Fundamentos de Audiologia
Conceitos fundamentais, exames e patologias da audiologia para estudantes e profissionais da saúde.
Cartões · 52
- Audiometria Tonal Liminar
- Exame comportamental padrão-ouro que determina os menores níveis de intensidade sonora audíveis por via aérea e por via óssea.
- Via Aérea (VA)
- Avaliação auditiva realizada por fones de ouvido que testa a integridade de todo o sistema auditivo, da orelha externa ao córtex.
- Via Óssea (VO)
- Avaliação auditiva com vibrador no osso mastoide que estimula diretamente a cóclea, ignorando a orelha externa e média.
- Gap Aéreo-Ósseo
- Diferença igual ou superior a 15 dB entre os limiares de via aérea e via óssea, indicando comprometimento condutivo.
- Audiometria Vocal (Logoaudiometria)
- Conjunto de testes que avalia a capacidade de detectar e reconhecer a fala humana em diferentes intensidades.
- Limiar de Reconhecimento de Fala (LRF / SRT)
- Menor intensidade sonora na qual o paciente consegue repetir corretamente 50% de uma lista de palavras trissilábicas ou dissilábicas.
- Índice de Reconhecimento de Fala (IRF / IPRF)
- Percentual de acertos na repetição de monossílabos em intensidade confortável, avaliando a discriminação vocal.
- Limiar de Detecção de Voz (LDV / SDT)
- Menor intensidade sonora na qual o indivíduo apenas percebe a presença da voz humana, sem necessidade de compreender as palavras.
- Imitanciometria
- Avaliação objetiva da integridade e mobilidade da membrana timpânica, cadeia ossicular e orelha média.
- Timpanometria
- Medição da complacência acústica da orelha média em função da variação de pressão induzida no meato acústico externo.
- Curva Timpanométrica Tipo A
- Indica mobilidade e pressão normais da orelha média, com pico de máxima complacência próximo a 0 daPa.
- Curva Timpanométrica Tipo B
- Curva plana sem ponto de máxima complacência, típica de presença de líquido na orelha média (otite média secretora).
- Curva Timpanométrica Tipo C
- Pico de complacência deslocado para pressões negativas (abaixo de -100 daPa), indicando disfunção da tuba auditiva.
- Curva Timpanométrica Tipo As
- Pico de complacência em pressão normal, mas com amplitude rebaixada, comum em otosclerose ou rigidez ossicular.
- Curva Timpanométrica Tipo Ad
- Curva com complacência excessivamente alta, indicativa de hipermobilidade timpânica ou desarticulação da cadeia ossicular.
- Reflexo Acústico Estapediano
- Contração involuntária do músculo estapédio em resposta a sons intensos, protegendo o sistema auditivo contra traumas sonoros.
- Decaimento do Reflexo Estapediano
- Incapacidade de manter a contração do músculo estapédio por 10 segundos sob estímulo contínuo, sinal de patologia retrococlear.
- Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA)
- Sons de baixa intensidade gerados pelas células ciliadas externas da cóclea em resposta a um estímulo acústico.
- EOA Transientes (EOAT)
- Emissões eliciadas por cliques rápidos, amplamente utilizadas na triagem auditiva neonatal para checar a função coclear básica.
- EOA por Produto de Distorção (EOAPD)
- Emissões geradas por dois tons puros simultâneos de frequências próximas, úteis para avaliar frequências cocleares específicas.
- PEATE / BERA
- Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico que registra a atividade eletrofisiológica da via auditiva até o tronco encefálico.
- Onda I do PEATE
- Componente eletrofisiológico que representa a atividade da porção distal do nervo auditivo (VIII par craniano).
- Onda III do PEATE
- Componente eletrofisiológico gerado principalmente no complexo olivar superior da via auditiva no tronco encefálico.
- Onda V do PEATE
- Componente de maior robustez clínica no PEATE, cuja origem principal é o lemnisco lateral e colículo inferior.
- PEATE em Estado Estável (PEAEE)
- Exame eletrofisiológico que estima limiares auditivos específicos por frequência em pacientes que não colaboram na audiometria.
- Eletrococleografia (ECoG)
- Registro dos potenciais elétricos da cóclea e do nervo auditivo, útil no diagnóstico auxiliar da Doença de Ménière.
