Ecologia e Desequilíbrios Ambientais (ENEM)
Estudo dos principais impactos ambientais e desequilíbrios ecológicos focados na prova do ENEM. Destinado a estudantes do ensino médio e vestibulandos.
Cartões · 50
- Eutrofização
- Cai como despejo de esgoto/fertilizantes com proliferação de algas, bloqueio de luz, morte de decompositores aeróbios e anóxia hídrica generalizada.
- Magnificação trófica (Bioacumulação)
- Substâncias não biodegradáveis como metais pesados e agrotóxicos acumulam em concentrações crescentes rumo ao topo da cadeia trófica.
- Ilhas de calor
- Cobrado via urbanização: asfalto escuro, concreto, desmatamento e baixa evapotranspiração elevando temperaturas nos centros urbanos.
- Inversão térmica
- Fenômeno físico natural no inverno onde o ar frio fica retido sob o ar quente, impedindo a dispersão de poluentes e agravando crises respiratórias.
- Chuva ácida
- Queima de combustíveis fósseis libera óxidos de enxofre (SOx) e nitrogênio (NOx), gerando ácidos que corroem monumentos e acidificam solos e lagos.
- Efeito estufa antrópico
- Retenção excessiva de calor por queima fóssil e queimadas liberando CO2 e CH4; ENEM foca em fontes alternativas e metas de neutralidade.
- Gás metano (CH4) no ENEM
- Associado à digestão de ruminantes (pecuária), aterros sanitários e orizicultura irrigada, com poder de aquecimento superior ao CO2.
- Destruição da camada de ozônio
- Causada por CFCs que liberam cloro na estratosfera quebrando O3; questão foca no aumento de radiação UV e risco de câncer/mutações.
- Bioindicadores
- Espécies sensíveis como liquens e certos macroinvertebrados usados no monitoramento da qualidade ambiental sem métodos físico-químicos caros.
- Biorremediação
- Uso de microrganismos ou fungos para degradar contaminantes ambientais, frequentemente cobrado após vazamentos de petróleo ou esgoto.
- Fitorremediação
- Emprego de plantas tolerantes para absorver, imobilizar ou degradar poluentes (como metais pesados) presentes no solo ou na água.
- Espécies invasoras
- Exóticas sem predadores naturais competem por nicho, transmitem patógenos e causam perda drástica de biodiversidade nativa (ex.: mexilhão-dourado).
- Controle biológico
- Alternativa sustentável a pesticidas sintéticos, usando inimigos naturais específicos (parasitoides, predadores) sem contaminar cadeias tróficas.
- Corredores ecológicos
- Conectam fragmentos florestais isolados, viabilizando fluxo gênico, dispersão de sementes e migração de fauna ameaçada.
- Acidificação dos oceanos
- Excesso de CO2 atmosférico absorvido pela água forma ácido carbônico, reduzindo íons carbonato e dissolvendo carapaças e corais calcários.
- Branqueamento de corais
- Aquecimento das águas estressa os corais, que expulsam suas algas zooxantelas simbiontes, perdendo fonte primária de nutrição e morrendo.
- Maré vermelha
- Floração de microalgas dinoflageladas em resposta a excesso de nutrientes/temperatura, liberando toxinas letais à fauna aquática.
- Arenização vs. Desertificação
- Arenização ocorre em clima úmido em solos arenosos (sul do Brasil); desertificação ocorre em clima árido/semiárido sob pressão antrópica.
- Assoreamento
- Remoção de mata ciliar gera erosão hídrica, carreado sedimentos para o leito do rio, diminuindo a profundidade e causando inundações.
- Mata ciliar
- Vegetação que funciona como filtro natural contra lixiviação e assoreamento, protegendo cursos d'água e mantendo a microfauna ripária.
- Salinização do solo
- Irrigação excessiva ou mal planejada em áreas áridas com alta taxa de evaporação, acumulando sais que impedem a absorção de água pelas raízes.
- Calagem
- Adição de calcário (CaCO3) para corrigir acidez do solo e neutralizar alumínio tóxico, recorrente em questões sobre o bioma Cerrado.
- Compostagem
- Transformação aeróbia de matéria orgânica residual em adubo; alternativa cobrada para mitigar superlotação de aterros e emissões de CH4.
- Lixiviado (Chorume)
- Líquido poluente rico em metais e carga orgânica oriundo de lixões; impermeabilização do solo em aterros é a solução técnica padrão cobrada.
- Aterro sanitário vs. Lixão
- O aterro possui manta impermeabilizante, dreno de gases e tratamento de chorume; o lixão é depósito a céu aberto com alta contaminação.
