Vinda da Família Real e Independência

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Estudo sobre a chegada da família real portuguesa ao Brasil e o processo de emancipação política.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 50

Bloqueio Continental (1806)
Decreto de Napoleão Bonaparte que proibia os países europeus de comercializarem com o Reino Unido, pressionando Portugal.
Dilema de D. João VI em 1807
Portugal dividia-se entre ceder às ameaças militares francesas ou manter a aliança histórica e comercial com a Grã-Bretanha.
Apoio britânico na transferência da corte
A marinha britânica escoltou a família real portuguesa para o Brasil em troca de vantagens comerciais e políticas futuras.
Data da partida da corte portuguesa
Em 29 de novembro de 1807, a corte partiu de Lisboa rumo ao Brasil, pouco antes da invasão das tropas francesas de Junot.
Primeira escala da família real no Brasil
A corte desembarcou primeiro em Salvador, Bahia, em 22 de janeiro de 1808, antes de seguir para o Rio de Janeiro.
Abertura dos Portos às Nações Amigas (1808)
Decreto assinado em Salvador que rompeu o pacto colonial, permitindo o comércio direto do Brasil com nações aliadas, mormente a Inglaterra.
Fim do Pacto Colonial
A Abertura dos Portos encerrou o monopólio mercantilista metropolitano sobre a produção e comércio da colônia brasileira.
Chegada ao Rio de Janeiro (1808)
A família real estabeleceu-se no Rio em março de 1808, tornando a cidade sede temporária do Império Português.
Revogação do Alvará de 1785
D. João revogou a proibição de manufaturas imposta por D. Maria I, autorizando indústrias e fábricas no Brasil em 1808.
Tratado de Aliança e Amizade (1810)
Acordo com a Grã-Bretanha que visava a cooperação militar e a restrição gradual do tráfico negreiro por parte de Portugal.
Tratado de Comércio e Navegação (1810)
Fixou tarifa alfandegária preferencial de 15% para produtos ingleses, menor do que a aplicada a Portugal (16%) e outros países (24%).
Criação do Banco do Brasil (1808)
Primeira instituição bancária do país, criada para financiar despesas da corte e fomentar atividades econômicas.
Imprensa Régia (1808)
Primeira tipografia oficial autorizada no país, permitindo a publicação de leis, documentos e o jornal Gazeta do Rio de Janeiro.
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Criado em 1808 como Real Horto para aclimatar espécies vegetais de interesse econômico, como especiarias e plantas medicinais.
Missão Artística Francesa (1816)
Grupo de artistas europeus, incluindo Debret e Grandjean de Montigny, contratados para estruturar o ensino formal de artes no Brasil.
Jean-Baptiste Debret
Pintor francês que documentou cenas do cotidiano, escravidão e cerimônias oficiais no Brasil do século XIX.
Elevação a Reino Unido (1815)
O Brasil foi elevado a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, deixando juridicamente o status de colônia perante o Congresso de Viena.
Motivação diplomática da elevação em 1815
Permitiu a D. João participar legitimamente do Congresso de Viena governando a partir de um território com status de reino, e não colônia.
Carlota Joaquina
Esposa de D. João VI e princesa espanhola, atuou em conspirações políticas e ambicionou governar possessões hispânicas no Prata.
Invasão da Guiana Francesa (1809)
Retaliação luso-brasileira contra a invasão napoleônica de Portugal; a região foi ocupada até 1817.
Anexação da Província Cisplatina (1821)
Ocupação da Banda Oriental (atual Uruguai) pelas tropas de D. João, integrando-a provisoriamente ao território brasileiro.
Revolução Pernambucana de 1817
Movimento republicano e emancipacionista no Nordeste, motivado por altos impostos e privilégios da elite cortesã no Rio de Janeiro.
Líderes da Revolução de 1817
Destacaram-se Domingos José Martins, Frei Caneca e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada na defesa de uma república independente.
Revolução Liberal do Porto (1820)
Insurreição militar em Portugal que exigiu a volta de D. João VI, a criação de uma Constituição e a recolonização do Brasil.
Cortes de Lisboa
