Embriogênese do Sistema Digestório

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Este conjunto cobre a embriogênese do sistema digestório, incluindo a origem dos tecidos, divisões do intestino primitivo e malformações, sendo ideal para estudantes de medicina.

51 cartões Português Nível: Ensino superior Anatomia Publicado
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Cartões · 51

Origem germinativa do epitélio digestório
Deriva do endoderma do intestino primitivo, exceto nas extremidades cranial e caudal.
Origem do estroma, músculo e peritônio digestório
Derivam do mesoderma lateral esplâncnico (esplancnopleura).
Origem do epitélio da cavidade oral anterior
Deriva do ectoderma do estomodeu.
Origem do epitélio da porção terminal do canal anal
Deriva do ectoderma do proctodeu.
Divisão do intestino primitivo
Divide-se em intestino anterior, intestino médio e intestino posterior.
Suprimento arterial do intestino anterior
Tronco celíaco.
Suprimento arterial do intestino médio
Artéria mesentérica superior.
Suprimento arterial do intestino posterior
Artéria mesentérica inferior.
Derivados do intestino anterior
Faringe, esôfago, estômago, duodeno proximal, fígado, vesícula biliar e pâncreas.
Septo traqueoesofágico
Estrutura mesodérmica que separa o tubo laringotraqueal do esôfago dorsal.
Atresia esofágica
Oclusão da luz do esôfago por falha na recanalização ou desvio posterior do septo traqueoesofágico.
Fístula traqueoesofágica
Comunicação anômala entre traqueia e esôfago, frequentemente associada à atresia com bolsa proximal cega.
Estenose esofágica
Estreitamento da luz esofágica causado pela recanalização incompleta durante a oitava semana.
Desenvolvimento do estômago
Dilatação fusiforme do intestino anterior que sofre rotação de 90 graus no sentido horário no eixo longitudinal.
Efeitos da rotação gástrica
O bordo dorsal cresce rápido formando a curvatura maior à esquerda; o bordo ventral forma a curvatura menor à direita.
Inervação vagal gástrica pós-rotação
Vago esquerdo inerva a parede anterior e o vago direito inerva a parede posterior.
Estenose hipertrófica do piloro
Hipertrofia da musculatura lisa circular do piloro, causando obstrução gástrica e vômitos em jato não biliares.
Bolsa omental (pequeno saco peritoneal)
Cavidade formada atrás do estômago resultante da rotação gástrica e remodelamento mesodérmico.
Desenvolvimento do duodeno
Formado pela porção terminal do intestino anterior e inicial do intestino médio, formando alça em C para a direita.
Recanalização do duodeno
Processo de vacuolização e desobstrução da luz duodenal epitelizada, completado na 8ª semana.
Atresia duodenal
Falha na recanalização que gera o sinal da dupla bolha na radiografia e vômitos biliares.
Broto hepático (divertículo hepático)
Evaginação endodérmica ventral da porção caudal do intestino anterior.
Origem dos hepatócitos e cordões hepáticos
Diferenciam-se do endoderma do divertículo hepático.
Origem das células de Kupffer e tecido conjuntivo hepático
Derivam do mesênquima do septo transverso.
Origem da vesícula e ducto cístico
Desenvolvem-se da porção caudal menor do divertículo hepático.
Atresia de vias biliares
Obliferação inflamatória ou falha de canalização dos ductos biliares extra-hepáticos, levando à colestase neonatal.
Brotos pancreáticos
Origina-se de dois brotos endodérmicos: o broto dorsal (maior) e o broto ventral (junto ao colédoco).
Migração do broto pancreático ventral
Gira dorsalmente ao redor do duodeno para fundir-se abaixo do broto dorsal.
Derivados do broto pancreático ventral
Processo uncinado e parte inferior da cabeça do pâncreas.
Ducto pancreático principal (de Wirsung)
Formado pela porção distal do ducto dorsal e todo o ducto ventral.
Pâncreas anular
Broto ventral bífido envolve o duodeno em anel, causando constrição e obstrução duodenal extrínseca.
Pâncreas ectópico
Tecido pancreático localizado fora do sítio normal, mais comum no estômago, duodeno ou divertículo de Meckel.
Alça do intestino médio
Alça em forma de U que se comunica temporariamente com o saco vitelino pelo ducto onfalomesentérico.
Herniação umbilical fisiológica
Projeção da alça intestinal no celoma extraembrionário na 6ª semana por falta de espaço abdominal.
Retorno das alças intestinais
Retorno ao abdome durante a 10ª semana de desenvolvimento, com aumento da cavidade peritoneal.
Rotação total do intestino médio
Rotação anti-horária de 270 graus em torno do eixo da artéria mesentérica superior.
Sequência da rotação do intestino médio
90 graus durante a herniação mais 180 graus durante o retorno à cavidade abdominal.
Fixação das alças intestinais
Fusão de mesentérios com a parede posterior (cólon ascendente e descendente tornam-se retroperitoneais secundários).
Onfalocele
Falha no retorno das vísceras abdominais, recobertas por saco amniótico e peritônio na base do cordão.
Gastrosquise
Defeito na parede abdominal anterior lateral ao umbigo (geralmente à direita) com evisceração de alças sem membrana.
Divertículo de Meckel
Persistência do remanescente proximal do ducto onfalomesentérico no bordo antimesentérico do íleo.
Fístula vitelina
Comunicação direta persistente entre o íleo e a cicatriz umbilical, com eliminação de fezes pelo umbigo.
Volvo de intestino médio
Torção da alça intestinal em torno da artéria mesentérica superior decorrente de má rotação e fixação curta.
Derivados do intestino posterior
Terço distal do cólon transverso, cólon descendente, sigmoide, reto e porção cranial do canal anal.
Cloaca
Câmara comum endodérmica terminal compartilhada pelo trato digestório e urogenital.
Septo urorretal
Proliferação mesodérmica que desce em direção à membrana cloacal separando o seio urogenital do reto.
Corpo perineal
Massa fibromuscular formada na fusão do septo urorretal com a membrana cloacal.
Linha pectínea (canal anal)
Limite de junção entre o endoderma do intestino posterior e o ectoderma do proctodeu.
Doença de Hirschsprung (megacólon congênito)
Ausência de células ganglionares parassimpáticas mioentéricas por falha na migração da crista neural caudal.
Ânus imperfurado (atresia anal)
Falha na perfuração da membrana anal ou formação incompleta do septo urorretal, frequentemente com fístulas.
Origem da inervação entérica intrínseca
Neurônios e células gliais dos plexos de Meissner e Auerbach originam-se das células da crista neural.

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