Funcionamento dos Ecossistemas

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Estudo sobre o funcionamento dos ecossistemas, abordando fluxo de energia, ciclagem de nutrientes e níveis tróficos. Destinado a estudantes.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Ecologia e meio ambiente Publicado
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Ecossistema
Conjunto integrado formado pela comunidade biológica (biocenose) interagindo com os fatores abióticos (biótopo) através de trocas de matéria e energia.
Fonte primária de energia
A radiação solar, captada por organismos autotróficos fotossintetizantes e convertida em energia química.
Fluxo unidirecional de energia
A energia entra no ecossistema pela luz solar, passa pelos níveis tróficos e dissipa-se progressivamente como calor metabólico, sem retorno à fonte original.
Ciclagem de nutrientes
Processo cíclico contínuo onde elementos químicos essenciais transitam entre formas orgânicas e inorgânicas no meio ambiente.
Produtores primários
Organismos autotróficos que sintetizam matéria orgânica a partir de compostos inorgânicos utilizando energia luminosa ou química.
Consumidores primários
Herbívoros que obtêm energia e biomassa consumindo diretamente os produtores primários.
Consumidores secundários
Carnívoros que se alimentam de herbívoros, transferindo energia para o terceiro nível trófico.
Consumidores terciários
Predadores de topo ou carnívoros que se alimentam de consumidores secundários ao longo da cadeia alimentar.
Decompositores
Fungos e bactérias heterótrofos que convertem restos orgânicos em nutrientes inorgânicos minerais, fechando o ciclo da matéria.
Detritívoros
Animais como minhocas e urubus que fragmentam mecanicamente a matéria orgânica morta antes da mineralização microbiana.
Nível trófico
Posição funcional ocupada por um organismo na teia alimentar com base em sua fonte principal de energia.
Cadeia alimentar
Sequência linear simples e unidirecional de transferência de biomassa e energia entre organismos.
Teia alimentar
Rede complexa e interconectada de múltiplas cadeias alimentares dentro de uma comunidade ecológica.
Segunda lei da termodinâmica na ecologia
Cada transferência de energia entre níveis tróficos resulta em perda irreversível de energia na forma de calor, aumentando a entropia.
Regra dos 10%
Aproximação que estima que apenas cerca de 10% da energia de um nível trófico é incorporada pelo nível trófico seguinte.
Pirâmide de energia
Representação gráfica da produtividade por nível trófico que sempre mantém a base mais larga devido à perda contínua de calor.
Pirâmide de biomassa
Diagrama do peso seco total da matéria orgânica presente por nível trófico num dado momento.
Pirâmide de números
Gráfico que quantifica a contagem absoluta de indivíduos presentes em cada nível trófico.
Pirâmide invertida de biomassa aquática
Ocorre quando o fitoplâncton tem menor biomassa pontual que o zooplâncton, mas sustenta o sistema por alta taxa de renovação.
Produtividade Primária Bruta (PPB)
Taxa total de matéria orgânica ou energia química fixada pelos produtores autotróficos por unidade de área e tempo.
Respiração dos autotróficos (Ra)
Fração da energia assimilada pelos produtores primários gasta em sua própria manutenção metabólica e sobrevivência.
Produtividade Primária Líquida (PPL)
Biomassa vegetal restante disponível para os herbívoros após descontada a respiração celular do produtor (PPL = PPB - Ra).
Produtividade Secundária Líquida (PSL)
Taxa de armazenamento de energia em biomassa adicional pelos consumidores após deduzidos os custos respiratórios e excreções.
Eficiência de assimilação
Proporção de energia contida no alimento ingerido que é efetivamente absorvida pelo trato digestivo de um organismo.
Eficiência de produção ecológica
Fração da energia assimilada que é convertida em novo tecido biológico ou descendência.
Bioacumulação
Retenção gradual e acúmulo contínuo de uma substância química não biodegradável nos tecidos de um organismo ao longo da vida.
