Anatomia da Coluna Vertebral

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Este conjunto aborda a anatomia dos ossos da coluna vertebral, detalhando as vértebras, curvaturas e estruturas ósseas para estudantes de medicina e saúde.

54 cartões Português Nível: Ensino superior Anatomia Publicado
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Número total de vértebras na coluna vertebral adulta
Geralmente 26 ossos: 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 1 sacro (5 fundidas) e 1 cóccix (geralmente 4 fundidas).
Curvaturas primárias da coluna vertebral
Cifose torácica e cifose sacral, presentes desde o desenvolvimento fetal e côncavas anteriormente.
Curvaturas secundárias da coluna vertebral
Lordose cervical e lordose lombar, convexas anteriormente, adquiridas após o nascimento com a sustentação da cabeça e a marcha ereta.
Componentes básicos de uma vértebra típica
Corpo vertebral, arco vertebral (pedículos e lâminas) e sete processos (espinhoso, dois transversos e quatro articulares).
Corpo vertebral (função principal)
Parte anterior mais volumosa da vértebra, responsável pela sustentação de peso e transmissão de forças axiais.
Forame vertebral
Abertura delimitada pelo corpo e arco vertebral; o alinhamento de todos os forames forma o canal vertebral que abriga a medula espinhal.
Forame intervertebral (de conjugação)
Abertura lateral formada pelas incisuras vertebrais superior e inferior de vértebras adjacentes, por onde passam os nervos espinhais.
Pedículos vertebrais
Duas projeções ósseas curtas e espessas que unem o corpo vertebral às lâminas do arco vertebral.
Lâminas vertebrais
Placas ósseas achatadas que se estendem dos pedículos e se fundem posteriormente na linha média para formar o processo espinhoso.
Processo espinhoso
Projeção óssea posterior e mediana que serve como ponto de fixação para ligamentos e músculos do dorso.
Processos transversos
Projeções ósseas posterolaterais a partir da junção dos pedículos com as lâminas; servem para fixação muscular e ligamentar.
Processos articulares superiores e inferiores
Quatro projeções que formam as articulações zigapofisárias entre vértebras sobrepostas, determinando a direção dos movimentos.
Características exclusivas das vértebras cervicais
Presença do forame transversário em cada processo transverso, corpos pequenos e largos, e processos espinhosos frequentemente bífidos (C2-C6).
Forame transversário
Abertura no processo transverso das vértebras cervicais por onde passam as artérias e veias vertebrais (C1 a C6).
Atlas (C1): características morfológicas
Vértebra cervical atípica que não possui corpo vertebral nem processo espinhoso verdadeiro; formada por um arco anterior, arco posterior e massas laterais.
Fóvea dental do Atlas (C1)
Faceta articular lisa localizada na face posterior do arco anterior do atlas, onde se articula com o dente do áxis.
Áxis (C2): característica distintiva
Possui uma projeção óssea vertical chamada processo odontoide (dente do áxis), que atua como pivô para a rotação da cabeça.
Articulação atlanto-occipital
Articulação sinovial elipsoidea entre as massas laterais do atlas e os côndilos occipitais do crânio, permitindo o movimento de flexão e extensão (sim).
Articulação atlantoaxial
Formada por articulações laterais e uma mediana (dente do áxis com o atlas), responsável pelo movimento de rotação da cabeça (não).
Vértebra proeminente (C7)
Vértebra cervical com um processo espinhoso longo e não bífido, facilmente palpável na base da nuca.
Processos unciformes (unco do corpo)
Bordas laterais elevadas na face superior do corpo das vértebras cervicais (C3 a C7), formando as articulações uncovertebrais de Luschka.
Características diagnósticas das vértebras torácicas
Presença de fóveas costais no corpo vertebral e nos processos transversos para articulação com as costelas.
Fóveas costais superiores e inferiores do corpo torácico
Pequenas superfícies articulares nas laterais do corpo vertebral que articulam com a cabeça das costelas.
Fóvea costal do processo transverso
Faceta articular localizada no processo transverso de T1 a T10 para articulação com o tubérculo da costela.
Formato do corpo das vértebras torácicas
Corpo de tamanho intermediário, com formato aproximadamente cordiforme (em formato de coração) e forame vertebral circular e pequeno.
Processo espinhoso torácico
Longo, delgado e acentuadamente inclinado para baixo, sobrepondo-se à vértebra subjacente no segmento médio da coluna torácica.
Orientação das facetas articulares torácicas
