Tipos de Madeira e Usos

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Este conjunto apresenta os principais tipos de madeira, suas características físicas e usos industriais ou artesanais.

51 cartões Português Engenharia civil e arquitetura Publicado
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Carvalho (Oak)
Madeira nobre, dura e muito resistente à umidade. Usada amplamente em móveis maciços, pisos, barris de vinho e construção naval.
Pinus (Pinho)
Madeira macia, clara e de reflorestamento, fácil de trabalhar. Muito usada em móveis populares, caixotes, forros e estrutura temporária.
Eucalipto
Madeira de crescimento rápido e alta densidade após secagem. Utilizada em postes, dormentes, mourões, papel e celulose.
Cedro
Leve, aromática e resistente a insetos e umidade. Bastante empregada em instrumentos musicais, gavetas, forros e pequenas embarcações.
Mogno
Avermelhada, muito estável e resistente a empenamento. Clássica na marcenaria de luxo, entalhes refinados e braços de guitarras.
Jacarandá
Muito densa, escura e de grande apelo estético e acústico. Tradicionalmente usada em escalas de violão, guitarras e marcenaria de alto padrão.
Cerejeira
Madeira de cor castanho-clara a rosada e grã fina. Muito valorizada em móveis finos, lâminas decorativas e revestimentos internos.
Ipê
Extremamente densa, pesada e altamente durável contra pragas e clima. Excelente para decks externos, pontes e vigas de construção pesada.
Nogueira (Walnut)
Madeira escura nobre, fácil de trabalhar e com belos desenhos de veios. Muito usada em coronhas de armas, móveis elegantes e lutheria.
Freixo (Ash)
Elástica, resistente a impactos e de cor clara. Muito utilizada em cabos de ferramentas, tacos de beisebol e corpos de guitarras elétricas.
Teca
Rica em óleos naturais, extremamente resistente à água e ao sol. Uso clássico em decks de iates, móveis de jardim e tábuas de corte.
Imbuia
Aromática, de cor variável entre pardo e escuro com veios desenhados. Empregada em marcenaria de arte, pisos finos e móveis nobres.
Pau-Ferro
Muito dura, pesada e com brilho natural notável. Utilizada como substituto do jacarandá em escalas musicais, peças torneadas e facas.
Peroba-Rosa
Madeira de lei pesada, rígida e de excelente durabilidade. Muito comum em estruturas de telhados antigos e móveis rústicos de demolição.
Cumaru
Densidade elevada e grande resistência ao apodrecimento. Popular em pisos de madeira, assoalhos e áreas externas expostas.
Garapeira
Amarelada, densidade média a alta e textura lisa. Empregada em esquadrias, portas, janelas e estruturas de cobertura residencial.
Jatobá
Madeira pesadíssima, rija e de coloração avermelhada escura. Utilizada em dormentes, vigamentos estruturais, degraus e cabos de ferramentas.
Faia (Beech)
Dura, uniforme e com excelente capacidade para curvamento a vapor. Muito usada em cadeiras curvas, brinquedos e bancadas de marceneiro.
Maple (Bordo)
Clara, dura e com ressonância acústica brilhante. Usada em braços de guitarras, tampos de violinos, pisos de ginásios e boliches.
Ébano
Madeira muito pesada, preta pura e textura extremamente fina. Usada em teclas pretas de piano, escalas clássicas de violino e incrustações.
Balsa
A mais leve das madeiras comerciais, macia e fácil de cortar. Ideal para aeromodelismo, maquetes arquitetônicas e núcleos compósitos.
Angelim-Pedra
Resistente, com manchas minerais características e boa durabilidade. Usada em estruturas pesadas, batentes de portas e esquadrias.
Louro-Freijó
Conhecido como o teca brasileiro, de cor castanha e fácil acabamento. Muito requisitado em tampos decorativos, painéis e móveis sofisticados.
Tauari
Clara, de média densidade e odor suave, fácil de pregar e lixar. Muito aplicada em brinquedos, molduras, cabides e pisos internos.
Muiracatiara
Destaca-se pelas listras escuras tiger stripe sobre tom avermelhado. Muito usada em marcenaria de design, decks e cabos de facas artesanais.