Assembleia constituinte portuguesa de 1820 que buscou revogar a autonomia administrativa do Brasil e subordiná-lo a Lisboa.
Retorno de D. João VI a Portugal (1821)
Cedendo à pressão dos revoltosos liberais, o monarca regressou a Lisboa em abril de 1821, deixando D. Pedro como príncipe regente.
D. Pedro como Príncipe Regente (1821)
Permaneceu no Rio de Janeiro administrando o Brasil sob crescente conflito entre interesses locais e exigências das Cortes.
Partido Brasileiro
Grupo de proprietários de terras e letrados nascidos no Brasil que defendiam a manutenção da autonomia conquistada desde 1808.
Partido Português
Fação política formada por burocratas e grandes comerciantes metropolitanos favoráveis às ordens centralizadoras das Cortes de Lisboa.
Dia do Fico (9 de janeiro de 1822)
D. Pedro recusou a ordem das Cortes de regressar a Lisboa e declarou que permaneceria no Brasil para o bem geral da nação.
José Bonifácio de Andrada e Silva
Conhecido como o Patriarca da Independência, foi o principal mentor político e ministro de D. Pedro durante a separação de Portugal.
Decreto do 'Cumpra-se' (maio de 1822)
Determinava que nenhuma lei ou ordem emanada das Cortes de Lisboa teria validade no Brasil sem a anuência expressa de D. Pedro.
D. Pedro aclamado Defensor Perpétuo (1822)
Título concedido pela Maçonaria e pelo Senado da Câmara do Rio em maio de 1822, reforçando sua liderança local.
Convocação da Assembleia Constituinte (junho de 1822)
Medida que sinalizou a ruptura institucional irreversível com Portugal ao criar um órgão legislativo próprio para o Brasil.
Papel de Maria Leopoldina na independência
Atuando como regente interina, presidiu o Conselho de Estado que recomendou formalmente a D. Pedro a ruptura imediata com Portugal.
Grito do Ipiranga (7 de setembro de 1822)
Proclamação simbólica da Independência do Brasil feita por D. Pedro às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo.
Coroação de D. Pedro I (1º de dezembro de 1822)
D. Pedro foi sagrado e coroado o primeiro imperador do Brasil, consolidando o regime monárquico no novo Estado.
Guerras de Independência do Brasil (1822–1824)
Conflitos armados contra tropas portuguesas leais a Lisboa na Bahia, Piauí, Maranhão, Grão-Pará e Cisplatina.
Batalha do Jenipapo (1823)
Confronto sangrento no Piauí onde sertanejos enfrentaram tropas regulares portuguesas comandadas pelo major Fidié.
Independência da Bahia (2 de julho de 1823)
Data que marca a expulsão definitiva das tropas portuguesas do brigadeiro Madeira de Melo de Salvador por forças brasileiras.
Maria Quitéria de Jesus
Heroína militar que se alistou disfarçada de homem e combateu as forças portuguesas na Guerra de Independência na Bahia.
Almirante Cochrane
Mercenário britânico contratado pelo governo brasileiro para liderar a esquadra naval na expulsão das frotas portuguesas.
General Labatut
Militar francês contratado por D. Pedro I para organizar o exército pacificador durante o cerco de Salvador.
Primeiro país a reconhecer a independência
Os Estados Unidos reconheceram a soberania brasileira em maio de 1824, respaldados pelos princípios da Doutrina Monroe.
Reconhecimento britânico da independência
O Reino Unido intermediou a paz com Portugal e formalizou o reconhecimento em 1825, renovando privilégios comerciais.
Tratado de Paz e Aliança com Portugal (1825)
Portugal reconheceu a independência mediante o pagamento brasileiro de indenização de 2 milhões de libras esterlinas.
Continuidade monárquica na América
O Brasil destacou-se por adotar a monarquia centralizada, diferentemente das repúblicas surgidas nas colônias hispânicas.
Manutenção da escravidão pós-independência
A emancipação política manteve a estrutura socioeconômica inalterada, preservando o latifúndio e a escravidão indígena e africana.
Preservação da integridade territorial
Diferente da América espanhola, o Brasil manteve sua unidade territorial após 1822 sob a autoridade da corte imperial.
Elite agrária e a independência
A ruptura com Portugal foi liderada por proprietários rurais conservadores que buscavam evitar reformas sociais radicais.

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