Gramática e Sintaxe Essenciais

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Estudo essencial da gramática e sintaxe da língua portuguesa, focado em regras, dicas e pegadinhas para estudantes e candidatos a concursos.

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Diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal
O complemento nominal liga-se a substantivos abstratos, adjetivos ou advérbios e tem sentido passivo. O adjunto adnominal liga-se apenas a substantivos (concretos ou abstratos) e tem sentido ativo ou de posse.
Uso de 'onde' versus 'aonde'
Use 'onde' para indicar lugar fixo ou permanência (ex.: Onde você mora?). Use 'aonde' com verbos de movimento que exigem a preposição 'a' (ex.: Aonde você vai?).
Crase antes de pronomes demonstrativos 'aquele', 'aquela', 'aquilo'
Ocorre crase se o termo regente exigir a preposição 'a'. Exemplo: 'Refiro-me àquele homem' (quem se refere, refere-se a + aquele).
Crase antes de palavras femininas: regra geral
Ocorre quando há a fusão da preposição 'a' com o artigo definido feminino 'a(s)'. Macete: substitua a palavra feminina por uma masculina equivalente; se virar 'ao', ocorre crase.
Crase diante de nomes de cidades
Regra prática: 'Se vou a e volto da, crase há; se vou a e volto de, crase para quê?'. Exemplo: 'Vou a Paris' (volto de), mas 'Vou à França' (volto da).
Concordância com 'a maioria de' ou 'grande parte de' + plural
Concordância facultativa: o verbo pode ficar no singular concordando com o núcleo coletivo ('a maioria votou') ou no plural concordando com o especificador ('a maioria dos eleitores votaram').
Concordância com 'é proibido' / 'é necessário' / 'é bom'
Sem artigo determinando o sujeito, a expressão fica no masculino singular: 'É proibido entrada'. Havendo artigo ou pronome determinante, a concordância é obrigatória: 'É proibida a entrada'.
Verbo 'haver' no sentido de existir ou ocorrer
É impessoal e não possui sujeito. Fica sempre na 3ª pessoa do singular no tempo correspondente. Exemplo: 'Havia muitos problemas na empresa', e nunca 'Haviam'.
Verbo 'fazer' indicando tempo decorrido ou clima
É impessoal e conjuga-se apenas na 3ª pessoa do singular. Exemplo: 'Faz cinco anos que não o vejo' e 'Fazia dias muito frios', nunca 'Fazem anos'.
Uso dos quatro porquês: 'por que'
Usa-se em perguntas diretas ou indiretas no início/meio de frases ('Por que você saiu?') ou com sentido de 'pelo qual' / 'por qual razão'.
Uso dos quatro porquês: 'por quê'
Usa-se no fim de frases interrogativas ou isolado, pois a proximidade com o ponto torna a pronúncia tônica. Exemplo: 'Eles não vieram ontem, por quê?'
Uso dos quatro porquês: 'porque'
Conjunção explicativa ou causal, equivalente a 'pois', 'já que' ou 'visto que'. Exemplo: 'Não fui à aula porque estava chovendo muito'.
Uso dos quatro porquês: 'porquê'
Substantivo masculino que significa 'motivo' ou 'razão'. Vem acompanhado de artigo ou pronome determinante e admite plural. Exemplo: 'Gostaria de entender o porquê de tudo isso'.
Próclise com palavras de sentido negativo
Palavras negativas (não, nunca, jamais, ninguém) atraem obrigatoriamente o pronome oblíquo para antes do verbo. Exemplo: 'Não me diga isso'.
Próclise com pronomes relativos
Pronomes relativos (que, quem, cujo, onde) funcionam como fatores de atração pronominal. Exemplo: 'Esta é a pessoa que me ajudou no concurso'.
Início de frase e colocação pronominal
Pela norma culta, nunca se inicia uma oração com pronome oblíquo átono. O correto é usar ênclise: 'Diga-me a verdade', e nunca 'Me diga a verdade'.
