Fitormônios

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Estudo dos fitormônios e suas funções fisiológicas nas plantas, voltado para estudantes de biologia e agronomia.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Botânica Publicado
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Fitormônios
Compostos orgânicos naturais que, em baixas concentrações, regulam o crescimento, desenvolvimento e respostas fisiológicas das plantas.
Auxina (AIA)
Principal hormônio promotor do crescimento por alongamento celular, dominância apical e diferenciação vascular.
Local de síntese das auxinas
Sintetizadas principalmente nos meristemas apicais caulinares, folhas jovens e sementes em desenvolvimento.
Transporte polar de auxina
Movimento unidirecional da auxina do ápice em direção à base (basípeto) mediado por transportadores específicos (proteínas PIN).
Dominância apical
Controle exercido pela gema apical sobre as gemas laterais, inibindo sua brotação através da produção contínua de auxina.
Fototropismo mediado por auxina
Curvatura orientada pela luz: a auxina se acumula no lado sombreado, estimulando maior alongamento celular nesse lado.
Gravitropismo mediado por auxina
Crescimento orientado pela gravidade: inibe o alongamento na face inferior da raiz e estimula o alongamento na face inferior do caule.
Enraizamento adventício por auxina
Estímulo à formação de raízes em estacas vegetativas, amplamente aproveitado na propagação clonal comercial.
Partenocarpia induzida por auxina
Desenvolvimento do fruto sem fecundação prévia dos óvulos, resultando em frutos sem sementes (apirênicos).
Auxinas sintéticas (ex: 2,4-D)
Compostos análogos usados em baixas doses como reguladores e em altas doses como herbicidas seletivos contra eudicotiledôneas.
Giberelinas (GA)
Hormônios diterpenoides que estimulam o alongamento de entrenós, germinação de sementes e floração em plantas de dias longos.
Local de síntese das giberelinas
Produzidas em tecidos jovens em crescimento, como sementes imaturas, pontas de raízes e folhas jovens.
Papel da giberelina na germinação
Induz a síntese de alfa-amilase na camada de aleurona para hidrolisar o amido do endosperma e nutrir o embrião.
Quebra de dormência por giberelina
Supera a dormência de gemas e sementes substituindo a necessidade de estímulos ambientais como frio ou fotoperíodo.
Bolting (alongamento do escapo floral)
Alongamento rápido do caule induzido por giberelinas antes da floração, típico em plantas de hábito em roseta.
Citocininas
Hormônios derivados da adenina essenciais na promoção da divisão celular (citocinese) e retardamento da senescência foliar.
Local de síntese das citocininas
Sintetizadas predominantemente nos meristemas radiculares e transportadas via xilema para a parte aérea.
Relação Auxina/Citocinina na morfogênese
Alta proporção de auxina induz formação de raízes; alta proporção de citocina induz brotos; balanço igual mantém calos indiferenciados.
Quebra da dominância apical por citocininas
Promovem a divisão celular nas gemas axilares dormentes, estimulando a ramificação lateral do caule.
Retardamento da senescência (efeito Richmond-Lang)
Preservação da clorofila e retenção de nutrientes nas folhas tratadas com citocininas.
Mobilização de nutrientes por citocininas
Criação de drenos metabólicos artificiais que direcionam aminoácidos e açúcares para tecidos enriquecidos no hormônio.
Etileno
Hormônio gasoso simples (C2H4) que coordena o amadurecimento de frutos, abscisão de órgãos e respostas ao estresse mecânico.
Local de síntese do etileno
Produzido em quase todos os tecidos vegetais, especialmente durante a senescência, abscisão e maturação de frutos.
Precursor do etileno
S-adenosilmetionina (SAM) convertida em ácido 1-aminociclopropano-1-carboxílico (ACC) pela enzima ACC sintase.
Amadurecimento de frutos climatéricos
Pico autocatalítico de produção de etileno acompanhado por aumento súbito na taxa de respiração celular.
