Primeiro e Segundo Reinado

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Estudo sobre os principais eventos, personagens e constituições do Primeiro e Segundo Reinado na história do Brasil.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 52

Primeiro Reinado (1822-1831)
Período da história brasileira iniciado com a Independência e encerrado com a abdicação de Dom Pedro I, marcado por forte instabilidade política e autoritarismo.
Dia do Fico (1822)
Dia 9 de janeiro de 1822, quando D. Pedro declarou que permaneceria no Brasil, desobedecendo às ordens das Cortes portuguesas e acelerando a ruptura com Lisboa.
Constituição da Mandioca (1823)
Projeto constitucional de base censitária rural que limitava o poder monárquico e foi dissolvido por tropas imperiais por ordem de Dom Pedro I.
Noite da Agonia (1823)
Episódio de novembro de 1823 em que D. Pedro I cercou a Assembleia Constituinte com o Exército, dissolvendo-a e prendendo deputados da oposição.
Constituição de 1824
Primeira Carta Magna do Brasil, outorgada por D. Pedro I; instituiu a monarquia unitária, o voto censitário e indireto, e o Poder Moderador.
Poder Moderador
Quarto poder exclusivo do imperador, baseado nas ideias de Benjamin Constant, que permitia interferir e sobrepor-se aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Padroado e Beneplácito
Mecanismos que subordinavam a Igreja Católica ao Estado imperial brasileiro, concedendo ao imperador a nomeação de bispos e a validação de bulas papais.
Confederação do Equador (1824)
Revolta separatista e republicana no Nordeste, liderada por Pernambuco contra o autoritarismo de D. Pedro I e a centralização da Constituição de 1824.
Frei Caneca
Religioso, jornalista e líder da Confederação do Equador; condenado à morte e fuzilado pelo regime imperial por sua oposição ferrenha ao absolutismo.
Reconhecimento da Independência pelos EUA (1824)
Primeiro país a reconhecer formalmente a autonomia brasileira, aplicando os princípios da Doutrina Monroe de rejeição ao colonialismo europeu.
Tratado de Reconhecimento com Portugal (1825)
Acordo intermediado pela Grã-Bretanha no qual o Brasil assumiu uma dívida portuguesa de dois milhões de libras esterlinas em troca do aval de sua soberania.
Guerra da Cisplatina (1825-1828)
Conflito militar contra as Províncias Unidas do Rio da Prata pelo controle do atual Uruguai; gerou enorme crise econômica e perda territorial ao Império.
Tratado de 1827 com a Grã-Bretanha
Compromisso diplomático que manteve tarifas alfandegárias preferenciais de 15% aos produtos britânicos e prometeu o fim do tráfico negreiro em três anos.
Assassinato de Líbero Badaró (1830)
Homicídio do jornalista liberal em São Paulo, atribuído a aliados do monarca, que deflagrou intensa onda de revolta pública contra o governo imperial.
Noite das Garrafadas (1831)
Conflito violento nas ruas do Rio de Janeiro entre portugueses absolutistas e brasileiros liberais, intensificando a crise terminal do Primeiro Reinado.
Abdicação de Dom Pedro I (1831)
Renúncia formal ao trono brasileiro em favor de seu filho de cinco anos, ocorrida em 7 de abril de 1831 devido ao isolamento político e à crise sucessória em Portugal.
Período Regencial (1831-1840)
Fase transitória de governo por regentes até a maioridade do príncipe herdeiro, marcada por descentralização política, reformas institucionais e graves revoltas provinciais.
Golpe da Maioridade (1840)
Manobra política articulada por liberais para antecipar a coroação de D. Pedro II aos 14 anos, visando restaurar a ordem social e a autoridade central.
Segundo Reinado (1840-1889)
Mais longo período monárquico brasileiro, sob D. Pedro II, caracterizado por estabilidade política, hegemonia do café e transição para o trabalho livre.
Revoltas Liberais de 1842
Levantes armados em São Paulo e Minas Gerais promovidos por liberais contra medidas centralizadoras dos conservadores, contidos por Luís Alves de Lima e Silva.
Tarifa Alves Branco (1844)
Reforma alfandegária que elevou as taxas de importação para até 60%, aumentando as rendas estatais e estimulando as primeiras indústrias nacionais.
Bill Aberdeen (1845)
Lei do Parlamento britânico autorizando a Marinha Real a apreender navios negreiros em qualquer oceano e julgar seus tripulantes por pirataria.
Parlamentarismo às Avessas (1847)
Sistema de governo em que o imperador nomeava o presidente do Conselho de Ministros antes das eleições, invertendo a lógica do modelo britânico clássico.
Revolução Praieira (1848-1850)
Última grande revolta liberal e popular do Império, ocorrida em Pernambuco, que exigia voto livre, liberdade de imprensa e nacionalização do comércio varejista.
Manifesto ao Mundo (1848)
Programa político dos rebeldes praieiros redigido por Borges da Fonseca, sintetizando demandas por sufrágio universal masculino e extinção do Poder Moderador.
Lei Eusébio de Queirós (1850)