Facetas superiores voltadas posteriormente e ligeiramente lateralmente; facetas inferiores voltadas anteriormente e medialmente, favorecendo a rotação.
Características diagnósticas das vértebras lombares
Corpos vertebrais muito grandes e em forma de rim, ausência de fóveas costais e de forames transversários, e processo espinhoso quadrilátero e horizontal.
Processo mamilar lombar
Pequena elevação óssea na margem posterior de cada processo articular superior das vértebras lombares, fixando músculos profundos.
Processo acessório lombar
Pequena projeção localizada na superfície posterior da base do processo transverso (costiforme) nas vértebras lombares.
Orientação das facetas articulares lombares
Facetas articulares superiores voltadas medialmente e ligeiramente para trás; facetas inferiores voltadas lateralmente, limitando a rotação e facilitando a flexão/extensão.
Forame vertebral lombar
Apresenta formato tipicamente triangular, maior do que nas vértebras torácicas, porém menor do que nas cervicais.
Vértebra L5: peculiaridades
Apresenta o maior corpo vertebral da coluna, altura anterior do corpo visivelmente maior que a posterior, contribuindo para o ângulo lombossacral.
Estrutura geral do osso sacro
Osso triangular e curvo formado pela fusão de 5 vértebras sacrais, articulando-se superiormente com L5 e inferiormente com o cóccix.
Promontório sacral
Borda anterossuperior projetada da primeira vértebra sacral (S1), importante ponto de referência anatômico e obstétrico.
Forames sacrais anteriores (pélvicos)
Quatro pares de aberturas na face anterior do sacro para a passagem dos ramos ventrais dos nervos espinhais sacrais.
Forames sacrais posteriores (dorsais)
Quatro pares de aberturas na face dorsal do sacro para a saída dos ramos dorsais dos nervos espinhais sacrais.
Crista sacral mediana
Elevação óssea vertical central na face posterior do sacro, resultante da fusão dos processos espinhosos sacrais.
Cristas sacrais intermediárias
Elevações longitudinais bilaterais na face posterior do sacro, resultantes da fusão dos processos articulares.
Cristas sacrais laterais
Rebordos verticais externos aos forames sacrais posteriores, resultantes da fusão dos processos transversos das vértebras sacrais.
Hiato sacral
Abertura inferior no canal sacral resultante da falha de fusão das lâminas da quinta vértebra sacral (S5), usado para bloqueio anestésico caudal.
Cornos sacrais
Projeções ósseas laterais ao hiato sacral que representam os processos articulares inferiores rudimentares da vértebra S5.
Face auricular do sacro
Superfície rugosa em formato de orelha localizada nas asas do sacro, que se articula com o osso ilíaco formando a articulação sacroilíaca.
Canal sacral
Continuação inferior do canal vertebral através do osso sacro, abrigando as raízes da cauda equina e o filamento terminal.
Estrutura do cóccix
Pequeno osso triangular formado pela fusão de 3 a 5 vértebras coccígeas rudimentares, sem canal vertebral ou arco neural completo.
Cornos coccígeos
Projeções ósseas superiores da primeira vértebra coccígea (Co1) que se articulam com os cornos sacrais correspondentes.
Disco intervertebral: anel fibroso
Anel periférico de fibrocartilagem disposto em lamelas concêntricas de colágeno, responsável por conter o núcleo pulposo e resistir à tensão.
Disco intervertebral: núcleo pulposo
Massa central semifluida e gelatinosa, com alto teor de água e proteoglicanos, que atua absorvendo e distribuindo as forças de compressão.
Ligamento longitudinal anterior
Faixa fibrosa contínua e larga na face anterior dos corpos vertebrais e discos, que impede a hiperextensão da coluna vertebral.
Ligamento longitudinal posterior
Faixa fibrosa mais estreita fixada na face posterior dos corpos vertebrais, dentro do canal vertebral, que previne a hiperflexão.
Ligamento amarelo (flavum)
Ligamento espesso e elástico rico em elastina, que une as lâminas de vértebras adjacentes e ajuda a manter a postura ereta.
Ligamento nucal
Expansão espessa fibroelástica do ligamento supraespinhal que se estende da protuberância occipital externa até o processo espinhoso de C7.
Articulação zigapofisária
Articulação sinovial plana estabelecida entre os processos articulares superior e inferior de vértebras adjacentes.
Incisuras vertebrais superior e inferior
Chanfraduras côncavas nas bordas do pedículo; a união da incisura inferior da vértebra acima com a superior da vértebra abaixo forma o forame intervertebral.

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