Gramática e Sintaxe Essenciais
Estudo essencial da gramática e sintaxe da língua portuguesa, focado em regras, dicas e pegadinhas para estudantes e candidatos a concursos.
Cartões · 50
- Diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal
- O complemento nominal liga-se a substantivos abstratos, adjetivos ou advérbios e tem sentido passivo. O adjunto adnominal liga-se apenas a substantivos (concretos ou abstratos) e tem sentido ativo ou de posse.
- Uso de 'onde' versus 'aonde'
- Use 'onde' para indicar lugar fixo ou permanência (ex.: Onde você mora?). Use 'aonde' com verbos de movimento que exigem a preposição 'a' (ex.: Aonde você vai?).
- Crase antes de pronomes demonstrativos 'aquele', 'aquela', 'aquilo'
- Ocorre crase se o termo regente exigir a preposição 'a'. Exemplo: 'Refiro-me àquele homem' (quem se refere, refere-se a + aquele).
- Crase antes de palavras femininas: regra geral
- Ocorre quando há a fusão da preposição 'a' com o artigo definido feminino 'a(s)'. Macete: substitua a palavra feminina por uma masculina equivalente; se virar 'ao', ocorre crase.
- Crase diante de nomes de cidades
- Regra prática: 'Se vou a e volto da, crase há; se vou a e volto de, crase para quê?'. Exemplo: 'Vou a Paris' (volto de), mas 'Vou à França' (volto da).
- Concordância com 'a maioria de' ou 'grande parte de' + plural
- Concordância facultativa: o verbo pode ficar no singular concordando com o núcleo coletivo ('a maioria votou') ou no plural concordando com o especificador ('a maioria dos eleitores votaram').
- Concordância com 'é proibido' / 'é necessário' / 'é bom'
- Sem artigo determinando o sujeito, a expressão fica no masculino singular: 'É proibido entrada'. Havendo artigo ou pronome determinante, a concordância é obrigatória: 'É proibida a entrada'.
- Verbo 'haver' no sentido de existir ou ocorrer
- É impessoal e não possui sujeito. Fica sempre na 3ª pessoa do singular no tempo correspondente. Exemplo: 'Havia muitos problemas na empresa', e nunca 'Haviam'.
- Verbo 'fazer' indicando tempo decorrido ou clima
- É impessoal e conjuga-se apenas na 3ª pessoa do singular. Exemplo: 'Faz cinco anos que não o vejo' e 'Fazia dias muito frios', nunca 'Fazem anos'.
- Uso dos quatro porquês: 'por que'
- Usa-se em perguntas diretas ou indiretas no início/meio de frases ('Por que você saiu?') ou com sentido de 'pelo qual' / 'por qual razão'.
- Uso dos quatro porquês: 'por quê'
- Usa-se no fim de frases interrogativas ou isolado, pois a proximidade com o ponto torna a pronúncia tônica. Exemplo: 'Eles não vieram ontem, por quê?'
- Uso dos quatro porquês: 'porque'
- Conjunção explicativa ou causal, equivalente a 'pois', 'já que' ou 'visto que'. Exemplo: 'Não fui à aula porque estava chovendo muito'.
- Uso dos quatro porquês: 'porquê'
- Substantivo masculino que significa 'motivo' ou 'razão'. Vem acompanhado de artigo ou pronome determinante e admite plural. Exemplo: 'Gostaria de entender o porquê de tudo isso'.
- Próclise com palavras de sentido negativo
- Palavras negativas (não, nunca, jamais, ninguém) atraem obrigatoriamente o pronome oblíquo para antes do verbo. Exemplo: 'Não me diga isso'.
- Próclise com pronomes relativos
- Pronomes relativos (que, quem, cujo, onde) funcionam como fatores de atração pronominal. Exemplo: 'Esta é a pessoa que me ajudou no concurso'.
- Início de frase e colocação pronominal
- Pela norma culta, nunca se inicia uma oração com pronome oblíquo átono. O correto é usar ênclise: 'Diga-me a verdade', e nunca 'Me diga a verdade'.
