Eletrofloculação
Estudo dos conceitos, reações e parâmetros do processo de eletrofloculação no tratamento de efluentes, voltado para estudantes de engenharia e química.
Cartões · 50
- Eletrofloculação (EF)
- Processo eletroquímico de tratamento de água que gera agentes coagulantes in situ por dissolução anódica para agregar e remover poluentes.
- Ânodo de sacrifício
- Eletrodo oxidável, geralmente de ferro ou alumínio, que se dissolve liberando cátions metálicos coagulantes no meio.
- Cátodo
- Eletrodo com carga negativa onde ocorre a redução da água, gerando gás hidrogênio e íons hidroxila.
- Oxidação anódica
- Reação eletroquímica de perda de elétrons na superfície do ânodo, gerando cátions como Fe2+, Fe3+ ou Al3+.
- Redução catódica
- Reação na qual moléculas de água recebem elétrons no cátodo, liberando gás H2 e íons OH-.
- Eletroflotação
- Separação de flocos promovida pela ascensão de microbolhas de gás hidrogênio e oxigênio geradas nos eletrodos.
- Hidróxido de alumínio [Al(OH)3]
- Precipitado insolúvel formado em pH neutro que atua adsorvendo e varrendo contaminantes suspensos.
- Hidróxido férrico [Fe(OH)3]
- Precipitado gelatinoso de ferro com alta capacidade de adsorção de matéria orgânica e metais pesados.
- Desestabilização de carga
- Neutralização da repulsão eletrostática entre coloides negativos pela ação de cátions metálicos solvatados.
- Varredura (Sweep flocculation)
- Mecanismo no qual os contaminantes são aprisionados dentro da rede tridimensional de hidróxidos metálicos precipitados.
- Neutralização de carga
- Adsorção específica de cátions metálicos hidrolisados que reduz o potencial zeta das partículas a zero.
- Potencial zeta
- Medida da carga elétrica líquida na superfície de cisalhamento de partículas coloidais em suspensão.
- Camada difusa (DLVO)
- Região iônica ao redor de coloides cuja espessura é comprimida pelo aumento da força iônica na eletrocoagulação.
- Densidade de corrente (j)
- Razão entre a corrente elétrica aplicada e a área geométrica ativa dos eletrodos (medida em A/m2 ou mA/cm2).
- Lei de Faraday
- Equação físico-química usada para calcular a massa teórica de metal dissolvida no ânodo em função da corrente e do tempo.
- Eficiência de corrente (Faradaica)
- Razão percentual entre a massa real de eletrodo dissolvida e a massa calculada teoricamente pela lei de Faraday.
- Passivação do ânodo
- Formação de uma camada de óxido aderente e isolante na superfície do ânodo que interrompe a dissolução do metal.
- Inversão de polaridade
- Alternância periódica do sentido da corrente contínua para prevenir a passivação e a incrustação dos eletrodos.
- Eletrodos monopolares em paralelo
- Configuração onde cada eletrodo é conectado individualmente à fonte de alimentação com a mesma voltagem.
- Eletrodos monopolares em série
- Arranjo em que apenas os eletrodos externos ligam-se à fonte e os intermediários compartilham condução unipolar.
- Eletrodos bipolares
- Arranjo onde apenas os eletrodos terminais são conectados, e os internos atuam com lados opostos como ânodo e cátodo.
- Condutividade elétrica do efluente
- Capacidade da solução de conduzir corrente, essencial para reduzir a resistência ôhmica e o consumo de energia.
- Eletrólito de suporte
- Sal adicionado ao efluente (geralmente NaCl) para elevar a condutividade e reduzir a tensão necessária.
- Efeito dos íons cloreto (Cl-)
- Espécies que atacam a camada passivante do ânodo (pites) e podem gerar cloro livre com ação desinfetante.
- Formação de oxicloro-espécies
- Oxidação de cloretos no ânodo gerando hipoclorito, o que promove a desinfecção e a quebra de poluentes refratários.
