Fisiologia Vegetal Essencial

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Conjunto de definições sobre fisiologia vegetal, cobrindo transporte de seiva, fotossíntese e respostas a estímulos, voltado para estudantes de biologia.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Botânica Publicado
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Xilema
Tecido vascular composto por traqueídes e elementos de vaso, responsável pelo transporte unidirecional de água e sais minerais (seiva bruta) das raízes para a parte aérea.
Floema
Tecido vascular condutor formado por elementos de tubo crivado e células companheiras, responsável pelo transporte bidirecional de compostos orgânicos (seiva elaborada).
Teoria da Tensão-Coesão-Transpiração
Modelo físico que explica a ascensão da seiva bruta no xilema: a evaporação foliar gera tensão, mantida pela coesão das pontes de hidrogênio e adesão às paredes dos vasos.
Pressão Radicular
Pressão osmótica positiva gerada nas raízes pelo acúmulo ativo de íons no xilema, forçando a subida de água em condições de baixa transpiração.
Gutação
Eliminação de água líquida pelas bordas das folhas através dos hidatódios, causada por forte pressão radicular associada à baixa transpiração.
Via Simplástica
Movimento de água e solutos através do citoplasma das células vegetais interconectadas por plasmodesmos, permitindo controle seletivo da passagem.
Via Apoplástica
Movimento de água e solutos através do espaço contínuo formado pelas paredes celulares e espaços intercelulares, sem cruzar membranas plasmáticas.
Estrias de Caspary
Faixas de suberina na endoderme radicular que bloqueiam o transporte apoplástico, forçando solutos e água a entrarem na via simplástica para filtragem seletiva.
Hipótese do Fluxo de Pressão (Münch)
Explica o transporte no floema por gradiente de pressão hidrostática gerado pelo carregamento ativo de sacarose na fonte e descarregamento no dreno.
Órgãos Fonte e Dreno
Fontes são produtores líquidos de fotoassimilados (como folhas maduras); drenos são consumidores ou acumuladores (como raízes, frutos e brotos em crescimento).
Estômatos
Estruturas epidérmicas formadas por células-guarda que regulam as trocas gasosas de CO2 e O2 e a perda de vapor de água por transpiração.
Mecanismo de Abertura Estomática
Entrada de íons potássio e cloreto nas células-guarda reduz o potencial hídrico, provocando influxo de água por osmose, turgidez e abertura do ostíolo.
Macronutrientes Vegetais
Elementos exigidos em grandes quantidades: nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre, fundamentais para a estrutura celular e metabolismo.
Micronutrientes Vegetais
Elementos necessários em pequenas quantidades (como ferro, boro, manganês, zinco, cobre e molibdênio), atuando principalmente como cofatores enzimáticos.
Clorose
Sintoma de deficiência mineral (comum na carência de N, Fe ou Mg) caracterizado pelo amarelecimento das folhas devido à falha na síntese de clorofila.
Fase Clara da Fotossíntese (Fotoquímica)
Etapa nos tilacoides que capta energia luminosa para quebrar água (fotólise), liberando O2 e produzindo ATP e NADPH para a fase bioquímica.
Fase Escura da Fotossíntese (Ciclo de Calvin)
Conjunto de reações enzimáticas no estroma cloroplasmático que consome ATP e NADPH para fixar CO2 em carboidratos de três carbonos.
Enzima Rubisco
Ribulose-1,5-bisfosfato carboxilase-oxigenase; catalisa a fixação do CO2 no ciclo de Calvin, mas pode sofrer oxigenação em presença de excesso de O2.
Fotorrespiração
Processo metabólico custoso no qual a Rubisco fixa O2 em vez de CO2, consumindo ATP e reduzindo o rendimento energético da fotossíntese em plantas C3.
Plantas C3
Espécies em que o primeiro produto fixado da fotossíntese é uma molécula de três carbonos (3-PGA); vulneráveis à perda por fotorrespiração sob calor e seca.
Plantas C4
Vegetais adaptados a climas quentes que separam espacialmente a fixação inicial do CO2 nas células do mesófilo e o Ciclo de Calvin na bainha vascular.
Plantas CAM
Metabolismo Ácido das Crassuláceas: plantas que abrem estômatos à noite fixando CO2 em malato e fecham de dia para reter água, comuns em desertos.
Ponto de Compensação Fótica
Intensidade luminosa na qual a taxa de produção de açúcares pela fotossíntese iguala com precisão o consumo de açúcares pela respiração celular.