Legislação imperial que extinguiu definitivamente o tráfico transatlântico de africanos escravizados para o Brasil sob forte pressão armada britânica.
Lei de Terras (1850)
Norma que estabeleceu a compra direta como única forma de aquisição de terras públicas, concentrando a posse fundiária e impedindo o acesso de libertos e imigrantes.
Tráfico Interprovincial de Escravizados
Deslocamento maciço de cativos do Nordeste decadente para as prósperas lavouras de café do Vale do Paraíba e Oeste Paulista após o fim do tráfico externo.
Gabinete de Conciliação (1853-1858)
Ministério chefiado pelo Marquês de Paraná que uniu membros moderados dos partidos Liberal e Conservador para estabilizar a administração imperial.
Barão de Mauá
Irineu Evangelista de Sousa, empresário pioneiro do Segundo Reinado responsável por ferrovias, navegação a vapor, iluminação a gás e o primeiro cabo submarino.
Ciclo do Café no Vale do Paraíba
Fase inicial da cafeicultura no Rio de Janeiro e São Paulo, baseada em latifúndios monocultores, mão de obra escravizada e técnicas agrícolas predatórias.
Ciclo do Café no Oeste Paulista
Expansão cafeeira com solo de terra roxa fértil, uso progressivo de trabalho assalariado imigrante, ferrovia e visão empresarial modernizadora.
Sistema de Parceria
Primeiro modelo de atração de imigrantes europeus, idealizado pelo Senador Vergueiro, fracassado devido a dívidas opressivas e conflitos com fazendeiros.
Imigração Subsidiada
Política pública em que o governo da província financiava a viagem dos imigrantes até as fazendas paulistas, viabilizando o sistema de colonato.
Questão Christie (1862-1865)
Crise diplomática entre Brasil e Grã-Bretanha deflagrada por atritos navais e diplomáticos com o embaixador William Christie, resultando em rompimento temporário.
Tríplice Aliança (1865)
Coalizão militar firmada entre Brasil, Argentina e Uruguai por meio de tratado secreto para combater o Paraguai de Solano López.
Guerra do Paraguai (1864-1870)
Maior conflito armado da América do Sul, que fortaleceu politicamente o Exército brasileiro mas agravou o endividamento do Império e as contradições escravistas.
Batalha do Riachuelo (1865)
Confronto naval decisivo no rio Paraná vencido pela esquadra brasileira sob comando do Almirante Barroso, bloqueando as vias de acesso fluviais do Paraguai.
Voluntários da Pátria
Corpos militares criados para a Guerra do Paraguai compostos por civis, incluindo muitos escravizados enviados por proprietários em troca de alforria após o conflito.
Duque de Caxias no Segundo Reinado
Patrono do Exército que pacificou províncias rebeladas e comandou com êxito as tropas imperiais nas fases decisivas da Guerra do Paraguai.
Manifesto Republicano (1870)
Documento fundacional do Clube Republicano no Rio de Janeiro que declarava a monarquia incompatível com o desenvolvimento democrático do continente americano.
Convenção de Itu (1873)
Encontro em São Paulo que reuniu grandes cafeicultores paulistas e fundou o Partido Republicano Paulista (PRP), aliando federalismo ao café.
Lei do Ventre Livre (1871)
Legislação abolicionista que declarou livres os filhos de mulheres escravizadas nascidos a partir daquela data, mantendo tutela patronal até a maioridade.
Questão Religiosa (1872-1875)
Conflito entre bispos católicos ultramontanos e o Império por conta da maçonaria, culminando na prisão de clérigos e na perda do apoio eclesial à Coroa.
Revolta do Quebra-Quilos (1874)
Insurreição popular no Nordeste contra a imposição governamental do sistema métrico decimal e o aumento de impostos municipais.
Questão Militar (1883-1887)
Desgaste político entre oficiais do Exército e ministros civis do gabinete imperial em torno do direito dos militares de debater assuntos políticos na imprensa.
Positivismo no Exército
Doutrina de Auguste Comte adotada na Escola Militar da Praia Vermelha por Benjamin Constant, que via as Forças Armadas como agentes da ordem e do progresso científico.
Lei dos Sexagenários ou Saraiva-Cotegipe (1885)
Lei que libertava escravizados com mais de 60 anos, exigindo três anos de trabalho indenizatório prévio, sendo amplamente criticada por sua ineficácia.
Movimento Abolicionista
Campanha social e jornalística liderada por figuras como Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, André Rebouças e Luiz Gama para extinguir a escravidão.
Lei Áurea (1888)
Norma assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888 que aboliu formalmente a escravidão no Brasil sem indenizar os antigos proprietários.
Republicanos de 13 de Maio
Fazendeiros e escravocratas tradicionais que romperam com a monarquia e apoiaram o movimento republicano após a abolição desprovida de indenizações financeiras.
Proclamação da República (1889)
Levante militar liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca em 15 de novembro de 1889 que depôs o ministério imperial e pôs fim à monarquia no Brasil.

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