Biomas Brasileiros e Fauna

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Estudo sobre os biomas brasileiros e as principais espécies da fauna com suas adaptações ecológicas.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Ecologia e meio ambiente Publicado
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Cartões · 50

Onça-pintada (Amazônia / Pantanal)
Maior felino das Américas; possui mordida extremamente potente capaz de perfurar carapaças de quelônios e camuflagem eficiente para caçar em florestas e várzeas.
Boto-cor-de-rosa (Amazônia)
Possui vértebras cervicais não fundidas para manobrar entre troncos de florestas inundadas (igapós) e biossonar refinado para águas turvas.
Peixe-boi-da-amazônia (Amazônia)
Mamífero aquático estritamente herbívoro de água doce, com taxa metabólica baixa e lábios preênseis para pastar macrófitas aquáticas.
Gavião-real / Harpia (Amazônia)
Maior ave de rapina do país; tem asas curtas e largas para manobrar no dossel denso e garras poderosas para capturar preguiças e primatas.
Bicho-preguiça-real (Amazônia)
Metabolismo extremamente lento e pelos voltados para baixo que facilitam o escoamento de chuva e abrigam algas camufladoras no dossel.
Macaco-aranha (Amazônia)
Primata com cauda preênsil desenvolvida que atua como quinto membro, facilitando a locomoção braquial no estrato arbóreo superior.
Enguia-elétrica / Poraquê (Amazônia)
Peixe que utiliza eletrorrecepção e descargas elétricas fortes para atordoar presas e se defender em águas escuras e pouco oxigenadas.
Ariranha (Amazônia / Pantanal)
Maior carnívoro semiaquático da América do Sul; caça em grupo, tem membranas interdigitais e pelagem hidrofóbica densa.
Lobo-guará (Cerrado)
Pernas longas adaptadas para visualização sobre o capim alto e dieta onívora rica no fruto-do-lobo para suportar a sazonalidade e combater parasitas.
Tamanduá-bandeira (Cerrado)
Garras dianteiras fossoriais para romper cupinzeiros rígidos e língua longa e pegajosa adaptada para consumir milhares de insetos sem mastigar.
Tatu-canastra (Cerrado)
Enormes garras escavadoras que lhe permitem cavar tocas profundas, amenizando o calor extremo do cerrado e criando abrigos para outras espécies.
Ema (Cerrado)
Maior ave nativa; incapaz de voar, possui pernas robustas adaptadas para correr rapidamente pelos descampados e hábito onívoro generalista.
Anta-brasileira (Cerrado / Amazônia)
Maior mamífero terrestre do Brasil; dispersora de sementes com probóscide móvel para arrancar folhas e hábito crepuscular/noturno para poupar calor.
Cachorro-do-mato-vinagre (Cerrado / Pantanal)
Caçador social com membranas interdigitais adaptado para perseguir presas em matas de galeria e brejos do cerrado.
Seriema (Cerrado)
Ave corredora com pernas longas e garras em foice que consome répteis e artrópodes, preferindo fugir a pé em áreas abertas.
Asa-branca (Caatinga)
Ave de grande capacidade de voo migratório contínuo em busca de água e sementes resistentes à seca estacional.
Mico-leão-dourado (Mata Atlântica)
Dedos longos e delgados com unhas em forma de garra para forragear insetos e pequenos vertebrados ocultos em bromélias e fendas de cascas.
Muriqui-do-sul (Mata Atlântica)
Maior primata das Américas; cauda preênsil especializada e locomoção braquial para explorar frutos e folhas jovens em florestas montanhosas.
Tucano-toco (Cerrado / Pantanal / Mata Atlântica)
Bico longo, leve e vascularizado, usado para termorregulação e para alcançar frutos distantes e ovos em cavidades de árvores.
Preguiça-de-coleira (Mata Atlântica)
Endêmica do dossel florestal; apresenta taxa metabólica baixíssima e hábitos estritamente folívoros, descendo raramente ao chão úmido.
Surucucu-pico-de-jaca (Mata Atlântica / Amazônia)
Maior víbora peçonhenta das Américas; fosseta loreal termossensível para caçar roedores na serapilheira escura durante a noite.
Tangará (Mata Atlântica)
Pequena ave florestal cujos machos realizam danças acrobáticas cooperativas em poleiros baixos para atrair fêmeas na vegetação densa.
Sapo-cururu (Mata Atlântica / Cerrado)
Grupamentos de glândulas paratoides venenosas e pele queratinizada grossa para resistir à perda hídrica em áreas abertas ou bordas de mata.
Capivara (Pantanal)
Maior roedor vivo; olhos, orelhas e narinas alinhados no alto da cabeça para vigiar o ambiente enquanto nada submersa em lagoas e corixos.
