Substantivos: Gênero, Número e Grau

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Estudo das regras de flexão de gênero, número e grau dos substantivos na língua portuguesa. Destinado a estudantes do ensino fundamental e médio.

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Substantivos biformes
Apresentam duas formas distintas para indicar o gênero masculino e feminino, geralmente trocando a terminação (ex.: gato/gata, menino/menina).
Substantivos uniformes: epicenos
Têm uma só forma gramatical para animais de ambos os sexos, diferenciando o gênero biológico pelas palavras macho ou fêmea (ex.: jacaré macho/jacaré fêmea).
Substantivos uniformes: sobrecomuns
Possuem um único gênero gramatical invariável que se refere indistintamente a homens e mulheres (ex.: a criança, a testemunha, o cônjuge).
Substantivos uniformes: comum de dois gêneros
Mantêm a mesma forma para masculino e feminino, com a distinção de gênero marcada exclusivamente pelo artigo ou determinante (ex.: o/a estudante, o/a dentista).
Gênero: substantivos terminados em -o átono
Formam o feminino pela substituição da desinência nominal -o pela desinência -a (ex.: lobo/loba, aluno/aluna).
Gênero: substantivos terminados em consoante (-r, -s, -z)
Em geral, formam o feminino com o acréscimo da desinência -a ao radical (ex.: professor/professora, freguês/freguesa, juiz/juíza).
Gênero: substantivos terminados em -ão
Podem formar o feminino com as terminações -ã, -oa ou -ona (ex.: irmão/irmã, leão/leoa, comilão/comilona).
Gênero: substantivos com sufixos femininos eruditos
Adotam sufixos específicos como -esa, -essa ou -isa para marcar a forma feminina (ex.: marquês/marquesa, abade/abadessa, poeta/poetisa).
Substantivos heterônimos
Indicam a distinção de gênero através de radicais completamente diferentes, sem derivação morfológica direta (ex.: homem/mulher, cavalo/égua, boi/vaca).
Mudança de significado pela mudança de gênero
A alteração do artigo altera o sentido do substantivo (ex.: o cabeça = o líder; a cabeça = parte do corpo; o capital = dinheiro; a capital = cidade-sede).
Substantivos de gênero vacilante ou duvidoso
Termos cujo uso oscila ou causa confusão na norma padrão: o alface é incorreto (a alface é feminino); o champanhe e o dólar são masculinos.
Plural dos substantivos terminados em vogal ou ditongo oral
Acrescenta-se a desinência -s ao final do vocábulo (ex.: livro/livros, pai/pais, troféu/troféus).
Plural dos substantivos terminados em -m
Substitui-se a consoante nasal -m pela terminação -ns (ex.: homem/homens, álbum/álbuns, jardim/jardins).
Plural dos substantivos terminados em -r e -z
Adiciona-se o sufixo flexional -es ao final da palavra (ex.: mar/mares, rapaz/rapazes, flor/flores).
Plural dos substantivos terminados em -s (oxítonos e monossílabos)
Recebem o acréscimo de -es no final (ex.: mês/meses, país/países, revólver/revólveres).
Plural dos substantivos terminados em -s (paroxítonos e proparoxítonos)
Permanecem invariáveis na escrita e no som, marcando o número apenas pelo artigo (ex.: o lápis/os lápis, o vírus/os vírus, o atlas/os atlas).
Plural dos substantivos terminados em -al, -el, -ol, -ul
Perdem o -l final e recebem a desinência -is (ex.: animal/animais, papel/papéis, sol/sóis, azul/azuis).
Plural dos substantivos oxítonos terminados em -il
Substitui-se a consoante -l final por -s (ex.: cantil/cantis, fuzil/fuzis, barril/barris).
Plural dos substantivos paroxítonos terminados em -il
A terminação -il é substituída por -eis (ex.: fóssil/fósseis, projétil/projéteis, réptil/répteis).
Plural dos substantivos terminados em -x
Ficam invariáveis no plural, sendo diferenciados apenas pelo determinante (ex.: o tórax/os tórax, o clímax/os clímax).
Plural dos substantivos terminados em -ão: terminação -ões
É a terminação mais comum do plural para palavras com este sufixo (ex.: balão/balões, coração/corações, questão/questões).
Plural dos substantivos terminados em -ão: terminação -ãos
Acrescenta-se apenas -s; engloba todos os paroxítonos e alguns oxítonos (ex.: órfão/órfãos, sótão/sótãos, cidadão/cidadãos, mão/mãos).
Plural dos substantivos terminados em -ão: terminação -ães
A terminação muda para -ães em um grupo específico de palavras (ex.: pão/pães, cão/cães, capitão/capitães, alemão/alemães).
Substantivos terminados em -ão com mais de um plural aceito
Admitem duas ou três terminações válidas na norma culta (ex.: guardião: guardiões/guardiães; vilão: vilões/vilãos/vilães).
Metafonia no plural
Mudança fonética em que a vogal tônica 'o' fechada no singular passa a 'o' aberta no plural (ex.: ovo [ô]/ovos [ó], osso [ô]/ossos [ó], fogo [ô]/fogos [ó]).
Pluralia tantum