- Distância intereletrodo
- Espaçamento físico entre ânodo e cátodo que afeta a queda de potencial ôhmico e a transferência de massa.
- Queda ôhmica (IR-drop)
- Perda de voltagem na solução devida à resistência elétrica entre os eletrodos e às bolhas de gás dispersas.
- Efeito cortina de bolhas
- Aumento temporário da resistência elétrica causado pela fração volumétrica de bolhas de gás entre as placas.
- Tempo de residência hidráulica (TRH)
- Tempo médio em que o volume do efluente permanece dentro da câmara de eletrocoagulação durante o fluxo contínuo.
- pH inicial do efluente
- Variável crítica que governa a especiação dos íons metálicos solúveis e a velocidade de precipitação dos hidróxidos.
- Tamponamento de pH
- Tendência natural do processo de convergir o pH da solução para a faixa entre 6 e 8 durante o tratamento.
- Eletrodo de alumínio
- Ânodo comum eficiente na remoção de cor, turbidez e fósforo por formar espécies poliméricas de hidróxido de Al.
- Eletrodo de ferro
- Ânodo metálico comum e econômico, altamente eficiente para redução de cromo hexavalente e quebra de emulsões.
- Polímeros de Al13 (Keggin)
- Polioxicátions de alumínio altamente carregados formados na hidrólise rápida que aumentam a desestabilização coloidal.
- Pitting (Corrosão por pite)
- Ataque corrosivo localizado no ânodo induzido por cloretos, facilitando a liberação contínua de íons coagulantes.
- Incrustação catódica
- Deposição de carbonatos e hidróxidos insolúveis (como CaCO3 e Mg(OH)2) na superfície do cátodo devido ao pH básico local.
- Consumo específico de energia (CEE)
- Quantidade de quilowatts-hora consumidos por metro cúbico de efluente tratado ou por quilograma de poluente removido.
- Consumo de eletrodo
- Massa de metal dissolvida por volume de água tratada (kg/m3), reflexo direto do custo operacional com reposição de placas.
- Redução de Cr(VI) a Cr(III)
- Mecanismo redutor onde íons Fe2+ gerados no ânodo reduzem cromo hexavalente tóxico a cromo trivalente insolúvel.
- Desemulsificação
- Ruptura de emulsões de óleo em água promovida pela neutralização das cargas tensoativas superficiais por cátions metálicos.
- Remoção de fósforo
- Precipitação de ortofosfatos insolúveis através da ligação direta com íons férricos (FePO4) ou de alumínio (AlPO4).
- Oxidação de sulfetos
- Conversão de sulfetos tóxicos e odoríferos em enxofre elementar ou sulfato por contato anódico direto e oxidantes in situ.
- Ponto de carga zero (PCZ)
- Condição de pH na qual a densidade de carga elétrica superficial de um hidróxido precipitado é nula.
- Lodo gerado em EF
- Subproduto sólido geralmente mais estável, menos hidratado e mais fácil de desidratar que o lodo de coagulação química.
- Floculador pós-reator
- Câmara de agitação lenta que promove a colisão e o crescimento dos flocos microscópicos formados no reator de EF.
- Reator em batelada (Batch)
- Configuração estática onde o volume de efluente é processado sem entrada ou saída contínua por um tempo predeterminado.
- Reator de fluxo contínuo
- Configuração industrial onde o efluente entra e sai constantemente da câmara enquanto sofre eletrólise.
- Sobretensão (Overpotential)
- Voltagem adicional além do potencial termodinâmico de equilíbrio necessária para impulsionar a reação nos eletrodos.
- Sedimentador secundário
- Tanque subsequente à eletrocoagulação onde os flocos pesados decantam pela ação da gravidade.
- Eletrocoagulação acoplada com ozônio (Peroxicoagulação)
- Integração de processos oxidativos avançados com EF para aumentar a degradação de compostos orgânicos persistentes.