Biologia: Ecologia para Vestibular

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Conceitos fundamentais de ecologia para estudantes que se preparam para vestibulares e exames.

60 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Ecologia e meio ambiente Publicado
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Cartões · 60

Espécie
Conjunto de indivíduos semelhantes capazes de cruzar entre si na natureza e gerar descendentes férteis.
População
Conjunto de indivíduos da mesma espécie que habitam uma mesma área geográfica em um determinado período.
Comunidade (Biocenose)
Conjunto de populações de diferentes espécies que coexistem e interagem em uma determinada região.
Biótopo
Área física e conjunto de condições abióticas onde vive uma determinada comunidade biológica.
Ecossistema
Unidade ecológica funcional formada pela interação dos fatores bióticos (comunidade) com os fatores abióticos do meio.
Biosfera
Conjunto de todos os ecossistemas da Terra, abrangendo todas as regiões do planeta onde existe vida.
Habitat
Local físico ou ambiente específico ocupado por uma espécie, onde ela encontra recursos para sobreviver.
Nicho ecológico
Papel funcional e modo de vida de uma espécie no ecossistema, incluindo alimentação, reprodução e interações.
Princípio de Gause (Exclusão Competitiva)
Duas espécies que compartilham exatamente o mesmo nicho ecológico no mesmo habitat não coexistem por muito tempo; uma é excluída.
Fatores abióticos
Componentes não vivos do ecossistema que influenciam os seres vivos, como luz, temperatura, água, pH e salinidade.
Produtores (Autótrofos)
Organismos capazes de sintetizar matéria orgânica a partir de compostos inorgânicos, via fotossíntese ou quimiossíntese.
Consumidores (Heterótrofos)
Organismos que obtêm matéria orgânica e energia alimentando-se de outros seres vivos.
Decompositores
Bactérias e fungos que degradam a matéria orgânica morta em compostos minerais simples, reciclando nutrientes.
Cadeia alimentar
Sequência unidirecional e linear de transferência de matéria e energia entre níveis tróficos de um ecossistema.
Teia alimentar
Rede complexa de cadeias alimentares interligadas, representando as múltiplas relações tróficas em um ecossistema.
Nível trófico
Posição ocupada por um organismo na cadeia alimentar com base em sua fonte de obtenção de energia.
Fluxo de energia
Transferência unidirecional e decrescente de energia ao longo dos níveis tróficos, dissipada na forma de calor.
Ciclo da matéria
Movimento cíclico de elementos químicos entre os seres vivos e o ambiente abiótico mediado pelos decompositores.
Produtividade Primária Bruta (PPB)
Total de matéria orgânica ou biomassa produzida pelos produtores por unidade de área e tempo.
Produtividade Primária Líquida (PPL)
Quantidade de matéria orgânica acumulada pelos produtores após descontar os gastos com a respiração celular (PPL = PPB - R).
Pirâmide de números
Gráfico que representa a quantidade de indivíduos em cada nível trófico; pode ser direta ou invertida.
Pirâmide de biomassa
Gráfico da quantidade de matéria orgânica seca em cada nível trófico; invertida apenas em ambientes aquáticos transitórios.
Pirâmide de energia
Gráfico que indica a quantidade de energia útil em cada nível trófico; nunca se inverte devido à perda térmica.
Bioacumulação
Acúmulo progressivo de uma substância química não biodegradável nos tecidos de um organismo ao longo do tempo.
Magnificação trófica
Aumento da concentração de poluentes não biodegradáveis em níveis tróficos mais altos da cadeia alimentar.
Fixação biológica do nitrogênio
Conversão do nitrogênio atmosférico (N2) em amônia (NH3), realizada por bactérias como as do gênero Rhizobium.
Nitrosação
Primeira etapa da nitrificação: oxidação da amônia em nitrito (NO2-) realizada por bactérias como Nitrosomonas.
Nitratação
Segunda etapa da nitrificação: oxidação do nitrito em nitrato (NO3-) realizada por bactérias como Nitrobacter.
Desnitrificação
Conversão de nitratos do solo em gás nitrogênio (N2), realizada por bactérias anaeróbias como Pseudomonas.
Ciclo do carbono
