Bioma Cerrado
Este conjunto aborda as características climáticas, o solo, a fauna, a flora e as principais adaptações ecológicas do bioma Cerrado para estudantes e interessados em geografia e biologia.
Cartões · 50
- Tipo climático predominante no Cerrado
- Clima tropical sazonal, com verão chuvoso e inverno marcadamente seco.
- Extensão territorial do Cerrado
- Segundo maior bioma da América do Sul e do Brasil, cobrindo cerca de 22% do território nacional.
- Cerrado como 'Caixa d'Água do Brasil'
- Abriga nascentes vitais que alimentam 8 das 12 principais bacias hidrográficas brasileiras.
- Perfil do solo do Cerrado
- Geralmente profundo, arenoso ou argiloso, ácido, pobre em nutrientes e rico em ferro e alumínio.
- Adaptação: Casca grossa e corticosa
- Protege os tecidos vivos internos das árvores contra as altas temperaturas dos incêndios periódicos.
- Adaptação: Troncos retorcidos
- Causados principalmente pela toxicidade do alumínio no solo aliada aos efeitos cíclicos do fogo.
- Adaptação: Raízes profundas
- Atingem lençóis freáticos a dezenas de metros, permitindo captar água durante a estiagem severa.
- Adaptação: Esclerofilismo
- Folhas rígidas, coriáceas e espessas com cutícula cerosa para evitar a perda excessiva de água.
- Adaptação: Criptófitas e gemas subterrâneas
- Estruturas subterrâneas (como xilopódios) que regeneram a vegetação rapidamente após queimadas.
- Fitofisionomia: Campo Limpo
- Formação campestre dominada quase exclusivamente por gramíneas, sem árvores ou arbustos evidentes.
- Fitofisionomia: Campo Sujo
- Vegetação rasteira intercalada com arbustos esparsos de pequeno porte.
- Fitofisionomia: Cerrado Típico (Sentido Restrito)
- Presença equilibrada de árvores baixas e inclinadas, arbustos e estrato graminoso denso.
- Fitofisionomia: Cerradão
- Formação florestal densa com árvores altas e dossel quase contínuo sobre solo fértil ou intermediário.
- Fitofisionomia: Veredas
- Áreas úmidas lineares com presença marcante da palmeira buriti e fluxo constante de água limpa.
- Fitofisionomia: Mata de Galeria
- Florestas que acompanham margens de rios estreitos, formando túneis vegetais fechados sobre o canal.
- Pequi (Caryocar brasiliense)
- Árvore típica com fruto espinhoso por dentro, rico em óleo e elemento chave da culinária regional.
- Baru (Dipteryx alata)
- Árvore leguminosa que produz castanhas altamente nutritivas e madeira resistente.
- Buriti (Mauritia flexuosa)
- Palmeira monumental típica de áreas alagadas, com frutos ricos em vitamina A usados em doces e óleos.
- Ipê-amarelo-do-cerrado (Handroanthus ochraceus)
- Árvore caducifólia que floresce intensamente durante a estação seca após perder as folhas.
- Murici (Byrsonima crassifolia)
- Arbusto ou arvoreta com frutos aromáticos pequenos e amarelados consumidos in natura ou em sucos.
- Cagaita (Eugenia dysenterica)
- Árvore frutífera de polpa ácida cujo consumo excessivo e morno tem efeito laxativo comprovado.
- Jatobá-do-cerrado (Hymenaea stigonocarpa)
- Produz vagem com farinha nutritiva ao redor das sementes e casca com propriedades medicinais.
- Lobeira (Solanum lycocarpum)
- Arbusto resistente cujos grandes frutos carnosos compõem a base da dieta do lobo-guará.
- Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)
- Maior canídeo da América do Sul, pernalta, onívoro e dispersor vital de sementes como a lobeira.
- Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla)
- Mamífero insetívoro sem dentes que usa garras potentes e língua comprida para comer formigas e cupins.
- Tatu-canastra (Priodontes maximus)
- Maior espécie de tatu existente, atua como engenheiro ecológico abrindo tocas usadas por outras espécies.
- Onça-pintada (Panthera onca)
- Maior felino das Américas, topo de cadeia alimentar que habita matas de galeria e margens de rios.
- Anta (Tapirus terrestris)
- Maior mamífero terrestre do Brasil, excelente nadadora e dispersora primordial de sementes grandes.
- Veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus)
- Cervídeo herbívoro adaptado aos campos abertos do bioma, atualmente ameaçado de extinção.
- Ariranha (Pteronura brasiliensis)
- Maior mustelídeo do mundo, predadora semiaquática que vive em grupos nas bacias hidrográficas do Cerrado.
- Ema (Rhea americana)
- Maior ave não voadora do Brasil, típica de áreas campestres abertas com dieta onívora ampla.
- Seriema (Cariama cristata)
- Ave pernalta de canto marcante que caça cobras, lagartos e insetos caminhando pelo solo.
- Arara-canindé (Ara ararauna)
- Ave de plumagem azul e amarela que nidifica em ocos de troncos de palmeiras, sobretudo buritis mortos.
- Pato-mergulhão (Mergus octosetaceus)
- Ave aquática criticamente ameaçada que exige rios de águas extremamente límpidas para sobreviver.
- Soldadinho (Antilophia galeata)
- Ave com crista escarlate chamativa nos machos, estritamente ligada a matas ciliares e veredas.
- Jararaca-pintada (Bothrops neuwiedi)
- Serpente peçonhenta comum no bioma com hábitos predominantemente noturnos e terrestres.
- Cascavel (Crotalus durissus)
- Serpente venenosa com chocalho córneo na cauda, habitante frequente de áreas abertas e secas.
- Sapo-cururu (Rhinella diptycha)
- Grande anfíbio resistente ao ambiente seco dotado de glândulas de veneno parotoides contra predadores.
- Cupinzeiros luminosos
- Ninhos de cupins colonizados por larvas de vaga-lumes que emitem luz para atrair presas à noite.
- Fogo natural no Cerrado
- Ocorre por descargas elétricas no início das chuvas e integra a dinâmica biológica evolutiva local.
- Queimadas antrópicas
- Incêndios artificiais frequentes e desregulados que degradam o solo e destroem a biodiversidade nativa.
- Expansão da fronteira agrícola
- Principal vetor de desmatamento através do cultivo massivo de soja, milho e pecuária extensiva.
- Matopiba
- Acrônimo da região de fronteira agrícola formada por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
- Status de Hotspot de Biodiversidade
- Classificação global dada por sua imensa riqueza biológica sob altíssimo grau de devastação.
- Laterização do solo
- Processo de formação de crostas endurecidas ricas em óxidos de ferro e alumínio na superfície exposta.
- Xilopódio
- Estrutura caulinar subterrânea intumescida que armazena água, amido e gemas para rebrotar após o fogo.
- Polinização por quiropterofilia
- Muitas plantas locais possuem flores claras que abrem à noite para atrair morcegos polinizadores.
- Papel ecológico dos cupins
- Essenciais na aeração do solo e ciclagem de nutrientes ao decompor celulose e matéria vegetal seca.
- Assoreamento de rios no Cerrado
- Remoção da mata ciliar que causa perda de nascentes e soterramento de leitos hídricos por areia.
- Área de Proteção Ambiental (APA)
- Unidade de conservação de uso sustentável frequente no Cerrado que busca conciliar ocupação e preservação.