Trichomonas spp. na Veterinária

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Estudo sobre Trichomonas spp. em medicina veterinária, cobrindo morfologia, ciclo biológico e patogenia para estudantes e profissionais.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Medicina veterinária Publicado
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Trichomonadida
Ordem de protozoários flagelados que não formam cistos verdadeiros e possuem axóstilo característico.
Morfologia geral dos tricomonídeos
Protozoários unicelulares com flagelos anteriores, membrana ondulante, costa e um axóstilo central proeminente.
Estágio cístico em Trichomonas
Ausente; existem apenas sob a forma de trofozoíto, sendo transmitidos por contato direto ou fômites úmidos.
Reprodução dos tricomonídeos
Divisão binária longitudinal simples; não realizam reprodução sexuada.
Tritrichomonas foetus: hospedeiro principal
Bovinos, nos quais atua como causador da tricomoníase urogenital bovina.
Tritrichomonas foetus: transmissão em bovinos
Transmissão venérea obrigatória durante a cópula ou inseminação artificial com sêmen contaminado.
Tritrichomonas foetus no touro
Portador assintomático; o parasita coloniza a mucosa prepucial e a glande peniana sem causar lesões visíveis.
Tritrichomonas foetus na fêmea bovina
Causa vaginite, cervicite, endometrite, morte embrionária precoce e aborto no primeiro terço da gestação.
Piometra por Tritrichomonas foetus
Condição pós-coito em vacas resultante da retenção fetal ou infecção bacteriana secundária associada.
Diagnóstico de T. foetus em touros
Raspado ou lavado prepucial seguido de microscopia direta, cultivo em meio Diamond ou PCR.
Diagnóstico de T. foetus em vacas
Coleta de muco cérvico-vaginal ou conteúdo abomasal do feto abortado para cultivo e análise molecular.
Controle de T. foetus em rebanhos bovinos
Descarte de touros positivos, descanso sexual temporário das fêmeas e adoção de inseminação artificial testada.
Tritrichomonas blagburni (ou T. foetus felino)
Cepa de tricomonídeo que parasita o intestino grosso de felinos domésticos.
Tritrichomonas em gatos: manifestação clínica
Diarreia crônica de intestino grosso, com fezes pastosas, muco, hematoquezia e tenesmo.
Tritrichomonas em gatos: via de infecção
Transmissão fecal-oral direta entre gatos, comum em abrigos, gatis e locais com alta densidade populacional.
Diagnóstico de tricomoníase felina
Exame direto a fresco de fezes, técnica de flotação não efetiva, cultivo em InPouch TF ou PCR fecal.
Diferenciação: Giardia vs Tritrichomonas em gatos
Tritrichomonas possui membrana ondulante e movimento espasmódico progressivo, sem formação de cistos fecais.
Tratamento de escolha para Tritrichomonas felino
Ronidazol, embora exija monitoramento rigoroso devido a riscos de efeitos adversos neurotóxicos.
Trichomonas gallinae: hospedeiros
Aves, principalmente pombos (columbiformes), rapinantes e aves de corte ou passeriformes.
Trichomonas gallinae: denominação comum da doença
Tricomoníase aviária, popularmente conhecida como 'cancro' dos pombos ou 'frounce' em falcões.
T. gallinae: sítio de infecção anatômico
Trato digestório superior, colonizando boca, faringe, esôfago e inglúvio (papo).
Lesões macroscópicas por T. gallinae
Placas caseosas amareladas e necróticas que podem ocluir a cavidade oral e o esôfago, levando à asfixia.
Transmissão de T. gallinae em aves jovens
Alimentação dos filhotes com o 'leite de papo' regurgitado por adultos portadores crônicos.
Transmissão de T. gallinae em aves de rapina
Ingestão de pombos ou outras presas infectadas com lesões orais ou no papo.
Diagnóstico de T. gallinae
Swab de lesões orais ou lavado do inglúvio examinado a fresco em microscópio óptico sob solução salina.
Tetratrichomonas gallinarum
Tricomonídeo com quatro flagelos anteriores que habita o ceco de galinhas, perus e outras aves.
