Domínios Morfoclimáticos do Brasil 2

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Estudo sobre os domínios morfoclimáticos do Brasil, abordando relevo, clima, vegetação e hidrografia. Indicado para estudantes do ensino médio e vestibulandos.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Geografia do Brasil Publicado
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Conceito de Domínio Morfoclimático
Proposto por Aziz Ab'Sáber, define uma combinação integrada de feições de relevo, tipos de solo, formas de vegetação e condições climáticas e hidrológicas.
Quantos são os domínios morfoclimáticos brasileiros?
São seis grandes domínios principais (Amazônico, Cerrado, Mares de Morros, Caatinga, Araucárias e Pradarias) integrados por faixas de transição.
Domínio Amazônico - Clima
Clima equatorial úmido, caracterizado por altas temperaturas o ano todo, baixa amplitude térmica anual e pluviosidade média superior a 2.000 mm.
Domínio Amazônico - Relevo
Predomínio de terras baixas, planícies de inundação ao longo dos rios e baixos platôs ou depressões sedimentares dissecadas.
Domínio Amazônico - Vegetação
Floresta latifoliada equatorial densa e perenifólia, dividida nos estratos de mata de igapó, mata de várzea e mata de terra firme.
Domínio Amazônico - Hidrografia
Bacia hidrográfica mais extensa do mundo, com rios de grande volume e drenagem perene alimentada por chuvas constantes e degelo andino.
Mata de Igapó (Amazônia)
Vegetação florestal permanentemente alagada ao longo dos rios de águas negras ou claras, abrigando espécies adaptadas como a vitória-régia.
Mata de Várzea (Amazônia)
Trecho da floresta sujeito a inundações periódicas durante as cheias sazonais dos rios de águas barrentas, rico em sedimentos férteis.
Mata de Terra Firme (Amazônia)
Maior porção da Floresta Amazônica, situada em áreas mais altas que nunca inundam, com árvores de grande porte e dossel fechado.
Solo da Amazônia
Em geral pobre e ácido, mantendo sua exuberância graças à camada de serapilheira e à constante reciclagem de matéria orgânica.
Domínio do Cerrado - Clima
Clima tropical típico ou semiúmido, marcado por duas estações bem definidas: verões quentes e chuvosos e invernos secos e amenos.
Domínio do Cerrado - Relevo
Planalto Central brasileiro com relevo aplainado, marcado por extensas chapadas e chapadões sedimentares com bordas escarpadas.
Domínio do Cerrado - Vegetação
Vegetação tropófila e savânica, com árvores de troncos tortuosos, cascas grossas, folhas coriáceas e raízes profundas adaptadas ao fogo.
Domínio do Cerrado - Hidrografia
Considerado a 'caixa-d'água do Brasil', abriga nascentes de importantes bacias hidrográficas nacionais, como a do Paraná, Tocantins e São Francisco.
Solo do Cerrado (Latossolos)
Solos profundos, avermelhados, ácidos e ricos em alumínio, que necessitam de calagem para o desenvolvimento da agricultura intensiva.
Veredas no Cerrado
Áreas úmidas de fundo de vale associadas ao afloramento do lençol freático, caracterizadas pela presença marcante da palmeira buriti.
Domínio dos Mares de Morros - Clima
Clima tropical litorâneo úmido ou tropical de altitude, com chuvas orográficas frequentes e verões quentes e chuvosos.
Domínio dos Mares de Morros - Relevo
Feições mamelonares formadas por intenso intemperismo químico e erosão em rochas cristalinas, resultando em colinas arredondadas (meias-laranjas).
Domínio dos Mares de Morros - Vegetação
Mata Atlântica (Floresta Latifoliada Tropical), caracterizada por altíssima biodiversidade, endemismo elevado e grande degradação antrópica.
Domínio dos Mares de Morros - Hidrografia
Rios caudalosos e encachoeirados de regime perene, com alto potencial hidrelétrico e bacias exorreicas que deságuam no Oceano Atlântico.
Problemas ambientais nos Mares de Morros
Deslizamentos de terra frequentes nas encostas ocupadas durante o verão, além de intensa fragmentação florestal pela urbanização.
Domínio da Caatinga - Clima
Clima semiárido com altas temperaturas o ano todo, baixa pluviosidade média e chuvas escassas distribuídas de forma irregular.
Domínio da Caatinga - Relevo
Depressão sertaneja interplanáltica com relevo aplainado pontuado por inselbergs e maciços residuais resistentes à erosão.
Domínio da Caatinga - Vegetação
Vegetação xerófila, com arbustos espinhosos e caducifólios, cactáceas (mandacaru, xique-xique) e plantas com raízes acumuladoras de água.