Mesóclise: quando utilizar?
Utiliza-se exclusivamente com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito, desde que não haja fator de próclise. Exemplo: 'Convidar-me-iam se pudessem'.
Voz passiva sintética com partícula 'se'
Com verbos transitivos diretos, 'se' atua como partícula apassivadora e o verbo concorda com o sujeito paciente. Exemplo: 'Vendem-se casas' (casas são vendidas).
Índice de indeterminação do sujeito com 'se'
Com verbos transitivos indiretos, intransitivos ou de ligação, 'se' indetermina o sujeito e o verbo fica fixo na 3ª pessoa do singular. Exemplo: 'Precisa-se de funcionários'.
Regência do verbo 'assistir' no sentido de ver
É transitivo indireto e exige a preposição 'a'. Exemplo: 'Assisti ao filme ontem à noite'. No sentido de prestar ajuda, costuma ser transitivo direto: 'Assistiu o doente'.
Regência do verbo 'aspirar' no sentido de desejar
É transitivo indireto e exige a preposição 'a'. Exemplo: 'Ele aspira ao cargo de diretor'. No sentido de respirar/sorver ar, é direto: 'Aspirou o ar puro'.
Regência do verbo 'visar' no sentido de ter como objetivo
É transitivo indireto e rege a preposição 'a'. Exemplo: 'A medida visa ao bem-estar social'. No sentido de mirar ou assinar, é transitivo direto: 'Visou o cheque'.
Regência dos verbos 'esquecer' e 'lembrar'
Quando pronominais (esquecer-se, lembrar-se), exigem a preposição 'de' ('Lembrei-me do fato'). Sem pronome, são transitivos diretos ('Lembrei o fato').
Regência do verbo 'obedecer'
É transitivo indireto e exige a preposição 'a'. Exemplo: 'Devemos obedecer às leis de trânsito', e não 'obedecer as leis'.
Regência do verbo 'preferir'
Exige dois termos com a preposição 'a': 'Prefiro café a chá'. É incorreto usar 'prefiro mais', 'do que' ou 'mil vezes'.
Sujeito oracional e a concordância verbal
Quando o sujeito de uma oração for outra oração inteira (sujeito oracional), o verbo principal permanece obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular. Exemplo: 'Falta comprar os livros'.
Predicativo do sujeito versus adjunto adnominal
O predicativo expressa um estado ou atributo passageiro intermediado por um verbo ('O menino chegou cansado'). O adjunto é um atributo permanente junto ao nome ('O menino cansado dormiu').
Aposto explicativo e uso da pontuação
O aposto explicativo detalha ou esclarece um termo substantivo e deve vir sempre isolado por vírgulas, travessões ou parênteses. Exemplo: 'Machado de Assis, grande escritor brasileiro, fundou a ABL'.
Vocativo e a vírgula obrigatória
O vocativo é um chamamento independente na oração e deve ser obrigatoriamente isolado por vírgula. Exemplo: 'Venha cá, João' ou 'Maria, traga o relatório'.
Vírgula entre sujeito e predicado
Nunca se separa o sujeito do predicado por vírgula, mesmo que o sujeito seja muito longo. Erro comum: 'Os candidatos aprovados na primeira fase da prova, compareceram hoje'.
Diferença entre 'ao encontro de' e 'de encontro a'
'Ao encontro de' expressa concordância, aproximação harmônica ('Minha ideia vai ao encontro da sua'). 'De encontro a' expressa oposição ou colisão física ('O carro foi de encontro ao muro').
Uso de 'há' versus 'a' indicando tempo
Usa-se 'há' (verbo haver) para tempo decorrido no passado: 'Moro aqui há dez anos'. Usa-se 'a' para tempo futuro ou distância: 'O evento ocorrerá daqui a dois meses'.
