanáltica em Mato Grosso, esculpida sobre rochas metamórficas e sedimentares dobradas do Neoproterozóico.
Depressão Marginal Sul-Amazônica
Faixa rebaixada localizada ao sul da Floresta Amazônica, talhada pela rede hidrográfica sobre rochas sedimentares e cratônicas.
Depressão do Alto Paraguai
Zona de transição rebaixada entre o planalto dos Parecis e a planície do Pantanal, dissecada pela bacia do rio Paraguai.
Planície do Rio Amazonas
Estreita faixa de sedimentação quaternária recente ao longo das margens da calha do rio Amazonas, cercada por terraços fluviais.
Planície do Pantanal Mato-Grossense
Extensa bacia sedimentar quaternária no Centro-Oeste, plana e periodicamente alagada pelos transbordamentos da bacia do rio Paraguai.
Planícies e Tabuleiros Litorâneos
Faixa costeira formada por praias, restingas e manguezais, associada aos baixos platôs da Formação Barreiras no Nordeste e Sudeste.
Planície da Lagoa dos Patos e Mirim
Planície flúvio-marinha no Rio Grande do Sul formada por cordões arenosos e lagunas costeiras de idade cenozóica.
Chapada
Forma de relevo tabular com topo aplainado e encostas íngremes ou escarpadas, geralmente talhada em camadas sedimentares horizontais.
Chapada Diamantina
Área montanhosa e tabular na Bahia, rica em canyons, grutas e nascentes, constituída principalmente por rochas pré-cambrianas dobradas.
Chapada dos Guimarães
Feição tabular em Mato Grosso com escarpas de arenito avermelhado, funcionando como divisor hidrográfico entre as bacias Platina e Amazônica.
Chapada do Araripe
Planalto tabular sedimentar no Ceará, Pernambuco e Piauí, famoso por bacias fossilíferas do Cretáceo e depósitos de gipsita.
Cuesta
Forma assimétrica de relevo com um lado de declive suave (dorso) e outro abrupto e escarpado (frente), típica da Bacia do Paraná.
Mares de Morros
Morfologia típica do domínio da Mata Atlântica no Sudeste, caracterizada por colinas convexas e arredondadas ('meias-laranjas').
Inselberg
Maciço rochoso residual e isolado que sobressai em áreas planas e aplainadas, muito comum na paisagem semiárida da Caatinga.
Escarpa
Declive abrupto e acentuado do terreno que conecta compartimentos de relevo de altitudes distintas, como a Serra do Mar.
Peneplanície
Superfície quase plana formada no término de um longo ciclo de erosão e intemperismo, comum em terrenos cratônicos antigos.
Pediplano
Superfície aplainada formada pela junção de pedimentos sob climas secos ou semiáridos através de erosão laminar recuante.
Morrote Testemunha
Elevação isolada remanescente de uma antiga camada rochosa desgastada pela erosão regressiva ao redor de planaltos e escarpas.
Dorsal de Santos
Relevo submarino proeminente na margem continental sudeste brasileira, ligado à evolução do Atlântico Sul e à bacia petrolífera.
Talude Continental Brasileiro
Declive acentuado que faz a transição entre a plataforma continental submersa e a planície abissal oceânica.
Plataforma Continental Brasileira
Extensão submarina submersa do relevo litorâneo com profundidade de até 200 m, mais larga no Norte/Nordeste e rica em petróleo.
Serra da Canastra
Maciço residual em Minas Gerais formado por quartzitos proterozóicos, berço histórico da nascente do rio São Francisco.
Serra do Espinhaço
Cadeia montanhosa de quase 1.000 km entre MG e BA, formada por dobras antigas e rica em jazidas de ferro, manganês e ouro.
Várzeas Amazônicas
Terras baixas periodicamente inundadas pelas cheias sazonais dos rios de água branca ricos em nutrientes e sedimentos argilosos.
Igapós
Ambientes planos amazônicos permanentemente inundados por rios de águas pretas ou claras, com vegetação adaptada à água constante.
Terraços Fluviais Amazônicos (Terra Firme)
Níveis geomorfológicos ligeiramente mais elevados que nunca sofrem inundações sazonais, formados por sedimentos terciários consolidados.
Serra Geral
Formação de derrames basálticos com canyons monumentais (ex: Itaimbezinho) no planalto meridional entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Morro Pão de Açúcar
Exemplo clássico de domo ígneo ou 'pão de açúcar', composto de gnaisse e granito modelado por intemperismo químico profundo.
Restingas Costeiras
Acúmulos lineares de areia paralelos à costa produzidos pela deposição marinha, sustentando vegetação pioneira fixadora.
Canyon do Itaimbezinho
Garganta profunda e escarpada esculpida pelo rio do Boi nas bordas dos derrames de basalto da Serra Geral (RS/SC).
Relevo Cárstico de Lagoa Santa
Relevo em rochas carbonáticas (calcário) em Minas Gerais, marcado por cavernas, dolinas, sumidouros e paredões esculpidos por dissolução.

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