Zoologia Comparada
Estudo das estruturas anatômicas e fisiológicas comparadas dos animais, abrangendo digestão, respiração, circulação e excreção.
Cartões · 53
- Digestão intracelular em Poríferos
- Ocorre exclusivamente no interior dos coanócitos e amebócitos, pois os poríferos não possuem cavidade digestória.
- Cavidade gastrovascular em Cnidários
- Digestão mista iniciada extracelularmente na cavidade e finalizada intracelularmente; possui apenas uma abertura.
- Sistema digestório incompleto
- Possui uma única abertura que funciona simultaneamente como boca e ânus, típico de cnidários e platelmintos.
- Sistema digestório completo
- Tubo digestório com boca e ânus separados, permitindo digestão unidirecional; surge primeiramente em nematódeos.
- Rádula
- Estrutura quitinosa e raspadora presente na cavidade bucal da maioria dos moluscos para raspar alimento.
- Tiflossole e cecos intestinais em Anelídeos
- Dobra dorsal no intestino das minhocas que aumenta significativamente a área de absorção de nutrientes.
- Moela em aves e anelídeos
- Órgão muscular especializado na trituração mecânica do alimento, frequentemente auxiliado por pedregulhos ingeridos.
- Papo (inglúvio)
- Dilatação do esôfago usada para amolecer e armazenar temporariamente o alimento antes da digestão química.
- Estômago ruminante (poligástrico)
- Dividido em rúmen, retículo, omaso e abomaso, abrigando microrganismos que fermentam celulose.
- Válvula espiral em Chondrichthyes
- Pregueamento helicoidal no intestino de tubarões e raias que atrasa o trânsito do quimo e aumenta a absorção.
- Hepatopâncreas em artrópodes e moluscos
- Glândula mista que secreta enzimas digestivas e absorve e armazena nutrientes essenciais.
- Lantern de Aristóteles
- Aparelho mastigador complexo composto por cinco dentes calcários, exclusivo dos ouriços-do-mar.
- Respiração cutânea direta por difusão
- Trocas gasosas através da superfície corporal úmida, sem órgãos respiratórios, como em platelmintos e anelídeos.
- Brânquias externas vs. internas
- Externas projetam-se diretamente na água (salamandras), enquanto internas ficam protegidas dentro de câmaras (peixes).
- Fluxo contracorrente nas brânquias de peixes
- Água e sangue fluem em direções opostas, mantendo o gradiente de difusão de oxigênio alto em toda a extensão.
- Sistema traqueal em insetos
- Rede de tubos aéreos que transporta gases diretamente às células sem depender do sistema circulatório.
- Espiráculos respiratórios
- Aberturas externas na parede do corpo de insetos e miriápodes conectadas às traqueias para controle gasoso.
- Pulmões foliáceos (filotraqueias)
- Estruturas respiratórias em forma de lâminas de livro encontradas no abdômen de escorpiões e aranhas.
- Pulmões saculiformes em anfíbios
- Sacos simples com pouca área de troca, exigindo a respiração cutânea como complemento obrigatório.
- Pulmões parenquimatosos em répteis
- Maior compartimentação interna em relação aos anfíbios, dispensando a necessidade de troca gasosa cutânea.
- Sacos aéreos e fluxo contínuo em aves
- Estruturas que garantem fluxo unidirecional de ar oxigenado pelos parabrônquios, tanto na inspiração quanto na expiração.
- Alvéolos pulmonares em mamíferos
- Milhões de pequenas vesículas altamente vascularizadas que conferem gigantesca área superficial para trocas gasosas.
- Respiração por pressão positiva em anfíbios
- Mecanismo no qual o ar é ativamente empurrado da cavidade bucal para os pulmões pela descida e subida do assoalho bucal.
- Diafragma nos mamíferos
- Músculo estriado exclusivo que separa tórax de abdômen e permite ventilação por pressão negativa.
- Ausência de sistema circulatório
- Poríferos, cnidários e platelmintos transportam nutrientes e gases puramente por difusão célula a célula.
- Sistema circulatório aberto (lacunar)
- Líquido circulante (hemolinfa) sai dos vasos e banha diretamente os tecidos em cavidades denominadas hemocelas.
