Educação Financeira
Conceitos fundamentais de educação financeira e investimentos aplicados ao cotidiano. Destinado a quem deseja melhorar a gestão do próprio dinheiro.
Cartões · 50
- Reserva de emergência
- Manter R$ 18.000 aplicados no Tesouro Selic para cobrir 6 meses de gastos fixos de R$ 3.000 caso ocorra demissão.
- Juros compostos
- Investir R$ 200 todo mês a 1% ao mês por 30 anos gera R$ 700 mil, sendo apenas R$ 72 mil do próprio bolso.
- Gasto fixo
- Pagar pontualmente o aluguel de R$ 1.500 todo dia 10, valor que não varia com o consumo mensal.
- Gasto variável
- Conta de luz subir de R$ 120 no inverno para R$ 280 no verão devido ao uso constante do ar-condicionado.
- Gasto supérfluo
- Assinar quatro serviços de streaming diferentes e pedir comida por aplicativo quatro vezes na semana.
- Regra 50-30-20
- Com salário de R$ 4.000: destinar R$ 2.000 para moradia/alimentação, R$ 1.200 para lazer e R$ 800 para poupar.
- Inflação
- O pacote de café que custava R$ 15 subir para R$ 22 em um ano, reduzindo a quantidade de compras com a mesma renda.
- Poder de compra
- Com nota de R$ 100 hoje, comprar apenas duas sacolas no supermercado, enquanto há dez anos enchia um carrinho.
- Taxa Selic
- Quando o Banco Central sobe a Selic para 10,75%, o rendimento do Tesouro Selic melhora, mas o financiamento imobiliário encarece.
- CDI (Certificado de Depósito Interbancário)
- Um CDB de 100% do CDI rende quase igual à Selic; se o CDI está em 10%, R$ 1.000 rendem cerca de R$ 100 em um ano.
- IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)
- Seu salário subiu 5%, mas o IPCA foi de 6%; na prática, você perdeu 1% da sua capacidade real de consumo.
- Custo de oportunidade
- Gastar R$ 5.000 à vista em uma TV hoje em vez de aplicar o valor para render R$ 50 ao mês de juros.
- Parcelamento sem juros vs. desconto à vista
- Um casaco de R$ 200 à vista tem 10% de desconto (R$ 180); pagar R$ 180 é melhor do que 2x de R$ 100 se o dinheiro render pouco.
- Rotativo do cartão de crédito
- Pagar apenas o mínimo de R$ 150 em fatura de R$ 1.000; com juros de 14% ao mês, a dívida dobra em poucos meses.
- Cheque especial
- Conta corrente fica negativa em R$ 500 por 15 dias; o banco cobra juros de até 8% ao mês mais taxas extras.
- Liquidez diária
- Deixar o dinheiro no Tesouro Selic e resgatar na terça-feira pela manhã para pagar uma conta imprevista da oficina mecânica.
- Renda fixa
- Comprar um CDB prefixado de 11% ao ano sabendo exatamente quanto receberá no vencimento daqui a 2 anos.
- Renda variável
- Comprar ações de uma empresa a R$ 30 e ver a cotação oscilar para R$ 25 ou R$ 35 ao longo do mês.
- Diversificação
- Dividir patrimônio entre títulos públicos, fundos imobiliários e ações em vez de colocar tudo em uma única empresa.
- Volatilidade
- Ver o saldo de um fundo cambial ou de ações subir 3% em um dia e cair 4% no dia seguinte com notícias da economia.
- Fundo de Investimento Imobiliário (FII)
- Comprar cotas de shopping centers por R$ 100 e receber R$ 0,80 todo mês isento de IR como 'aluguel'.
- Dividendo
- Receber R$ 1,20 por cada ação de banco que você possui, depositado diretamente na sua corretora após o lucro trimestral.
- Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
- Um banco médio quebra, mas você recupera seus R$ 50.000 aplicados no CDB dentro do limite de R$ 250 mil por CPF.
- Amortização de dívida
- Pagar parcelas extras do financiamento imobiliário reduzindo direto o saldo devedor principal e cortando anos de juros futuros.