Circulação do carbono entre a atmosfera e seres vivos por meio da fotossíntese, respiração, combustão e decomposição.
Efeito estufa natural
Retenção de calor na atmosfera por gases estufa (CO2, CH4, H2O), indispensável para manter a temperatura média da Terra.
Aquecimento global antropogênico
Intensificação do efeito estufa pela emissão de gases gerados por queima de combustíveis fósseis e desmatamento.
Eutrofização
Aumento excessivo de nutrientes em corpos hídricos, gerando proliferação de algas, queda de oxigênio e mortandade de peixes.
Chuva ácida
Precipitação com baixo pH provocada pela reação de óxidos de enxofre (SOx) e nitrogênio (NOx) com o vapor d'água atmosférico.
Inversão térmica
Fenômeno meteorológico em que uma camada de ar frio fica presa sob ar quente, impedindo a dispersão de poluentes no inverno.
Maré vermelha
Proliferação excessiva de microalgas dinoflageladas tóxicas, manchando a água e intoxicando animais marinhos.
Sucessão ecológica primária
Colonização vegetal e animal de uma área estéril e desprovida de solo prévio, como rochas nuas ou lavas vulcânicas.
Sucessão ecológica secundária
Recuperação ecológica de uma área anteriormente habitada, cujo ecossistema original foi perturbado ou destruído.
Comunidade pioneira (Ecese)
Primeiras espécies resistentes e pouco exigentes que se instalam em uma área estéril, como líquens e musgos.
Comunidade clímax
Estágio final de estabilidade máxima de uma sucessão, com alta biodiversidade, biomassa constante e PPL próxima a zero.
Ecotótono
Zona de transição entre dois ecossistemas ou biomas vizinhos, caracterizada por alta biodiversidade.
Potencial biótico
Capacidade teórica máxima de crescimento populacional de uma espécie sob condições ambientais ideais e ilimitadas.
Resistência do meio
Conjunto de fatores limitantes bióticos e abióticos que impedem uma população de atingir seu potencial biótico.
Capacidade de suporte (K)
Número máximo de indivíduos de uma espécie que um determinado ambiente consegue sustentar de forma contínua.
Curva de crescimento em S (Sigmoide)
Padrão real de crescimento populacional logístico, estabilizando-se ao atingir a capacidade de suporte do meio.
Mutualismo
Relação ecológica interespecífica harmônica obrigatória, na qual ambas as espécies se beneficiam e dependem da associação.
Protocooperação
Relação ecológica interespecífica harmônica não obrigatória, benéfica para ambas as partes, mas sem dependência vital.
Comensalismo
Relação interespecífica harmônica em que uma espécie se beneficia de restos alimentares sem prejudicar a outra.
Inquilinismo
Relação harmônica onde uma espécie usa outra como abrigo ou suporte sem causar prejuízos, como o epifitismo.
Predatismo
Relação ecológica desarmônica em que um organismo mata e consome outro organismo para obter energia.
Parasitismo
Relação desarmônica onde um organismo vive à custa de um hospedeiro, extraindo nutrientes e causando-lhe danos.
Amensalismo (Antibiose)
Relação desarmônica onde uma espécie produz substâncias que inibem o desenvolvimento ou matam outra espécie.
Competição interespecífica
Disputa por recursos limitados (espaço, alimento) entre indivíduos de espécies diferentes com sobreposição de nichos.
Competição intraespecífica
Disputa por recursos limitados ou parceiros sexuais entre indivíduos pertencentes à mesma espécie.
Sociedade
Relação intraespecífica harmônica em que indivíduos da mesma espécie cooperam organizados com divisão de trabalho e sem fusão anatômica.
Colônia
Relação intraespecífica harmônica em que indivíduos da mesma espécie vivem fisicamente unidos entre si.
Mimetismo batesiano
Adaptação evolutiva na qual uma espécie inofensiva imita o padrão visual de uma espécie tóxica ou impalatável.
Mimetismo mulleriano
Adaptação onde duas ou mais espécies venenosas ou impalatáveis compartilham padrões visuais de alerta semelhantes.
Aposematismo
Coloração de advertência viva e chamativa exibida por animais tóxicos ou perigosos para afugentar predadores.
Camuflagem
Adaptação morfológica ou cromática que permite a um ser vivo se misturar visualmente ao ambiente em que vive.