Biologia: Ecologia e Síntese Proteica

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Conceitos fundamentais de ecologia, relações ecológicas e síntese de proteínas para estudantes do ensino médio e pré-vestibular.

56 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Ecologia e meio ambiente Publicado
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População ecológica
Conjunto de indivíduos da mesma espécie que vivem em uma mesma área geográfica e no mesmo período de tempo.
Comunidade ou Biocenose
Conjunto de todas as populações de diferentes espécies que habitam uma mesma região e interagem entre si.
Ecossistema
Sistema formado pela interação entre os fatores bióticos (seres vivos) e os fatores abióticos (luz, água, solo, temperatura).
Biosfera
Conjunto de todos os ecossistemas do planeta Terra onde existe ou pode existir vida.
Habitat
Local físico ou ambiente específico onde uma determinada espécie vive e se desenvolve habitualmente.
Nicho ecológico
Papel funcional desempenhado por uma espécie no ecossistema, incluindo sua dieta, hábitos e relações ecológicas.
Fatores bióticos
Elementos vivos de um ecossistema, como animais, plantas, fungos, bactérias e protozoários.
Fatores abióticos
Componentes físico-químicos não vivos do ambiente, como luminosidade, temperatura, umidade, vento e nutrientes do solo.
Autótrofos
Organismos capazes de produzir seu próprio alimento a partir de substâncias inorgânicas, via fotossíntese ou quimiossíntese.
Heterótrofos
Organismos incapazes de produzir matéria orgânica própria, dependendo da ingestão de outros seres vivos para obter energia.
Produtores
Primeiro nível trófico das cadeias alimentares; organismos autótrofos que convertem energia inorgânica em matéria orgânica.
Consumidores primários
Herbívoros que se alimentam diretamente dos organismos produtores para obter energia e matéria.
Consumidores secundários
Carnívoros ou onívoros que se alimentam de consumidores primários.
Decompositores
Organismos, principalmente fungos e bactérias, que degradam matéria orgânica morta em compostos minerais reutilizáveis.
Cadeia alimentar
Sequência linear e unidirecional de transferência de matéria e energia entre seres vivos através da nutrição.
Teia alimentar
Rede complexa formada pela interconexão de várias cadeias alimentares coexistentes em um mesmo ecossistema.
Fluxo de energia no ecossistema
Fluxo unidirecional e decrescente ao longo dos níveis tróficos, pois parte da energia é dissipada em forma de calor.
Ciclo da matéria
Movimento cíclico de elementos químicos fundamentais entre os componentes bióticos e abióticos da biosfera.
Pirâmide de energia
Representação gráfica da produtividade energética em cada nível trófico; sempre possui base mais larga e ápice estreito.
Magnificação trófica (ou Bioacumulação)
Acúmulo progressivo de toxinas não biodegradáveis ao longo dos níveis tróficos, atingindo concentração máxima no topo da cadeia.
Ecotótono
Região de transição entre dois ou mais ecossistemas vizinhos, caracterizada por alta biodiversidade.
Relações harmônicas (positivas)
Interações biológicas nas quais nenhum dos participantes sofre prejuízo, havendo benefício para pelo menos um deles.
Relações desarmônicas (negativas)
Interações biológicas em que pelo menos um dos participantes é prejudicado em seu desenvolvimento ou sobrevivência.
Sociedade ecológica
Relação intraespecífica harmônica em que indivíduos trabalham cooperativamente com divisão de trabalho e sem ligação física.
Colônia ecológica
Relação intraespecífica harmônica em que indivíduos da mesma espécie estão anatomicamente unidos entre si.
Mutualismo
Relação interespecífica harmônica obrigatória na qual ambas as espécies obtêm benefícios essenciais para sua sobrevivência.
Protocooperação
Relação interespecífica harmônica facultativa benéfica a ambas as espécies, mas não indispensável à vida de nenhuma.
Comensalismo