- Sistema circulatório fechado
- O sangue circula sempre no interior de vasos condutores, permitindo maior pressão e transporte mais veloz.
- Hemolinfa vs. Sangue
- Hemolinfa banha tecidos em sistemas abertos; sangue é restrito a vasos e tipicamente rico em transportadores de oxigênio.
- Corações laterais em minhocas
- Arcos aórticos contráteis que impulsionam o sangue do vaso dorsal para o vaso ventral.
- Circulação simples em peixes
- O sangue passa apenas uma vez pelo coração a cada circuito corporal completo: coração, brânquias e tecidos.
- Coração com duas câmaras (peixes)
- Formado por um átrio e um ventrículo, transportando estritamente sangue desoxigenado (venoso).
- Coração com três câmaras (anfíbios)
- Composto por dois átrios e um ventrículo único, resultando em mistura parcial de sangue oxigenado e venoso.
- Circulação dupla e incompleta
- Sangue passa duas vezes pelo coração (pulmonar e sistêmica), mas ocorre mistura de sangue arterial e venoso no ventrículo.
- Septo interventricular incompleto em répteis
- Presente em escamados e quelônios, separando parcialmente o ventrículo único e reduzindo a mistura de sangue.
- Forame de Panizza em crocodilianos
- Comunicação entre a aorta esquerda e a direita que regula a pressão sanguínea durante mergulhos prolongados.
- Coração com quatro câmaras (aves e mamíferos)
- Dois átrios e dois ventrículos completamente separados, garantindo circulação dupla e estritamente completa.
- Arco aórtico em aves vs. mamíferos
- O arco aórtico curva-se para o lado direito nas aves e para o lado esquerdo nos mamíferos.
- Hemoglobina
- Pigmento respiratório com ferro encontrado nos eritrócitos dos vertebrados e no plasma de vários anelídeos.
- Hemocianina
- Pigmento respiratório azulado contendo cobre, dissolvido no plasma da maioria dos moluscos e artrópodes.
- Amoniotélicos
- Animais que excretam amônia, substância tóxica e solúvel que demanda grande disponibilidade de água (peixes ósseos).
- Ureotélicos
- Animais que excretam ureia, de toxicidade intermediária, como anfíbios adultos, peixes cartilaginosos e mamíferos.
- Uricotélicos
- Animais que excretam ácido úrico, praticamente insolúvel e atóxico, ideal para economia hídrica (aves, répteis e insetos).
- Protonefrídios com células-flama
- Estruturas excretoras cegas com tufos de cílios que criam vácuo para filtrar fluido intersticial em platelmintos.
- Metanefrídios em anelídeos
- Tubos abertos em ambas as pontas: o nefróstoma ciliado coleta o fluido celômico e o nefridiopóro o expele.
- Túbulos de Malpighi em insetos
- Estruturas tubulares cegas banhadas na hemolinfa que descarregam ácido úrico diretamente no trato digestório posterior.
- Glândulas antenais (verdes) em crustáceos
- Órgãos excretores pares localizados na base das antenas que realizam ultrafiltração da hemolinfa.
- Glândulas coxais em aracnídeos
- Órgãos excretores pareados localizados na base das pernas (coxas) de alguns quelicerados.
- Pronefro
- Rim primitivo funcional apenas em embriões de vertebrados inferiores e adultos de alguns peixes primitivos.
- Mesonefro
- Rim funcional em anfíbios e peixes adultos, derivado da porção média da massa nefrogênica dorsal.
- Metanefro
- Rim altamente complexo com néfrons especializados, funcional em répteis, aves e mamíferos adultos.
- Alça de Henle (néfron) em mamíferos
- Segmento tubular que gera gradiente osmótico medular, essencial para produzir urina hiperosmótica em relação ao sangue.
- Glândula de sal em répteis e aves marinhas
- Órgão osmorregulador cefálico que excreta excesso de cloreto de sódio ingerido com água salgada ou presas marinhas.
- Ureia retida em Chondrichthyes
- Acúmulo de ureia e óxido de trimetilamina no sangue de tubarões para torná-los quase isosmóticos em relação ao mar.