Fisioterapia Integrativa e Terapia Manual

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Conceitos fundamentais de fisioterapia integrativa e técnicas de terapia manual para estudantes e profissionais da saúde.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Outras áreas da saúde Publicado
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Fisioterapia Integrativa
Abordagem que une recursos fisioterapêuticos convencionais a práticas integrativas, considerando o paciente em suas dimensões física, emocional e social.
Terapia Manual
Conjunto de intervenções manuais aplicadas sobre tecidos musculoesqueléticos e neurais para modular dor, melhorar amplitude e restaurar função.
Mobilização Articular
Movimento passivo oscilatório ou sustentado aplicado dentro do limite fisiológico da articulação para reduzir dor e restaurar artrocinemática.
Manipulação Articular (HVLA)
Impulso mecânico passivo de alta velocidade e baixa amplitude direcionado a uma articulação no fim da sua amplitude de movimento.
Conceito Maitland
Abordagem de avaliação e tratamento baseada na aplicação de graus de mobilização passiva guiados pela dor, resistência e espasmo.
Mobilização de Grau I (Maitland)
Movimento oscilatório de pequena amplitude no início da ADM livre, usado principalmente para alívio de dor e relaxamento reflexo.
Mobilização de Grau II (Maitland)
Movimento oscilatório de grande amplitude na porção média da ADM livre de resistência, indicado para analgesia e nutrição articular.
Mobilização de Grau III (Maitland)
Movimento oscilatório de grande amplitude realizado contra a barreira de resistência tecidual, com objetivo de ganho de ADM.
Mobilização de Grau IV (Maitland)
Movimento oscilatório de pequena amplitude no limite da amplitude articular, focado em estiramento capsuloligamentar sustentado.
Conceito Mulligan
Método que combina mobilização passiva fisiológica sustentada com movimentos fisiológicos ativos do paciente (MWM e SNAGs).
MWM (Mobilization with Movement)
Técnica de Mulligan aplicada a articulações periféricas, associando deslizamento manual acessório com movimento ativo indolor.
SNAGs
Técnica de Mulligan na coluna vertebral envolvendo deslizamentos apofisários naturais sustentados concomitantes ao movimento ativo.
NAGs
Mobilizações oscilatórias passivas direcionadas às facetas da coluna cervical e torácica alta para restaurar mobilidade e analgesia.
Método McKenzie (MDT)
Sistema de avaliação e tratamento mecânico baseado na resposta sintomática a movimentos repetidos e posturas mantidas.
Fenômeno de Centralização
Migração da dor de uma área periférica para o centro da coluna vertebral em resposta a movimentos específicos, indicando prognóstico favorável.
Preferência Direcional
Direção específica de movimento repetido que reduz a intensidade dos sintomas ou centraliza a dor referida do paciente.
Liberação Miofascial (LMF)
Aplicação de pressão mecânica sustentada ou deslizamento sobre a fáscia para restaurar complacência, aliviar restrições e modular a dor.
Tensegridade
Conceito estrutural onde elementos compressivos flutuam em rede contínua de tensão, explicando a transmissão de forças por todo o corpo fascial.
Ponto-Gatilho Miofascial (PGM)
Nódulo hiperirritável palpável em banda tensa muscular, doloroso à compressão e capaz de produzir dor referida característica.
Agulhamento a Seco (Dry Needling)
Inserção de agulha filiforme sólida sem medicação em tecidos moles para desativar pontos-gatilho e modular nocicepção.
Resposta de Contração Local (Twitch)
Contração involuntária e reflexa das fibras musculares da banda tensa provocada pelo estímulo mecânico do agulhamento a seco.
Mobilização Neural (Neurodinâmica)
Técnicas manuais e de movimento destinadas a restaurar a mecânica e a fisiologia do tecido conjuntivo neural do sistema nervoso.
Técnica Deslizante (Slider)
Manobra neurodinâmica que alonga o leito neural em uma extremidade enquanto relaxa na outra, maximizando a excursão sem tensão excessiva.
Técnica Tensionante (Tensioner)
Manobra neurodinâmica em que ambas as extremidades do leito neural são alongadas simultaneamente para melhorar a tolerância mecânica.
Osteopatia Estrutural
Ramo osteopático voltado ao diagnóstico e correção mecânica de disfunções somáticas no sistema musculoesquelético.
