Brasil Império: Fatos e Figuras

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Estude os principais fatos, eventos e figuras históricas do período do Brasil Império, incluindo o Primeiro e o Segundo Reinado.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 50

Dia do Fico (1822)
Decisão de D. Pedro I de permanecer no Brasil em 9 de janeiro de 1822, desobedecendo às ordens das Cortes de Lisboa e marcando um passo decisivo rumo à Independência.
Grito do Ipiranga (1822)
Proclamação formal da independência do Brasil por D. Pedro I em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga em São Paulo.
D. Pedro I
Primeiro Imperador do Brasil (1822–1831), proclamador da Independência e outorgador da Constituição de 1824; abdicou em favor de seu filho.
Constituição da Mandioca (1823)
Projeto constitucional não aprovado que estabelecia critério censitário baseado no rendimento da farinha de mandioca e limitava o poder do imperador.
Noite da Agonia (1823)
Dissolução forçada da Assembleia Constituinte por D. Pedro I em novembro de 1823, após atritos entre deputados liberais e o monarca.
Constituição de 1824
Primeira carta magna do Brasil, outorgada por D. Pedro I; instituiu a monarquia hereditária, o voto censitário e o Poder Moderador.
Poder Moderador
Quarto poder exclusivo do imperador, baseado nas teorias de Benjamin Constant, que permitia interferir e sobrepor-se aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Confederação do Equador (1824)
Revolta republicana e separatista em Pernambuco e províncias vizinhas contra o autoritarismo de D. Pedro I e a centralização da Constituição de 1824.
Frei Caneca
Líder religioso, jornalista e ideólogo liberal da Confederação do Equador, executado por fuzilamento em Recife em 1825.
Guerra da Cisplatina (1825–1828)
Conflito entre o Império do Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata pela posse da Província Cisplatina, resultando na independência do Uruguai.
Noite das Garrafadas (1831)
Conflito violento nas ruas do Rio de Janeiro entre portugueses absolutistas e brasileiros liberais, precipitando a abdicação de D. Pedro I.
Abdicação de D. Pedro I (1831)
Renúncia ao trono imperial em 7 de abril de 1831 em favor de D. Pedro de Alcântara (D. Pedro II), então com cinco anos, iniciando o Período Regencial.
Período Regencial (1831–1840)
Fase de transição governada por regentes até a maioridade de D. Pedro II, caracterizada por intensa agitação política e revoltas provinciais.
Guarda Nacional (1831)
Força paramilitar criada pelo ministro Diogo Antônio Feijó para conter revoltas e defender a ordem, fortalecendo os coronéis e fazendeiros locais.
Ato Adicional de 1834
Emenda à Constituição de 1824 de cunho liberal descentralizador; criou as Assembleias Legislativas Provinciais e instituiu a Regência Una.
Padre Diogo Antônio Feijó
Ministro da Justiça e primeiro Regente Uno (1835–1837), defensor de medidas liberais contra revoltas provinciais e facções radicais.
Cabanagem (1835–1840)
Revolta popular violenta no Grão-Pará, liderada por populações ribeirinhas e indígenas que tomaram o poder provincial temporariamente.
Guerra dos Farrapos (1835–1845)
Mais longa revolta do Império, de caráter republicano e separatista, movida pela elite estancieira do Rio Grande do Sul contra impostos imperiais.
Bento Gonçalves
Militar e líder político farroupilha, primeiro presidente da proclamada República Rio-Grandense.
Revolta dos Malês (1835)
Levante de escravizados e libertos muçulmanos ocorrido em Salvador, Bahia, que planejava a libertação dos escravos e o fim do domínio branco.
Sabinada (1837–1838)
Revolta na Bahia liderada por Francisco Sabino, que proclamou uma república transitória até que o imperador D. Pedro II atingisse a maioridade.
Balaiada (1838–1841)
Revolta popular no Maranhão e Piauí envolvendo vaqueiros, artesãos e escravizados, debelada militarmente por Luís Alves de Lima e Silva.
Golpe da Maioridade (1840)
Manobra dos liberais para antecipar a coroação de D. Pedro II aos 14 anos, visando restabelecer a ordem e a unidade política do Império.
D. Pedro II
Segundo e último imperador do Brasil (1840–1889), governou por quase meio século durante a consolidação e queda do regime imperial.