Biomagnificação trófica
Aumento progressivo da concentração de substâncias tóxicas persistentes em níveis tróficos sucessivamente mais altos.
Ciclo biogeoquímico
Circulação de elementos fundamentais entre a litosfera, atmosfera, hidrosfera e biosfera mediada por processos físicos e biológicos.
Ciclo da água (hidrológico)
Movimento contínuo de H2O que transporta nutrientes minerais dissolvidos por evaporação, precipitação, escoamento e transpiração.
Evapotranspiração
Soma da evaporação direta da água do solo com a transpiração biológica dos vegetais para a atmosfera.
Fixação de carbono
Conversão biológica do dióxido de carbono atmosférico ou dissolvido em carboidratos orgânicos durante a fotossíntese.
Respiração celular e o ciclo do carbono
Oxidação de moléculas orgânicas que libera CO2 de volta à atmosfera ou à água como subproduto metabólico.
Sumidouros de carbono
Reservatórios naturais como florestas maduras, solos profundos e oceanos que absorvem e retêm mais CO2 do que liberam.
Fixação biológica de nitrogênio
Redução do N2 gasoso em amônia (NH3/NH4+) por bactérias especializadas dotadas da enzima nitrogenase, como Rhizobium.
Nitrosação
Primeira etapa da nitrificação realizada por bactérias quimiossintetizantes (Nitrosomonas), oxidando amônia em nitrito (NO2-).
Nitratação
Segunda etapa da nitrificação onde bactérias (Nitrobacter) convertem nitrito tóxico em nitrato (NO3-), assimilável pelas plantas.
Assimilação de nitrogênio
Absorção de nitrato ou amônio pelas raízes das plantas para síntese de aminoácidos, proteínas e ácidos nucleicos.
Amonificação
Conversão de resíduos orgânicos nitrogenados de fezes e carcaças em amônia por bactérias decompositoras.
Desnitrificação
Processo anaeróbico realizado por bactérias no solo que devolve nitratos à atmosfera na forma de gás nitrogênio (N2).
Ciclo do fósforo
Ciclo sedimentar lento no qual fosfatos são liberados do intemperismo de rochas, absorvidos por plantas e ciclados na teia alimentar.
Intemperismo no ciclo do fósforo
Degradação física e química das rochas fosfatadas que disponibiliza íons fosfato (PO4 3-) para a solução do solo e raízes.
Eutrofização cultural
Enriquecimento excessivo de corpos hídricos por nitrogênio e fósforo antrópicos, gerando proliferação algal e anóxia.
Zona hipóxica por eutrofização
Esgotamento do oxigênio dissolvido causado pela respiração acelerada de decompositores degradando algas mortas.
Mineralização
Conversão de elementos biológicos ligados a moléculas orgânicas mortas em formas minerais iônicas solúveis.
Imobilização de nutrientes
Incorporação e retenção de nutrientes minerais inorgânicos na biomassa microbiana, tornando-os temporariamente inacessíveis às plantas.
Micorrizas
Associações mutualísticas entre fungos e raízes vegetais que aumentam a captação de água e nutrientes, sobretudo fósforo.
Ciclagem interna (retranslocação)
Reabsorção ativa de nutrientes de folhas senescentes pela planta antes da queda para reutilização em novos tecidos.
Serapilheira
Camada superficial de detritos vegetais e folhas caídas sobre o solo que constitui a fonte primária para a decomposição terrestre.
Fator limitante (Lei de Liebig)
Princípio ecológico que estabelece que o crescimento populacional é restrito pelo nutriente disponível em menor quantidade relativa.
Estequiometria ecológica
Estudo do equilíbrio entre elementos químicos como carbono, nitrogênio e fósforo nas interações e transferências ecológicas.
Efeito de cascata trófica
Alterações ecológicas indiretas e amplas causadas pela supressão ou introdução de predadores de topo ao longo da teia alimentar.
Espécie-chave (keystone species)
Organismo cujo impacto estruturante na comunidade e nos fluxos energéticos é desproporcionalmente grande em relação à sua abundância.