Osteopatia Craniana
Abordagem manual suave focada na mobilidade sutil dos ossos cranianos, fluxo liquórico e tensões das membranas meníngeas.
Osteopatia Visceral
Aplicação de toques específicos sobre órgãos abdominais e torácicos para restaurar sua motilidade, mobilidade e fáscias de fixação.
Disfunção Somática
Comprometimento funcional ou mobilidade alterada de componentes ósseos, articulares e miofasciais relacionados ao sistema somático.
Técnica de Energia Muscular (TEM)
Método osteopático onde o paciente realiza contração isométrica voluntária precisa contra uma resistência do terapeuta para ganho articular.
Técnica de Jones (Strain-Counterstrain)
Posicionamento passivo do tecido encurtado em direção ao conforto máximo para desligar reflexos proprioceptivos anômalos de dor.
Acupuntura na Fisioterapia
Estimulação de pontos neurorreativos com agulhas para modular neurotransmissores, vias de dor e autorregulação autonômica do organismo.
Auriculoterapia
Microssistema integrativo que estimula pontos específicos no pavilhão auricular para promover analgesia e equilíbrio neurovegetativo.
Ventosaterapia
Aplicação de cúpulas com pressão negativa sobre a pele para promover hiperemia local, liberação miofascial e drenagem tecidual.
Gua Sha (IASTM)
Raspagem mecânica superficial com instrumentos para estimular microcirculação, neovascularização e remodelamento do colágeno fascial.
Crioterapia Integrativa
Uso terapêutico do frio associado a técnicas manuais para redução da velocidade de condução nervosa e controle da resposta inflamatória.
Termoterapia Superficial
Aplicação de calor para aumentar fluxo sanguíneo local, elasticidade tecidual e diminuir a sensibilidade dos fusos neuromusculares.
Controle Inibitório Descendente
Mecanismo neurofisiológico pelo qual vias neurais do tronco encefálico modulam e atenuam a transmissão nociceptiva na medula espinal.
Modulação Autonômica
Efeito da terapia manual e integrativa em reequilibrar o tônus do sistema simpático e parassimpático, mensurado pelo VFC.
Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC)
Indicador fisiológico da capacidade de adaptação do sistema nervoso autônomo e resposta a estressores e intervenções integrativas.
Sensibilização Central
Aumento na excitabilidade de neurônios centrais que amplifica a percepção da dor além do dano tecidual periférico real.
Alodinia
Percepção de dor provocada por um estímulo mecânico ou térmico que normalmente não é doloroso, como o toque leve.
Hiperalgesia
Resposta dolorosa anormalmente aumentada frente a um estímulo que normalmente já provocaria desconforto moderado.
Respiração Diafragmática Lenta
Prática integrativa respiratória que ativa o nervo vago, reduz ansiedade, modula tônus simpático e alivia tensão mecânica postural.
Toque Terapêutico
Intervenção manual de contato consciente que induz relaxamento profundo, redução de cortisol e analgesia via fibras C-táteis.
Fibras C-táteis
Aferentes amielínicos na pele que respondem a carícias lentas e toques suaves, ativando córtex insular e promovendo calma hedônica.
Drenagem Linfática Manual (DLM)
Manobras manuais suaves, rítmicas e direcionadas que estimulam a captação e transporte de linfa pelo sistema linfático periférico.
Massagem Transversa Profunda (Cyriax)
Fricção manual perpendicular à orientação das fibras de tendões ou ligamentos para prevenir aderências e acelerar reparo tecidual.
Reeducação Postural Global (RPG)
Método proprioceptivo que trata disfunções posturais por meio de posturas estáticas progressivas com alongamento global das cadeias musculares.
Cadeia Muscular
Conjunto de músculos organizados em continuidade anatômica e funcional que compartilham ação motora e propagação de tensões fasciais.
Efeito Neurofisiológico da Terapia Manual
Ação combinada de mecanorrecepção periférica, inibição de dor espinal e ativação de núcleos corticolímbicos gerando hipoalgesia sistêmica.
Aliança Terapêutica
Relação colaborativa de confiança entre paciente e fisioterapeuta, elemento central na efetividade de abordagens integrativas.
Efeito Contextual
Influência de fatores psicossociais, ambiente clínico e expectativas na resposta terapêutica analgésica positiva de qualquer intervenção.