- Mesóclise: quando utilizar?
- Utiliza-se exclusivamente com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito, desde que não haja fator de próclise. Exemplo: 'Convidar-me-iam se pudessem'.
- Voz passiva sintética com partícula 'se'
- Com verbos transitivos diretos, 'se' atua como partícula apassivadora e o verbo concorda com o sujeito paciente. Exemplo: 'Vendem-se casas' (casas são vendidas).
- Índice de indeterminação do sujeito com 'se'
- Com verbos transitivos indiretos, intransitivos ou de ligação, 'se' indetermina o sujeito e o verbo fica fixo na 3ª pessoa do singular. Exemplo: 'Precisa-se de funcionários'.
- Regência do verbo 'assistir' no sentido de ver
- É transitivo indireto e exige a preposição 'a'. Exemplo: 'Assisti ao filme ontem à noite'. No sentido de prestar ajuda, costuma ser transitivo direto: 'Assistiu o doente'.
- Regência do verbo 'aspirar' no sentido de desejar
- É transitivo indireto e exige a preposição 'a'. Exemplo: 'Ele aspira ao cargo de diretor'. No sentido de respirar/sorver ar, é direto: 'Aspirou o ar puro'.
- Regência do verbo 'visar' no sentido de ter como objetivo
- É transitivo indireto e rege a preposição 'a'. Exemplo: 'A medida visa ao bem-estar social'. No sentido de mirar ou assinar, é transitivo direto: 'Visou o cheque'.
- Regência dos verbos 'esquecer' e 'lembrar'
- Quando pronominais (esquecer-se, lembrar-se), exigem a preposição 'de' ('Lembrei-me do fato'). Sem pronome, são transitivos diretos ('Lembrei o fato').
- Regência do verbo 'obedecer'
- É transitivo indireto e exige a preposição 'a'. Exemplo: 'Devemos obedecer às leis de trânsito', e não 'obedecer as leis'.
- Regência do verbo 'preferir'
- Exige dois termos com a preposição 'a': 'Prefiro café a chá'. É incorreto usar 'prefiro mais', 'do que' ou 'mil vezes'.
- Sujeito oracional e a concordância verbal
- Quando o sujeito de uma oração for outra oração inteira (sujeito oracional), o verbo principal permanece obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular. Exemplo: 'Falta comprar os livros'.
- Predicativo do sujeito versus adjunto adnominal
- O predicativo expressa um estado ou atributo passageiro intermediado por um verbo ('O menino chegou cansado'). O adjunto é um atributo permanente junto ao nome ('O menino cansado dormiu').
- Aposto explicativo e uso da pontuação
- O aposto explicativo detalha ou esclarece um termo substantivo e deve vir sempre isolado por vírgulas, travessões ou parênteses. Exemplo: 'Machado de Assis, grande escritor brasileiro, fundou a ABL'.
- Vocativo e a vírgula obrigatória
- O vocativo é um chamamento independente na oração e deve ser obrigatoriamente isolado por vírgula. Exemplo: 'Venha cá, João' ou 'Maria, traga o relatório'.
- Vírgula entre sujeito e predicado
- Nunca se separa o sujeito do predicado por vírgula, mesmo que o sujeito seja muito longo. Erro comum: 'Os candidatos aprovados na primeira fase da prova, compareceram hoje'.
- Diferença entre 'ao encontro de' e 'de encontro a'
- 'Ao encontro de' expressa concordância, aproximação harmônica ('Minha ideia vai ao encontro da sua'). 'De encontro a' expressa oposição ou colisão física ('O carro foi de encontro ao muro').
- Uso de 'há' versus 'a' indicando tempo
- Usa-se 'há' (verbo haver) para tempo decorrido no passado: 'Moro aqui há dez anos'. Usa-se 'a' para tempo futuro ou distância: 'O evento ocorrerá daqui a dois meses'.
