Figuras de Sintaxe

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Estudo das figuras de sintaxe da língua portuguesa, com definições e exemplos práticos para estudantes.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Figuras de linguagem Publicado
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Elipse
Omissão de um termo que fica facilmente subentendido pelo contexto. Exemplo: Na sala, apenas quatro ou cinco pessoas.
Zeugma
Omissão de um termo já mencionado anteriormente na frase. Exemplo: Ela gosta de café; eu, de chá.
Assíndeto
Omissão de conjunções coordenativas entre termos ou orações. Exemplo: Vim, vi, venci.
Polissíndeto
Repetição intencional e enfática de conjunções coordenativas. Exemplo: E chora, e ri, e grita, e pula de alegria.
Pleonasmo literário (estilístico)
Redundância proposital de uma ideia para reforçar a expressividade. Exemplo: Olhei com meus próprios olhos a destruição.
Pleonasmo vicioso
Redundância involuntária considerada desvio gramatical pela norma culta. Exemplo: Entrar para dentro ou subir para cima.
Anacoluto
Quebra na estrutura sintática da oração, deixando um termo isolado sem função gramatical. Exemplo: Esse menino de rua, não se pode ter confiança nele.
Hipérbato
Inversão complexa ou brusca da ordem direta e natural dos termos na oração. Exemplo: Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heroico o brado retumbante.
Inversão (anástrofe)
Inversão simples da ordem contígua de termos da frase sem grande complexidade. Exemplo: Cansado estava o trabalhador ao fim da tarde.
Silepse de gênero
Concordância feita com a ideia mental e não com a forma gramatical da palavra quanto ao gênero. Exemplo: Vossa Excelência parece cansado.
Silepse de número
Concordância feita com a ideia de plural contida em um termo singular. Exemplo: O povo gritava e exigiam reformas urgentes.
Silepse de pessoa
Concordância entre o sujeito na terceira pessoa e o verbo na primeira pessoa do plural. Exemplo: Os brasileiros somos todos apaixonados por futebol.
Hipálage
Atribuição a uma palavra de uma característica pertencente a outra da mesma frase. Exemplo: Fumei um cigarro pensativo na varanda.
Quiasmo
Cruzamento simétrico e inverso na disposição de termos ou estruturas sintáticas. Exemplo: No meio do caminho havia uma pedra / Havia uma pedra no meio do caminho.
Anáfora
Repetição de uma ou mais palavras no início de versos ou frases consecutivas. Exemplo: É pau, é pedra, é o fim do caminho.
Epístrofe (epífora)
Repetição intencional da mesma palavra no final de frases consecutivas. Exemplo: Quero a verdade, busco a verdade, exijo a verdade.
Simploche
Combinação simultânea de anáfora e epístrofe na repetição de termos iniciais e finais. Exemplo: Quem nos separou? O medo nos separou. Quem nos unirá? O amor nos unirá.
Epanalepse (gémio)
Repetição imediata da mesma palavra para enfatizar uma ideia. Exemplo: Correi, correi, ó lágrimas saudosas!
Anadiplose
Repetição da última palavra de uma oração no início da oração seguinte. Exemplo: Todos cantavam a canção; a canção que acalmava a alma.
Paralelismo sintático
Repetição simétrica da mesma estrutura gramatical para criar ritmo e clareza. Exemplo: Nem ele perdoou os erros passados, nem ela esqueceu as mágoas antigas.
Apócope
Supressão de um fonema ou sílaba no final de uma palavra com efeito estilístico. Exemplo: Grande virou 'grão' em Grão-Duque.
Sinérese sintática
Fusão fonética ou contração de termos em cadeia na construção rítmica da frase. Exemplo: D'alma em vez de 'de alma' na métrica clássica.
Tmesis (Mesóclise enfática)
Interpolação de uma palavra ou pronome no interior de um verbo. Exemplo: Amar-te-ei eternamente através dos séculos.
Sínquise
Inversão extrema da ordem das palavras que dificulta a compreensão imediata do texto. Exemplo: Da noite a fria névoa o campo com seu manto cobria.
Parentese
Interrupção do fio condutor da frase por um pensamento explicativo ou emotivo avulso. Exemplo: Aquele rapaz — nunca confiei nele — sumiu com o dinheiro.
Aposiopese
Interrupção brusca da frase motivada por forte emoção que deixa o sentido suspenso. Exemplo: Se eu encontrar aquele sujeito de novo, eu...
