Fitormônios

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Estudo dos fitormônios, abordando funções e papéis no desenvolvimento de plantas para estudantes.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Botânica Publicado
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Fitormônios
Compostos orgânicos que atuam em baixas concentrações regulando o crescimento, desenvolvimento e respostas fisiológicas das plantas.
Cinco classes clássicas de fitormônios
Auxinas, giberelinas, citocininas, etileno e ácido abscísico (ABA).
Auxina: principal forma natural
Ácido indol-3-acético (AIA).
Auxina: principais locais de síntese
Meristemas apicais caulinares, folhas jovens e sementes em desenvolvimento.
Auxina: tipo de transporte
Transporte polar basípeto no caule (do ápice em direção à base), mediado por carreadores como proteínas PIN.
Auxina: hipótese do crescimento ácido
Estimula bombas de prótons na membrana, acidificando a parede celular e ativando expansinas para o alongamento celular.
Auxina: dominância apical
Inibe o crescimento de gemas laterais/axilares, mantendo o crescimento concentrado no ápice principal.
Auxina: fototropismo
Migra para o lado sombreado do caule, estimulando maior alongamento celular nesse lado e curvando a planta em direção à luz.
Auxina: gravitropismo caulinar
Acumula-se na face inferior do caule na horizontal, promovendo maior alongamento dessa face e curvando o caule para cima.
Auxina: gravitropismo radicular
Acumula-se na face inferior da raiz na horizontal, inibindo o alongamento dessa face e fazendo a raiz curvar para baixo.
Auxina: desenvolvimento de raízes
Inibe o alongamento da raiz primária em doses moderadas, mas induz fortemente a formação de raízes laterais e adventícias.
Auxina: desenvolvimento do fruto
Estimula o desenvolvimento do ovário em fruto; sua aplicação exógena pode induzir frutos partenocárpicos (sem sementes).
Auxina sintética: 2,4-D
Usada como herbicida seletivo contra eudicotiledôneas em altas doses, desregulando o crescimento vegetal.
Giberelinas: molécula mais representativa
Ácido giberélico (GA3).
Giberelina: principais locais de síntese
Sementes em germinação, tecidos meristemáticos apicais, folhas jovens e embriões.
Giberelina: elongação do caule
Promove o alongamento dos entrenós estimulando a divisão e o alongamento celular, revertendo o nanismo genético.
Giberelina: germinação de sementes
Supera a dormência da semente ativando a produção de enzimas hidrolíticas como a alfa-amilase na camada de aleurona.
Giberelina: papel da alfa-amilase
Degrada o amido armazenado no endosperma em glicose para nutrir o embrião durante a germinação.
Giberelina: florescimento
Pode induzir o florescimento em plantas que exigem dias longos ou frio (vernalização) para florir.
Giberelina: desenvolvimento e tamanho de frutos
Induz partenocarpia e aumenta o tamanho de frutos comerciais, muito usada na produção de uvas sem sementes.
Citocininas: composto natural mais comum
Zeatina.
Citocininas: principais locais de síntese
Ápice das raízes, sendo transportadas para a parte aérea através do xilema.
Citocininas: divisão celular
Promovem a citocinese estimulando a transição das fases G1-S e G2-M do ciclo celular, sempre em interação com a auxina.
Citocininas: quebra da dominância apical
Estimulam a divisão e o crescimento das gemas laterais/axilares, promovendo ramificação caulinar.
Citocininas: senescência foliar
Retardam o envelhecimento foliar ao manter os níveis de clorofila e a mobilização de nutrientes para os tecidos verdes.
Citocininas: diferenciação morfogênica in vitro
A relação auxina/citocinina regula a morfogênese: alta auxina induz raiz; alta citocinina induz broto/caule.
Citocininas: desenvolvimento dos cloroplastos
Estimulam a diferenciação de etioplastos em cloroplastos funcionais com a síntese de clorofila pela luz.
Etileno: característica química única
É o único fitormônio gasoso (hidrocarboneto simples, C2H4).
Etileno: precursor de síntese
Metionina, convertida em SAM e posteriormente em ACC (ácido 1-aminociclopropano-1-carboxílico).
Etileno: amadurecimento de frutos
Desencadeia o pico respiratório e as mudanças de cor, sabor e textura em frutos climatéricos.
Frutos climatéricos vs. não climatéricos
Climatéricos aumentam a produção de etileno e continuam amadurecendo pós-colheita (ex.: banana); não climatéricos não (ex.: uva).
Etileno: abscisão de folhas e frutos
Ativa enzimas celulase e poligalacturonase na zona de abscisão do pecíolo, enfraquecendo as paredes celulares e provocando a queda.
Etileno: resposta tríplice em plântulas
Espessamento radial do caule, inibição do alongamento caulinar e crescimento horizontal (diageotrópico).
Etileno: epinastia foliar
Curvatura descendente das folhas causada pelo estresse hídrico por alagamento de raízes.
Etileno: formação de aerênquima
Induz a morte celular programada no córtex da raiz sob alagamento para criar canais de aeração de oxigênio.
Ácido abscísico (ABA): local de síntese
Sintetizado em quase todas as células vegetais, principalmente em plastídios de folhas maduras e raízes sob estresse.
ABA: fechamento estomático
Induz o efluxo de íons K+ e ânions das células-guarda sob déficit hídrico, reduzindo o turgor e fechando o poro estomático.
ABA: estresse hídrico e sinalização raiz-caule
Sintetizado nas raízes secas e transportado via xilema até as folhas para reduzir a perda de água por transpiração.
ABA: dormência de sementes
Induz e mantém a dormência embrionária, impedindo a germinação precoce (viviparidade) ainda na planta-mãe.
ABA: tolerância a dessecação em embriões
Estimula a síntese de proteínas LEA e reservas no final do desenvolvimento da semente.
ABA: regulação do crescimento radicular sob estresse
Mantém o crescimento da raiz primária sob déficit hídrico moderado, inibindo o crescimento da parte aérea.
Interação antagônica: Giberelina vs. Ácido Abscísico
A giberelina estimula a germinação quebrando a dormência, enquanto o ABA promove e mantém a dormência das sementes.
Interação antagônica: Auxina vs. Citocinina na dominância apical
A auxina vinda do ápice mantém as gemas axilares dormentes; a citocinina vinda da raiz estimula a brotação lateral.
Interação sinérgica: Auxina e Giberelina na haste
Atuam conjuntamente de forma sinérgica para promover o máximo alongamento de caules e hipocótilos.
Interação: Auxina e Etileno na abscisão foliar
Um gradiente decrescente de auxina associado a um aumento de etileno torna a zona de abscisão sensível à queda foliar.
Interação: Auxina induzindo síntese de etileno
Altas concentrações de auxina ativam a enzima ACC sintase, estimulando a síntese de etileno nos tecidos.
Uso agronômico do etileno: Carbureto de cálcio
Reage com água liberando acetileno (análogo ao etileno), usado comercialmente para acelerar o amadurecimento de frutos.
Inibidores da ação do etileno
1-MCP (1-metilciclopropeno) e tiossulfato de prata (STS), usados para prolongar a vida pós-colheita de flores e frutos.
Efeito da auxina no enraizamento de estacas
Aplicação basal de IBA (ácido indolbutírico) acelera e aumenta a emissão de raízes adventícias para propagação vegetativa.
Mutantes vivíparos e ácido abscísico
Plantas deficientes na síntese de ABA geram sementes que germinam prematuramente dentro do próprio fruto.

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