Sequências Textuais

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Estudo das sequências textuais, abordando características, estrutura e marcadores linguísticos dos tipos narrativo, descritivo e argumentativo. Destinado a estudantes do ensino médio e vestibulandos.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Gramática Publicado
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Sequência Narrativa: Objetivo principal
Relatar uma sucessão cronológica de acontecimentos ou ações, reais ou fictícios, centrados em personagens.
Sequência Narrativa: Estrutura básica
Situação inicial, complicação ou conflito gerador, clímax e desfecho da trama.
Sequência Narrativa: Tempos verbais típicos
Pretérito perfeito (ações pontuais concluídas) e pretérito imperfeito (ações habituais ou de fundo de cena).
Sequência Narrativa: Marcadores temporais
Advérbios e locuções como 'então', 'em seguida', 'de repente', 'anos mais tarde' e 'posteriormente'.
Sequência Narrativa: Elementos estruturantes (pente)
Personagem, espaço, narrador (1ª ou 3ª pessoa), tempo (cronológico/psicológico) e enredo.
Sequência Descritiva: Objetivo principal
Caracterizar seres, objetos, lugares, sensações ou estados a partir de uma perspectiva estática.
Sequência Descritiva: Estrutura básica
Identificação do tema/objeto, detalhamento de propriedades e partes, e contextualização espacial.
Sequência Descritiva: Classes de palavras dominantes
Substantivos, adjetivos e locuções adjetivas que expressam propriedades físicas ou psicológicas.
Sequência Descritiva: Tempos verbais característicos
Presente do indicativo ou pretérito imperfeito do indicativo, quase sempre com verbos de estado ou ligação.
Sequência Descritiva: Marcadores espaciais
Expressões locativas como 'ao lado de', 'à esquerda', 'no fundo', 'em cima' e 'ao redor'.
Descrição Objetiva vs. Descrição Subjetiva
A objetiva foca na realidade denotativa e neutra; a subjetiva reflete emoções, juízos e metáforas do enunciador.
Sequência Dissertativo-Argumentativa: Objetivo principal
Defender uma tese ou ponto de vista por meio de argumentos e evidências lógicas para persuadir o leitor.
Sequência Dissertativo-Argumentativa: Estrutura básica
Proposição (tese inicial), argumentação (dados, contra-argumentação) e conclusão articulada.
Sequência Dissertativo-Argumentativa: Conectores típicos
Conjunções causais, consecutivas e concessivas como 'porque', 'portanto', 'embora' e 'por conseguinte'.
Sequência Dissertativo-Argumentativa: Modalizadores discursivos
Expressões de certeza, probabilidade ou necessidade, como 'certamente', 'é imprescindível' e 'provavelmente'.
Argumento de Autoridade na sequência argumentativa
Citação direta ou indireta de especialistas, teóricos renomados ou dados estatísticos validados.
Argumento por Causa e Efeito
Demonstração de que determinado fenômeno decorre diretamente de outro evento antecedente comprovado.
Sequência Explicativa / Expositiva: Objetivo principal
Apresentar, analisar ou transmitir informações claras sobre determinado tema sem juízo de valor explícito.
Sequência Explicativa: Marcas linguísticas dominantes
Linguagem denotativa, terceira pessoa, presente atemporal, definições, comparações e reformulações.
Sequência Explicativa: Conectores de reformulação e exemplificação
Marcadores como 'isto é', 'ou seja', 'a saber', 'por exemplo' e 'em outras palavras'.
Sequência Injuntiva: Objetivo principal
Orientar, ordenar, instruir ou regular ações e comportamentos específicos do interlocutor.
Sequência Injuntiva: Formas verbais predominantes
Verbo no imperativo afirmativo/negativo, infinitivo impessoal ou construções com verbos de obrigação (dever/ter que).
Sequência Injuntiva: Interlocução direta
Vocativos, pronomes de segunda pessoa (você/tu) e estruturação em tópicos ordenados numericamente.
Sequência Prescritiva: Diferença em relação à injuntiva
Possui caráter coercitivo e força de lei rígida (ex.: leis, códigos), não admitindo desvio de conduta.