Parlamentarismo às Avessas (1847)
Sistema em que o imperador nomeava o presidente do Conselho de Ministros, subordinando o poder parlamentar à vontade do Poder Moderador.
Praieira (1848–1850)
Última grande revolta provincial do Império, em Pernambuco, de caráter liberal e republicano, expressa no Manifesto ao Mundo.
Lei Eusébio de Queirós (1850)
Legislação imperial que proibiu em definitivo o tráfico transatlântico de escravizados para o Brasil, sob forte pressão da marinha britânica.
Lei de Terras (1850)
Norma que estabeleceu a compra direta como única forma de aquisição de terras públicas, dificultando o acesso de imigrantes e ex-escravizados.
Tarifa Alves Branco (1844)
Reforma alfandegária que elevou os impostos sobre importações, estimulando a receita estatal e as primeiras manufaturas industriais nacionais.
Barão de Mauá (Irineu Evangelista de Sousa)
Empresário e banqueiro pioneiro da industrialização e modernização dos transportes no Segundo Reinado, construtor da primeira ferrovia.
Guerra do Paraguai (1864–1870)
Maior conflito armado da América do Sul, opondo a Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) ao governo paraguaio de Solano López.
Duque de Caxias
Patrono do Exército Brasileiro, pacificou revoltas regenciais e comandou com sucesso as forças aliadas na fase decisiva da Guerra do Paraguai.
Batalha Naval do Riachuelo (1865)
Vitória naval crucial da Armada Brasileira liderada pelo Almirante Barroso, que assegurou o controle dos rios da Bacia do Prata.
Voluntários da Pátria
Corpos militares criados durante a Guerra do Paraguai formados por civis voluntários e escravizados prometidos de alforria.
Manifesto Republicano (1870)
Documento fundacional do Clube Republicano no Rio de Janeiro, que declarava a monarquia anacrônica e defendia o modelo federalista.
Lei do Ventre Livre (1871)
Lei Rio Branco que declarava livres os filhos de mulheres escravizadas nascidos a partir daquela data, condicionando sua posse aos senhores até a maioridade.
Questão Religiosa (1872–1875)
Crise diplomática e eclesiástica causada pela prisão de bispos que puniram clérigos maçons, desgastando a aliança entre Igreja e Império.
Questão Militar (década de 1880)
Atrito político entre oficiais do Exército, influenciados pelo positivismo e fortalecidos na Guerra do Paraguai, e o gabinete imperial civil.
Lei dos Sexagenários (1885)
Também chamada de Lei Saraiva-Cotegipe, libertava escravizados com mais de 60 anos mediante prestação compensatória de trabalho.
Lei Áurea (1888)
Assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, extinguiu formal e definitivamente a escravidão no território brasileiro.
Princesa Isabel
Herdeira do trono imperial e regente em três ocasiões, conhecida por sancionar a Lei do Ventre Livre e a Lei Áurea.
José do Patrocínio
Jornalista, escritor e orador negro fundamental na mobilização civil e de imprensa pela abolição imediata da escravidão.
Joaquim Nabuco
Diplomata, jurista e escritor recifense, cofundador da Sociedade Brasileira Contra a Escravidão e autor de O Abolicionismo.
Luís Gama
Jurista autodidata, poeta e ex-escravizado que libertou mais de quinhentos cativos perante os tribunais usando a legislação vigente.
André Rebouças
Engenheiro monarquista e intelectual negro de destaque no movimento abolicionista, defensor da reforma agrária para ex-escravos.
Benjamim Constant
Professor militar positivista da Escola Militar da Praia Vermelha, figura central na conspiração militar pela derrubada da monarquia.
Visconde de Ouro Preto
Último presidente do Conselho de Ministros do Império, cujo programa de reformas liberais foi interrompido pelo golpe republicano de 1889.
Marechal Deodoro da Fonseca
Militar veterano da Guerra do Paraguai que liderou a rebelião em 15 de novembro de 1889 e tornou-se o primeiro presidente da República.
Proclamação da República (1889)
Golpe militar e civil que destituiu D. Pedro II, extinguiu o regime imperial e instaurou o governo republicano provisório em 15 de novembro.
Banimento da Família Imperial (1889)
Decreto do Governo Provisório republicano que forçou a família real brasileira ao exílio imediato na Europa após o fim da monarquia.

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