Figuras de Linguagem

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Este conjunto de flashcards aborda as principais figuras de linguagem da língua portuguesa com exemplos práticos. É ideal para estudantes que se preparam para vestibulares, concursos e provas escolares.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Figuras de linguagem Publicado
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Cartões · 52

Metáfora: Seus olhos são duas jabuticabas brilhantes.
Figura de palavra. Estabelece uma comparação implícita entre os olhos escuros e redondos e a fruta jabuticaba, sem o uso de conectivos comparativos.
Comparação: Ele correu rápido como o vento.
Figura de palavra. Faz uma aproximação explícita entre a velocidade da corrida e o vento por meio do conectivo 'como'.
Metonímia: Li Machado de Assis durante as férias inteiras.
Figura de palavra. Substitui a obra pelo autor, indicando que a pessoa leu os livros escritos por Machado de Assis.
Metonímia: Ele bebeu dois copos de suco gelado.
Figura de palavra. Troca o conteúdo (o suco) pelo continente (os copos que continham a bebida).
Catacrese: Machuquei a batata da perna no treino.
Figura de palavra. Emprega um termo figurado pela ausência de um nome técnico de uso popular para a panturrilha.
Catacrese: O dente de alho caiu debaixo da mesa.
Figura de palavra. Usa 'dente' por analogia e falta de termo específico cotidiano para designar a fração do alho.
Sinestesia: Ela tinha uma voz doce e aveludada.
Figura de palavra. Mistura sensações de sentidos diferentes: audição (voz), paladar (doce) e tato (aveludada).
Sinestesia: Aquele casaco tinha um amarelo estridente.
Figura de palavra. Cruza a visão (cor amarela) com a audição (estridente) para intensificar o impacto visual.
Antítese: O amor é luz, mas o ódio traz escuridão.
Figura de pensamento. Aproxima ideias e palavras de sentidos opostos (luz e escuridão; amor e ódio) sem contradição lógica.
Antítese: Naquela casa conviviam o riso e o choro.
Figura de pensamento. Contrapõe dois estados emocionais antagônicos ('riso' e 'choro') para enfatizar a dualidade da vida.
Paradoxo: O silêncio daquela sala era ensurdecedor.
Figura de pensamento. Reúne termos aparentemente inconciliáveis gerando uma aparente contradição de sentido lógico.
Paradoxo: Para renascer por completo, é preciso morrer.
Figura de pensamento. Apresenta uma ideia contraditória à lógica comum para expressar uma verdade poética profunda.
Eufemismo: O paciente descansou no Senhor ontem à noite.
Figura de pensamento. Suaviza a mensagem dura e triste do falecimento por meio de uma expressão branda.
Eufemismo: Ele faltou com a verdade durante o depoimento.
Figura de pensamento. Atenua uma expressão ofensiva ou desagradável, substituindo o verbo 'mentiu'.
Hipérbole: Estou morrendo de sede depois da caminhada.
Figura de pensamento. Exagera de forma deliberada a intensidade da sede para causar maior impacto expressivo.
Hipérbole: Já liguei para você um milhão de vezes hoje!
Figura de pensamento. Utiliza um número absurdamente alto para enfatizar a insistência e o cansaço do emissor.
Ironia: Que inteligente você, esqueceu a chave dentro do carro!
Figura de pensamento. Afirma o oposto do que realmente quer dizer para criticar com tom zombeteiro.
Ironia: O trânsito estava tão rápido que andamos dez metros em uma hora.
Figura de pensamento. Diz que o trânsito estava veloz com o objetivo de ironizar a lentidão extrema do tráfego.
Personificação: A lua vigiava os passos dos namorados.
Figura de pensamento. Atribui uma atitude consciente humana (vigiar) a um ser inanimado (a lua).
Personificação: O vento uivava furioso pelas frestas da janela.
Figura de pensamento. Confere sentimento de fúria e capacidade de uivar ao fenômeno meteorológico do vento.
Gradação: Ele chegou calmo, irritou-se, gritou e explodiu.
Figura de pensamento. Discala as ações em ordem progressiva crescente para intensificar a perda de controle emocional.
Gradação: Em segundos perdeu o império, a casa, o pão, nada.
Figura de pensamento. Organiza os elementos em escala decrescente, mostrando a perda sucessiva até o vazio absoluto.
Apóstrofe: Ó Deus, ouvi as preces deste vosso povo aflito!
Figura de pensamento. Faz uma invocação ou chamamento enfático a uma entidade ausente ou transcendente.
Aliteração: O rato roeu a rica roupa do rei de Roma.
Figura de som. Repete intencionalmente o fonema consonantal 'r' para criar um efeito sonoro contínuo e rítmico.
Aliteração: Vozes veladas, veludosas vozes, volúpias dos violões.
Figura de som. Repete o som do 'v' sugerindo suavidade, murmúrio e sensação aveludada aos versos de Cruz e Sousa.
