Conceitos de Ecossistema 2

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Conceitos fundamentais e componentes de ecossistemas voltados para estudantes.

104 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Ecologia e meio ambiente Publicado
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Cartões · 104

Ecossistema
Conjunto formado pela interação entre os seres vivos (fatores bióticos) e o ambiente físico-químico (fatores abióticos) em uma determinada área.
Fatores bióticos
Todos os elementos vivos de um ecossistema, incluindo plantas, animais, fungos, bactérias e protozoários.
Fatores abióticos
Componentes não vivos de um ecossistema que influenciam a vida, como água, luz solar, temperatura, solo, umidade e vento.
População ecológica
Grupo de indivíduos da mesma espécie que vive e se reproduz em uma mesma área geográfica durante um período específico.
Comunidade biológica (Biocenose)
Conjunto de todas as populações de diferentes espécies que coexistem e interagem em uma determinada área.
Biótopo
Área física e condições ambientais específicas que sustentam uma determinada comunidade biológica.
Biosfera
Região do planeta Terra onde existe vida, englobando a atmosfera inferior, a hidrosfera e a superfície da litosfera.
Habitat
Local físico específico onde uma espécie vive, encontra abrigo, alimento e condições adequadas para se reproduzir.
Nicho ecológico
Papel funcional ou modo de vida de uma espécie no ecossistema, incluindo hábitos alimentares, reprodução e interações.
Autotróficos (Produtores)
Organismos capazes de produzir seu próprio alimento orgânico a partir de compostos inorgânicos, principalmente via fotossíntese ou quimiossíntese.
Heterotróficos (Consumidores)
Organismos que não produzem seu próprio alimento e precisam ingerir outros seres vivos para obter energia e nutrientes.
Consumidores primários
Herbívoros que se alimentam diretamente dos produtores, ocupando o segundo nível trófico na cadeia alimentar.
Consumidores secundários
Carnívoros ou onívoros que se alimentam de consumidores primários, ocupando o terceiro nível trófico.
Decompositores
Organismos heterotróficos, como fungos e bactérias, que degradam matéria orgânica morta em nutrientes inorgânicos reutilizáveis.
Nível trófico
Posição ocupada por um organismo em uma cadeia alimentar com base na sua fonte primária de energia e nutrientes.
Cadeia alimentar
Sequência linear unidirecional de transferência de matéria e energia entre organismos de diferentes níveis tróficos.
Teia alimentar
Rede complexa de cadeias alimentares interligadas que representa as múltiplas relações alimentares em um ecossistema.
Fluxo de energia
Passagem unidirecional e decrescente de energia ao longo dos níveis tróficos, dissipando-se parcialmente na forma de calor.
Ciclo da matéria
Circulação contínua e cíclica de elementos químicos essenciais entre os seres vivos e o ambiente abiótico.
Pirâmide de energia
Representação gráfica que ilustra a quantidade de energia acumulada e transferida em cada nível trófico ao longo do tempo.
Pirâmide de biomassa
Diagrama que mostra a massa seca total de matéria orgânica presente em cada nível trófico de uma comunidade.
Pirâmide de números
Representação gráfica da quantidade total de indivíduos vivos em cada nível trófico de uma cadeia alimentar.
Produtividade primária bruta (PPB)
Taxa total de matéria orgânica ou energia solar fixada pelos produtores fotossintetizantes em um dado período.
Produtividade primária líquida (PPL)
Quantidade de biomassa que sobra para os herbívoros após o produtor consumir parte da energia em sua própria respiração celular.
Bioma
Grande unidade ecológica com vegetação característica e fauna adaptada, determinada por padrões climáticos regionais.
Ecótono
Zona de transição entre dois ecossistemas ou biomas adjacentes, frequentemente marcada por alta biodiversidade.
Espécie-chave (Keystone)
Espécie que exerce um impacto desproporcionalmente grande na estrutura, estabilidade e diversidade do seu ecossistema.