Substantivos usados exclusivamente ou quase exclusivamente na forma plural (ex.: os óculos, as fezes, as algemas, os pêsames).
Singularia tantum
Substantivos usados comumente apenas no singular por representarem conceitos indivisíveis ou massas (ex.: o ouro, a fé, a sede, o caos).
Plural que altera o sentido do substantivo
A flexão de número gera significado semântico distinto da forma singular (ex.: cobre = metal; cobres = dinheiro; bem = virtude; bens = propriedades).
Plural dos compostos: sem hífen
Comportam-se morfologicamente como substantivos simples, flexionando apenas a terminação final (ex.: girassol/girassóis, pontapé/pontapés).
Plural dos compostos: substantivo + adjetivo
Ambos os elementos flexionam para o plural por serem classes variáveis (ex.: amor-perfeito/amores-perfeitos, cachorro-quente/cachorros-quentes).
Plural dos compostos: substantivo + substantivo (funções independentes)
Ambos os termos sofrem flexão de número para o plural (ex.: couve-flor/couves-flores, carta-bilhete/cartas-bilhetes).
Plural dos compostos: segundo substantivo limita ou especifica o primeiro
Tradicionalmente flexiona-se apenas o primeiro termo, embora a flexão de ambos seja aceita na prática moderna (ex.: banana-maçã/bananas-maçã, navio-escola/navios-escola).
Plural dos compostos: verbo + substantivo
O verbo permanece invariável e apenas o substantivo flexiona no plural (ex.: guarda-roupa/guarda-roupas, quebra-cabeça/quebra-cabeças).
Plural dos compostos: palavra invariável + palavra variável
O termo invariável (advérbio, prefixo) não muda; flexiona-se apenas a variável (ex.: abaixo-assinado/abaixo-assinados, alto-falante/alto-falantes).
Plural dos compostos: ligados por preposição
Apenas o primeiro elemento é flexionado no plural (ex.: pé de moleque/pés de moleque, mulo-sem-cabeça/mulos-sem-cabeça).
Plural dos compostos: palavras repetidas ou onomatopeias
Apenas o segundo termo flexiona para o plural (ex.: tico-tico/tico-ticos, reco-reco/reco-recos, pingue-pongue/pingue-pongues).
Plural dos compostos formados por verbos repetidos
Ambos os verbos podem flexionar ou apenas o segundo (ex.: corre-corre/corres-corres ou corre-corres; pula-pula/pula-pulas).
Grau do substantivo: formação sintética
Expressa aumento ou diminuição mediante o acréscimo de sufixos aumentativos ou diminutivos ao radical (ex.: livrinho, casarão).
Grau do substantivo: formação analítica
Expressa a variação de tamanho com o auxílio de adjetivos qualificadores externos (ex.: casa grande, livro minúsculo, pedra enorme).
Sufixo aumentativo sintético regular: -ão
Substitui a vogal temática final pelo sufixo aumentativo padrão (ex.: carro/carrão, porta/portão).
Sufixos aumentativos eruditos ou irregulares
Empregam terminações como -anzil, -arra, -orra, -ázio para formar o aumentativo (ex.: corpo/corpanzil, bocarra, cabeçorra, copázio).
Sufixos diminutivos sintéticos regulares: -inho / -zinho
-inho liga-se a palavras terminadas em vogal átona; -zinho liga-se a oxítonas, palavras com ditongo ou terminadas em nasal (ex.: livrinho vs. cafezinho, pai/paizinho).
Plural dos diminutivos formados com -zinho: regra prática
Coloca-se o substantivo base no plural, elimina-se a letra -s final e acrescenta-se -zinhos (ex.: flor -> flores -> flore + zinhos = florezinhas; pão -> pães -> pãezinhos).
Sufixos diminutivos eruditos
Formações diminutivas com terminações como -ículo, -eco, -ejo, -ito (ex.: gota/gotícula, jornal/jornaleco, lugar/lugarejo, cão/cãozito).
Valor estilístico ou afetivo do diminutivo
O sufixo diminutivo pode expressar carinho, proximidade ou intimidade em vez de tamanho físico reduzido (ex.: mãezinha, amorzinho).
Valor pejorativo ou depreciativo do diminutivo e aumentativo
O uso dos sufixos pode indicar desprezo, crítica ou deboche em contextos específicos (ex.: livreco, gentinha, mulherona, sabichão).
Palavras lexicalizadas com forma de aumentativo/diminutivo
Perderam o valor nocional de grau e se tornaram palavras autônomas no léxico (ex.: portão, cartão, camisinha, folhinha).
Plural dos substantivos compostos formados por temas clássicos (radicais greco-latinos)
Flexiona-se o segundo elemento se o primeiro for um radical invariável erudito (ex.: hidromassagem/hidromassagens, psicotécnico/psicotécnicos).
Flexão de gênero em substantivos compostos
Muda-se a terminação do elemento variável conforme as regras gerais de gênero (ex.: o criado-mudo/a criada-muda; o cirurgião-dentista/a cirurgiã-dentista).
Variação de grau em substantivos próprios
Raramente flexionam em grau físico, mas aceitam diminutivos afetivos ou hipocorísticos (ex.: Pedrinho, Carlinhos).

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