Ecologia e Impactos Ambientais
Estudo da ecologia abordando fluxo de energia, cadeias alimentares, relacoes ecologicas e impactos ambientais. Focado no estilo de cobranca do ENEM.
Cartões · 50
- Fluxo de energia nos ecossistemas
- É unidirecional e decrescente ao longo dos níveis tróficos, pois parte da energia é dissipada na forma de calor metabólico.
- Produtores (autótrofos)
- Primeiro nível trófico; fixam a energia luminosa ou química em biomassa através da fotossíntese ou quimiossíntese.
- Consumidores primários
- Organismos herbívoros situados no segundo nível trófico que se alimentam diretamente dos produtores.
- Consumidores secundários
- Organismos carnívoros situados no terceiro nível trófico que se alimentam de consumidores primários.
- Decompositores
- Fungos e bactérias que degradam a matéria orgânica de todos os níveis tróficos, reciclando nutrientes essenciais.
- Ciclo da matéria
- Diferente do fluxo de energia, é cíclico; os elementos químicos retornam ao ambiente abiótico pelos decompositores.
- Produtividade Primária Bruta (PPB)
- Total de biomassa ou energia produzida pelos autótrofos por meio da fotossíntese em determinada área e tempo.
- Produtividade Primária Líquida (PPL)
- Representa a energia da PPB disponível para o nível trófico seguinte após o desconto da respiração celular vegetal (PPL = PPB - R).
- Pirâmide ecológica de energia
- Representa a taxa de energia acumulada por área e tempo; nunca pode ser invertida devido às perdas energéticas contínuas.
- Pirâmide ecológica de números
- Contabiliza a quantidade de indivíduos por nível trófico; pode ser invertida (ex: uma única árvore sustentando milhares de pulgões).
- Pirâmide ecológica de biomassa
- Indica a massa seca orgânica por nível; pode ser temporariamente invertida em ecossistemas marinhos (fitoplâncton e zooplâncton).
- Magnificação trófica (bioacumulação)
- Acúmulo progressivo de poluentes não biodegradáveis ao longo da cadeia alimentar, sendo máxima no topo da cadeia.
- Relações harmônicas intraespecíficas: Sociedade
- Indivíduos da mesma espécie cooperam de forma integrada, mantendo independência anatômica e divisão clara de trabalho.
- Relações harmônicas intraespecíficas: Colônia
- Associação física e anatômica obrigatória entre indivíduos da mesma espécie, podendo ou não ter divisão de funções.
- Relações harmônicas interespecíficas: Mutualismo
- Interação obrigatória entre espécies diferentes em que ambas se beneficiam mutuamente, essencial à sobrevivência das partes.
- Relações harmônicas interespecíficas: Protocooperação
- Associação benéfica facultativa entre diferentes espécies; ambos ganham vantagens, mas vivem de maneira independente.
- Relações harmônicas interespecíficas: Comensalismo
- Relação ecológica em que uma espécie obtém restos de alimento deixados pela outra sem causar prejuízo ou benefício a ela.
- Relações harmônicas interespecíficas: Inquilinismo
- Uma espécie utiliza outra exclusivamente como suporte, abrigo ou moradia, sem causar danos nutricionais ao hospedeiro.
- Epifitismo
- Caso clássico de inquilinismo entre plantas (ex: orquídeas e bromélias) para alcançar maior luminosidade nas copas.
- Relações desarmônicas intraespecíficas: Canibalismo
- Indivíduo mata e consome outro da mesma espécie, regulando a densidade populacional ou obtendo nutrientes.
- Relações desarmônicas intraespecíficas: Competição
- Disputa entre organismos da mesma espécie por recursos limitados como água, alimento, território e parceiros sexuais.
- Princípio da Exclusão Competitiva (Gause)
- Espécies com nichos ecológicos idênticos competem fortemente, levando à extinção local, migração ou adaptação de uma delas.
- Relações desarmônicas interespecíficas: Predatismo
- Organismo predador captura, mata e consome sua presa de outra espécie para obter energia e nutrientes.
- Relações desarmônicas interespecíficas: Parasitismo
- Parasita retira nutrientes do corpo de um hospedeiro vivo, prejudicando-o de forma crônica, sem visar morte imediata.