Capacidade de carga
Tamanho máximo de população que os recursos limitados de um ambiente conseguem sustentar indefinidamente.
Sucessão ecológica primária
Processo de colonização biológica que ocorre em áreas previamente estéreis, sem solo ou vida anterior, como rochas nuas.
Sucessão ecológica secundária
Recuperação gradual da comunidade biológica em uma área onde o solo preexistente permaneceu intacto após um distúrbio.
Comunidade pioneira
Primeiras espécies adaptadas a condições severas que colonizam um substrato inóspito, como líquens e musgos.
Comunidade clímax
Estágio final e estável de uma sucessão ecológica, caracterizado pelo equilíbrio dinâmico e máxima complexidade.
Mutualismo
Relação ecológica interespecífica benéfica para ambas as partes, indispensável para a sobrevivência de ao menos uma delas.
Protocooperação
Interação ecológica positiva e harmoniosa em que ambas as espécies se beneficiam, embora a associação não seja obrigatória.
Comensalismo
Interação biológica na qual uma espécie obtém alimento ou restos alimentares sem prejudicar nem beneficiar a outra.
Inquilinismo
Relação onde uma espécie se abriga ou se apoia sobre outra sem lhe causar qualquer prejuízo biológico significativo.
Competição interespecífica
Disputa por recursos limitados como água, luz ou presas entre populações de espécies diferentes no mesmo ecossistema.
Competição intraespecífica
Disputa por recursos vitais, parceiros reprodutivos ou território entre indivíduos que pertencem à mesma espécie.
Predação
Relação ecológica desarmônica na qual um animal caça, mata e consome outro indivíduo para se alimentar.
Parasitismo
Relação desarmônica onde um organismo vive às custas de um hospedeiro, extraindo nutrientes e causando-lhe danos graduais.
Amensalismo
Interação ecológica onde uma espécie inibe ou impede o crescimento e desenvolvimento de outra por secreção química.
Detritívoros
Animais que se alimentam de detritos físicos, fezes e matéria orgânica em fragmentação, acelerando a decomposição.
Ciclo do carbono
Ciclo biogeoquímico no qual o carbono é fixado por fotossíntese e liberado por respiração, decomposição e queima de combustíveis.
Ciclo do nitrogênio
Transformação contínua do gás nitrogênio atmosférico em formas solúveis e assimiláveis por bactérias e plantas.
Bioacumulação
Acúmulo progressivo de compostos químicos ou poluentes nos tecidos biológicos de um organismo ao longo de sua vida.
Magnificação trófica
Aumento na concentração de toxinas não biodegradáveis em níveis tróficos progressivamente mais altos da cadeia alimentar.
Resiliência ecológica
Capacidade de um ecossistema se recuperar, reorganizar e retornar ao equilíbrio após sofrer um distúrbio ou choque.
Eutrofização
Aporte excessivo de nutrientes em corpos hídricos, gerando proliferação de algas, anoxia e morte de organismos aquáticos.
Serviços ecossistêmicos
Benefícios diretos e indiretos que os ecossistemas naturais fornecem à sobrevivência e ao bem-estar da sociedade humana.
Princípio de Gause (Exclusão competitiva)
Regra ecológica segundo a qual duas espécies com nichos ecológicos idênticos não conseguem coexistir por muito tempo no mesmo habitat.
Zona fótica
Camada superficial de corpos d'água onde a luz solar penetra com intensidade suficiente para sustentar a fotossíntese.
Zona afótica
Região profunda de ecossistemas aquáticos onde a penetração de luz é insuficiente ou nula para permitir a fotossíntese.
Plâncton
Conjunto de organismos microscópicos ou de pequeno porte que flutuam à deriva em corpos d'água, incapazes de vencer correntes.
Fitoplâncton
Fração autotrófica e fotossintetizante do plâncton, composta majoritariamente por algas unicelulares e cianobactérias.
Zooplâncton
Fração heterotrófica do plâncton, formada por protozoários, microcrustáceos e larvas de animais que se alimentam de algas e detritos.
