Sistema Digestório - Ensino Médio

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Este conjunto cobre os órgãos, enzimas e processos do sistema digestório humano para estudantes do ensino médio.

62 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Corpo humano Publicado
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Cartões · 62

Boca
Início do trato digestório onde ocorrem a mastigação, a insalivação e o início da digestão química do amido.
Dentes incisivos
Localizados na porção anterior das arcadas dentárias, atuam cortando os alimentos ingeridos.
Dentes caninos
Posicionados lateralmente aos incisivos, têm como função principal perfurar e rasgar alimentos resistentes.
Dentes molares e pré-molares
Localizados na porção posterior da boca, servem para triturar e moer os alimentos durante a mastigação.
Glândulas parótidas
Maior par de glândulas salivares, situadas perto das orelhas, secretam saliva rica em amilase salivar na boca.
Glândulas submandibulares
Situadas abaixo da mandíbula, produzem secreção mista de saliva contendo muco e ptialina lançada na cavidade bucal.
Glândulas sublinguais
Localizadas sob a língua no assoalho bucal, produzem saliva predominantemente mucosa para lubrificação alimentar.
Ptialina (Amilase salivar)
Enzima presente na saliva (boca) que catalisa a quebra inicial do amido e glicogênio em maltose e dextrinas em pH neutro.
Língua
Órgão muscular no assoalho da boca responsável pela gustação, manipulação e deglutição do bolo alimentar.
Bolo alimentar
Massa pastosa resultante da mastigação e insalivação do alimento na cavidade bucal, pronta para ser deglutida.
Faringe
Canal comum aos sistemas digestório e respiratório que conduz o bolo alimentar da cavidade bucal até o esôfago.
Epiglote
Cartilagem localizada na laringe que fecha a passagem respiratória durante a deglutição, desviando o alimento ao esôfago.
Esôfago
Tubo muscular entre a faringe e o estômago que transporta o bolo alimentar por meio de movimentos peristálticos.
Peristaltismo (Movimentos peristálticos)
Contrações musculares involuntárias ondulatórias que empurram o conteúdo ao longo de todo o trato gastrointestinal.
Esfíncter esofágico inferior (Cárdia)
Válvula muscular na transição do esôfago para o estômago que impede o refluxo de conteúdo gástrico ácido.
Estômago
Órgão muscular sacular no abdômen que armazena, mistura e inicia a digestão de proteínas sob pH fortemente ácido.
Células parietais (Estômago)
Células da mucosa gástrica que secretam ácido clorídrico (HCl) e fator intrínseco.
Ácido clorídrico (HCl)
Substância no estômago que reduz o pH a 1,5-2, ativando o pepsinogênio em pepsina e eliminando micro-organismos.
Células principais (Estômago)
Células da mucosa gástrica responsáveis por secretar o pepsinogênio, a forma precursora inativa da pepsina.
Pepsinogênio
Zimogênio inativo secretado no estômago, convertido em pepsina ativa pela ação do ácido clorídrico.
Pepsina
Principal enzima proteolítica do estômago, que quebra proteínas complexas em peptídeos menores em pH ácido.
Muco gástrico
Camada protetora alcalina secretada por células da mucosa do estômago para protegê-lo contra a autodigestão ácida.
Renina gástrica (Quimosina)
Enzima presente no estômago de lactentes que coagula a caseína do leite, prolongando sua digestão proteica.
Quimo
Massa semilíquida, pastosa e altamente ácida resultante da digestão gástrica do bolo alimentar no estômago.
Piloro (Esfíncter pilórico)
Válvula muscular na junção do estômago com o duodeno que regula a passagem fracionada do quimo.
Intestino delgado
Tubo com cerca de 6 metros onde ocorre a maior parte da digestão enzimática final e a absorção de nutrientes.
Duodeno
Primeira porção do intestino delgado onde desembocam os ductos do pâncreas e do fígado, ocorrendo digestão química intensa.
Jejuno
Porção média do intestino delgado especializada na absorção da maior parte dos nutrientes digeridos.
Íleo
Porção final do intestino delgado responsável pela absorção de vitamina B12, sais biliares e nutrientes restantes.
Vilosidades intestinais
Projeções digitiformes na mucosa do intestino delgado que aumentam exponencialmente a área de absorção de nutrientes.
Microvilosidades