Auxina (AIA)
Fitormônio sintetizado no ápice caulinar; estimula o alongamento celular, dominância apical, enraizamento adventício e diferenciação vascular.
Dominância Apical
Supressão do desenvolvimento de gemas laterais imposta pelo alto teor de auxina transportado polarmente a partir do meristema apical caulinar.
Citocininas
Hormônios produzidos principalmente nas raízes que promovem divisão celular (citocinese), retardam a senescência foliar e ativam gemas laterais.
Giberelinas (AG)
Hormônios vegetais que estimulam o alongamento de entrenós, germinação de sementes (ativando amilases) e florescimento em certas espécies.
Ácido Abscísico (ABA)
Fitormônio inibidor do crescimento que induz o fechamento rápido de estômatos sob estresse hídrico e estabelece a dormência em sementes e gemas.
Etileno
Hormônio vegetal gasoso responsável por acelerar o amadurecimento de frutos, abscisão de folhas e respostas à injúria mecânica.
Fototropismo
Crescimento orientado em resposta à luz unilateral; auxinas migram para o lado sombreado, estimulando maior alongamento celular e curvatura em direção à luz.
Gravitropismo (Geotropismo)
Crescimento orientado em relação à gravidade; caules exibem gravitropismo negativo (sobem) e raízes exibem gravitropismo positivo (descem).
Estatólitos
Amiloplastos densos situados nas células da coifa da raiz que se depositam no fundo celular, sinalizando a direção da gravidade para guiar auxinas.
Tigmotropismo
Resposta de crescimento orientada por contato físico contínuo, permitindo que gavinhas de plantas trepadeiras se enrolem em suportes.
Nictinastia
Movimento nástico reversível e não direcional de abertura e fechamento de folhas ou pétalas em resposta à alternância diária de dia e noite.
Sismonastia
Movimento nástico rápido em resposta ao toque ou impacto mecânico (ex.: Mimosa pudica), causado por perda abrupta de turgor no pulvino.
Pulvino
Estrutura motora na base do pecíolo ou folíolo que muda rapidamente a pressão de turgor das suas células, produzindo movimentos násticos.
Fitocromo
Pigmento fotorreceptor sensível à luz vermelha (660 nm) e vermelha-extrema (730 nm), regulando germinação, estiolamento e fotoperiodismo.
Fotoperiodismo
Capacidade das plantas de cronometrar a duração do dia (fotoperíodo) e da noite contínua para induzir florescimento e desenvolvimento sazonal.
Plantas de Dia Curto (PDC)
Espécies que florescem apenas quando a duração da noite contínua é superior a um comprimento crítico específico (ex.: crisântemo).
Plantas de Dia Longo (PDL)
Espécies que florescem quando a duração da noite ininterrupta é inferior ao período crítico de escuridão (ex.: espinafre e trigo).
Vernalização
Exigência de exposição prolongada a baixas temperaturas durante o inverno para capacitar ou acelerar o posterior florescimento da planta.
Estiolamento
Padrão de crescimento na ausência de luz caracterizado por caules excessivamente alongados e pálidos e folhas pouco desenvolvidas.
Micorrizas
Associações simbióticas mutualísticas entre fungos e raízes que aumentam substancialmente a absorção hídrica e mineral (especialmente fósforo).
Nódulos Radiculares
Estruturas em raízes de leguminosas colonizadas por bactérias do gênero Rhizobium que realizam fixação biológica do nitrogênio atmosférico.
Potencial Hídrico (Ψw)
Medida da energia livre da água em relação à água pura; a água move-se espontaneamente de áreas de maior potencial hídrico para menor.
Cavitação
Ruptura da coluna contínua de água sob alta tensão dentro dos elementos de xilema, levando à formação de bolhas de ar e embolia vascular.
Hipótese do Crescimento Ácido
Mecanismo onde auxinas ativam bombas de prótons na membrana, acidificando a parede celular e ativando expansinas para relaxamento mecânico.
Expansinas
Proteínas da parede celular ativadas por pH baixo que afrouxam as ligações entre celulose e hemicelulose, permitindo expansão celular por turgor.
Brassinosteroides
Hormônios esteroidais vegetais essenciais para o alongamento celular normal, diferenciação vascular, desenvolvimento do pólen e tolerância a estresses.
Jasmonatos
Compostos lipídicos de sinalização hormonal que coordenam defesas químicas induzidas contra ataque de insetos herbívoros e patógenos necrotróficos.

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