- Endoparasitas vs Ectoparasitas
- Endoparasitas vivem no interior do hospedeiro (ex: lombriga); ectoparasitas fixam-se no exterior (ex: carrapato).
- Relações desarmônicas interespecíficas: Amensalismo
- Uma espécie inibe o crescimento ou reprodução de outra secretando toxinas (ex: fungo Penicillium contra bactérias).
- Maré vermelha
- Exemplo de amensalismo e impacto ecológico: proliferação excessiva de dinoflagelados tóxicos que matam peixes e moluscos.
- Eutrofização artificial
- Despejo excessivo de matéria orgânica ou fertilizantes que gera florescimento de algas, queda de oxigênio e morte aquática.
- Etapas da eutrofização
- Aporte de N e P -> explosão de algas -> bloqueio de luz -> morte das algas -> explosão de bactérias anaeróbias -> hipóxia.
- Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)
- Medida da quantidade de oxigênio consumida por microrganismos para decompor matéria orgânica; alta DBO indica poluição severa.
- Espécies exóticas invasoras
- Organismos introduzidos fora de sua área nativa que, por falta de predadores naturais, superam espécies nativas e desequilibram ecossistemas.
- Bioacumulação de mercúrio no garimpo
- O mercúrio metilado atinge a cadeia alimentar aquática e se acumula gravemente em peixes carnívoros e humanos.
- Chuva ácida: causas
- Emissão industrial e veicular de óxidos de enxofre (SO2) e nitrogênio (NOx), reagindo com vapor de água para formar ácidos.
- Chuva ácida: consequências ecológicas
- Acidificação do solo e corpos d'água, corrosão estrutural e lixiviação de metais tóxicos como o alumínio.
- Efeito estufa natural
- Fenômeno benéfico provocado por gases atmosféricos que retêm parte da radiação infravermelha, mantendo a Terra aquecida.
- Intensificação do efeito estufa
- Aumento anormal de gases como CO2 e CH4 por combustão fóssil e agropecuária, provocando o aquecimento global.
- Destruição da camada de ozônio (O3)
- Causada por clorofluorcarbonetos (CFCs); reduz a filtragem contra os raios ultravioleta nocivos à vida celular.
- Desmatamento e ciclo hidrológico
- A perda da cobertura florestal reduz a evapotranspiração, diminuindo a formação de rios voadores e chuvas regionais.
- Fragmentação de habitats
- Divisão de áreas contínuas em fragmentos menores e isolados, gerando perda genética e vulnerabilidade à extinção.
- Efeito de borda
- Alteração microclimática e biótica nas margens de áreas florestais fragmentadas, aumentando a susceptibilidade a invasões.
- Ilhas de calor urbanas
- Elevação térmica em cidades decorrente do asfalto, concreto, escassez de vegetação e retenção de calor por poluentes.
- Inversão térmica
- Camada de ar frio retida próxima ao solo por uma camada de ar quente no inverno, impedindo a dispersão de poluentes.
- Lixiviação
- Lavagem e arraste de nutrientes da camada superficial do solo provocados por chuvas intensas em áreas desmatadas.
- Assoreamento dos corpos d'água
- Acúmulo de sedimentos erodidos no leito de rios devido à remoção da mata ciliar, provocando inundações e perda de profundidade.
- Função da mata ciliar
- Protege as margens de rios contra erosão mecânica, filtra poluentes agrícolas e funciona como corredor ecológico natural.
- Corredores ecológicos
- Faixas de vegetação que interligam fragmentos florestais isolados, permitindo o fluxo gênico e o deslocamento de fauna.
- Controle biológico de pragas
- Uso de predadores, parasitoides ou patógenos naturais para conter pragas agrícolas sem o uso de defensivos sintéticos.
- Biorremediação
- Uso de seres vivos (principalmente bactérias e fungos) para degradar ou neutralizar contaminantes orgânicos no ambiente.
- Pegada ecológica
- Métrica que estima a quantidade de recursos naturais e áreas produtivas necessárias para sustentar o padrão de consumo humano.
- Desenvolvimento sustentável
- Modelo que busca suprir as necessidades da geração presente sem comprometer a capacidade de sobrevivência das futuras.