Domínio Morfoclimático Amazônico
Estudo das características físicas, climáticas e ecológicas do domínio morfoclimático amazônico para estudantes.
Cartões · 50
- Definição de domínio morfoclimático amazônico
- Vasta área marcada por clima equatorial quente e úmido, relevo de baixas altitudes e floresta latifoliada densa.
- Clima predominante
- Clima equatorial, caracterizado por altas temperaturas, baixa amplitude térmica anual e elevada pluviosidade.
- Amplitude térmica anual no domínio
- Muito baixa, mantendo médias térmicas elevadas durante praticamente todos os meses do ano.
- Regime de precipitação
- Chuvas abundantes e bem distribuídas ao longo do ano, geralmente superando 2.000 mm anuais.
- Chuvas convectivas (ou de zênite)
- Precipitações diárias e intensas resultantes da forte evaporação e evapotranspiração associadas ao calor.
- Massa Equatorial Continental (mEc)
- Massa de ar quente e extremamente úmida originada na própria Amazônia, responsável pela alta umidade regional.
- Fenômeno da friagem
- Queda brusca de temperatura no sudoeste amazônico causada pela penetração da Massa Polar Atlântica no inverno.
- Rios voadores
- Fluxos aéreos de vapor d'água gerados pela floresta que transportam umidade para o Centro-Sul da América do Sul.
- Evapotranspiração da floresta
- Processo pelo qual a vegetação transfere enormes volumes de água para a atmosfera, alimentando o ciclo das chuvas.
- Relevo predominante
- Composto por planícies fluviais, depressões marginais e baixos platôs ou tabuleiros de altitudes modestas.
- Depressão da Amazônia Ocidental e Oriental
- Unidades geomorfológicas rebaixadas por processos erosivos que ocupam a maior parte do domínio.
- Planície do Rio Amazonas
- Faixa estreita e sedimentar ao longo da calha principal do rio sujeita a inundações frequentes.
- Planaltos residuais norte-amazônicos
- Formações rochosas antigas que abrigam os pontos mais altos do Brasil, como o Pico da Neblina.
- Bacia Hidrográfica Amazônica
- Maior bacia hidrográfica do mundo em volume de vazão e extensão territorial drenada.
- Regime fluvial do Rio Amazonas
- Regime misto (complexo), alimentado tanto pelo derretimento de neves andinas quanto pelas chuvas equatoriais.
- Rio Amazonas: características do canal
- Extenso, profundo, de declividade suave e navegável em quase toda a sua extensão territorial.
- Rios de águas brancas (ou barrentas)
- Rios ricos em sedimentos andinos e nutrientes, de pH neutro, como os rios Solimões, Madeira e Amazonas.
- Rios de águas pretas
- Rios com alta concentração de ácidos húmicos da decomposição vegetal, águas ácidas e poucos sedimentos, como o Rio Negro.
- Rios de águas claras
- Rios originários dos escudos cristalinos antigos com baixa carga sedimentar e boa transparência, como o Tapajós e o Xingu.
- Encontro das Águas
- Confluência dos rios Negro e Solimões que correm lado a lado sem se misturar devido a diferenças de densidade, velocidade e temperatura.
- Pororoca
- Fenômeno de encontro das águas oceânicas com a corrente fluvial amazônica, gerando ondas de grande força.
- Estrutura vertical da floresta
- Vegetação estratificada em dossel contínuo fechado, árvores emergentes e sub-bosque sombreado.
- Vegetação latifoliada
- Folhas largas e grandes adaptadas à alta incidência solar e à intensa transpiração.
- Vegetação perenifólia
- Espécies que mantêm suas folhas verdes durante todo o ano, sem desfolhação sazonal acentuada.
- Vegetação higrófila
- Plantas adaptadas a solos saturados de água e ambientes permanentemente úmidos.
- Mata de Igapó
- Estrato vegetal permanentemente inundado ao longo dos rios, com espécies como a vitória-régia.
- Mata de Várzea
- Estrato vegetal periodicamente inundado durante as cheias dos rios, com solos férteis pela deposição de sedimentos.
- Mata de Terra Firme
- Estrato localizado em áreas nunca inundadas, abrigando as maiores árvores, como a castanheira e a sumaúma.
- Dossel florestal
- Teto contínuo formado pelas copas interligadas das árvores a cerca de 30 a 40 metros de altura.
- Árvores emergentes
- Indivíduos arbóreos gigantes que ultrapassam a altura média do dossel contínuo, alcançando até 60 metros.
- Epífitas no domínio amazônico
- Plantas como orquídeas e bromélias que se apoiam em árvores em busca de luminosidade sem parasitá-las.
- Lianas e cipós
- Trepadeiras lenhosas abundantes que interligam os diferentes estratos e copas da vegetação.
- Biodiversidade amazônica
- Uma das maiores concentrações de espécies animais e vegetais do planeta, com alto endemismo biológico.
- Fertilidade natural dos solos amazônicos
- Solos predominantemente pobres em nutrientes minerais, muito intemperizados e lixiviados.
- Lixiviação
- Lavagem e remoção de nutrientes hidrossolúveis da camada superficial do solo pelas chuvas frequentes.
- Laterização
- Acúmulo de hidróxidos de ferro e alumínio no solo oxidado, formando crostas duras quando desmatado.
- Serapilheira (ou manta morta)
- Camada superficial de folhas, galhos e matéria orgânica em decomposição que nutre a floresta.
- Ciclagem de nutrientes
- Mecanismo autossustentável em que fungos e microrganismos decompõem a serapilheira rapidamente, devolvendo nutrientes às raízes.
- Raízes tabulares (sapopemas)
- Raízes alargadas e superficiais que oferecem suporte mecânico a árvores altas em solos rasos.
- Micorrizas no solo amazônico
- Fungos simbióticos que auxiliam as raízes superficiais a absorver nutrientes da serapilheira com máxima eficácia.
- Terra preta de índio
- Solos antropogênicos escuros e altamente férteis gerados por populações pré-colombianas na Amazônia.
- Amazônia Legal
- Conceito político-administrativo brasileiro criado para planejar o desenvolvimento regional do Norte e adjacências.
- Amazônia Internacional (Pan-Amazônica)
- Extensão do bioma amazônico que abrange nove países e territórios da América do Sul.
- Arco do Desmatamento
- Faixa nas bordas sul e leste da Amazônia com intensa perda florestal por pecuária e lavoura de grãos.
- Grilagem de terras
- Prática ilegal de apropriação e falsificação de documentos fundiários em áreas de floresta pública.
- Garismo e contaminação hídrica
- Extração mineral ilegal que assoreia rios e contamina a cadeia trófica com mercúrio.
- Impacto de hidrelétricas na Amazônia
- Inundação de grandes florestas nativas, alteração da ictiofauna e deslocamento de povos tradicionais.
- Savanação da Amazônia
- Hipótese de degradação irreversível do bioma em vegetação tipo savana devido a mudanças climáticas e corte raso.
- Ponto de não retorno (tipping point)
- Nível crítico de desmatamento a partir do qual o ciclo hidrológico entraria em colapso e não regeneraria a floresta.
- Unidades de Conservação e Terras Indígenas
- Áreas legalmente protegidas fundamentais para barrar o avanço do desmatamento e preservar culturas locais.