Epizeuxe
Repetição enfática e imediata da mesma palavra em sequência sem pausa. Exemplo: Nunca, nunca esquecerei aquele dia fatídico.
Concatenação
Sequência encadeada de anadiploses ao longo de várias frases ou versos sucessivos. Exemplo: O tempo traz o dia, o dia traz a lida, a lida traz o cansaço.
Homeoteleuto
Disposição sintática com palavras de terminações sonoras idênticas em orações coordenadas. Exemplo: Falando, sofrendo, chorando, ia seguindo seu caminho.
Epanáfora
Variação de anáfora em que orações coordenadas repetem a mesma estrutura e palavra de abertura. Exemplo: Por ti choro, por ti vivo, por ti morrerei.
Políptoto
Repetição de uma mesma raiz vocabular com diferentes desinências flexionais na mesma frase. Exemplo: Quem tudo quer, nada tem e tudo perde.
Antimetábole
Repetição das mesmas palavras em ordem sintática inversa, alterando o sentido da frase. Exemplo: Não vivemos para comer, mas comemos para viver.
Isocolon
Construção de frases ou orações com exatamente a mesma extensão silábica e estrutura gramatical. Exemplo: Pensar claramente, agir retamente, viver serenamente.
Braquilogia
Forma extrema de elipse que sintetiza ao máximo a expressão sintática. Exemplo: Simplesmente não.
Prolepse sintática
Antecipação de um termo na oração principal que pertence estritamente à oração subordinada. Exemplo: Eu sei quem você é: eu te conheço que és honesto.
Pleonasmo pronominal
Reduplicação de um pronome ou objeto direto/indireto antecipado para realce sintático. Exemplo: Aos vencedores, a eles daremos o prêmio.
Paradiástole
Uso de conjunções disjuntivas coordenadas para individualizar termos com clareza minuciosa. Exemplo: Nem o ouro, nem a fama, nem o poder puderam salvá-lo.
Hiposíndeto
Estrutura oracional que faz uso mínimo e comedido de conectivos conjuncionais. Exemplo: Chegou, sentou, pediu a conta, partiu sem despedida.
Correferência cruzada
Organização sintática que distribui pares de termos e seus respectivos referentes cruzados. Exemplo: Pedro e Paulo chegaram; este cansado, aquele animado.
Epipéia sintática
Acúmulo cumulativo de orações subordinadas coordenadas para gerar amplificação épica. Exemplo: Sabendo da verdade, compreendendo o perigo, medindo a perda, aceitou o fardo.
Epanortose
Retificação ou correção imediata de uma afirmação recém-feita na mesma estrutura. Exemplo: Ele é um covarde, ou melhor, um homem prudente demais.
Síncope sintática
Supressão rítmica de elementos internos em construções frasais paralelas. Exemplo: Uns falavam de glória; outros, de dor.
Chiasmo sintático
Alternância simétrica entre a ordem direta de uma oração e a inversa da seguinte. Exemplo: A beleza atrai o homem, e pelo homem é reverenciada a virtude.
Antístrofe
Repetição das mesmas palavras finais em membros sintáticos paralelos. Exemplo: Se buscas paz, cultiva a retidão; se queres felicidade, cultiva a retidão.
Enálage sintática
Troca de uma função gramatical, tempo verbal ou categoria gramatical por outra de modo intencional. Exemplo: Amanhã eu volto aqui e resolvo tudo.
Clímax sintático (gradação)
Disposição de orações ou termos em ordem progressiva e ascendente de impacto sintático. Exemplo: Um minuto, uma hora, um dia, uma eternidade se passou.
Anticlímax sintático
Disposição descendente de elementos oracionais que quebra a solenidade inicial da frase. Exemplo: Perdeu a honra, a família, o emprego e o chaveiro.
Hipérbato métrico
Deslocamento de termos exigido primariamente pelas restrições de rima ou métrica clássica. Exemplo: Do mar as ondas vi bater na praia.
Anacoluto clássico
Quebra de continuidade onde o sujeito inicial fica sem predicado, substituído por um pronome. Exemplo: O homem, quando perde a dignidade, nada mais lhe resta.
Conjunção expletiva
Emprego de conectivo sem função sintática obrigatória, usado apenas para conferir ênfase. Exemplo: Eu é que sei o que passei naquela época.

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