- Uso de 'bastante' e 'bastantes'
- Como advérbio de intensidade, é invariável: 'Eles trabalham bastante'. Como pronome ou adjetivo (equivalente a muitos/muitas), varia no plural: 'Havia bastantes motivos para comemorar'.
- Uso de 'meio' versus 'meia'
- Como advérbio no sentido de 'um pouco', é invariável: 'Ela estava meio cansada'. Como numeral fracionário, concorda com o substantivo: 'Bebeu meia garrafa de suco'.
- Uso de 'menos' versus 'menas'
- A palavra 'menas' não existe na norma culta padrão. 'Menos' é sempre invariável, tanto como advérbio quanto como pronome. Exemplo: 'Havia menos pessoas na fila'.
- Pronome relativo 'cujo': regras essenciais
- Indica posse, concorda em gênero e número com a coisa possuída e nunca deve ser seguido de artigo. Exemplo: 'O autor cujo livro fez sucesso' (nunca 'cujo o livro').
- Preposição antes de pronome relativo
- Se o verbo da oração subordinada exigir preposição, ela deve ser colocada antes do pronome relativo. Exemplo: 'O filme a que assisti' (assistir a), e não 'O filme que assisti'.
- Oração subordinada substantiva apositiva
- Funciona sintaticamente como aposto de um substantivo da oração principal, normalmente introduzida por dois-pontos ou travessão. Exemplo: 'Só desejo uma coisa: que você vença'.
- Oração subordinada adjetiva explicativa vs restritiva
- Explicativas generalizam e vêm isoladas por vírgulas ('O homem, que é mortal, erra'). Restritivas limitam o sentido do termo antecedente e não têm vírgula ('Os alunos que estudaram passaram').
- Conjunções coordenativas adversativas e pontuação
- Conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, no entanto) devem ser precedidas por vírgula. 'Mas' inicia oração e não admite vírgula logo após si.
- Crase diante de pronomes de tratamento
- Regra geral: não ocorre crase antes de pronomes de tratamento (Vossa Senhoria, Você), com exceção apenas de 'senhora', 'senhorita' e 'dona'.
- Crase em locuções adverbiais femininas
- Ocorre crase fixa em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas formadas por palavras femininas. Exemplos: 'à noite', 'às pressas', 'à medida que'.
- Crase facultativa: os 3 casos clássicos
- A crase é opcional: 1) antes de nomes próprios femininos; 2) antes de pronomes possessivos femininos singulares; 3) após a preposição 'até'.
- Concordância do adjetivo 'anexo' e 'incluso'
- Concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem: 'Seguem anexas as cartas'. Já a locução 'em anexo' é invariável: 'Seguem em anexo as cartas'.
- Concordância com 'obrigado' / 'obrigada'
- O vocábulo funciona como adjetivo e concorda com o emissor: homens dizem 'obrigado' e mulheres dizem 'obrigada'.
- Concordância de porcentagem seguida de especificador
- O verbo pode concordar com o numeral ou com o substantivo especificador. Exemplo: '10% do povo votou' (concorda com 'povo') ou '10% do povo votaram' (concorda com '10%').
- Concordância com a expressão 'um dos que'
- O verbo pode ficar no plural (preferencial na norma culta) ou no singular. Exemplo: 'Ele foi um dos que mais falaram' ou 'um dos que mais falou'.
- Diferença entre complemento verbal e complemento nominal
- O complemento verbal (objeto direto ou indireto) completa o sentido de um verbo. O complemento nominal completa o sentido de nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) e sempre tem preposição.
- Agente da passiva: definição sintática
- É o termo que pratica a ação expressa pelo verbo na voz passiva analítica, geralmente introduzido pela preposição 'por' (ou 'de'). Exemplo: 'A carta foi escrita pelo diretor'.
- Pleonasmo vicioso: o que evitar
- É a redundância desnecessária de termos na frase culta. Exemplos a evitar: 'subir para cima', 'entrar para dentro', 'protagonista principal' e 'elo de ligação'.