Anatomia da Coluna Vertebral
Este conjunto aborda a anatomia dos ossos da coluna vertebral, detalhando as vértebras, curvaturas e estruturas ósseas para estudantes de medicina e saúde.
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- Número total de vértebras na coluna vertebral adulta
- Geralmente 26 ossos: 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 1 sacro (5 fundidas) e 1 cóccix (geralmente 4 fundidas).
- Curvaturas primárias da coluna vertebral
- Cifose torácica e cifose sacral, presentes desde o desenvolvimento fetal e côncavas anteriormente.
- Curvaturas secundárias da coluna vertebral
- Lordose cervical e lordose lombar, convexas anteriormente, adquiridas após o nascimento com a sustentação da cabeça e a marcha ereta.
- Componentes básicos de uma vértebra típica
- Corpo vertebral, arco vertebral (pedículos e lâminas) e sete processos (espinhoso, dois transversos e quatro articulares).
- Corpo vertebral (função principal)
- Parte anterior mais volumosa da vértebra, responsável pela sustentação de peso e transmissão de forças axiais.
- Forame vertebral
- Abertura delimitada pelo corpo e arco vertebral; o alinhamento de todos os forames forma o canal vertebral que abriga a medula espinhal.
- Forame intervertebral (de conjugação)
- Abertura lateral formada pelas incisuras vertebrais superior e inferior de vértebras adjacentes, por onde passam os nervos espinhais.
- Pedículos vertebrais
- Duas projeções ósseas curtas e espessas que unem o corpo vertebral às lâminas do arco vertebral.
- Lâminas vertebrais
- Placas ósseas achatadas que se estendem dos pedículos e se fundem posteriormente na linha média para formar o processo espinhoso.
- Processo espinhoso
- Projeção óssea posterior e mediana que serve como ponto de fixação para ligamentos e músculos do dorso.
- Processos transversos
- Projeções ósseas posterolaterais a partir da junção dos pedículos com as lâminas; servem para fixação muscular e ligamentar.
- Processos articulares superiores e inferiores
- Quatro projeções que formam as articulações zigapofisárias entre vértebras sobrepostas, determinando a direção dos movimentos.
- Características exclusivas das vértebras cervicais
- Presença do forame transversário em cada processo transverso, corpos pequenos e largos, e processos espinhosos frequentemente bífidos (C2-C6).
- Forame transversário
- Abertura no processo transverso das vértebras cervicais por onde passam as artérias e veias vertebrais (C1 a C6).
- Atlas (C1): características morfológicas
- Vértebra cervical atípica que não possui corpo vertebral nem processo espinhoso verdadeiro; formada por um arco anterior, arco posterior e massas laterais.
- Fóvea dental do Atlas (C1)
- Faceta articular lisa localizada na face posterior do arco anterior do atlas, onde se articula com o dente do áxis.
- Áxis (C2): característica distintiva
- Possui uma projeção óssea vertical chamada processo odontoide (dente do áxis), que atua como pivô para a rotação da cabeça.
- Articulação atlanto-occipital
- Articulação sinovial elipsoidea entre as massas laterais do atlas e os côndilos occipitais do crânio, permitindo o movimento de flexão e extensão (sim).
- Articulação atlantoaxial
- Formada por articulações laterais e uma mediana (dente do áxis com o atlas), responsável pelo movimento de rotação da cabeça (não).
- Vértebra proeminente (C7)
- Vértebra cervical com um processo espinhoso longo e não bífido, facilmente palpável na base da nuca.
- Processos unciformes (unco do corpo)
- Bordas laterais elevadas na face superior do corpo das vértebras cervicais (C3 a C7), formando as articulações uncovertebrais de Luschka.
- Características diagnósticas das vértebras torácicas
- Presença de fóveas costais no corpo vertebral e nos processos transversos para articulação com as costelas.
- Fóveas costais superiores e inferiores do corpo torácico
- Pequenas superfícies articulares nas laterais do corpo vertebral que articulam com a cabeça das costelas.
- Fóvea costal do processo transverso
- Faceta articular localizada no processo transverso de T1 a T10 para articulação com o tubérculo da costela.
- Formato do corpo das vértebras torácicas
- Corpo de tamanho intermediário, com formato aproximadamente cordiforme (em formato de coração) e forame vertebral circular e pequeno.
- Processo espinhoso torácico
- Longo, delgado e acentuadamente inclinado para baixo, sobrepondo-se à vértebra subjacente no segmento médio da coluna torácica.
- Orientação das facetas articulares torácicas
- Facetas superiores voltadas posteriormente e ligeiramente lateralmente; facetas inferiores voltadas anteriormente e medialmente, favorecendo a rotação.