Relação interespecífica harmônica em que uma espécie obtém alimento à custa da outra sem causar-lhe prejuízo nem benefício.
Inquilinismo
Relação interespecífica harmônica em que uma espécie usa a outra apenas como abrigo ou suporte, sem causar prejuízos.
Epifitismo
Tipo de inquilinismo entre vegetais em que uma planta cresce sobre outra para obter melhor luminosidade, sem parasitismo.
Competição intraespecífica
Disputa por recursos limitados (água, território, fêmeas) ocorrida entre indivíduos que pertencem à mesma espécie.
Competição interespecífica
Disputa por nicho ecológico ou recursos escassos que ocorre entre organismos de espécies distintas.
Predatismo
Relação interespecífica desarmônica em que um organismo caça, mata e devora outro organismo (presa) para se alimentar.
Parasitismo
Relação interespecífica desarmônica em que uma espécie vive às custas de outra hospedeira, prejudicando-a sem matá-la de imediato.
Amensalismo (Antibiose)
Relação desarmônica na qual uma espécie libera substâncias que inibem o desenvolvimento ou matam outra espécie.
Canibalismo
Relação intraespecífica desarmônica em que um indivíduo mata e se alimenta de outro da sua própria espécie.
Dogma central da biologia molecular
Princípio que postula que o fluxo de informação genética vai do DNA para o RNA mensageiro e deste para as proteínas.
Transcrição gênica
Processo no qual uma sequência de DNA serve de molde para a síntese de uma molécula complementar de RNA.
RNA polimerase
Enzima responsável por abrir as fitas de DNA e sintetizar a cadeia de RNA correspondente durante a transcrição.
RNA mensageiro (mRNA)
Molécula de RNA que carrega a informação dos códons do núcleo para os ribossomos, determinando a sequência de aminoácidos.
RNA transportador (tRNA)
Molécula de RNA adaptadora que carrega aminoácidos específicos até o ribossomo ao parear seu anticódon com o códon.
RNA ribossômico (rRNA)
Componente estrutural e catalítico fundamental que forma as subunidades dos ribossomos celulares.
Códon
Trinca de nucleotídeos presente no RNA mensageiro que codifica um aminoácido específico ou sinaliza o término da tradução.
Anticódon
Trinca complementar de bases situada no RNA transportador que reconhece e pareia com o códon do mRNA.
Código genético degenerado
Propriedade de múltiplos códons diferentes serem capazes de codificar o mesmo aminoácido específico.
Código genético universal
Propriedade de quase todos os organismos vivos utilizarem os mesmos códons para sintetizar os mesmos aminoácidos.
Códon de início (AUG)
Trinca que sinaliza o início da tradução proteica e codifica o aminoácido metionina em eucariotos.
Códons de parada (Stop códons)
Trincas (UAA, UAG e UGA) que sinalizam o fim da síntese proteica e não codificam nenhum aminoácido.
Splicing (ou Processamento do RNA)
Mecanismo eucariótico de remoção dos íntrons e junção dos éxons na fita de pré-RNA mensageiro.
Íntrons e Éxons
Íntrons são segmentos não codificantes descartados no splicing; éxons contêm as sequências codificantes mantidas no mRNA maduro.
Splicing alternativo
Combinação diferencial de éxons que permite que um único gene codifique diferentes variantes de proteínas funcionais.
Ribossomo
Complexo macromolecular de rRNA e proteínas onde ocorre a síntese proteica através da leitura do RNA mensageiro.
Ligação peptídica
Ligação covalente formada entre o grupo carboxila de um aminoácido e o grupo amina de outro durante a tradução.
Etapa de Iniciação da Tradução
Associação das subunidades ribossômicas ao mRNA sobre o códon de início AUG junto ao tRNA iniciador com metionina.
Etapa de Alongamento da Tradução
Fase em que tRNAs trazem aminoácidos sequencialmente e a peptidiltransferase catalisa as ligações peptídicas.
Etapa de Terminação da Tradução
Fim da síntese quando um stop códon é alcançado e fatores de liberação desfazem o complexo ribossômico, liberando o peptídeo.

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