Filosofia para o ENEM
Estudo dos principais conceitos e filósofos recorrentes nas questões do exame nacional do ensino médio.
Cartões · 20
- Sócrates (Método Socrático)
- Busca pelo autoconhecimento e pela verdade através da ironia (questionamento) e da maiêutica (parto das ideias), combatendo falsas certezas.
- Platão (Mito da Caverna)
- Distingue o Mundo Sensível (aparência e ilusão) do Mundo Inteligível (verdade e razão), mostrando a libertação pela busca do conhecimento.
- Aristóteles (Eudaimonia e Justo Meio)
- A felicidade é o bem supremo humano, alcançada pela virtude moral entendida como equilíbrio equilibrado entre os extremos do vício.
- Santo Agostinho (Fé e Razão)
- Defende que a razão apoia a fé ('crer para entender') e formula a teoria da iluminação divina para o alcance da verdade superior.
- São Tomás de Aquino (Tomismo)
- Harmoniza o pensamento aristotélico com o cristianismo, formulando as cinco vias racionais para provar a existência de Deus.
- René Descartes (Racionalismo)
- Utiliza a dúvida metódica para encontrar uma certeza indubitável, sintetizada na célebre premissa 'penso, logo existo' (cogito ergo sum).
- John Locke (Empirismo e Tábula Rasa)
- Afirma que a mente nasce vazia como folha em branco, e todo o conhecimento decorre exclusivamente da experiência sensorial.
- Thomas Hobbes (Estado de Natureza)
- Visão do homem egoísta em guerra de todos contra todos, exigindo um Estado forte (Leviatã) para garantir a ordem e a sobrevivência.
- Jean-Jacques Rousseau (Bom Selvagem)
- O ser humano nasce livre e bom, mas a sociedade e a propriedade privada o corrompem; propõe o contrato social baseado na vontade geral.
- Immanuel Kant (Imperativo Categórico)
- Ética deontológica segundo a qual uma ação só é moral se puder se tornar uma lei universal, guiada estritamente pelo dever racional.
- Karl Marx (Materialismo Histórico)
- As transformações sociais derivam da infraestrutura econômica e das lutas de classes entre burguesia exploradora e proletariado.
- Friedrich Nietzsche (Moral dos Senhores e dos Escravos)
- Critica os valores tradicionais cristãos como submissos e exalta a vontade de potência, a transvaloração e o conceito de além-do-homem.
- Michel Foucault (Biopolítica e Microfísica do Poder)
- Analisa o poder capilar disseminado nas instituições disciplinares (escola, prisão) e o controle estatal sobre os corpos e populações.
- Zygmunt Bauman (Modernidade Líquida)
- Descreve a sociedade contemporânea marcada pela fluidez, incerteza, individualismo exacerbado e fragilidade das relações interpessoais.
- Hannah Arendt (Banalidade do Mal)
- Explica como pessoas comuns podem praticar crimes hediondos por alienação burocrática e incapacidade crítica de refletir sobre as ordens.
- Jürgen Habermas (Ação Comunicativa)
- Propõe o diálogo racional livre de coação e o consenso democrático como fundamentos legítimos para a ética e o direito social.
- Nicolau Maquiavel (Virtù e Fortuna)
- Separa a moral da política; o governante eficaz articula habilidade estratégica (virtù) com as circunstâncias do acaso (fortuna).
- Escola de Frankfurt (Indústria Cultural)
- Adorno e Horkheimer denunciam a transformação da arte em mercadoria de massa voltada à alienação e à passividade dos cidadãos.
- Jean-Paul Sartre (Existencialismo)
- A existência precede a essência; o homem é totalmente livre para construir seu destino e, portanto, plenamente responsável por suas escolhas.
- Simone de Beauvoir (Condição Feminina)
- 'Não se nasce mulher, torna-se mulher': a identidade de gênero é uma construção social e histórica, não um destino puramente biológico.