- Perda Auditiva Condutiva
- Redução auditiva causada por alterações na orelha externa ou média, com via óssea normal e via aérea rebaixada.
- Perda Auditiva Sensorioneural
- Redução da audição decorrente de lesão na cóclea ou no nervo vestibulococlear, com vias aérea e óssea rebaixadas sem gap.
- Perda Auditiva Mista
- Disfunção simultânea dos componentes condutivo e sensorioneural, com rebaixamento de ambas as vias e presença de gap.
- Recrutamento Auditivo
- Crescimento anormalmente rápido da sensação de intensidade sonora com o aumento do volume, característico de lesão coclear.
- Zumbido (Tinnitus)
- Percepção de som na ausência de uma fonte acústica externa, frequentemente associado a lesões do sistema auditivo.
- Acufenometria
- Avaliação audiológica comportamental usada para quantificar a intensidade e a frequência sonora percebida no zumbido.
- Hiperacusia
- Intolerância ou sensibilidade exacerbada a sons ambientais de intensidade moderada que seriam confortáveis para a maioria.
- Mascaramento Clínico
- Técnica de introdução de ruído na orelha não testada para evitar a audição cruzada e obter limiares fidedignos.
- Atenuação Interaural
- Perda de energia acústica que ocorre quando o som viaja de uma orelha através do crânio até a orelha oposta.
- Efeito de Oclusão
- Melhora artificial do limiar de via óssea nas frequências graves decorrente do fechamento do meato acústico externo pelo fone.
- Ruído Narrow Band
- Ruído de banda estreita centrado em uma frequência específica, utilizado como mascarador ideal na audiometria tonal.
- Ruído Speech Noise
- Ruído de espectro semelhante ao da energia da fala humana, empregado como mascarador na audiometria vocal.
- Presbiacusia
- Perda auditiva sensorioneural bilateral, progressiva e simétrica associada ao envelhecimento natural do sistema auditivo.
- PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído)
- Perda sensorioneural coclear causada por exposição prolongada a ruído ocupacional, afetando primariamente as frequências de 3 a 6 kHz.
- Entalhe Audiométrico
- Queda pontual e característica nos limiares de 3000 Hz, 4000 Hz ou 6000 Hz com recuperação em 8000 Hz, típica da PAIR.
- Otosclerose
- Distrofia óssea da cápsula ótica que imobiliza a platina do estapédio na janela oval, gerando perda auditiva condutiva ou mista.
- Entalhe de Carhart
- Rebaixamento artefatual do limiar de via óssea em 2000 Hz observado frequentemente em pacientes com otosclerose.
- Doença de Ménière
- Afecção idiopática da orelha interna ligada à hidropisia endolinfática, cursando com vertigem, zumbido, plenitude e perda auditiva flutuante.
- Schwannoma Vestibular (Neurinoma do Acústico)
- Tumor benigno do nervo vestibular que causa perda auditiva sensorioneural unilateral progressiva e discriminação vocal ruim.
- Desordem do Espectro da Neuropatia Auditiva (DENA)
- Condição em que as células ciliadas externas funcionam (EOA presentes), mas a condução neural do nervo auditivo está alterada (PEATE ausente).
- Processamento Auditivo Central (PAC)
- Eficiência e eficácia com que o sistema nervoso central utiliza a informação auditiva percebida pelas vias periféricas.
- Teste Dicótico de Dígitos (TDD)
- Exame do PAC que avalia a habilidade de integração binaural por meio da apresentação de pares de dígitos em cada orelha.
- Teste de Fala com Ruído
- Teste de fala monótico que avalia a habilidade de fechamento auditivo em ambientes acusticamente desfavoráveis.
- Triagem Auditiva Neonatal (Teste da Orelhinha)
- Programa preventivo que usa EOA ou PEATE automático para detectar alterações auditivas precocemente em recém-nascidos.
- Plenitude Auricular
- Sensação de orelha entupida, tampada ou cheia de pressão, comum em disfunções tubárias e na Doença de Ménière.
- Ganho Funcional
- Diferença em decibéis entre os limiares auditivos de um paciente obtidos sem prótese e com prótese auditiva.