- Características diagnósticas das vértebras lombares
- Corpos vertebrais muito grandes e em forma de rim, ausência de fóveas costais e de forames transversários, e processo espinhoso quadrilátero e horizontal.
- Processo mamilar lombar
- Pequena elevação óssea na margem posterior de cada processo articular superior das vértebras lombares, fixando músculos profundos.
- Processo acessório lombar
- Pequena projeção localizada na superfície posterior da base do processo transverso (costiforme) nas vértebras lombares.
- Orientação das facetas articulares lombares
- Facetas articulares superiores voltadas medialmente e ligeiramente para trás; facetas inferiores voltadas lateralmente, limitando a rotação e facilitando a flexão/extensão.
- Forame vertebral lombar
- Apresenta formato tipicamente triangular, maior do que nas vértebras torácicas, porém menor do que nas cervicais.
- Vértebra L5: peculiaridades
- Apresenta o maior corpo vertebral da coluna, altura anterior do corpo visivelmente maior que a posterior, contribuindo para o ângulo lombossacral.
- Estrutura geral do osso sacro
- Osso triangular e curvo formado pela fusão de 5 vértebras sacrais, articulando-se superiormente com L5 e inferiormente com o cóccix.
- Promontório sacral
- Borda anterossuperior projetada da primeira vértebra sacral (S1), importante ponto de referência anatômico e obstétrico.
- Forames sacrais anteriores (pélvicos)
- Quatro pares de aberturas na face anterior do sacro para a passagem dos ramos ventrais dos nervos espinhais sacrais.
- Forames sacrais posteriores (dorsais)
- Quatro pares de aberturas na face dorsal do sacro para a saída dos ramos dorsais dos nervos espinhais sacrais.
- Crista sacral mediana
- Elevação óssea vertical central na face posterior do sacro, resultante da fusão dos processos espinhosos sacrais.
- Cristas sacrais intermediárias
- Elevações longitudinais bilaterais na face posterior do sacro, resultantes da fusão dos processos articulares.
- Cristas sacrais laterais
- Rebordos verticais externos aos forames sacrais posteriores, resultantes da fusão dos processos transversos das vértebras sacrais.
- Hiato sacral
- Abertura inferior no canal sacral resultante da falha de fusão das lâminas da quinta vértebra sacral (S5), usado para bloqueio anestésico caudal.
- Cornos sacrais
- Projeções ósseas laterais ao hiato sacral que representam os processos articulares inferiores rudimentares da vértebra S5.
- Face auricular do sacro
- Superfície rugosa em formato de orelha localizada nas asas do sacro, que se articula com o osso ilíaco formando a articulação sacroilíaca.
- Canal sacral
- Continuação inferior do canal vertebral através do osso sacro, abrigando as raízes da cauda equina e o filamento terminal.
- Estrutura do cóccix
- Pequeno osso triangular formado pela fusão de 3 a 5 vértebras coccígeas rudimentares, sem canal vertebral ou arco neural completo.
- Cornos coccígeos
- Projeções ósseas superiores da primeira vértebra coccígea (Co1) que se articulam com os cornos sacrais correspondentes.
- Disco intervertebral: anel fibroso
- Anel periférico de fibrocartilagem disposto em lamelas concêntricas de colágeno, responsável por conter o núcleo pulposo e resistir à tensão.
- Disco intervertebral: núcleo pulposo
- Massa central semifluida e gelatinosa, com alto teor de água e proteoglicanos, que atua absorvendo e distribuindo as forças de compressão.
- Ligamento longitudinal anterior
- Faixa fibrosa contínua e larga na face anterior dos corpos vertebrais e discos, que impede a hiperextensão da coluna vertebral.
- Ligamento longitudinal posterior
- Faixa fibrosa mais estreita fixada na face posterior dos corpos vertebrais, dentro do canal vertebral, que previne a hiperflexão.
- Ligamento amarelo (flavum)
- Ligamento espesso e elástico rico em elastina, que une as lâminas de vértebras adjacentes e ajuda a manter a postura ereta.
- Ligamento nucal
- Expansão espessa fibroelástica do ligamento supraespinhal que se estende da protuberância occipital externa até o processo espinhoso de C7.
- Articulação zigapofisária
- Articulação sinovial plana estabelecida entre os processos articulares superior e inferior de vértebras adjacentes.
- Incisuras vertebrais superior e inferior
- Chanfraduras côncavas nas bordas do pedículo; a união da incisura inferior da vértebra acima com a superior da vértebra abaixo forma o forame intervertebral.