Assonância: Sou um mulato nato no sentido lato de mulato.
Figura de som. Repete de forma reiterada a vogal tônica aberta 'a' e o som 'ato' para marcar o ritmo poético.
Paronomásia: Conhecer as manhas e as manhãs do nosso chão.
Figura de som. Utiliza palavras com sons parecidos ('manhas' e 'manhãs'), mas significados totalmente distintos.
Onomatopeia: O relógio fazia tique-taque sem parar.
Figura de som. Tenta reproduzir graficamente o barulho real das engrenagens mecânicas do relógio.
Onomatopeia: O menino deu um tchibum na água gelada.
Figura de som. Cria um vocábulo que imita o ruído do mergulho súbito de um corpo na piscina.
Elipse: Na mesa, papéis espalhados e muito cansaço.
Figura de construção. Omite o verbo 'havia' ou 'estavam', facilmente identificável pelo contexto da oração.
Zeugma: Eu prefiro praia; meu irmão, montanha.
Figura de construção. Oprime o verbo 'prefere' na segunda oração por já ter sido expresso anteriormente.
Polissíndeto: E canta, e chora, e ri, e dança sem parar.
Figura de construção. Repete expressivamente a conjunção aditiva 'e' entre as orações para sugerir intensidade contínua.
Assíndeto: Cheguei, vi, venci a dura batalha.
Figura de construção. Elimina totalmente as conjunções coordenativas entre as orações, acelerando o ritmo frasal.
Pleonasmo: Ele subiu para cima sem olhar para trás.
Figura de construção. Repete desnecessariamente a ideia de direção ascendente contida no próprio verbo 'subir'.
Pleonasmo: A mim me parece que tudo dará certo no fim.
Figura de construção. Usa 'a mim' junto do pronome oblíquo 'me' como recurso estilístico para reforçar a opinião pessoal.
Anáfora: É pau, é pedra, é o fim do caminho.
Figura de construção. Repete o mesmo termo de abertura ('é') em versos sucessivos para criar cadência marcante.
Hipérbato: Batia no peito aflito o coração descompassado.
Figura de construção. Inverte radicalmente a ordem sintática natural (o sujeito 'coração descompassado' surge no fim).
Anacoluto: Aquele rapaz, não sei o que será dele no futuro.
Figura de construção. Interrompe a estrutura sintática inicial deixando 'aquele rapaz' suspenso e sem função oracional direta.
Silepse de gênero: Vossa Senhoria parece muito cansado hoje.
Figura de construção. Realiza a concordância de gênero com a pessoa real masculina a quem se refere, não com o pronome feminino.
Silepse de número: A multidão gritava e pulavam sem parar.
Figura de construção. O verbo 'pulavam' concorda no plural com a ideia de várias pessoas contida no coletivo 'multidão'.
Silepse de pessoa: Os brasileiros somos um povo acolhedor e forte.
Figura de construção. Emprega a 1ª pessoa do plural ('somos') para que o próprio locutor se inclua no sujeito de 3ª pessoa ('brasileiros').
Metonímia: A cidade inteira festejou o título do campeonato.
Figura de palavra. Emprega o lugar ('a cidade') para representar os seus habitantes que comemoravam a vitória.
Perífrase: O Rei do Futebol marcou mais de mil gols.
Figura de palavra. Substitui o nome próprio de Pelé por uma expressão descritiva que consagra sua fama internacional.
Antonomásia: O Poeta dos Escravos escreveu versos combativos.
Figura de palavra. Refere-se especificamente a Castro Alves utilizando sua alcunha notável na história da literatura.
Metonímia: Não tínhamos um teto para passar a noite chuvosa.
Figura de palavra. Utiliza a parte de uma construção ('o teto') para simbolizar o todo (uma casa inteira).
Catacrese: O pé da mesa de madeira está bambo.
Figura de palavra. Aplica o termo anatômico 'pé' à base de sustentação do móvel por analogia funcional.
Catacrese: Embarcamos no avião logo pela manhã cedo.
Figura de palavra. Generaliza o verbo 'embarcar' (originário de barco) para o ato de entrar em uma aeronave.
Antítese: Tristeza não tem fim, felicidade sim.
Figura de pensamento. Confronta conceitos diametralmente opostos ('tristeza' e 'felicidade') nos célebres versos de Vinicius.
Paradoxo: Estou cego, mas agora consigo enxergar tudo com clareza.
Figura de pensamento. Une a ausência física de visão a um ganho de lucidez mental, desafiando a lógica estrita.
Eufemismo: Ele virou estrelinha no céu, explicou a mãe ao filho.
Figura de pensamento. Alivia o impacto da morte perante a criança utilizando uma metáfora poética e carinhosa.
Hipérbole: Chorou rios de lágrimas ao saber da despedida.
Figura de pensamento. Maximiza a quantidade do choro a dimensões de rios para enfatizar a profunda tristeza sentida.
Personificação: As árvores dançavam conforme o ritmo da brisa.
Figura de pensamento. Transfere a capacidade humana e artística da dança para a movimentação das plantas.

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