Sequência Dialogal: Objetivo principal
Representar a interação verbal direta e a troca de turnos de fala entre dois ou mais interlocutores.
Sequência Dialogal: Sinais gráficos de pontuação
Travessões, aspas, dois-pontos para introduzir falas e interrogações para denotar a troca de réplicas.
Sequência Dialogal: Verbos de elocução (dicendi)
Verbos que introduzem falas, tais como 'disse', 'perguntou', 'retrucou', 'murmurou' e 'exclamou'.
Sequência Dialogal: Marcadores de oralidade
Interjeições, hesitações, fáticos ('né?', 'entende?') e repetições típicas do diálogo falado.
Diferença entre Gênero Textual e Sequência Textual
Gêneros são infinitos e sociocomunicativos (receita, editorial); sequências são moldes linguísticos estruturantes finitos.
Heterogeneidade Tipológica textual
Ocorrência de diferentes tipos de sequências combinadas de forma complementar dentro de um mesmo texto.
Sequência Dominante
A sequência que dita o propósito global do gênero (ex.: narrativa dominante em uma crônica).
Sequência Secundária ou Encaixada
Sequência que apoia a dominante (ex.: uma descrição detalhada encaixada dentro de uma cena narrativa).
Teoria das Sequências Textuais segundo Adam
Modelo proposto por Jean-Michel Adam que reduz a organização do texto a cinco sequências fundamentais.
Pretérito Perfeito na Narração
Marca a dinâmica da narrativa ao avançar a linha do tempo com ações pontuais sucessivas.
Pretérito Imperfeito na Descrição
Interrompe o avanço cronológico para detalhar cenários, estados durativos ou aparências dos personagens.
Sequência Narrativa: Enredo Linear
Apresenta eventos em ordem cronológica direta, sem regressões (flashbacks) ou antecipações.
Sequência Narrativa: Analepse (Flashback)
Ruptura da ordem cronológica para narrar acontecimentos anteriores ao momento presente do texto.
Sequência Narrativa: Prolepse
Recurso temporal que antecipa fatos que ocorrerão no futuro da história narrada.
Sequência Descritiva Sensorial
Emprego explícito de referências aos cinco sentidos (tato, olfato, audição, paladar e visão).
Verbos Estativos na Descrição
Verbos como 'ser', 'estar', 'parecer', 'permanecer' e 'situar-se' que não expressam movimento.
Operadores Argumentativos de Oposição
Conectivos como 'mas', 'porém', 'contudo' e 'todavia' que confrontam argumentos e direcionam a conclusão.
Operadores Argumentativos de Adição
Termos como 'além disso', 'não só... mas também' e 'ademais' que somam força comprobatória à tese.
Argumentação por Ilustração ou Exemplificação
Uso de caso concreto ou evento empírico para tornar abstrata proposição compreensível e crível.
Sequência Expositiva: Nominalização
Transformação de verbos em substantivos abstratos para condensar a informação em textos científicos.
Passiva Sintética e Analítica na Exposição
Construções sintáticas usadas para garantir impessoalidade científica (ex.: 'observou-se que').
Sequência Injuntiva em Manuais Técnicos
Uso predominante do infinitivo de comando ('apertar', 'conectar') e sentenças curtas e diretas.
Sequência Injuntiva em Receitas Culinárias
Uso de imperativo com quantificadores precisos de tempo, peso e medidas culinárias padronizadas.
Sequência Argumentativa: Contra-argumento
Refutação de tese oposta antecipada, desqualificando-a para fortalecer a própria posição.
Coesão Referencial por Pronomes
Recurso que retoma antecedentes (anáfora) ou antecipa termos (catáfora), mantendo o fluxo sequencial.
Sequência Poética segundo Jean-Michel Adam
Proposta controversa que considera a recorrência rítmica e sonora como princípio organizador sequencial.
Ponto de Vista ou Foco Narrativo
Ângulo visual e cognitivo pelo qual o narrador relata os fatos (onisciente, observador ou personagem).
Adjetivação Subjetiva na Argumentação
Uso de qualificadores axiológicos carregados de valor ('lamentável', 'absurdo') para persuadir o leitor.

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