- Tabela Price
- Financiar um carro com 48 parcelas idênticas de R$ 650 do início ao fim do contrato.
- Tabela SAC
- Financiar um imóvel onde a primeira parcela é R$ 2.500 e a última, 30 anos depois, é de apenas R$ 600.
- Spread bancário
- O banco remunera seu CDB a 10% ao ano, mas cobra 40% ao ano na taxa do empréstimo consignado do vizinho.
- CET (Custo Efetivo Total)
- Empréstimo com juros nominais de 2% ao mês que sobe para 3,1% após incluir IOF, tarifas de cadastro e seguro obrigatório.
- Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)
- Resgatar uma aplicação no 5º dia e perder 83% do lucro obtido apenas com a cobrança regressiva desse imposto.
- Come-cotas
- Nos fundos de renda fixa, o governo recolhe automaticamente imposto de renda semestral em maio e novembro reduzindo o total de cotas.
- Tabela regressiva de IR (renda fixa)
- Manter o CDB por mais de 2 anos para pagar a alíquota mínima de 15% de imposto sobre os rendimentos em vez de 22,5%.
- Consórcio
- Pagar parcelas de R$ 400 por 5 anos sem juros, mas com taxa de administração de 15%, aguardando ser sorteado para retirar a moto.
- Seguro de vida
- Pagar mensalidade de R$ 40 para garantir indenização de R$ 150.000 aos filhos caso o provedor faleça ou fique inválido.
- Previdência privada (PGBL)
- Contribuir até 12% da renda bruta anual para abater da base de cálculo na declaração completa do Imposto de Renda.
- Previdência privada (VGBL)
- Ideal para quem faz declaração simplificada do IR, pois o imposto futuro incide apenas sobre os rendimentos e não no capital total.
- Ativo financeiro
- Um apartamento comprado e alugado por R$ 1.200 líquidos por mês, gerando entrada de caixa constante.
- Passivo financeiro
- Um carro financiado na garagem gerando despesas constantes com IPVA, combustível, manutenção e seguro.
- Score de crédito
- Ter pontuação de 850 no Serasa e conseguir taxa de juros mais baixa no financiamento imobiliário por ser bom pagador.
- Portabilidade de crédito
- Transferir um empréstimo de 4% ao mês no Banco A para o Banco B que ofereceu cobrir a dívida a 2,5% ao mês.
- Reajuste salarial vs. inflação
- Receber aumento salarial de 4% em um ano com inflação a 4% apenas mantém o poder de compra, sem ganho real.
- Compra por impulso
- Ver uma blusa em promoção na vitrine e comprar no cartão de crédito sem ter planejado ou precisar dela no momento.
- Per capita
- Uma família com renda de R$ 6.000 e quatro pessoas possui uma renda per capita mensal de R$ 1.500 por membro.
- Vieses comportamentais (efeito manada)
- Comprar ações no topo histórico apenas porque colegas de trabalho e influenciadores digitais dizem que vai subir mais.
- Aversão à perda
- Manter uma ação perdedora que desabou 50% por relutância em assumir o prejuízo financeiro real.
- Orçamento base zero
- Planejar o mês direcionando cada centavo dos R$ 3.000 do salário para categorias específicas, restando saldo zero não planejado.
- Dívida produtiva
- Pegar R$ 5.000 emprestados para comprar máquinas de costura e começar um negócio próprio que rende R$ 2.000 ao mês.
- Dívida destrutiva
- Pedir empréstimo bancário com juros altos para financiar viagens ou pagar contas correntes cotidianas.
- Margem consignável
- Um aposentado que recebe R$ 2.000 só pode comprometer até R$ 700 (35%) em parcelas descontadas diretamente em folha.
- Risco de crédito
- Comprar debêntures de uma companhia aérea que pode atrasar pagamentos ou entrar em recuperação judicial.
- Independência financeira
- Possuir patrimônio aplicado que renda R$ 5.000 mensais de juros e dividendos, cobrindo todo o custo de vida sem precisar trabalhar.