Dobras microscópicas na membrana apical dos enterócitos intestinais que ampliam ainda mais a superfície de absorção.
Fígado
Maior glândula anexa no abdômen superior que sintetiza a bile, metaboliza carboidratos e detoxifica o organismo.
Vesícula biliar
Bolsa situada sob o fígado cuja função é armazenar e concentrar a bile até sua liberação no duodeno.
Bile
Fluido produzido no fígado e liberado no duodeno; não possui enzimas, mas emulsifica gorduras facilitando a ação das lipases.
Sais biliares
Componentes detergentes da bile que quebram grandes gotas lipídicas em micelas microscópicas no duodeno.
Pâncreas exócrino
Porção glandular que secreta suco pancreático contendo bicarbonato e enzimas digestivas diretamente no duodeno.
Bicarbonato de sódio (Suco pancreático)
Secreção alcalina lançada no duodeno que neutraliza a acidez gástrica do quimo, elevando o pH para 7-8.
Amilase pancreática
Enzima do suco pancreático que hidrolisa o amido não digerido pela saliva transformando-o em maltose no duodeno.
Tripsina
Protease ativa do suco pancreático que cliva ligações peptídicas no duodeno e ativa outros zimogênios pancreáticos.
Quimiotripsina
Enzima do suco pancreático ativada no duodeno que degrada polipeptídeos em oligopeptídeos menores.
Lipase pancreática
Enzima do suco pancreático que quebra triacilgliceróis emulsificados em ácidos graxos livres e monoglicerídeos no duodeno.
Nucleases pancreáticas (DNAse e RNAse)
Enzimas do suco pancreático que degradam ácidos nucleicos (DNA e RNA) da dieta em nucleotídeos no duodeno.
Suco entérico
Secreção fluida das glândulas do intestino delgado contendo enzimas da borda em escova para a etapa final da digestão.
Maltase
Enzima da borda em escova do intestino delgado que hidrolisa a maltose gerando duas moléculas de glicose.
Sacarase
Enzima intestinal da borda em escova que quebra a sacarose alimentar em glicose e frutose.
Lactase
Enzima da borda em escova do intestino delgado responsável pela clivagem da lactose em glicose e galactose.
Peptidases (Carboxi e Aminopeptidases)
Enzimas no intestino delgado que quebram peptídeos curtos liberando aminoácidos individuais para absorção.
Enteroquinase (Enteropeptidase)
Enzima da mucosa duodenal que converte o tripsinogênio pancreático inativo em sua forma ativa tripsina.
Quilo
Líquido leitoso formado no intestino delgado composto por nutrientes digeridos prontos para absorção na corrente sanguínea ou linfática.
Vasos quilíferos (Capilares linfáticos)
Capilares linfáticos nas vilosidades do intestino delgado que absorvem quilomícrons e ácidos graxos de cadeia longa.
Válvula ileocecal
Esfíncter entre o íleo e o ceco que impede o refluxo de matéria fecal do intestino grosso para o intestino delgado.
Intestino grosso
Órgão tubular terminal responsável pela reabsorção de água e eletrólitos, formação e evacuação do bolo fecal.
Ceco
Primeira bolsa do intestino grosso conectada ao íleo, onde tem início a compactação dos resíduos não digeridos.
Apêndice cecal (vermiforme)
Pequena projeção tubular no ceco associada à imunidade de mucosas e abrigo de bactérias benéficas da microbiota.
Cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmoide)
Porção extensa do intestino grosso focada na intensa absorção de água, sódio e na fermentação microbiana.
Microbiota intestinal
Comunidade bacteriana do cólon que fermenta fibras, produz gases benéficos e sintetiza vitaminas como K e complexo B.
Reto
Câmara terminal do intestino grosso onde as fezes ficam temporariamente armazenadas antes da defecação.
Esfíncter anal
Complexo muscular na terminação retal (interno involuntário e externo voluntário) que controla a eliminação de fezes.
Gastrina
Hormônio secretado por células G gástricas que estimula a produção de ácido clorídrico e a motilidade do estômago.
Secretina
Hormônio secretado pela mucosa duodenal ácida estimulando o pâncreas a liberar bicarbonato para neutralização.
Colecistoquinina (CCK)
Hormônio duodenal estimulado por gorduras e proteínas que induz a contração da vesícula biliar e secreção de enzimas pancreáticas.
Veia porta hepática
Vaso que drena o sangue carregado de nutrientes do trato digestório diretamente ao fígado para processamento e desintoxicação.

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