Império Brasileiro

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Este conjunto aborda os principais períodos, acontecimentos e figuras históricas do Império do Brasil, sendo ideal para estudantes e concurseiros.

57 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 57

Divisão cronológica do Império do Brasil
Divide-se em Primeiro Reinado (1822–1831), Período Regencial (1831–1840) e Segundo Reinado (1840–1889).
Dia do Fico (1822)
Decisão de D. Pedro I de permanecer no Brasil em 9 de janeiro de 1822, desafiando as ordens das Cortes portuguesas.
Grito do Ipiranga (1822)
Proclamação formal da independência do Brasil por D. Pedro I em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga.
Noite da Agonia (1823)
Dissolução forçada da Assembleia Constituinte por tropas de D. Pedro I, que rejeitou o projeto constitucional liberal.
Constituição da Mandioca (1823)
Projeto constitucional não aprovado que estabelecia critério censitário baseado na produção de farinha de mandioca.
Constituição de 1824
Primeira constituição do país, outorgada por D. Pedro I; instituiu a monarquia hereditária e o Poder Moderador.
Poder Moderador
Quarto poder exclusivo do imperador, permitindo-lhe intervir nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Confederação do Equador (1824)
Revolta republicana e separatista em Pernambuco e províncias vizinhas contra o autoritarismo de D. Pedro I.
Frei Caneca
Líder e mártir republicano da Confederação do Equador, executado após o fracasso do movimento em 1825.
Guerra da Cisplatina (1825–1828)
Conflito entre Brasil e Províncias Unidas do Rio da Prata que resultou na independência do Uruguai.
Noite das Garrafadas (1831)
Confronto violento nas ruas do Rio de Janeiro entre apoiadores portugueses de D. Pedro I e opositores liberais brasileiros.
Abdicação de D. Pedro I (1831)
Renúncia de D. Pedro I em favor de seu filho de 5 anos para assumir a coroa portuguesa como D. Pedro IV.
Regência Trina Provisória (1831)
Governo provisório formado após a abdicação até a eleição de uma regência trina permanente pelo Parlamento.
Regência Trina Permanente (1831–1835)
Governo colegiado que buscou estabilizar o país frente a agitações sociais e divisões políticas internas.
Criação da Guarda Nacional (1831)
Força paramilitar criada pelo ministro Feijó para conter revoltas e defender os interesses das elites locais.
Ato Adicional de 1834
Emenda liberal à Constituição de 1824 que criou assembleias provinciais e transformou a regência em una.
Regência Una de Feijó (1835–1837)
Governo regencial marcado por tensões políticas intensas e pela eclosão de revoltas provinciais violentas.
Regência Una de Araújo Lima (1837–1840)
Governo conservador conhecido como Regresso, voltado a recentralizar o poder e anular reformas descentralizadoras.
Revolta dos Malês (1835)
Levante de escravizados muçulmanos em Salvador que lutou pelo fim da escravidão e pela liberdade religiosa.
Cabanagem (1835–1840)
Revolta popular violenta no Grão-Pará, onde a população pobre tomou o poder local antes de ser massacrada pelas tropas imperiais.
Guerra dos Farrapos (1835–1845)
Revolta da elite estancieira do Rio Grande do Sul contra impostos imperiais sobre o charque, proclamando repúblicas no Sul.
Sabinada (1837–1838)
Levante de classe média na Bahia que proclamou uma república transitória até a maioridade do imperador.
Balaiada (1838–1841)
Insurreição popular no Maranhão liderada por vaqueiros e artesãos, duramente reprimida por Luís Alves de Lima e Silva.
Lei de Interpretação do Ato Adicional (1840)
Medida do Regresso conservador que restringiu a autonomia das províncias e devolveu poderes ao governo central.
Golpe da Maioridade (1840)
Manobra liberal que antecipou a maioridade de D. Pedro II aos 14 anos para restaurar a ordem institucional.
Revoltas Liberais de 1842
Levantes em São Paulo e Minas Gerais promovidos por liberais contra medidas centralizadoras dos conservadores.
Tarifa Alves Branco (1844)
Reforma alfandegária protecionista que elevou taxas sobre produtos importados, estimulando a manufatura nacional.
Bill Aberdeen (1845)
Lei britânica autorizando apreensão de navios negreiros em qualquer parte do oceano, pressionando o Brasil a proibir o tráfico.
Revolução Praieira (1848–1850)