Uso de 'bastante' e 'bastantes'
Como advérbio de intensidade, é invariável: 'Eles trabalham bastante'. Como pronome ou adjetivo (equivalente a muitos/muitas), varia no plural: 'Havia bastantes motivos para comemorar'.
Uso de 'meio' versus 'meia'
Como advérbio no sentido de 'um pouco', é invariável: 'Ela estava meio cansada'. Como numeral fracionário, concorda com o substantivo: 'Bebeu meia garrafa de suco'.
Uso de 'menos' versus 'menas'
A palavra 'menas' não existe na norma culta padrão. 'Menos' é sempre invariável, tanto como advérbio quanto como pronome. Exemplo: 'Havia menos pessoas na fila'.
Pronome relativo 'cujo': regras essenciais
Indica posse, concorda em gênero e número com a coisa possuída e nunca deve ser seguido de artigo. Exemplo: 'O autor cujo livro fez sucesso' (nunca 'cujo o livro').
Preposição antes de pronome relativo
Se o verbo da oração subordinada exigir preposição, ela deve ser colocada antes do pronome relativo. Exemplo: 'O filme a que assisti' (assistir a), e não 'O filme que assisti'.
Oração subordinada substantiva apositiva
Funciona sintaticamente como aposto de um substantivo da oração principal, normalmente introduzida por dois-pontos ou travessão. Exemplo: 'Só desejo uma coisa: que você vença'.
Oração subordinada adjetiva explicativa vs restritiva
Explicativas generalizam e vêm isoladas por vírgulas ('O homem, que é mortal, erra'). Restritivas limitam o sentido do termo antecedente e não têm vírgula ('Os alunos que estudaram passaram').
Conjunções coordenativas adversativas e pontuação
Conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, no entanto) devem ser precedidas por vírgula. 'Mas' inicia oração e não admite vírgula logo após si.
Crase diante de pronomes de tratamento
Regra geral: não ocorre crase antes de pronomes de tratamento (Vossa Senhoria, Você), com exceção apenas de 'senhora', 'senhorita' e 'dona'.
Crase em locuções adverbiais femininas
Ocorre crase fixa em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas formadas por palavras femininas. Exemplos: 'à noite', 'às pressas', 'à medida que'.
Crase facultativa: os 3 casos clássicos
A crase é opcional: 1) antes de nomes próprios femininos; 2) antes de pronomes possessivos femininos singulares; 3) após a preposição 'até'.
Concordância do adjetivo 'anexo' e 'incluso'
Concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem: 'Seguem anexas as cartas'. Já a locução 'em anexo' é invariável: 'Seguem em anexo as cartas'.
Concordância com 'obrigado' / 'obrigada'
O vocábulo funciona como adjetivo e concorda com o emissor: homens dizem 'obrigado' e mulheres dizem 'obrigada'.
Concordância de porcentagem seguida de especificador
O verbo pode concordar com o numeral ou com o substantivo especificador. Exemplo: '10% do povo votou' (concorda com 'povo') ou '10% do povo votaram' (concorda com '10%').
Concordância com a expressão 'um dos que'
O verbo pode ficar no plural (preferencial na norma culta) ou no singular. Exemplo: 'Ele foi um dos que mais falaram' ou 'um dos que mais falou'.
Diferença entre complemento verbal e complemento nominal
O complemento verbal (objeto direto ou indireto) completa o sentido de um verbo. O complemento nominal completa o sentido de nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) e sempre tem preposição.
Agente da passiva: definição sintática
É o termo que pratica a ação expressa pelo verbo na voz passiva analítica, geralmente introduzido pela preposição 'por' (ou 'de'). Exemplo: 'A carta foi escrita pelo diretor'.
Pleonasmo vicioso: o que evitar
É a redundância desnecessária de termos na frase culta. Exemplos a evitar: 'subir para cima', 'entrar para dentro', 'protagonista principal' e 'elo de ligação'.

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