Fisioterapia Traumato-Ortopédica

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Conjunto de flashcards sobre testes ortopédicos, cirurgias e eletrotermofototerapia na fisioterapia traumato-ortopédica, voltado para estudantes e profissionais.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Outras áreas da saúde Publicado
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Cartões · 52

Teste de Neer
Avalia impacto subacromial; elevação passiva máxima do braço em rotação interna estabilizando a escápula.
Teste de Hawkins-Kennedy
Detecta impacto do manguito rotador sob o ligamento coracoacromial; flexão de 90° e rotação interna forçada.
Teste de Jobe (Empty Can)
Avalia integridade do tendão supraespinhal; abdução de 90° no plano da escápula com rotação interna e resistência.
Teste de Gerber (Lift-Off Test)
Avalia o músculo subescapular; paciente posiciona o dorso da mão na região lombar e tenta afastá-la ativamente.
Teste de Patte
Avalia o infraespinhal e redondo menor; cotovelo a 90° de flexão e abdução, resistindo à rotação externa.
Teste de Speed (Palm-up Test)
Avalia tendinopatia da cabeça longa do bíceps braquial; flexão resistida do ombro com cotovelo estendido e antebraço supinado.
Teste de Yergason
Avalia estabilidade do bíceps no sulco bicipital; supinação e flexão de cotovelo resistidas com o braço aduzido.
Teste de Apreensão Anterior do Ombro
Avalia instabilidade glenoumeral anterior; abdução a 90° com rotação externa passiva progressiva.
Teste de Cozen
Avalia epicondilite lateral (cotovelo de tenista); extensão resistida de punho com desvio radial e cotovelo a 90°.
Teste de Mill
Avalia epicondilite lateral; pronação passiva, flexão do punho e extensão completa do cotovelo para estirar os extensores.
Teste de Phalen
Avalia compressão do nervo mediano no túnel do carpo; flexão máxima de ambos os punhos durante 60 segundos.
Sinal de Tinel no Punho
Percussão sobre o retináculo dos flexores provocando parestesia no território do nervo mediano.
Teste de Finkelstein
Diagnóstico de tenossinovite de De Quervain; desvio ulnar com o polegar fletido sob os outros dedos.
Teste de Lachman
Avalia integridade do ligamento cruzado anterior (LCA); gaveta anterior aplicada com o joelho fletido a 20°-30°.
Teste da Gaveta Anterior do Joelho
Avalia lesão do LCA; tração anterior da tíbia com joelho fletido a 90° e pé estabilizado.
Teste de Pivot-Shift
Avalia instabilidade rotatória anterolateral por lesão do LCA; combina valgo, rotação interna e flexão do joelho.
Teste da Gaveta Posterior do Joelho
Avalia lesão do ligamento cruzado posterior (LCP); translação posterior da tíbia com joelho a 90°.
Teste de Estresse em Valgo (Joelho)
Avalia ligamento colateral medial (LCM); testado a 0° (cápsula e LCM) e a 30° de flexão (LCM isolado).
Teste de Estresse em Varo (Joelho)
Avalia ligamento colateral lateral (LCL); testado a 0° de extensão e a 30° de flexão.
Teste de McMurray
Avalia lesões meniscais; flexão do joelho associada a rotações tibial e extensão progressiva, buscando estalido ou dor.
Teste de Apley (Compressão e Distração)
Diferencia lesão meniscal (dor na compressão axial e rotação) de ligamentar (dor na tração e rotação).
Sinal da Tecla de Piano (Patela)
Indica derrame intra-articular moderado a grave no joelho através da compressão direta da patela contra a tróclea.
Teste de Thompson
Avalia ruptura do tendão de Aquiles (calcâneo); compressão manual da panturrilha na ausência de flexão plantar.
Teste da Gaveta Anterior do Tornozelo
Avalia integridade do ligamento talofibular anterior (LTFA); tração anterior do retropé com tíbia estabilizada.
Teste de Thomas
Identifica contratura em flexão do quadril e encurtamento do músculo iliopsoas e reto femoral.
Teste de Ober
Avalia retração da banda iliotibial e do músculo tensor da fáscia lata com paciente em decúbito lateral.
Teste de Trendelenburg
Avalia fraqueza do glúteo médio; apoio unipodal resulta em queda da pelve contralateral.