Nécton
Conjunto de animais aquáticos dotados de locomoção ativa capazes de nadar livremente contra as correntes, como peixes e cetáceos.
Bentos
Organismos que vivem fixos, enterrados ou rastejando no leito de ecossistemas aquáticos, como corais, estrelas-do-mar e anelídeos.
Ecossistema lótico
Corpos de água doce caracterizados por águas correntes e fluxo unidirecional constante, a exemplo de rios, córregos e riachos.
Ecossistema lêntico
Corpos de água doce de águas paradas ou de fluxo muito lento, tais como lagos, lagoas, represas e poças permanentes.
Zona pelágica
Massa de água aberta de mares e oceanos, não associada diretamente à proximidade imediata da costa ou do assoalho marinho.
Zona abissal
Camada oceânica profunda, geralmente entre 4.000 e 6.000 metros, caracterizada por escuridão total, frio extremo e altíssima pressão.
Manguezal
Ecossistema costeiro de transição tropical e subtropical, sujeito ao regime de marés e colonizado por vegetação halófita adaptada a solos lodosos e anóxicos.
Recife de coral
Estrutura marinha biogênica de alta biodiversidade formada pela deposição contínua de carbonato de cálcio por colônias de corais e algas calcárias.
Estuário
Área costeira semi-fechada onde a água doce dos rios encontra e se mistura gradualmente com a água salgada do oceano.
Termoclina
Camada vertical intermediária em corpos d'água onde ocorre uma rápida transição de temperatura ao longo de uma pequena profundidade.
Ressurgência marinha
Fenômeno oceanográfico no qual ventos deslocam águas superficiais, permitindo que águas profundas, frias e ricas em nutrientes subam à superfície.
Serapilheira
Camada de matéria orgânica morta sobre o solo da floresta, composta por folhas secas, galhos, frutos e restos orgânicos em decomposição.
Zona bentônica
Região ecológica correspondente ao substrato rochoso ou sedimentar no fundo de qualquer ambiente aquático marinho ou de água doce.
Permafrost
Camada de solo ou sedimento permanentemente congelada típica de regiões polares e da tundra ártica por pelo menos dois anos consecutivos.
Espécie endêmica
Espécie vegetal ou animal cuja distribuição geográfica é naturalmente restrita a uma região geográfica, ecossistema ou ilha específica.
Espécie exótica invasora
Espécie introduzida fora de sua área de distribuição natural que se reproduz intensamente, prejudica espécies nativas e desequilibra o ecossistema.
Espécie bioindicadora
Organismo cuja presença, ausência, abundância ou condição morfológica reflete a qualidade ambiental ou o nível de poluição do meio.
Zona ripária (Mata ciliar)
Faixa de vegetação terrestre que margeia cursos d'água, essencial para estabilizar margens, conter sedimentos e filtrar poluentes.
Camada de ozônio
Região da estratosfera terrestre que concentra o gás ozônio (O3), atuando como barreira contra radiações solares ultravioleta nocivas à biosfera.
Efeito de borda
Alterações abióticas e bióticas na periferia de um fragmento de habitat natural causadas pelo contato direto com matrizes antrópicas alteradas.
Fragmentação de habitat
Processo de quebra e subdivisão de habitats contínuos em manchas menores e isoladas devido à expansão urbana ou agropecuária.
Corredor ecológico
Faixa de vegetação nativa mantida ou restaurada que conecta fragmentos florestais isolados, facilitando o fluxo gênico e o deslocamento da fauna.
Zona litorânea
Região costeira ou margem rasa de ambientes aquáticos onde a luz alcança o fundo e permite o enraizamento de plantas aquáticas macrofíticas.
Fissura hidrotermal marinha
Fenda geotérmica no leito oceânico profundo que ejeta água superaquecida rica em minerais, sustentando ecossistemas baseados em quimiossíntese.