Jacaré-do-pantanal (Pantanal)
Adaptação a regimes de cheia e seca extremas, acumulando gordura na cauda e regulando a temperatura corporal em bancos de areia e lodo.
Tuiuiú / Jaburu (Pantanal)
Ave símbolo com bico volumoso e resistente para capturar peixes concentrados em lagoas rasas no período de estiagem pantaneira.
Veado-pantaneiro (Pantanal)
Cascos alongados e membranas elásticas interdigitais que se abrem para evitar que afunde no solo lamacento e em campos inundados.
Sucuri-amarela (Pantanal)
Serpente constritora semiaquática adaptada para emboscadas silenciosas nas margens de rios, brejos e lagoas do Pantanal.
Dourado (Pantanal)
Peixe predador potente, com corpo fusiforme e mandíbulas fortes, adaptado para longas piracemas contra a correnteza nos rios da bacia do Prata.
Tatu-bola-da-caatinga (Caatinga)
Capacidade de se enrolar completamente em formato de esfera para se proteger de predadores e minimizar a perda de água corporal no semiárido.
Ararinha-azul (Caatinga)
Especializada em nidificar em cavidades de caraibeiras ao longo de riachos perenes e quebrar sementes duras de árvores xerófilas com bico curvo.
Mocó (Caatinga)
Roedor ágil com patas acolchoadas para saltar entre lajedos e fendas de rochas secas; urina altamente concentrada para reter água.
Gato-do-mato-pintado (Caatinga / Cerrado)
Pequeno felino noturno com excelente visão e fisiologia eficiente para obter quase toda a água corporal diretamente de pequenos vertebrados.
Soldadinho-do-araripe (Caatinga)
Ave de plumagem contrastante com dependência estrita de matas úmidas de galeria associadas a fontes perenes de encosta na Chapada do Araripe.
Preá-da-caatinga (Caatinga)
Roedor com hábitos crepusculares/noturnos que aproveita cascas e raízes suculentas de cactáceas para resistir aos longos meses de seca.
Graúna (Caatinga)
Bico cônico forte adaptado ao consumo de sementes duras e insetos resistentes típicos da vegetação de caatinga arbustiva.
Veado-campeiro (Pampa)
Herbívoro gregário de áreas abertas com visão panorâmica e olfato aguçado para detectar predadores à distância nos campos limpos.
Tuco-tuco (Pampa)
Roedor subterrâneo fossorial com dentes incisivos proeminentes e garras fortes nas patas anteriores para cavar galerias em solos arenosos.
Gato-palheiro / Gato-dos-pampas (Pampa)
Pelagem espessa e acinzentada que serve de camuflagem perfeita entre as touceiras de capim e isolamento contra o vento frio do sul.
Cachorro-do-campo / Graxaim-do-campo (Pampa)
Canídeo oportunista de pequeno porte com hábitos crepusculares e dieta onívora adaptada à sazonalidade e invernos rigorosos do sul.
Cisne-de-pescoço-preto (Pampa)
Ave aquática com pés palmados largos e pescoço comprido para alcançar plantas submersas em lagoas e banhados gaúchos.
Quero-quero (Pampa / Cerrado)
Ave territorialista de solo com esporões ósseos nas asas para afugentar invasores de seus ninhos construídos diretamente na grama.
Perdigão (Pampa)
Ave terrícola com excelente camuflagem plumária para se agachar e ocultar entre o capim nativo contra aves de rapina.
Tiriba-de-testa-vermelha (Mata de Araucárias / Mata Atlântica)
Psitacídeo com bico especializado em romper as escamas de pinhas para se alimentar e dispersar as sementes do pinheiro-do-paraná.
Gralha-azul (Mata de Araucárias)
Ave que enterra sementes de araucária (pinhões) no solo da serra como reserva de inverno, atuando como principal dispersora da conífera.
Papagaio-de-peito-roxo (Mata de Araucárias)
Ave nômade com plumagem espessa e voo forte para acompanhar a maturação estacional de pinhões e frutos no planalto frio meridional.
Sauá / Guigó (Mata Atlântica)
Primata com vocalizações territoriais estridentes que ecoam pela neblina de serras costeiras sem a necessidade de deslocamento contínuo.
Caranguejo-uçá (Manguezal / Zona Costeira)
Crustáceo com brânquias adaptadas a trocas gasosas no ar e submersão em água salobra e lodo anóxico das marés costeiras.
Guará-vermelho (Manguezal / Costeiro)
Bico longo curvado para retirar caranguejos do lodo mole e plumagem carmim derivada da metabolização de carotenoides de crustáceos.
Peixe-boi-marinho (Zona Costeira / Manguezais)
Mamífero aquático com corpo fusiforme e nadadeiras dianteiras móveis adaptadas para pastar capim-marinho em estuários rasos e quentes.