Patogenicidade de Tetratrichomonas gallinarum
Frequentemente comensal cecal, mas pode causar tiflite e lesões hepáticas semelhantes à histomoníase.
Diferença: T. gallinae vs T. gallinarum
T. gallinae afeta o trato digestório superior; T. gallinarum habita os cecos e o trato digestório inferior.
Tritrichomonas suis
Espécie que habita a cavidade nasal e trato intestinal de suínos, geneticamente indistinguível de T. foetus.
Importância epidemiológica de Tritrichomonas suis
Reservatório potencial de infecção para bovinos e modelo de estudo evolutivo para cepas de T. foetus.
Trichomonas vaginalis
Espécie estrita da espécie humana causadora de DST, mas de relevância comparativa em parasitologia.
Tritrichomonas equi
Comensal flagelado encontrado no ceco e cólon de equinos sem causar doença entérica primária.
Axóstilo: função biológica
Haste citoesquelética rígida de microtúbulos que sustenta o corpo celular e auxilia na adesão à mucosa.
Costa: definição
Estrutura estriada interna que percorre a base da membrana ondulante, fornecendo ancoragem mecânica.
Membrana ondulante
Pregueamento da membrana plasmática associado a um flagelo recorrente, crucial para locomoção do parasita.
Hidrogenossomos
Organelas produtoras de energia e hidrogênio molecular que substituem as mitocôndrias clássicas nos tricomonídeos.
Sensibilidade ambiental dos trofozoítos
Altamente suscetíveis à dessecação, calor, luz solar direta e desinfetantes comuns devido à ausência de parede cística.
Fator de virulência: cisteína-proteases
Enzimas secretadas que degradam a mucosa epitelial do hospedeiro e clivam imunoglobulinas protetoras.
Mecanismo de adesão de T. foetus
Ligação a receptores de sialil-lactose na superfície do epitélio reprodutivo ou entérico via adesinas.
Efeito de T. foetus no feto bovino
Hepatite focal necrótica e pneumonia aspirativa decorrentes da deglutição de líquido amniótico infectado.
Mortalidade embrionária precoce por T. foetus
Perda gestacional comumente manifestada por retorno irregular das fêmeas ao estro entre 50 e 70 dias.
Meio de cultura InPouch TF
Sistema comercial de bolsa plástica dupla com meio líquido seletivo para transporte e cultivo de T. foetus.
PCR como ferramenta de diagnóstico
Método de alta sensibilidade e especificidade capaz de distinguir cepas e espécies morfologicamente idênticas.
Manejo reprodutivo contra tricomoníase bovina
Uso de touros jovens (menor profundidade de criptas prepuciais) e divisão de lotes com exames periódicos.
Papel da idade nos touros infectados
Touros com mais de 3-4 anos possuem criptas prepuciais mais profundas, tornando a infecção crônica e irreversível.
Fármacos nitroimidazólicos e uso veterinário
Grupo químico que inclui o metronidazol e ronidazol; seu uso em animais de corte é proibido por segurança alimentar.
Tratamento de touros infectados no Brasil
Não recomendado ou proibido para animais de produção; o procedimento padrão é o abate sanitário do animal.
Transmissão ambiental em pombais
Compartilhamento de bebedouros de água estagnada contendo trofozoítos de T. gallinae viáveis expelidos por aves doentes.
Histomoníase vs Tricomoníase cecal em perus
Histomonas meleagridis produz lesões em 'alvo' no fígado; Tetratrichomonas atua mais restrita aos cecos.
Imunidade humoral contra T. foetus em vacas
Gera imunidade transitória mediada por IgA e IgG1 locais, permitindo depuração espontânea em 2 a 6 meses.
Susceptibilidade à reinfecção por T. foetus
A imunidade adquirida pós-infecção não é permanente; fêmeas curadas podem se reinfectar em montas subsequentes.
Profilaxia da tricomoníase felina em gatis
Quarentena de animais novos, isolamento dos positivos e desinfecção rigorosa de caixas sanitárias com calor.

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