Hotspot de biodiversidade
Área biogeográfica com excepcional concentração de espécies endêmicas e que já perdeu mais de 70% de sua vegetação original.
Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)
Quantidade de oxigênio dissolvido consumida por micro-organismos aeróbios para oxidar e degradar a matéria orgânica presente na água.
Camuflagem
Adaptação morfológica ou cromática que permite a um organismo mesclar-se visualmente ao padrão do seu ambiente físico para evitar predadores ou presas.
Mimetismo
Adaptação evolutiva na qual uma espécie ganha vantagens de sobrevivência por se assemelhar visualmente a outra espécie venenosa ou intragável.
Aposematismo
Padrão de coloração viva e chamativa exibido por organismos venenosos ou de gosto desagradável como advertência explícita a predadores.
Oxigênio dissolvido
Fração gasosa de oxigênio incorporada e disponível na massa líquida, fundamental para a manutenção da respiração de seres aquáticos.
Salinidade
Fator abiótico que expressa a concentração total de sais minerais dissolvidos na água, influenciando diretamente a osmorregulação dos organismos.
Turbidez
Medida do grau de perda de transparência da água causada pela presença de partículas sólidas coloidais ou sedimentos em suspensão.
Alóctone (Matéria)
Material orgânico ou inorgânico que adentra um ecossistema aquático vindo de fontes externas circundantes, como folhas e insetos terrestres.
Autóctone (Matéria)
Matéria orgânica produzida internamente no próprio ecossistema por meio de seus produtores primários residentes, como fitoplâncton e macrófitas.
Estratificação vertical vegetal
Disposição em diferentes andares estruturais da comunidade de plantas em florestas, como estrato herbáceo, arbustivo, de sub-bosque e dossel.
Dossel florestal
Andar superior contínuo formado pelas copas das árvores mais altas em uma floresta, recebendo o impacto direto da insolação e chuvas.
Epifitismo
Relação ecológica em que uma planta cresce sobre o tronco ou galho de outra buscando melhor acesso à luz, sem dela retirar seiva ou nutrientes.
Halofitismo
Conjunto de adaptações fisiológicas e anatômicas que permitem a vegetais colonizarem e sobreviverem em ambientes de alta salinidade.
Xerofitismo
Conjunto de adaptações anatômicas e fisiológicas de vegetais para reduzir a perda de água e suportar a aridez prolongada de solos secos.
Húmus
Fração coloidal e escura do solo resultante da decomposição biológica avançada e estabilizada de resíduos de origem animal e vegetal.
Acidificação dos oceanos
Redução sistemática do pH marinho provocada pela absorção excessiva de dióxido de carbono antropogênico atmosférico pela água do mar.
Zona entremarés (Intertidal)
Área da costa litorânea exposta ao ar atmosférico durante a maré baixa e totalmente submersa sob a coluna d'água durante a maré alta.
Área úmida (Wetland)
Área de terreno saturada por água de forma sazonal ou permanente, com solos hidromórficos e adaptada à biota aquática e palustre.
Ciclo do fósforo
Ciclo biogeoquímico de natureza predominantemente sedimentar que transporta fosfatos das rochas para a água, solo, plantas e teias alimentares.
Resistência ambiental
Conjunto de fatores limitantes bióticos e abióticos que impedem uma população de atingir ou sustentar seu potencial biótico irrestrito.
Potencial biótico
Capacidade teórica inata máxima de uma população para aumentar numericamente seus indivíduos em condições ambientais ideais e ilimitadas.
Zona batial
Zona ecológica do assoalho marinho e águas abertas que se estende aproximadamente dos 200 aos 4.000 metros de profundidade no talude continental.
Organismo estenohalino
Espécie aquática incapaz de tolerar oscilações amplas nos níveis de salinidade do meio, vivendo estritamente em faixas muito estreitas de sal.
Organismo eurihalino
Espécie aquática adaptada fisiologicamente a suportar amplas variações na salinidade do meio hídrico, como muitos peixes estuarinos.

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