Vírus e Virologia
Estudo dos conceitos fundamentais de virologia, incluindo estrutura viral, tipos de vírus e características biológicas. Destinado a estudantes de biologia e medicina.
Cartões · 54
- Vírus
- Agente infeccioso acelular microscópico que se replica exclusivamente dentro de células hospedeiras vivas.
- Víron
- Partícula viral completa e infectiva em sua forma extracelular, composta por material genético e capsídeo.
- Capsídeo
- Estrutura proteica externa que protege o genoma viral contra degradação ambiental e enzimas do hospedeiro.
- Capsômeros
- Subunidades morfológicas de proteína que se agrupam para constituir a cápsula ou capsídeo do vírus.
- Envelope viral
- Bicamada lipídica com glicoproteínas originada da membrana celular do hospedeiro que reveste certos vírus.
- Vírus envelopado
- Vírus que possui membrana lipídica externa; é mais sensível a dessecação, calor e desinfetantes químicos.
- Vírus não envelopado (nu)
- Vírus constituído apenas por nucleocapsídeo; geralmente apresenta maior resistência no ambiente externo.
- Simetria icosaédrica
- Arranjo do capsídeo com 20 faces triangulares e 12 vértices, conferindo aspecto quase esférico ao vírus.
- Simetria helicoidal
- Arranjo cilíndrico onde as proteínas do capsídeo envolvem o ácido nucleico em uma espiral contínua.
- Simetria complexa
- Morfologia que combina elementos icosaédricos e helicoidais, ou que possui estruturas acessórias extras.
- Classificação de Baltimore
- Sistema taxonômico que divide vírus em 7 grupos de acordo com a síntese de RNAm e tipo de genoma.
- Baltimore Grupo I
- Vírus com genoma de DNA fita dupla (ex.: Herpesviridae, Poxviridae e Adenoviridae).
- Baltimore Grupo II
- Vírus com genoma de DNA fita simples (ex.: Parvoviridae), que requer síntese de fita complementar.
- Baltimore Grupo III
- Vírus com genoma de RNA fita dupla segmentado (ex.: Reoviridae, como o Rotavírus).
- Baltimore Grupo IV
- Vírus de RNA fita simples senso positivo; seu genoma funciona diretamente como RNA mensageiro.
- Baltimore Grupo V
- Vírus de RNA fita simples senso negativo; necessita de RNA polimerase viral para produzir RNAm.
- Baltimore Grupo VI
- Retrovírus de RNA fita simples que utilizam transcriptase reversa para formar intermediário de DNA.
- Baltimore Grupo VII
- Pararretrovírus de DNA fita dupla que se replicam utilizando um intermediário de RNA pré-genômico.
- Transcriptase reversa
- Enzima viral que sintetiza DNA complementar (cDNA) a partir de uma fita molde de RNA viral.
- Integrase
- Enzima presente em retrovírus que integra o DNA proviral sintetizado no genoma da célula hospedeira.
- Protease viral
- Enzima que cliva poliproteínas imaturas em proteínas funcionais durante a maturação do vírion.
- Provírus
- Estado em que o DNA viral está estavelmente integrado ao DNA genômico da célula hospedeira.
- Bacteriófago
- Vírus especializado em infectar, replicar-se no interior e destruir exclusivamente bactérias.
- Ciclo lítico
- Ciclo de replicação que culmina com a ruptura (lise) da membrana celular e morte do hospedeiro.
- Ciclo lisogênico
- Ciclo onde o genoma viral se integra ao DNA do hospedeiro na forma de prófago, sem matá-lo.
- Prófago
- Genoma de bacteriófago incorporado ao cromossomo da bactéria hospedeira em estado de latência.
- Adsorção
- Primeira etapa da infecção, em que ligantes virais se fixam a receptores específicos na membrana celular.
- Penetração celular
- Entrada do vírion ou de seu material genético na célula hospedeira via fusão, endocitose ou injeção.
- Desnudamento viral
- Processo de remoção enzimática do capsídeo que libera o ácido nucleico viral no citoplasma celular.
- Tropismo viral
- Especificidade que um vírus demonstra por determinados tecidos, células ou espécies hospedeiras.
- Receptor celular
- Molécula de superfície da célula hospedeira explorada pelo vírus para reconhecimento e invasão.
- Receptor ACE2
- Enzima conversora de angiotensina 2, usada como sítio de ancoragem e entrada pelo SARS-CoV-2.
- Receptor CD4
- Glicoproteína expressa em linfócitos T auxiliares usada como receptor principal de entrada pelo HIV.
- Hemaglutinina (HA)
- Glicoproteína de superfície do vírus Influenza que promove a ligação a resíduos de ácido siálico.
- Neuraminidase (NA)
- Enzima do vírus Influenza que cliva o ácido siálico, facilitando a liberação dos vírions maduros.
- Antigenic drift
- Deriva antigênica caracterizada pelo acúmulo lento de mutações pontuais nos genes virais estruturais.
- Antigenic shift
- Mudança antigênica abrupta por rearranjo genético entre cepas distintas, podendo gerar pandemias.
- Vírus oncogênicos
- Vírus com capacidade de desregular o ciclo celular e induzir transformação maligna (câncer).
- Papilomavírus humano (HPV)
- Vírus de DNA de fita dupla não envelopado, associado a verrugas e câncer de colo de útero.
- Oncoproteínas E6 e E7
- Proteínas do HPV de alto risco que inativam os supressores tumorais celulares p53 e pRb.
- Vírus Epstein-Barr (EBV)
- Herpesvírus associado à mononucleose infecciosa e a neoplasias como linfoma de Burkitt.
- Retroviridae (HIV)
- Vírus envelopado de RNA senso positivo que ataca células imunes e causa a síndrome da AIDS.
- Flaviviridae
- Família de vírus de RNA envelopados transmitidos por artrópodes, como Dengue, Zika e Febre Amarela.
- Arbovírus
- Termo epidemiológico para designar vírus transmitidos primariamente por artrópodes vetores.
- Filoviridae (ex.: Ebola)
- Vírus de RNA fita simples negativo, filamentosos e envelopados, causadores de febres hemorrágicas.
- Coronaviridae
- Família de vírus de RNA positivo envelopados com projeções em coroa, incluindo MERS e SARS-CoV-2.
- Poxviridae (ex.: Varíola)
- Vírus de DNA fita dupla grandes e complexos que realizam toda sua replicação no citoplasma celular.
- Herpesviridae
- Vírus de DNA envelopados conhecidos por estabelecerem infecções latentes persistentes no hospedeiro.
- Vírus da Raiva (Rhabdoviridae)
- Vírus neurotrópico de RNA com morfologia em projétil que causa encefalite fatal no sistema nervoso.
- Viroide
- Agente subviral formado exclusivamente por uma fita curta circular de RNA sem envoltório proteico.
- Príon
- Partícula infecciosa estritamente proteica sem ácido nucleico que causa encefalopatias espongiformes.
- Vírus defectivo
- Partícula viral deficiente em genes vitais que só consegue se replicar na presença de vírus auxiliar.
- Infecção latente
- Estado de dormência no qual o vírus permanece viável no hospedeiro sem produzir vírions detectáveis.
- Efeito citopático (ECP)
- Alterações morfológicas e degenerativas observáveis em células cultivadas devido à infecção viral.