Último grande levante liberal do Império, ocorrido em Pernambuco, defendendo voto livre e expulsão de comerciantes portugueses.
Lei Eusébio de Queirós (1850)
Legislação imperial que extinguiu definitivamente o tráfico transatlântico de escravizados para o Brasil.
Lei de Terras (1850)
Norma que estabeleceu a compra formal como único meio de obter terras públicas, excluindo ex-cativos e imigrantes pobres.
Gabinete de Conciliação (1853–1858)
Período político liderado pelo Marquês de Paraná que uniu membros conservadores e liberais no governo ministerial.
Parlamentarismo às Avessas
Modelo político onde o Poder Moderador escolhia o chefe do gabinete antes da formação do Parlamento, invertendo o padrão britânico.
Partidos Conservador e Liberal
Principais forças políticas imperiais que disputavam o poder, embora compartilhassem origens socioeconômicas semelhantes.
Expansão da cafeicultura no Vale do Paraíba
Ciclo de grande expansão econômica imperial baseado em latifúndios, técnicas tradicionais e trabalho escravizado.
Oeste Paulista cafeeiro
Região que superou o Vale do Paraíba ao adotar ferrovias, terras férteis de terra roxa e trabalho imigrante assalariado.
Era Mauá
Fase de modernização industrial e de transportes liderada pelo empresário e banqueiro Irineu Evangelista de Sousa.
Guerra contra Oribe e Rosas (1851–1852)
Intervenção armada imperial no Prata para derrubar os governantes uruguaio e argentino que ameaçavam interesses brasileiros.
Guerra contra Aguirre (1864–1865)
Operação militar brasileira no Uruguai contra o líder blanco, fator imediato para o início da Guerra do Paraguai.
Guerra do Paraguai (1864–1870)
Maior conflito armado da América do Sul, opondo a Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) ao regime de Solano López.
Tríplice Aliança (1865)
Tratado militar defensivo e ofensivo firmado entre Brasil, Argentina e Uruguai contra as ações ofensivas do Paraguai.
Batalha do Riachuelo (1865)
Vitória naval decisiva da esquadra brasileira que garantiu o controle aliado da bacia platina durante a guerra.
Batalha de Curupaiti (1866)
Pior derrota sofrida pela Tríplice Aliança durante o conflito paraguaio, gerando recuo e reorganização das tropas aliadas.
Duque de Caxias
Luís Alves de Lima e Silva, general e político monarquista que reestruturou o exército e comandou a invasão de Assunção.
Dezembrada (1868)
Série de vitórias militares decisivas de Caxias sobre as forças paraguaias em dezembro de 1868, selando o rumo da guerra.
Voluntários da Pátria
Corpos militares criados para mobilizar civis e escravizados alforriados para lutar na Guerra do Paraguai.
Manifesto Republicano (1870)
Documento fundacional do Partido Republicano no Rio de Janeiro que declarava a incompatibilidade da monarquia com a América.
Convenção de Itu (1873)
Primeira reunião oficial de fazendeiros paulistas que fundou o Partido Republicano Paulista (PRP).
Questão Religiosa (1872–1875)
Crise entre o imperador e a Igreja após bispos punirem clérigos maçons, desobedecendo a proibição do Padroado civil.
Padroado Régio
Prerrogativa da Coroa de aprovar bulas papais e indicar clérigos a cargos eclesiásticos em território imperial.
Questão Militar (década de 1880)
Atrito político gerado por punições imperiais a oficiais que opinavam na imprensa, aproximando os militares do republicanismo.
Positivismo no Exército
Filosofia de Auguste Comte amplamente adotada nas academias militares, pregando ordem, progresso e modernização tecnocrática.
Lei do Ventre Livre (1871)
Legislação que considerava livres os filhos de mulheres escravizadas nascidos a partir daquela data, sob tutela do senhor.
Lei dos Sexagenários (1885)
Medida que libertava escravizados com mais de 60 anos, exigindo prestação de serviços indenizatória até os 65.
Lei Áurea (1888)
Lei assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888 que extinguiu incondicionalmente a escravidão no Brasil.
Movimento Abolicionista
Mobilização social ampla com figuras como Joaquim Nabuco, André Rebouças e José do Patrocínio para erradicar a escravatura.
Golpe republicano de 15 de novembro de 1889
Levante militar liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca que derrubou a monarquia e instaurou a República no Brasil.

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