Abscisão foliar e floral por etileno
Indução de enzimas hidrolíticas (como celulases e pectinases) na zona de abscisão, facilitando o desprendimento do órgão.
Resposta tríplice ao etileno
Inibição do alongamento do hipocótilo, engrossamento radial do caule e crescimento horizontal anormal em plântulas estioladas.
Epinastia foliar
Curvatura para baixo das folhas causada pelo maior crescimento celular da face superior do pecíolo em resposta ao etileno.
Ácido Abscísico (ABA)
Sesquiterpeno que atua primariamente na tolerância a estresses abióticos, fechamento estomático e manutenção da dormência de sementes.
Local de síntese do ABA
Sintetizado principalmente em raízes sob déficit hídrico e em folhas maduras, via clivagem de carotenoides.
Fechamento estomático por ABA
Induz o efluxo de íons potássio e cloreto das células-guarda sob seca, reduzindo a turgência e fechando o poro estomático.
Manutenção da dormência de sementes por ABA
Inibe a germinação precoce (viviparidade), garantindo que a semente só germine em condições hídricas adequadas.
Balanço ABA/Giberelina
Antagonismo fundamental no controle da germinação: o ABA promove dormência e a giberelina promove a germinação.
Acúmulo de solutos compatíveis via ABA
Estimula a síntese de prolina e proteínas LEA para proteção osmótica e celular durante estresse hídrico ou salino.
Brassinosteroides
Hormônios esteroidais que regulam a divisão e expansão celular, diferenciação do xilema e fertilidade do grão de pólen.
Função dos brassinosteroides no crescimento
Atuam em sinergia com as auxinas para promover o alongamento celular do caule e desenrolamento de folhas.
Estrigolactonas
Compostos carotenoides derivados que inibem a ramificação caulinar e estimulam a germinação de fungos micorrízicos no solo.
Papel das estrigolactonas nas raízes
Promovem o crescimento de pelos absorventes e regulam a arquitetura radicular em resposta à deficiência de fósforo.
Ácido Jasmônico (Jasmonatos)
Fitormônios oxilipínicos que ativam defesas vegetais induzidas contra insetos herbívoros e patógenos necrotróficos.
Produção de metabólitos secundários por jasmonato
Estimula a produção de alcaloides, inibidores de proteinases e compostos voláteis que repelem pragas.
Ácido Salicílico
Composto fenólico essencial na defesa vegetal, termogênese e no desencadeamento da Resistência Sistêmica Adquirida (SAR).
Resistência Sistêmica Adquirida (SAR)
Resposta imune de longo alcance ativada por ácido salicílico após o ataque inicial de patógenos biotróficos.
Poliaminas (ex: espermidina)
Compostos policatiônicos que modulam a divisão celular, estabilidade de membranas e tolerância a estresses ambientais severos.
Sistemina
Peptídeo sinalizador liberado após injúria mecânica que viaja pelo floema para induzir a síntese de ácido jasmônico.
Sensibilidade tecidual hormonal
Capacidade específica de um tecido vegetal de responder a uma concentração hormonal em função da densidade de receptores ativos.
Receptores TIR1/AFB de auxina
Complexos proteicos que promovem a degradação de repressores Aux/IAA via proteassoma para ativar a transcrição gênica.
Receptores ETR1 de etileno
Proteínas de membrana do retículo endoplasmático que atuam constitutivamente como repressores até a ligação do etileno.
Antagonismo Auxina x Etileno na abscisão
Fluxo contínuo de auxina previne a abscisão; redução da auxina torna a zona sensível à indução de queda pelo etileno.
Reguladores vegetais sintéticos
Compostos químicos não sintetizados naturalmente pelas plantas que mimetizam ou bloqueiam as respostas de fitormônios nativos.
Paclobutrazol
Regulador de crescimento sintético que inibe a biossíntese de giberelinas, reduzindo a altura da planta e vigor vegetativo.

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