- Pegada de carbono
- Métrica do volume total de gases estufa emitidos direta ou indiretamente por atividades humanas, associada a hábitos de consumo e energia.
- Ecoeficiência e Logística Reversa
- Responsabilidade compartilhada do fabricante no recolhimento e reciclagem de produtos pós-consumo (baterias, pneus e lâmpadas).
- Microplásticos
- Fragmentos milimétricos persistentes que adsorvem poluentes hidrofóbicos e entram nas redes tróficas aquáticas com efeito tóxico.
- Desflorestamento e ciclo hidrológico
- A derrubada da floresta reduz a evapotranspiração, enfraquecendo os 'rios voadores' e reduzindo chuvas em regiões distantes (Sudeste/Sul).
- Queimadas no Cerrado
- ENEM diferencia o fogo natural sazonal adaptativo de baixa intensidade do fogo criminoso antrópico para expansão de pastagem e monocultura.
- Pegada hídrica e água virtual
- Volume total de água doce embutido no ciclo produtivo de bens e alimentos exportados (como carne bovina e soja).
- Reserva Biológica vs. Parque Nacional
- Unidades de Proteção Integral: Reserva proíbe visitação pública educativa direta; Parques permitem ecoturismo e conscientização ecológica.
- APA (Área de Proteção Ambiental)
- Unidade de Uso Sustentável que admite propriedade privada e atividades econômicas, desde que compatíveis com a conservação da biodiversidade.
- Biodiesel e Etanol no balanço de CO2
- Biocombustíveis são tidos como neutros/mitigadores porque o carbono emitido na queima foi previamente fixado pela fotossíntese do cultivo.
- Impactos socioambientais de hidrelétricas
- Alagamento de florestas sem corte prévio libera CH4, desloca povos tradicionais e interrompe a piracema de peixes migradores.
- Rompimento de barragens de rejeitos
- Lama soterra leito de rios, causa anóxia instantânea, afeta a pesca e transporta metais pesados por bacias hidrográficas inteiras.
- Fragilidade da Caatinga
- Bioma exclusivo com alto risco de desertificação rápida devido ao sobrepastoreio, desmatamento para lenha e baixa capacidade de regeneração.
- Fragmentação de habitats e efeito de borda
- Divisão de matas altera microclima perimetral (mais vento/luz), favorecendo espécies pioneiras oportunistas e prejudicando as do interior.
- Acidentes com petróleo no mar
- Bloqueia a fotossíntese do fitoplâncton, impermeabiliza penas de aves marinhas matando por hipotermia e asfixia a fauna bentônica.
- Poluição térmica de corpos hídricos
- Despejo de água de resfriamento industrial diminui a solubilidade do oxigênio dissolvido (O2), provocando asfixia em peixes.
- Agroflorestas (Sistemas Agroflorestais)
- Consórcio de culturas agrícolas com espécies arbóreas nativas que recupera solo, fixa carbono e mantém biodiversidade produtiva.
- Monocultura e simplificação ecológica
- Extensas áreas com uma só espécie reduzem a biodiversidade, favorecem surtos de pragas e esgotam nutrientes específicos do solo.
- Transgênicos e impacto ecológico
- Uso de plantas resistentes a herbicidas pode selecionar ervas invasoras super-resistentes e ameaçar variedades crioulas por fluxo gênico.
- Polinização e declínio das abelhas
- Cobrado pelo uso excessivo de neonicotinoides e perda de habitat, ameaçando diretamente a segurança alimentar e produção agrícola.
- Tratamento terciário de efluentes
- Etapa avançada focada na remoção química/biológica de compostos nitrogenados e fosfatados para evitar eutrofização no corpo receptor.
- Dióxido de enxofre (SO2) como poluente
- Gás precursor de chuva ácida emitido principalmente pelo refino de petróleo e queima de carvão mineral de baixa qualidade energética.
- Smog fotoquímico
- Reação catalisada pela luz solar entre hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio gerando ozônio troposférico (O3 tóxico) e oxidantes perigosos.
- Ozônio: estratosférico vs. troposférico
- Na estratosfera é filtro protetor contra UV; na troposfera é poluente secundário oxidante agressivo ao aparelho respiratório e tecidos vegetais.
- Balanço hídrico e transposição de rios
- ENEM analisa conflitos pelo uso múltiplo da água, segurança hídrica no semiárido versus perda de vazão ecológica na bacia doadora.
- Crise climática e eventos extremos
- Aumento na frequência e intensidade de secas severas e precipitações torrenciais, exigindo planos urbanos de drenagem e resiliência.