Domínio da Caatinga - Hidrografia
Predomínio de rios temporários ou intermitentes que secam na estiagem; a principal exceção perene é o Rio São Francisco.
Inselbergs na Caatinga
Relevos residuais rochosos e salientes que resistiram à pediplanação e ao intemperismo físico característicos de climas secos.
Solo da Caatinga
Solos rasos, pedregosos e pouco profundos devido ao predomínio do intemperismo físico, frequentemente ricos em minerais mas pobres em matéria orgânica.
Domínio das Araucárias - Clima
Clima subtropical úmido com invernos amenos a frios, geadas recorrentes e chuvas bem distribuídas ao longo de todo o ano.
Domínio das Araucárias - Relevo
Planalto Meridional brasileiro, com altitudes moderadas a elevadas, formando relevos ondulados a planos e escarpas arenito-basálticas.
Domínio das Araucárias - Vegetação
Mata dos Pinhais (Floresta Ombrófila Mista), dominada pelo pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) associado à erva-mate.
Domínio das Araucárias - Hidrografia
Drenado por afluentes das bacias do Rio Paraná e do Rio Uruguai, com rios perenes de planalto e grande aproveitamento hidrelétrico.
Terra Roxa no Domínio das Araucárias
Solo avermelhado e muito fértil originado da decomposição de rochas vulcânicas basálticas, fortemente explorado pela agricultura.
Devastação da Mata de Araucárias
Reduzida a uma fração mínima de sua área original devido à intensa exploração madeireira e expansão das lavouras de soja e trigo.
Domínio das Pradarias - Clima
Clima subtropical com temperaturas médias mais baixas, invernos frios com geadas ocasionais e precipitação bem distribuída.
Domínio das Pradarias - Relevo
Relevo suave-ondulado formado por colinas baixas recobertas de vegetação rasteira, conhecidas regionalmente como 'coxilhas'.
Domínio das Pradarias - Vegetação
Campos sulinos ou pampas, compostos quase que exclusivamente por gramíneas e herbáceas contínuas, com matas de galeria esparsas.
Domínio das Pradarias - Hidrografia
Bacias hidrográficas do Uruguai e da Região Costeira do Rio Grande do Sul, com rios meândricos e arroios perenes.
Arenização nas Pradarias
Processo de formação de bancos de areia e erosão do solo decorrente da fragilidade do arenito associada ao sobrepastoreio bovino.
Faixas de Transição Morfoclimática
Áreas intermediárias onde os elementos de dois ou mais domínios se mesclam gradualmente, sem limites geográficos abruptos.
Pantanal (Faixa de Transição)
Maior planície alagável contínua do mundo, com mosaico de vegetações da Amazônia, Cerrado e Chaco, drenado pela Bacia do Paraguai.
Mata dos Cocais (Faixa de Transição)
Faixa ecótona entre a Amazônia e a Caatinga (Maranhão e Piauí), com predomínio de palmeiras econômicas como o babaçu e a carnaúba.
Agreste (Faixa de Transição)
Zona intermediária entre a Zona da Mata úmida e o Sertão semiárido nordestino, com policultura e pecuária em minifúndios.
Diferença entre Domínio e Bioma
Bioma foca primariamente nos ecossistemas e fauna/flora; o domínio morfoclimático integra a interação geomorfológica, climática e vegetal regional.
Rios Alóctones na Caatinga
Rios que nascem em regiões úmidas fora do domínio semiárido e mantêm vazão permanente ao cruzá-lo, como o Rio São Francisco.
Adaptação Xenomórfica no Cerrado
Estruturas foliares resistentes à perda d'água para enfrentar a seca estacional e o estresse hídrico nos solos bem drenados.
Rios Voadores no Domínio Amazônico
Grandes fluxos de vapor d'água atmosférico transportados pela circulação dos ventos a partir da evapotranspiração da floresta para o centro-sul.
Impacto do Agronegócio no Cerrado
Substituição maciça da savana nativa por monoculturas de soja, milho e pastagens, gerando perda rápida de biodiversidade e erosão.
Intemperismo Químico nos Mares de Morros
Processo acelerado pelas chuvas e calor constantes, gerando manto de alteração (regolito) profundo e colinas de topos convexos.
Coxilhas (Pradarias)
Formas de relevo com declividades suaves e topos arredondados, típicas da metade sul do Rio Grande do Sul.
Serapilheira na Floresta Amazônica
Camada superficial de folhas, frutos e gravetos em decomposição essencial para fornecer nutrientes ao solo de baixa fertilidade mineral.

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