Teste de Patrick (FABERE)
Avalia disfunção sacroilíaca ou patologia coxofemoral; flexão, abdução e rotação externa do quadril.
Sinal de Lasègue
Identifica radiculopatia lombossacral (nervo ciático); elevação da perna estendida gerando dor entre 35° e 70°.
Reconstrução do LCA: Enxertos Comuns
Tendão patelar (osso-tendão-osso) ou tendões flexores (semitendíneo e grácil).
Reconstrução do LCA: Cuidado na Fase Inicial
Evitar extensão ativa de joelho em cadeia cinética aberta de 45° a 0° para prevenir estresse excessivo no enxerto.
Meniscectomia vs. Sutura Meniscal
Meniscectomia permite descarga rápida de peso; sutura meniscal exige restrição de flexão e de apoio para cicatrização.
Artroplastia Total de Quadril (ATQ): Via Posterior
Evitar flexão acima de 90°, adução além da linha média e rotação interna para prevenir luxação da prótese.
Artroplastia Total de Quadril (ATQ): Via Anterior
Evitar hiperextensão associada a rotação externa acentuada durante as primeiras semanas pós-operatórias.
Artroplastia Total de Joelho (ATJ): Metas Iniciais
Controle álgico, extensão completa ativa/passiva de 0° e flexão funcional de pelo menos 90° até a 2ª semana.
Reparo do Manguito Rotador: Fase Inicial
Uso de tipoia abdutora e movimentação passiva controlada; proibida contração ativa do manguito por 4 a 6 semanas.
Cirurgia de Bankart
Reparo do labrum glenoidal anteroinferior após luxação recorrente; restringir rotação externa nas primeiras semanas.
Lesão de SLAP
Desinserção labral de anterior para posterior na inserção do bíceps braquial; evitar tensão bicipital no pós-operatório.
TENS Convencional (Teoria das Comportas)
Frequência alta (80 a 120 Hz), largura de pulso baixa (50 a 100 µs), intensidade com parestesia agradável sem contração.
TENS Acupuntura (Liberação de Endorfinas)
Frequência baixa (1 a 10 Hz), largura de pulso alta (150 a 250 µs), intensidade suficiente para contração rítmica visível.
Corrente Russa: Frequência Portadora
Frequência média de 2500 Hz modulada em rajadas de baixa frequência (50 Hz), indicada para fortalecimento muscular.
FES (Estimulação Elétrica Funcional)
Utiliza corrente alternada para gerar contração muscular funcional sincronizada, como na dorsiflexão durante a marcha.
Ultrassom Terapêutico: Frequência 1 MHz vs 3 MHz
1 MHz atinge estruturas profundas (3 a 5 cm); 3 MHz atua em tecidos superficiais (1 a 2,5 cm).
Ultrassom: Modo Contínuo vs Pulsado
Contínuo promove efeitos térmicos para contraturas e fibroses; pulsado (ex: 20%) tem efeitos mecânicos atérmicos.
Laser de Baixa Intensidade: Dose Analgésica/Anti-inflamatória
Em geral 2 a 4 J/cm² para quadros agudos/analgesia; 6 a 8 J/cm² para reparo tecidual crônico e cicatrização.
Ondas de Choque Radiais: Aplicações Típicas
Fascite plantar, tendinopatia calcária do ombro e epicondilite lateral refratárias ao tratamento conservador.
Crioterapia: Tempo e Efeito Fisiológico
Aplicação de 15 a 20 minutos; promove vasoconstrição, redução do metabolismo tecidual e elevação do limiar da dor.
Termoterapia Superficial (Turbilhão/Compressa Úmida)
Aumenta extensibilidade do colágeno, reduz rigidez articular e estimula vasodilatação; contraindicado em fase aguda.
Disfunção Femoropatelar: Foco de Conduta
Fortalecimento de abdutores e rotadores externos de quadril e vasto medial, além de correção do valgo dinâmico.
Capsulite Adesiva: Fase de Congelamento
Priorizar manejo da dor com recursos eletrotermofototerápicos e exercícios pendulares suaves sem forçar limites.
Fratura de Colles: Cuidados Pós-Imobilização
Ganho de amplitude articular em flexo-extensão e prono-supinação, associado à dessensibilização e treino de força de pinça.
Síndrome do Túnel do Tarso
Compressão do nervo tibial posterior sob o retináculo dos flexores no maléolo medial; sinal de Tinel positivo local.