Pau-Marfim
Quase branca, compacta e uniforme com alta resistência à abrasão. Utilizada em regras, réguas de cálculo, pisos esportivos e móveis claros.
Massaranduba
Cor vermelha profunda, muito densa e quase imune a cupins. Comum em dormentes ferroviários, postes e estruturas externas expostas.
Abeto (Spruce)
Leve com altíssima relação resistência-peso e ressonância excepcional. Madeira padrão mundial para tampos de violões acústicos e pianos.
Aliso (Alder)
Madeira macia com peso leve e grã uniforme, de tom castanho-claro. Escolha icônica para o corpo de guitarras elétricas como a Stratocaster.
Tília (Basswood)
Extremamente macia, leve e com granulação quase invisível. Madeira predileta para escultura em relevo, entalhe manual e corpos de guitarras.
Caviúna
Nobre e decorativa, com tonalidades escuras e desenhos expressivos. Marco do mobiliário modernista brasileiro das décadas de 1950 e 1960.
Sucupira
Escura, áspera, rígida e muito resistente a choques mecânicos. Bastante usada em esteios rurais, assoalhos resistentes e portas maciças.
Bambu (Processado)
Gramínea transformada em painéis densos e ecológicos. Usado amplamente em tábuas de cozinha, pisos sustentáveis e móveis contemporâneos.
Marupá
Clara, macia, levíssima e sem cheiro característico. Muito procurada para forros de teto, artesanato, brinquedos e tampos de instrumentos.
Canela
Geralmente aromática, textura média e boa durabilidade natural. Empregada em forros, vigas secundárias, janelas e caixilharias.
Bétula (Birch)
Madeira dura de tom pálido com excelentes lâminas coladas. Matéria-prima do contraplacado naval de alta qualidade e cascos de bateria musical.
Pau-Brasil
Histórica, densa e com excepcional elasticidade e curvatura. Madeira insubstituível na fabricação de arcos de violino profissionais.
Cedro-Rosa
Aromática, fácil de aplainar e com textura aveludada. Comum em esculturas, caixas de charuto e interiores de armários nobres.
Sassafrás
Aromática com tonalidade amarelada e boa resistência ao apodrecimento. Usada em tonéis, mourões de cercas e caixilharia de janelas.
Tatajuba
Amarela que escurece ao oxidar sob a luz, tornando-se castanha. Muito resistente, recomendada para pisos, pontaletes e construção civil pesada.
Guarajuba
Coloração bege-amarelada, textura média e boa retenção de parafusos. Empregada em móveis curvados, lâminas e cabos de ferramentas manuais.
Cerne de Nogueira-Pecan
Madeira extraordinariamente dura, elástica e resistente a impactos. Muito usada em assoalhos industriais pesados e cabos de machados.
Castanheira
Rica em taninos naturais, oferecendo proteção duradoura contra intempéries. Empregada tradicionalmente em vigamentos, barris rústicos e painéis.
Oliva (Oliveira)
Densíssima, com padrões de veios irregulares e dramáticos. Ideal para pequenos objetos de torno, cabos de canivete e utensílios culinários.
Amieiro (Red Alder)
Fácil de fresar, lixar e tingir sem manchar a superfície. Muito popular na indústria moveleira de portas de armário e corpos de instrumentos.
Louro-Vermelho
Madeira média-pesada com brilho sedoso e resistência mecânica. Utilizada em móveis torneados, painéis compensados e construção leve.
Obeche (Ayous)
Originária da África, macia, levíssima e de cor amarelada pálida. Ideal para forros de saunas por não absorver calor nem reter resina.
Poplar (Álamo)
Econômica, de cor clara com ocasionais veios esverdeados, fácil de pintar. Utilizada como miolo estrutural de móveis folheados e marcenaria oculta.
Wengé
Madeira africana muito escura com estrias finas e altíssima dureza. Muito valorizada em pisos de alto tráfego luxuosos e detalhes de lutheria.
Zebrano (Zebrawood)
Notável padrão de listras pretas e douradas alternadas. Muito empregada em painéis decorativos automotivos de luxo e caixas acústicas.
Pau-Amarelo
Mantém uma cor amarela vibrante e viva após lixada e finalizada. Bastante usada em marchetaria decorativa, tacos esportivos e torneamento.